Liturgia Diária

O amor divino faz nova todas as coisas (Jo 5,17-30)

  A verdade é que o Pai ama seu Filho, e o Filho ama unicamente, de forma singular, o seu Pai. Aqui está um relato de amor maravilhoso e divino: o amor de Deus é um Pai que ama o Seu Filho e o Filho que ama Seu Pai; essa força maravilhosa de amor do Pai e do Filho é que cria todas as coisas.

 

  Por isso Jesus está dizendo: “Meu Pai trabalha sempre, portanto, também eu trabalho”. Se o Pai trabalhou para criar todas as coisas, ali estava o Filho criando; agora, o Pai estava salvando o que se perdera da sua própria criação, e o Filho veio para ser o protagonista do Pai, está no meio de nós salvando aquilo que ele mesmo fez junto com o Pai no poder do Espírito.

 

  Exemplo de amor e comunhão em tudo aquilo que realiza. O Pai não faz nada sem o Filho, e o Filho não faz nada sem o Pai. A comunhão de amor entre eles faz com que a natureza seja única.

 

  Aprendemos, na catequese, que o Pai é Deus, que o Filho é Deus, que o Espírito Santo é Deus, um único Deus e três pessoas distintas que se amam de uma forma singular, um amor que se expande na criação de todas as coisas.

 

  Viemos do amor de Deus, a natureza nasceu do amor de Deus, o mundo criado que contemplamos e admiramos é fruto do amor divino. Quando o amor d’Ele está em nós, somos recriados, refeitos e reestruturados.

 

  Quando o amor de Deus se perde ou não é acolhido, não é aceito, a criação geme e padece. Estamos padecendo, gemendo, é um parto doloroso, porque nos afastamos do amor de Deus que cria e faz nova todas as coisas.

 

  O Filho veio nos trazer esse amor, veio nos apresentar um único remédio e caminho que nos salva: o amor de Deus em nós, que faz nova todas as coisas.

 

  Permitamo-nos ser amados e cuidados por esse amor divino, permitamos que o amor de Deus, ao agir em nós, cure-nos de todo mal.

 

  Deus abençoe você!