13/08/2019
Grupos da UCDB fazem visitas técnicas na bacia do Córrego Ceroula
Fonte: Gilmar Hernandes
Os grupos que compõem os trabalhos do Plano de Manejo da Bacia do Córrego Ceroula desenvolvidos pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) percorreram, na sexta-feira (9), cerca de 100 quilômetros que cortam o córrego para visitas técnicas para verificarem a área em que farão levantamento das informações econômicas e sociais da população local, tipos de agriculturas, turismo, levantamento da fauna e flora e a análise da água e de sedimentos. Todo o trabalho conta com uma equipe de pesquisadores, técnicos, acadêmicos e a participação da Agência de Inovação e Empreendedorismo da UCDB (S-Inova), em parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, liderado pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb).
“Viemos fazer o reconhecimento da área onde faremos o levantamento de informações relacionadas ao meio físico, meio abiótico e ao meio socioeconômico. O grupo do meio físico vai coletar amostrar de água para fazer análise do índice de qualidade de água, medição de vazão e também vão fazer a coleta de sedimentos. Estamos fazendo um diagnóstico de informações, coleta de dados primários para compararmos com dados secundários que já temos à disposição em relação a região para que a gente possa então entender o comportamento da região e propor o zoneamento que é um dos elementos do plano de manejo, que vai orientar as atividades que já acontecem na região e que vão orientar toda essa parte”, explicou a coordenadora do projeto pela UCDB, professora Ana Paula Teles.
A professora Paula Helena Santa Rita destacou que no caso da fauna será feito levantamento de animais vertebrados na região em cinco pontos dentro dos 66 mil hectares que compreende a região. “Vamos instalar armadilhas fotográficas de registro de mamíferos grandes e médios, além de redes de neblina para o registro de morcegos. Em outro ponto, vamos montar uma base de apoio e os acadêmicos estarão monitorando todo o trecho, sempre margeando o córrego. O entorno está bem desmatado e a mata ciliar acaba sendo corredor, eles não têm interesse em áreas descampadas”.
Em um dos pontos a serem pesquisados, os acadêmicos fizeram uma coleta preliminar de amostra de água superficial do córrego para avaliar a qualidade do material, mas também serão analisados solos, clima, temperatura, entre outros quesitos. “A partir dessa análise vamos ter ideia da característica e qualidade da bacia, como a quantidade de sedimentos que podem estar mudando no rio. Conseguiremos verificar os impactos que estão sendo causados, as atividades que estão impactando o córrego e prever um programa de melhoramento para o local. Vamos verificar seis pontos em quatro córregos: Retiro, Angico, Ceroula (3pontos) e Piraputanga”, explicou o professor Guilherme Henrique Cavazzana.
A flora, as atividades econômicas e as pessoas da região também fazem parte do levantamento. “Vamos pegar os fragmentos de vegetação que ainda estão preservados no local para identifica-las. Temos muitas áreas agricultáveis na região e os corredores de vegetação nativa já estão bastante fragmentados. Vamos trabalhar principalmente em três comunidades. Os alunos vão catalogar ainda as informações gerando um levantamento urbanístico de moradias e questões socioeconômicas da agricultura e do turismo, verificando ainda as pessoas que trabalham na região — identificando o potencial, as dificuldades e novas opções de receita”, relatou o professor Denilson de Oliveira Guilherme.
Todo o levantamento de informações do plano de manejo deve ser concluído até o final do primeiro semestre de 2020, com objetivo de manter os recursos naturais que estão em bom estado de conservação e recuperar aqueles que necessitarem, garantindo as atuais e futuras gerações um ambiente conservado. Campo Grande possui três Áreas de Proteção Ambiental (APA) – Lajeado, Guariroba e Ceroula.]