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Artigo científico que traça o perfil do agricultor familiar brasileiro é publicado em revista internacional

23/03/2018 - 10:00 - UCDB

Fonte: Brenda Oliveira

Me. Gabriel Herrera (de camisa cinza) ao lado dos professores que integraram a banca dele de defesa de dissertação

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Artigo científico produzido por Me. Gabriel Herrera com base na pesquisa desenvolvida por ele enquanto aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Sustentabilidade Agropecuária da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) foi publicado este mês pela “Land Use Policy”— uma revista internacional que aborda todos os aspectos do uso da terra.

“Ficamos muito felizes pela publicação nesta revista, que é reconhecida internacionalmente. Espero que as informações geradas sejam utilizadas pelos nossos formuladores de políticas públicas, para contribuir com o crescimento e fortalecimento da agricultura familiar no Brasil”, falou Gabriel, também em nome do orientador da pesquisa, Dr. Michel Constantino.

Com o tema “Econometric analysis of income, productivity and diversification among smallholders in Brazil”, o artigo traça um perfil dos agricultores familiares brasileiros por meio de uma análise econométrica que avaliou um banco de dados de 2014 fornecido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que continha informações a respeito de 4,7 milhões de pequenos produtores.

“Por ser mais atual, tivemos que vencer a burocracia para conseguir ter acesso aos números, pois esses não foram disponibilizados ao público como é o caso do levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No banco de dados, foram utilizadas informações detalhadas de cada produtor, como escolaridade, sexo, idade, área da propriedade e índice de diversificação, por exemplo”, esclareceu Gabriel.

A partir da análise, o mestre identificou quais variáveis influenciavam diretamente na receita, na produtividade e na diversificação de culturas — pontos que demonstram o desenvolvimento da propriedade. De acordo com o artigo, a principal dessas variáveis, foi o fato de o agricultor familiar fazer parte de uma cooperativa, algo que afetou positivamente e teve influencia direta no aumento dos índices. Segundo Gabriel, apesar desse cenário, o que preocupa é apenas 5% dos agricultores familiares no Brasil são cooperados.

Outro ponto preocupante apontado pelos resultados, de acordo com o mestre, é o fato de que quando o agricultor familiar é do sexo feminino, essa é uma das variáveis que mais afeta negativamente os três índices, uma vez que as mulheres são 37,2% dos pequenos produtores no Brasil. Uma estatística que sugere a existência de uma grande desigualdade de gênero no setor.

Por fim, ao identificar todos esses dados, Gabriel expôs a necessidade da criação de novas políticas públicas que possam alavancar as pequenas produções brasileiras, de forma a incentivar o cooperativismo e promover ações que combatam a desigualdade de gênero. Segundo o mestre, isso terá um reflexo positivo de fortalecimento do setor, beneficiando  mais de 80% dos agricultores familiares no Brasil e impulsionando a produção de alimentos.

 

Texto sob supervisão de Natalie Malulei.

 

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