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27/04/2026

Seminário interdisciplinar da UCDB debate integração entre ensino, pesquisa e extensão

Fonte: Gilmar Hernandes

A Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) realizou, na manhã desta segunda-feira (27/04), o III Seminário Interdisciplinar do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI). O encontro com o tema “Interdisciplinaridade e extensão universitária: construindo pontes entre saberes e práticas” reuniu acadêmicos, pesquisadores e docentes no auditório do bloco B. 

O evento destacou o papel da Psicologia como ciência crítica, interdisciplinar e comprometida com a realidade social. A proposta foi ampliar a compreensão da área para além de seus limites tradicionais, incentivando a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.

“A nossa produção científica sai de um modelo acadêmico focado predominantemente na geração interna de dados e publicações. A importância que temos de sair dos muros da sala de aula, porque aqui nós temos os professores que trazem exemplo do dia a dia, temos as teorias, mas sair para a realidade, enchergarmos além dos nossos muros, é isso que vai dar qualidade ao nosso trabalho como profissional”, destacou a professora Heloísa Grubits. Ela coordena, ao lado da docente Luciane Pinho de Almeida, o Núcleo de Extensão de Pesquisa em Psicologia (Nextpsi), criado em 2021.

Segundo a professora, o programa tem investido na chamada extensão social, diretriz recente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para evidenciar o impacto da produção científica na sociedade. “O núcleo surgiu como resposta estratégica a essa demanda, transformando uma exigência avaliativa em compromisso ético e político da Psicologia”, disse. Em breve o Núcleo deve ganhar um site.

Convidado do seminário, o professor Carlos Roberto de Castro e Silva, da Universidade Federal de São Paulo, abordou o tema “Universidade, território e transformação social: desafios da Psicologia na interdisciplinaridade da produção do conhecimento”. Ele destacou a importância da psicologia social crítica para compreender as desigualdades.

“Essa abordagem permite entender a desigualdade a partir das vivências e da forma como as pessoas a traduzem no cotidiano. O Brasil ainda apresenta um grande abismo entre ricos e pobres, o que se reflete em disparidades no acesso a direitos humanos e sociais”, afirmou.