21/05/2010
Evangelho do dia: Amar até doer
Fonte: Pró-Reitoria de Pastoral
Quantos jovens, assim que descobrem que se gostam, pedem ou exigem do outro uma prova de amor. No entanto, o verdadeiro amor não exige prova alguma porque é fruto de uma experiência. Os cristãos só foram capazes de mudar o mundo quando descobriram que amar era cuidar dos pobres, da viúva e do órfão, ou seja, de todos os que foram esquecidos pelo mundo. É esse amor que faz com que transformemos a esmola em prática da caridade. O amor vai além do amor carnal, que os filmes e as novelas apresentam hoje em dia e que muitos seguem com um piscar de olhos. O modelo do amor cristão é sempre Jesus.
No evangelho de hoje, de João 21,15-19, Jesus questiona Pedro, que o havia negado por três vezes, se O ama. Pedro, nas duas primeiras vezes, responde que ama Jesus como amigo ou como se ama um parente. Na última vez em que Jesus lhe pergunta se O ama, Pedro tem que voltar o filme de própria vida e olhar para a cruz. Relembra que a cruz foi a maior prova de amor já dada por alguém no mundo. Entende, então, que o amor é entrega total. Chorando, Pedro responde a Jesus que O ama mais do que os outros. Jesus, comovido com as lágrimas de Pedro, diz-lhe apenas que apascente as suas ovelhas, isto é, que cuide daqueles que Ele mesmo (Jesus) ama.
Jesus já havia chamado Pedro, na beira do mar da Galileia. O evangelho diz mais uma vez Jesus o convidou a segui-lo. Este foi o verdadeiro e definitivo chamado de Jesus a esse homem que levou muitos pagãos a se converterem e passou na prova do amor de Jesus.
É esse amor que leva tantos homens, como São Francisco de Assis, a dedicar-se à causa dos pobres; São Camilo de Lélis a se dedicar à causa dos doentes; e São João Bosco a se dedicar à educação da juventude. Pobres ou ricos, generais ou camponeses, todos podem quebrar o recorde do amor, sem que o amor seja confundido com uma simples união carnal. Aliás, se o amor carnal não for uma entrega total entre os esposos, logo se tornará uma rotina e, por fim, um matrimônio feliz e estável acaba. Jesus mostrou a Pedro que o amor exige a dor para ser verdadeiro ao morrer na cruz. Quem não ama até doer não pode ser considerado cristão.
Nesta semana de oração pela unidade dos cristãos, aprendamos que o amor é entrega total. Cada um deve dar a Jesus uma resposta de amor. Comecemos amando aos que estão em casa, e, a partir daí, nós poderemos amar os que são diferentes de nós, inclusive os cristãos de outras religiões.