Mestrado em Psicologia

Dissertações

+ ENTRE FACES E VÉUS: AFETO, CULTURA E IDENTIDADE NO COTIDIANO DE MULHERES MUÇULMANAS NO BRASIL.
  • Discente:
    • FATIMA SIHAME TAHA
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O presente estudo, teve como objeto de pesquisa as relações sociais e as implicações no campo da subjetividade de mulheres muçulmanas que moram no Brasil. A questão norteadora pautou-se em saber: Como ocorrem os processos de afetividade, cultura e identidade que perpassam as mulheres muçulmanas em seu cotidiano de vida no Brasil? O objetivo geral foi de conhecer os processos de afetividade, cultura e identidade que perpassam mulheres muçulmanas em seu cotidiano de vida no Brasil. E os objetivos específicos pautaram-se em conhecer os aspectos culturais e históricos dos muçulmanos no Brasil; compreender os afetos, a cultura e as questões identitárias de mulheres muçulmanas que residem no Brasil e entender os aspectos culturais e de gênero e trabalho das mulheres muçulmanas no Brasil. A metodologia seguiu a perspectiva do materialismo histórico-dialético de Lukács e Agnes Heller, sendo realizada a pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, composta por 05 mulheres muçulmanas, com díades entre 28 a 38 anos, residentes em diferentes Estados brasileiros, inseridas ou não no mercado de trabalho, localizadas por meio das redes sociais, nas quais já existe um grupo de mulheres muçulmanas conhecidas entre si, e convidadas de forma aleatória. A pesquisa foi realizada pelas mulheres que aceitaram o convite para participação nesta. Os resultados da pesquisa demonstraram a importância de se compreender o cotidiano e a afetividade de mulheres muçulmanas residentes no Brasil e denotam contradições entre a profissão de fé e cultura islâmica num país ocidental. Demonstram que há ainda desconhecimento por parte dos brasileiros com relação à religião islâmica, o que gera curiosidade e/ou discriminação e preconceito. Ao mesmo tempo em que denota transformações identitárias das mulheres no que tange novas possibilidades de construção e orientação para suas próprias vidas pessoais, sejam de cunho profissional ou pessoal, familiar. Indicam a fortaleza dessas mulheres na construção de seus próprios caminhos invertendo formas mais tradicionais e arraigadas das comunidades muçulmanas.

  • Data da Defesa: 11/05/2022
  • Download: Clique aqui
+ ESTRESSE OCUPACIONAL E SUSPEIÇÃO PARA TRANSTORNOS MENTAIS MENORES EM BOMBEIROS MILITARES DE CAMPO GRANDE - MS
  • Discente:
    • THAMYRES RIBEIRO PEREIRA
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    As transformações no universo do trabalho ocorridas nas últimas décadas e as mudanças nas relações sociais trouxeram efeitos que repercutem em diversas esferas da vida humana, entre elas o trabalho. Em uma linha progressiva de agravamento de exigências, disponibilidade e competitividade, o trabalho contemporâneo é um terreno fértil para relações complexas de adoecimento laboral promovidas pela ruptura do equilíbrio da relação entre demanda e controle. Embora este seja um fenômeno recorrente e multifatorial em sua percepção e ocorrência, algumas profissões apresentam uma maior sujeição a estes eventos, e a segurança pública é um destes campos de maior acometimento. A psicossociologia do trabalho é a abordagem que norteia esse estudo, e compreende as plurais relações e interferências que se apresentam entre o homem e o trabalho, com especial orientação aos transtornos e ao adoecimento no campo laboral, a fim de minorar a sujeição aos riscos. Esta dissertação teve como objetivo geral avaliar a presença de estresse ocupacional e a suspeição para transtornos mentais menores em bombeiros militares de Campo Grande - MS. Foi desenvolvido um estudo junto a policiais do Corpo de Bombeiros Militares de Campo Grande, MS, que, de sua população total (n= 260 profissionais), teve uma amostra de 83 integrantes que responderam a um questionário disponibilizado via plataforma Survey Monkey, para investigar aspectos sociodemográficos e ocupacionais, somada a dois instrumentos psicológicos de mensuração: o primeiro deles, Self Reporting Questionnaire (SRQ-20), com 20 questões do tipo sim ou não, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde para o rastreamento de sintomas de transtornos mentais menores, sem uma perspectiva nosológica. O segundo instrumento utilizado foi a Escala de Vulnerabilidade do Estresse no Trabalho, que possui 40 questões e investiga vulnerabilidade ao estresse laboral no ambiente de atuação dos investigados, tendo por orientação três fatores (fator 1, clima e funcionamento organizacional; fator 2, pressão no trabalho e fator 3, infraestrutura e rotina). A dissertação foi desenvolvida no formato de artigos, totalizando três: (i) “O trabalho do bombeiro militar e seus reflexos à saúde mental: uma revisão narrativa”; (ii) “Prevalência de estresse ocupacional e transtornos mentais menores entre bombeiros militares de Campo Grande – Mato Grosso do Sul” e (iii) “Correlações entre estresse ocupacional e transtornos mentais menores no trabalho de bombeiros militares”. Detectou-se uma alta prevalência da suspeição de transtornos mentais menores, 75,7% e de estresse ocupacional, que foi superior a 60%, sem correlação com fatores sociodemográficos, confirmando uma correlação do trabalho de bombeiro militar com a alta prevalência de estresse ocupacional e transtornos mentais menores, em uma condição de interdependência dos dois construtos. O estudo evidenciou a importância da atenção a fatores cotidianos do trabalho do bombeiro militar como potenciais fatores de adoecimento laboral associado a natureza da atividade, bem como a importância do papel da oferta de acompanhamento e monitoria psicológica como fator protetivo importante para a qualidade de vida e saúde laboral destes profissionais.

  • Data da Defesa: 13/12/2021
  • Download: Clique aqui
+ EFEITOS DE UMA INTERVENÇÃO PSICOEDUCATIVA SOBRE ALEITAMENTO MATERNO PARA PUÉRPERAS EM ALOJAMENTO CONJUNTO
  • Discente:
    • JANETE PEREIRA LIMA
  • Orientador(a):
    • Luziane de Fatima Kirchner
  • Resumo:

    O alimento completo para o desenvolvimento e imunidade da criança é o leite materno, todavia, mesmo com todas as políticas para promoção do aleitamento o índice de desmame precoce é muito alto no Brasil. Esta dissertação está organizada no formato de três artigos. O primeiro artigo refere-se a um estudo de revisão de estudos brasileiros publicados nos últimos dez anos, que realizaram intervenções para a promoção do aleitamento materno exclusivo com o uso de materiais educativos. Realizou-se a busca de artigos completos disponíveis e indexados nas bases de dados PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), ScientificElectronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Empregaram-se as palavras de busca “Intervention” and “Breastfeeding”, com base nos descritores do MeSH (Medical Subject Headings) e foram selecionados 11 artigos para análise. As intervenções ocorreram na maioria em maternidades públicas, idade das participantes estava entre 18 e 36 anos, dominância de casadas/união consensual. Os estudos foram conduzidos a partir do delineamento quasi-experimental com único grupo (Grupo Experimental – GE) e o do delineamento com grupos Experimental e Controle, e Follow-up (7 e 60 dias). Os encontros apresentavam duração de aproximadamente 30 minutos. O recurso educativo mais utilizado foi o álbum seriado, outros materiais, como vídeo educativo, modelo de mama didática, folheto informativo e boneco também foram utilizados. As intervenções educativas quando utilizadas, podem contribuir de forma positiva para favorecer e incentivar o aleitamento materno. O segundo artigo investiga os efeitos de uma intervenção psicoeducativa, com a utilização combinada do álbum seriado e material didático, aplicada em 71 puérperas que estavam em alojamento conjunto, para promover a prática do aleitamento materno. Os dados foram agrupados e inseridos no Statistical Program for Social Sciences (SPSS), versão 26. A análise estatística descritiva (média e desvio padrão) também foi utilizada, a partir dos dados dispostos no programa GraphPad Prism, versão 9.0. A intervenção psicoeducativa obteve efeito positivo no aleitamento materno exclusivo durante os primeiros trinta dias, e contribuiu na autoeficácia para amamentar e na redução da ansiedade e depressão das participantes. O objetivo do terceiro artigo foi identificar a relação entre variáveis sociodemográficas e de cuidados em saúde com as variáveis da amamentação (autoeficácia, motivação e período em que pretende amamentar, além da manutenção do aleitamento exclusivo ou desmame pelo período de 180 dias). Evidenciou-se que quanto menor o nível sócioeconômico apresentado pelas puérperas, maior sua intenção de amamentar. Também apresentou uma correlação entre elevada autoeficácia na amamentação e menor risco de ansiedade e depressão. Outros estudos são indispensáveis para investigar os fatores que influenciam as baixas taxas de aleitamento materno exclusivo até os seis meses, e para atestar a eficácia desta intervenção nas populações vulneráveis e com dificuldade de acesso às orientações do serviço de saúde.

  • Data da Defesa: 10/12/2021
  • Download: Clique aqui
+ A CONEXÃO DO STREET DANCE E DAS TELAS COM O DESENVOLVIMENTO INFANTIL: Um olhar da psicomotricidade
  • Discente:
    • ANA LUÍZA D’AVILA STUHRK MIGLIOLI
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    A Psicologia trata da mente, das questões psíquicas, sociais e cognitivas, enquanto a Educação Física nos apresenta um olhar para o corpo em movimento. Ao unir a Psicologia e a Educação Física podemos obter resultados que representam o bemestar e a saúde. Ambos os artigos tratam de uma revisão narrativa discutindo temas a respeito do desenvolvimento psicomotor infantil. O primeiro artigo intitulado “A interferência do uso de telas no desenvolvimento psicomotor” tem como objetivo verificar o que a literatura atual aborda sobre o uso de telas e sua interferência no desenvolvimento infantil, a partir da teoria da Ampulheta de Gallahue et al., e do quadro da gênese de Vitor da Fonseca. O segundo artigo “Street Dance e a Psicomotricidade” tem como objetivo apresentar a história do Street Dance, definindo o termo Afro American Vernecular Dance e apresentar os benefícios proporcionados por aulas estruturadas ao desenvolvimento psicomotor, podendo então ser uma alternativa de atividade psicomotora. Os temas discutidos possuem  poucos acervos acadêmicos disponíveis, utilizando então fontes como palestras, documentários em canais de vídeos na internet, obras estrangeiras e relatos de experiências. As conclusões apresentam a necessidade de estudos específicos a respeito da origem do Street Dance e sobre a real influência do uso de telas no desenvolvimento psicomotor. De forma geral os estudos consideram a hipótese do Street Dance ser uma alternativa de estimulação psicomotora que poderá ser benéfica para crianças do século XXI, as quais passam muito tempo frente as telas, visto que este excesso apresentou-se como prejudicial ao desenvolvimento saudável das crianças.

    Palavras-chave: Telas; Psicomotricidade; Psicomotor; Desenvolvimento Motor;
    Street Dance.

  • Data da Defesa: 29/07/2021
  • Download: Clique aqui
+ ENSAIOS SOBRE UMA PSICOLOGIA SOCIAL COMPORTAMENTALISTA RADICAL A PARTIR DE CELSO PEREIRA DE SÁ (1970-1990)
  • Discente:
    • ROBERTA GARCIA ALVES
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    Esta proposta se caracteriza como uma pesquisa histórico-conceitual que objetivou descrever e analisar os mecanismos de recepção e circulação do Comportamentalismo Radical para uma proposta de Psicologia Social no trabalho de Celso Pereira de Sá entre 1970 a 1990. Em termos específicos, esses objetivos visaram: (1) identificar as produções do autor vinculadas ao Comportamentalismo Radical entre os anos 1970-1990; (2) identificar e analisar os mecanismos de recepção e circulação dos conceitos de comportamento, controle e contracontrole social nas produções do autor; e (3) analisar e interpretar redes conceituais e filosóficas produzidas por ele, relacionando-as com elementos historiográficos. O percurso metodológico foi organizado em duas dimensões; uma historiográfica, a qual se utilizou da análise documental e outra conceitual, em que foi utilizado o software Iramuteq e de apropriações de estratégias do Procedimento de Interpretação Contextual de Texto (PICT). Percebemos que “controle social” e “contracontrole social” parecem ser relevantes apenas dentro do recorte arbitrário eleito como objetivo inicialmente estabelecido para esta pesquisa. Por outro lado, encontramos o autor refletindo sobre o papel do intelectual e da produção de conhecimento científico para a resolução de problemas sociais eminentemente brasileiros. Sá investiu na atuação anti-intelectualista da educação política popular no qual a população teria ela própria condições de produzir conhecimento sobre sua realidade e nela intervir. O autor propôs uma Psicologia Social de base Comportamentalista Radical, que deveria manter-se, constantemente, em diálogos interdisciplinares com outros autores e disciplinas das Ciências Humanas.

  • Data da Defesa: 02/07/2021
  • Download: Clique aqui
+ A CONTRIBUIÇÃO DO PROJETO “MINHA HISTÓRIA, MINHA VIDA” NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
  • Discente:
    • ANA PAULA TORRES LAGEANO
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    No Brasil, cerca de 34 mil pessoas em desenvolvimento, vivem em acolhimento institucional. Ao serem adotadas, reintegradas à família biológica, ou ainda, desligadas da unidade acolhedora em face de sua maioridade, geralmente ficam sem registros do tempo ali vivido e com lacunas em sua própria história de vida. A partir dessa percepção, teve origem o Projeto Fazendo História, que consiste na elaboração de um álbum lúdico e interativo, com a colaboração de um voluntário para auxiliar a população infanto-juvenil acolhida, a registrar seu passado, presente e sonhos para o futuro através de fotos, desenhos e escritos. No estado de Mato Grosso do Sul, o Projeto foi intitulado “Minha História, Minha Vida” e é supervisionado pela Coordenadoria da Infância e da Juventude – TJMS. Visando investigar quais os impactos que o Projeto traz aos seus participantes, notadamente no âmbito da identidade, é que se estabeleceu a presente pesquisa, que se reveste num estudo qualitativo, de campo exploratório, possuindo como principal instrumento de coleta de dados, a entrevista semiestruturada e utilizando a análise de conteúdo e a ferramenta nuvem de palavras para averiguar as informações qualitativas. Os resultados obtidos indicam que o Projeto contribui positivamente na construção da identidade; no desenvolvimento biopsicossocial de crianças/adolescentes; no registro das vivências; na humanização do colaborador; impactando positivamente os participantes, o que leva à conclusão lógica, da necessidade de sua ampliação e divulgação em todo o território nacional.

  • Data da Defesa: 28/06/2021
  • Download: Clique aqui
+ POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROTEÇÃO SOCIAL E FRONTEIRA: Transformações societárias na cidade de Porto Murtinho/MS UNIVERSIDADE
  • Discente:
    • GABRIELA PEREIRA DA SILVA
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    A presente dissertação trabalha com a temática das políticas públicas de proteção social em uma localidade de fronteira, em específico a região de Porto Murtinho – MS, a qual passará por um período de transformação social devido ao desenvolvimento do capitalismo. A cidade irá receber a Rota Bioceânica, uma nova rota de escoamento da produção com saída para os Portos do Norte do Chile, no Oceano Pacífico, promovendo a integração dos países sul-americanos e estreitamento nas relações comerciais com o mercado asiático. No entanto, levanta-se como hipótese o desenvolvimento econômico e aumento no fluxo de pessoas possa acirrar processos de exclusão e desigualdade já presentes no município. Assim, postula-se como objetivo principal compreender de que forma as transformações societárias do capitalismo impactam as políticas públicas de proteção social no município fronteiriço de Porto Murtinho-MS, além disso, pretende-se estudar quais problemáticas existentes em uma cidade de fronteira do Mato Grosso do Sul e Paraguai no que tange à assistência social e saúde; analisar quais possíveis questões sociais podem surgir em uma cidade que passará por transformações societárias; bem como compreender de que forma as políticas públicas de proteção social devem atuar durante e após o processo de transformação social. Para isso, a metodologia de pesquisa foi baseada na abordagem qualitativa, inicialmente sendo feito um estudo bibliográfico sobre a temática, seguido de análise documental e posterior realização de entrevista aberta com um representante da Rota Bioceânica do governo federal e com o Coordenador do Plano Diretor. As entrevistas foram realizadas por meio de vídeo chamada em plataforma online, gravadas, e posteriormente transcritas e analisadas, segundo a perspectiva Sócio-Histórica da Psicologia. Entende-se que transformações sociais sempre ocorreram ao longo da história, e com o advento do capitalismo e da globalização, estes processos são cada vez mais frequentes. No entanto, apesar dos avanços para economia, as transformações afetarão a realidade social de fronteira, com suas peculiaridades, fragilidades e potencialidades. As políticas públicas de proteção social deverão atuar de forma contextualizada, considerando as características da população e seu previsto aumento nos próximos anos, compreendendo a questão da fronteira e a inserção da população no mercado de trabalho, atuando de forma preventiva com questões que já ocorrem na cidade, como a prostituição e consumo de álcool e drogas. No entanto, entende-se que ainda que as políticas públicas procurem atuar de forma cooperativa e integradora com o lado paraguaio da fronteira, estas ações se configuram como estratégias de manutenção da ideologia capitalista, sendo necessário ir além. É preciso que encontros potentes sejam promovidos, que a consciência em si se transforme em consciência para si e seja promotora de revoluções sociais que possam de fato superar o capital e protagonizar os trabalhadores.

  • Data da Defesa: 28/06/2021
  • Download: Clique aqui
+ A EXPERIÊNCIA DE TORNAR-SE IDOSO AOS 60 ANOS: UM ESTUDO FENOMENOLÓGICO
  • Discente:
    • PATRICIA TEIXEIRA HONÓRIO DOS SANTOS
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O envelhecimento populacional é uma realidade global que mobiliza a reorganização de políticas públicas para o atendimento das demandas específicas desta faixa etária. O corpo que envelhece é também objeto de múltiplas transformações que se manifestam no modo como cada indivíduo se percebe idoso. Assim, considerando a multiplicidade de fatores que cercam o fenômeno do envelhecimento populacional e as repercussões na vida da pessoa que envelhece, o objetivo geral desta pesquisa é descrever a experiência de tornar-se idoso ao completar 60 anos e as repercussões na vida do indivíduo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e de abordagem fenomenológica. Para a sistematização e análise dos dados utilizou-se o método de pesquisa fenomenológico de Giorgi. Os conceitos que subsidiaram a análise das entrevistas emergem da visão de homem da Gestalt-Terapia. Participaram da pesquisa cinco pessoas com idades entre 60 e 65 anos. Para a coleta de dados utilizou-se a entrevista semiestruturada. Os resultados demostraram que os participantes não se sentem idosos e nem desejam ser identificados como tal, diferenciando-se das características que atribuem ao idoso e ao mesmo tempo expondo a forma como se veem e como desejam ser reconhecidos socialmente. A autopercepção revelou ser a principal referência de identidade e a partir dela emergiram cinco núcleos de sentido que expressam como vivem e dão significado à experiência de ter 60 anos: 1) não sou idoso, 2) autonomia e independência, 3) ser de possibilidades, 4) percepções quanto à passagem do tempo e 5) reconhecimento social de envelhecimento. Esta pesquisa identificou em seus participantes os desafios que podem emergir nessa fase do desenvolvimento humano e na experiência de uma vida longeva através de reflexões sobre as mudanças experimentadas na autopercepção do indivíduo, no impacto em sua subjetividade e nos significados que ele atribui à experiência de tornar-se idoso.

  • Data da Defesa: 07/06/2021
  • Download: Clique aqui
+ TRABALHO E CONSCIÊNCIA: VIVÊNCIAS DE MULHERES MIGRANTES E REFUGIADAS EM CAMPO GRANDE- MS
  • Discente:
    • KRISLEY AMORIM DE ARAÚJO
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O cenário global do capitalismo tem apresentado um grande volume de mulheres migrantes e refugiadas inseridas nos deslocamentos contemporâneos e tendências de precarização do trabalho. Nessa linha, nossa temática de estudo abrange as vivências de migrações e refúgio de mulheres para a cidade de Campo Grande- MS. O objetivo geral da pesquisa foi de compreender as experiências de mulheres migrantes e refugiadas nas esferas trabalho e consciência, assim, nosso problema de pesquisa se resume ao movimento de consciência sobre o trabalho de mulheres migrantes e refugiadas frente à contextos de desigualdade social. Para atingir nosso objetivo, utilizamos como metodologia a pesquisa qualitativa com embasamento teórico da Psicologia Sócio-Histórica, a qual se fundamenta nos pressupostos do Materialismo Histórico-Dialético. As categorias de análise aprofundadas foram trabalho, consciência e gênero. Para esta pesquisa, tomamos como lócus a cidade de Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul, região Centro-Oeste do Brasil. O interesse na cidade se dá pela localização estratégica que o Brasil e o Estado têm tomado frente às rotas de migrações internacionais. O processo de construção das informações se deu por meio do uso da técnica metodológica denominada Snowball. As participantes da pesquisa são mulheres migrantes e refugiadas residentes em Campo Grande- MS oriundas de diversos países e contextos de migração internacional e refúgio. Participaram das entrevistas um total de nove mulheres, destas quatro eram migrantes haitianas, e cinco eram refugiadas, sendo três da Venezuela e duas do Líbano. Foram realizadas entrevistas não estruturadas com a discussão de temáticas acerca de suas vivências enquanto mulher, migrante e refugiada. Os recursos para a entrevista online utilizados foram a plataforma Google Meet ou Videochamada pelo Whatsapp, com uma organização semelhante à do meio físico, leitura do termo e realização da entrevista. Após as entrevistas realizadas, as análises foram feitas a fim de compor as discussões do texto em uma perspectiva histórico-dialética, as quais levaram em conta as categorias trabalho e consciência, bem como elementos teóricos na relação entre trabalho e consciência, transformações do mundo do trabalho, precarização do trabalho feminino global, recessões nas leis trabalhistas, flexibilização do trabalho e seus impactos psicossociais e relações com a constituição de sujeito e consciência enquanto ser social. A partir disso, a pesquisa possibilitou verificar que as experiências das mulheres migrantes e refugiadas foram marcadas por condições de exploração no trabalho, ocupações de baixa qualificação, extensão das jornadas de trabalho, desemprego, condições que expressam as contradições do capital e marcas de uma sociedade patriarcal e desigual. Assim, foi possível entender, como a migração produz um impacto no movimento de consciência dessas mulheres que se subjetivam através do trabalho, por meio dos sentimentos e sensações manifestas no reconhecimento de que por ser migrante percebe-se como mais explorada no trabalho, dificuldades de conseguir um emprego, insatisfação com a remuneração recebida e a transposição dessas experiências foi ampliada em uma perspectiva geral da condição de mulher migrante/refugiada. Esse reconhecimento coletivo de que a desigualdade e a exclusão no trabalho afetam todas as mulheres migrantes e refugiadas é fundamental para a organização de classe enquanto força política com a finalidade de efetuar a transformação social e superação de contextos de desigualdade social e opressão.

  • Data da Defesa: 02/03/2021
  • Download: Clique aqui
+ APRENDIZAGEM SIMBÓLICA DE CRIANÇAS COM AUTISMO: AVALIAÇÃO DO POTENCIAL PREDITIVO DE UMA TAREFA
  • Discente:
    • CARLOS MAGNO CORRÊA DE SOUZA
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    ABLA-R (Assessment of Basic Learning Abilities – Revised) é um instrumento desenvolvido com o intuito de avaliar a facilidade ou dificuldade com que os indivíduos aprendem certas habilidades. O teste é dividido em seis níveis que avaliam desde imitação motora simples a discriminação condicional auditivo-visual. Diversos estudos demonstram a capacidade preditiva deste teste ao comparar indivíduos de níveis variados na aprendizagem de certas habilidades. Entretanto, o instrumento apresenta limitações importantes, como os poucos repertórios avaliados, não dispondo de um nível capaz de avaliar a capacidade de formação classes de equivalência de estímulos, estando este ligado diretamente ao desenvolvimento da linguagem ou do comportamento verbal. Dessa forma, o presente estudo buscou propor e avaliar um nível protótipo ao teste ABLA-R, no que se refere a formação de classes de equivalência e sua capacidade preditiva. O nível proposto é dividido em duas tarefas, denominadas 7A e 7B. Após a realização do teste, os participantes foram submetidos a um treinamento de MTS para identificação da capacidade de formação de classes de equivalência. O estudo foi conduzido utilizando delineamento de sujeito único, entre três participantes. O procedimento consistiu no treino das relações de linha de base (AB, AC e CD) e blocos de sonda (BC, CB, AD e DC) após o treino de cada relação. Os blocos variaram de 12 (treino) a 24 (sondas) tentativas. Após o término das sondagens, foi realizado o reteste das tarefas protótipo com os participantes que falharam inicialmente. Os resultados apontaram uma relação entre os resultados obtidos nas tarefas protótipo e os resultados do protocolo de treinamento, onde foi possível predizer a formação de classes de equivalência para dois dos três participantes. Contudo, o estudo apresenta uma importante limitação, a não possibilidade de comparação dos resultados entre participantes que passaram no nível 7 proposto daqueles que falharam.

  • Data da Defesa: 25/02/2021
  • Download: Clique aqui
+ INTERVENÇÕES ASSISTIDAS POR CÃES: UM PANORAMA BRASILEIRO DAS PRÁTICAS E BENEFÍCIOS DA RELAÇÃO INTERESPECÍFICA
  • Discente:
    • GABRIELA THAÍS COSTA MELO
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    A relação entre o homem e o cão doméstico (Canis familiaris), mais especificamente com seu ancestral em comum com o lobo (Canis lupus), era baseada numa interação de troca de benefícios. Com a habilidade de cooperação nas atividades humanas, os cães domésticos assumiram diversas funções dentro do seu contexto cultural. Assim, surgem as Intervenções Assistidas por Animais (IAA) com grande presença dos cães nessas práticas, que podem auxiliar na promoção de saúde e qualidade de vida do ser humano. Refletir sobre a influência da interação homem-cão nas habilidades sociais favorece a elaboração de estudos e práticas de IAA voltadas para o desenvolvimento e/ou melhoria de habilidades sociais humanas. Logo, o presente estudo é composto por dois capítulos. O primeiro capítulo se trata de uma revisão narrativa de literatura que tem como objetivo investigar o comportamento social canino e suas implicações nas Habilidades Sociais em um contexto de relação homem-cão. Foi observado que, o estabelecimento dessa relação interespecífica, ocasionou interferências em aspectos morfológicos e comportamentais do cão, favorecendo a constituição de mecanismos de comunicação que permitem a convivência de ambas as espécies em um mesmo contexto social. As IAAs são baseadas na utilização de animais como aliados facilitadores na estimulação de pessoas em aspectos físicos, cognitivos e psicológicos. As IAAs se dividem em: Atividade Assistida por Animais (AAA); Terapia Assistida por Animais (TAA); e Educação Assistida por Animais (EAA). Autores citam deficiências relacionadas às pesquisas da área, sobretudo no que tange aos critérios metodológicos. Apesar do reconhecimento científico da IAA em vários países, no Brasil este campo de conhecimento e prática ainda se encontra restrito a algumas áreas da saúde. Autores apontam a existência de carências no conhecimento referente às práticas, havendo o reconhecimento de seus benefícios, mas pouco se sabe sobre suas aplicações e objetivos. O segundo capítulo tem o princípio de analisar as publicações que são acessíveis para o público brasileiro que abordam as práticas relacionadas às IAAs com cães, a partir de uma revisão sistemática de literatura, em português-brasileiro nos últimos cinco anos. Ao utilizar a língua nativa, o estudo se torna mais acessível, pois a prática específica da IAA é realizada não somente por profissionais da saúde, mas também por bombeiros, militares e a população comum. Dos 36 artigos analisados apenas 9 especificaram as informações de todas as categorias utilizadas para a análise.

  • Data da Defesa: 24/02/2021
  • Download: Clique aqui
+ DIFERENTES TRAJETÓRIAS PARA A ESQUIZOFRENIA: CARACTERIZAÇÃO DAS COMORBIDADES MAIS FREQUENTES E DA ASSOCIAÇÃO COM O ESPECTRO AUTISTA
  • Discente:
    • CAROLINA GOMES CARRILHO
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    Com o alto índice de comorbidades presentes no espectro da esquizofrenia, as associações entre diferentes transtornos apontam para uma possível sobreposição de sintomas e epidemiologia que pode influenciar na gravidade, curso e prognóstico do transtorno, assim como compartilhar fatores de risco, genética, manifestações clínicas e etiologia semelhante. O presente trabalho é uma coleção de dois artigos que visam investigar a relação entre o espectro da esquizofrenia e suas comorbidades. O primeiro manuscrito consiste em um capítulo introdutório de um livro previamente publicado que descreve as comorbidades comumente encontradas na esquizofrenia, como os sintomas interagem, bem como as teorias evolutivas atuais na esquizofrenia e diagnósticos diferenciais. O segundo manuscrito é uma avaliação quantitativa de 81 indivíduos com esquizofrenia divididos em dois subgrupos com ou sem fenótipos autistas como objetivo de avaliar o perfil, epidemiologia e evolução clínicas destes indivíduos. Os resultados indicam uma possível relação diamétrica na esquizofrenia e autismo, onde indivíduos com fenótipos autistas apresentaram um curso de doença mais grave, perfil clínico diferente com mais prejuízos sociais e na psicopatologia geral, maiores níveis de sintomas positivos e menor presença de precipitantes psicossociais em comparação com indivíduos sem fenótipos autistas. Entende-se que as relações entre a esquizofrenia e suas comorbidades implicam em diferenças significativas no perfil clínico e evolução da doença e compreender essas relações possibilitam maiores possibilidades de tratamento e entendimento do espectro.

  • Data da Defesa: 23/02/2021
  • Download: Clique aqui
+ RELAÇÕES CLÍNICAS E EVOLUTIVAS ENTRE ANSIEDADE SOCIAL E PSICOSE
  • Discente:
    • THAYSSE GOMES RICCI
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:


    A esquizofrenia acarreta em prejuízos aos indivíduos por ela acometidos, sobretudo quando há comorbidades. Alguns sintomas podem se sobrepor ao diagnóstico, dificultando a origem dos sintomas e manifestações clínicas que por vezes se assemelham. As comorbidades psiquiátricas na esquizofrenia demandam de aprofundamento e investigação além dos principais sintomas observados; sendo assim, a maior investigação desses transtornos desempenha papel fundamental para o tratamento e qualidade de vida dos pacientes. O objetivo deste trabalho é apresentar dados que possam contribuir para a compreensão da correlação existente entre ansiedade social e psicose, buscando traçar o perfil clinico dos pacientes com esquizofrenia. Para tanto, a presente dissertação é composta por dois capítulos de livro e um artigo cientifico. O primeiro capitulo tem por objetivo discutir a relação da esquizofrenia com comorbidades, como transtorno depressivo, transtornos ansiosos e abuso de substâncias. O segundo capitulo visa discutir a relação entre esquizofrenia e transtorno delirante, buscando apresentar as diferenças entre transtorno delirante e esquizofrenia e como se correlacionam com a ansiedade social. Por fim, o artigo científico consiste em uma pesquisa de campo realizada com pacientes esquizofrênicos divididos em dois grupos: com e sem ansiedade social. Este artigo visa discutir o perfil e manifestações clínicas de sujeitos com esquizofrenia em comorbidade com ansiedade social. O estudo em seu conjunto, aponta aspectos, características e dados relevantes para a compreensão desta relação entre esquiozofrenia e ansiedade social.

  • Data da Defesa: 22/02/2021
  • Download: Clique aqui
+ SAÚDE MENTAL E USO DE ALCOOL: RELAÇÕES COM O CONTEXTO DE TRABALHO DE POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • MARIA ELISA DE LACERDA FARIA
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Alguns fatores como o contexto de trabalho, podem agravar ou até mesmo desencadear transtornos mentais. Em função disso, é possível uma maior vigilância em relação aos trabalhadores, levando-se em conta a proteção, a promoção e a prevenção à saúde do trabalhador, com destaque, nessa investigação à inter-relação entre a saúde mental e o trabalho. Essa dissertação é dividida em três artigos. O artigo 1 realiza uma revisão narrativa das publicações neste campo, visando identificá-las e discuti-las. O conhecimento resultante do estudo poderá viabilizar novas propostas, o embasamento e o aprimoramento de futuras pesquisas e intervenções. O objetivo desse artigo é de caracterizar, por meio da literatura científica existente, o conhecimento atual sobre a saúde mental de policiais, seu contexto de trabalho e o uso de álcool. Esse estudo propõe uma reflexão que poderá permitir entender as transformações do mundo do trabalho e seus impactos na saúde mental, por meio do entendimento do contexto de trabalho de policiais e a relação com o uso de álcool. Foi possível compreender as diversas dimensões da vida dos policiais e os contextos em que estão inseridos e suas influencias no consumo de bebidas alcoólicas. A discussão realizada nesse artigo entende o contexto de trabalho como um caminho para adaptação, reconhecimento e entendimento das limitações, de maneira a superá-las. O artigo 2 é um trabalho descritivo e exploratório, de corte transversal, com o método quantitativo de pesquisa. O procedimento de pesquisa foi realizado mediante aplicação dos questionários Escala de Avaliação do Contexto de Trabalho e do Self-Report Questionnaire. A avaliação e contextualização do consumo de álcool se deram por meio da aplicação do CAGE. O processo de amostragem para o estudo foi feito por conveniência, sendo que do total de 67 Policiais Rodoviários Federais, foram considerados 65, que tiveram sua participação voluntária na pesquisa. Todos os policiais eram lotados no Estado do Mato Grosso do Sul no ano de 2020. A coleta de dados foi realizada em um único dia e foi feita de forma coletiva. Os dados mostram que é possível concluir que 10,8%, dos policiais que participaram da pesquisa apresentaram situação favorável à dependência alcoólica, juntamente com os 9,2% dos policiais que apresentaram quadro de dependência de álcool soma-se um total de 20% da população estudada com consumo não saudável de álcool. Pela análise do SRQ-20 apresentou de forma significativa a possibilidade para uma evolução que pode levar a presença de Transtornos Mentais Comuns, em médio e longo prazo entre a população estudada. Diante disso, defende-se um olhar crítico e apurado para os considerados fatores de risco para o adoecimento mental. O artigo 3 ressalta a importância da correlação de dados de pesquisa entre si, pois se torna possível encontrar resultados relevantes. O processo de amostragem para o estudo foi feito por conveniência, sendo que do total de 67 Policiais Rodoviários Federais que se enquadravam nos critérios da pesquisa, foram considerados 65, que tiveram sua participação voluntária na pesquisa. Correlacionar e analisar os indicadores sociodemográficos coletados, com os dados dos instrumentos SRQ-20, CAGE e EACT aplicado na corporação policial. Correlacionar e analisar os dados coletados entre os instrumentos CAGE X EACT X SRQ-20. Os resultados mostraram que os homens estão mais propícios a apresentarem sintomas somáticos, humor depressivo ansioso e decréscimo da energia vital e pensamentos depressivos do que as mulheres e também consumem mais álcool. Entretanto, de maneira geral os recém- ingressados na corporação com suspeição de dependência alcoólica não evidenciaram nenhuma influência do contexto de trabalho. Conclusão: É primordial destacar a relevância dessa pesquisa, principalmente, diante da escassez de estudos sobre o tema na realidade brasileira e da necessidade de conhecimentos acerca da saúde mental e suas interrelações com o trabalho, em particular, o consumo de álcool e suas repercussões no desempenho das atividades policiais Acredita-se que esse estudo possa contribuir com uma maior visibilidade sobre o problema em tela, fornecendo importantes subsídios aos profissionais que se ocupam da saúde, tanto física quanto mental dos policiais rodoviários federais.

  • Data da Defesa: 18/02/2021
  • Download: Clique aqui
+ O ESTILO DE VIDA DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS E SUA RELAÇÃO COM A SAÚDE MENTAL E VARIÁVEIS SOCIODEMOGRÁFICAS E ACADÊMICAS
  • Discente:
    • ELIANA CRISTINA DA SILVA ARAMBELL
  • Orientador(a):
    • Luziane de Fatima Kirchner
  • Resumo:

    O estilo de vida é caracterizado por padrões de comportamento adotados por um indivíduo, os quais podem se tornar consistentes com o passar do tempo. Estudos apontam que o estilo de vida dos universitários pode ser impactado por inúmeras condições, dentre as quais neste estudo se investiga a saúde mental, bem como variáveis sociodemográficas e acadêmicas. Esta dissertação foi elaborada no formato de dois artigos, sendo que o artigo 1 visou avaliar a relação entre o estilo de vida dos estudantes universitários e suas variáveis sociodemográficas e acadêmicas e o artigo 2 teve por objetivo avaliar a relação entre o estilo de vida e a saúde mental desses estudantes. Para compor a análise de dados de ambos os artigos, realizou-se uma coleta de dados com 264 participantes com idade entre 18 e 57 anos, média de 22,6 anos (dp 6,93), de duas cidades do Mato Grosso do Sul. Os estudantes estavam matriculados nos primeiros e últimos anos de cursos das áreas humanas e biológicas. O artigo 1 apresentou os dados analisados a partir da aplicação do instrumento Questionário de Estilo de Vida de Jovens Universitários (CEVJU-R2) e no artigo 2 os dados foram analisados a partir da aplicação dos instrumentos Self-Reporting Questionnaire (SQR-20), Escala Transversal de Sintomas de Nível 1 para Adultos (PROMIS I) e Questionário de Estilo de Vida de Jovens Universitários - (CEVJU-R2). Análises estatísticas não paramétricas foram utilizadas em ambos os estudos por meio do programa SPSS® Versão 26. O artigo 1 apontou que os estudantes, em sua maioria, desempenhavam menores quantidades de práticas saudáveis em atividade física, lazer e alimentação. Os estudantes relatam ter recursos para realizar práticas saudáveis e estão satisfeitos com suas práticas ou não planejam mudá-las. O artigo 2 evidencia que os escores de saúde mental (SQR-20 e PROMIS) apontaram correlação positiva com as práticas de alimentação, atividade física, lazer, sono e enfrentamento, não havendo correlação entre as práticas de uso de álcool, cigarro e drogas ilícitas e sexualidade. Os resultados indicaram que a saúde mental está relacionada às práticas do estilo de vida dos universitários investigados, assim como algumas variáveis sociodemográficas (trabalho remunerado e idade) e acadêmicas (ano de curso). Novos estudos que avaliam os indicadores de saúde no contexto universitário se fazem necessários, visando melhorar as condições de vida dessa população.

  • Data da Defesa: 08/02/2021
  • Download: Clique aqui
+ CORPOGRAFIAS PARA TRANSGREDIR O ABANDONO: UMA POLÍTICA DO BARULHO
  • Discente:
    • JÚLIA ARRUDA DA FONSECA PALMIERE
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    A presente pesquisa aconteceu no território do centro velho de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com diferentes grupos artísticos e culturais que reivindicam a ocupação de espaços públicos marcados pelo abandono, privatização e higienização. Por meio de uma cartografia, experiências de slams, teatro de rua e diferentes artistas foram acompanhadas para compreender como se constituem jogos de limitetransgressão na cidade, com a seguinte questão de pesquisa: como práticas corpográficas se tornam transgressões? Com essa interrogação, partiu-se de uma perspectiva pós-estruturalista da Psicologia com ênfase em Saúde, em articulação com o pensamento decolonial. No plano de imanência desta pesquisa, as principais operadoras conceituais são Judith Butler, Angela Davis, Audre Lorde, Michel Foucault, Gilles Deleuze e as principais ferramentas conceituais são: gestão, subjetividade, transgressão e heterotopia.Esse percurso cartográfico se deu por meio de uma corpografia urbana, considerando a relação corpocidade. O ponto de partida é o encontro com o Imaginário Maracangalha na antiga rodoviária da cidade na estreia do documentário T’amo na Rodô, a partir disso se desloca para o espaço heterotópico vagão Larica’s da Lu. Pousa atenção em tensionamentos produzidos pelo grupo Slam Camélias, o que produz sensibilidade para pensar o silenciamento de corpos no espaço urbano. Aproxima-se da Lei do Silêncio e seu efeito de fechamento de alguns barescasas noturnas no centro velho. Com a figura do silêncio e do barulho, a presente investigação propõe pensar uma política do silêncio e uma política do barulho para compreender jogos de limitetransgressão, considerando formas de gestão da vida e produção de subjetividades. A montagem dessa investigação se deu por meio de platôs, singularidades que se conectam, incorporando a lógica de encontros e paradas em diferentes pontos na cidade.

  • Data da Defesa: 17/12/2020
  • Download: Clique aqui
+ ESTIGMA E SOFRIMENTO MENTAL: A FORMAÇÃO DO PRECONCEITO À LUZ DA HERMENÊUTICA GADAMERIANA
  • Discente:
    • ROMANO DELUQUE JUNIOR
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    A presente dissertação propõe-se a fazer uma aproximação entre o tema do preconceito e do estigma, à então temática do sofrimento mental. Para tal, procedeu-se a partir de uma perspectiva baseada na Hermenêutica Filosófica de Hans-Georg Gadamer, dentro do campo da saúde mental. Os objetivos do presente estudo são: Revisar o tema do preconceito e do sofrimento mental, bem como investigar as principais nuances e delineamentos que emergem a respeito do tema em uma perspectiva globalizada e interdisciplinar; Revisar a literatura existente no que concerne ao tema do preconceito frente ao sofrimento mental, a partir da ótica da Hermenêutica Filosófica de Hans-Georg Gadamer; Conhecer e apreender os recursos da hermenêutica gadameriana que se propõem à operar como ferramenta para análise de dados; Idealizar e desenvolver um estudo de caso cuja proposta seja ouvir as experiências de pessoas em situação de sofrimento mental; Analizar as suas falas a partir de um ponto de vista hermenêutico; e por último, discutir as categorias de análise emergidas a partir das falas dessas pessoas, relacionando-as ao tema da formação do preconceito. Metodologia: A presente dissertação é construída em quatro passos. Primeiramente, procedeu-se à elaboração de duas revisões de literatura, na forma de revisões integrativas, que intentaram a demonstrar, primeiramente, o cenário das discussões mais recentes sobre as intersecções entre os temas das atitudes de estigma e preconceito frente o contexto do sofrimento mental. e, posteriormente, esse mesmo cenário a partir de uma leitura gadameriana. Como segundo passo, procedeu-se à elaboração de um artigo, em formato de ensaio de discussão teórica, cujo objetivo intenta a construção de sentidos sobre o cuidado em saúde à luz da hermenêutica gadameriana. O terceiro passo se trata de um estudo sobre a aplicabilidade da hermenêutica enquanto ferramenta para análise de dados em entrevista qualitativa, e para tal, redigiu-se um ensaio sobre esse tema, também em formato de artigo. Por último, tem-se como quarto passo, a execução de uma pesquisa de campo que, com natureza exploratória, propõe-se ao desenvolvimento de estudo de caso de abordagem qualitativa. Conclusão: por fim, o presente trabalho pôde identificar três fatores que corroboram para a formação de falsos preconceitos: A ação inadequada ou a omissão da mídia e dos meios de comunicação; o distanciamento físico e emocional, bem como a falta de contato com pessoas em situação de adoecendo mental; e por último, a não propagação de informações relevantes e pertinentes a respeito do tema em direção à população geral e no cenário educacional e acadêmico.

  • Data da Defesa: 05/11/2020
  • Download: Clique aqui
+ GUATÓ: NAVEGANTE SUBLIME DESDE O MAR DE XARAYES. O ÚLTIMO INDÍGENA CANOEIRO DE ÁGUAS PANTANEIRAS
  • Discente:
    • CLARIANE SIQUEIRA BISPO WOUNNSOSCKY
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O presente trabalho trata de uma reflexão acerca do processo histórico e de formação dos indígenas, sobretudo de etnia guató. O seu mapeamento descritivo do acontecimento que perpassa pelo período colonial, e resume-se em dois capítulos, acordando com nossa historiografia, seja pela abrangência e/ ou acuidade. Tendo por objetivo geral a análise sob a ótica da psicologia ambiental e, tomando como referencial o processo de desterritorialidade, a extinção equivocada, e o significado do território para o indígena como extensão de sua identidade subjetiva, uma vez que reconhece seu local e nele vivencia ações de apropriação e apego ao lugar, graças a acuidade de sua percepção ambiental que está atenuada em valores ecológicos, para posteriormente ocorrer o processo de reterritorialização e ressurgimento do povo canoeiro, uma vez que tais temáticas abrangem a questão do regresso as terras que vinculam-se a algum significado para a etnia, dessa forma ultrapassa a reterritorialidade geográfica. Fato esse que se articula com o processo de ressurgimento. Tal ressurgimento ocorre a partir da década de 1970, por intermédio de movimentos de cunho social, quando dá início o processo de protagonismo indígena culminando na incorporação dos direitos indígenas à Constituição Federal de 1988, refutando a Lei 6.001de 1.976, conhecida como Estatuto do Índio, no qual previa a incorporação do indígena à sociedade do não índio. Com isso, ocorre o processo de extinção equivocada de várias etnias, fato que também deve ser observado como epistemicídio cultural, uma vez que sugere a dissolução de culturas existentes para uma outra cultura considerada superior.

  • Data da Defesa: 30/09/2020
  • Download: Clique aqui
+ "HISTÓRIA DA PROFISSÃO DE PSICÓLOGO, NO BRASIL: NOTAS SOCIOBLIOMÉTRICAS DA PSICOLOGIA DO TRABALHO (1949-1968)"
  • Discente:
    • KARLA LACERDA GOMES
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    Historicamente, a Psicologia foi chamada a contribuir, por meio dos seus métodos e técnicas, no sentido de compreender os aspectos relacionados à tríade trabalhador-trabalho-sociedade, como também a propor intervenções, considerando o contexto político, cultural, econômico e social em que o trabalho se inseria. Com isso, para se entender as problemáticas, perspectivas e desafios atuais da Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), é importante e necessária uma compreensão histórica e contextualizada de como a Psicologia vem sendo construída, ao longo das décadas. A presente pesquisa visou descrever e analisar publicações vinculadas à Psicologia do Trabalho que foram veiculadas nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica (ABP), entre 1949 e 1968. O recorte temporal compreendeu os anos de trâmite da regulamentação da profissão de Psicologia no país, além de incluírem todo o período de existência dos ABP. Como referencial teórico-metodológico, utilizou-se dos recursos da Sociobibliometria e apropriou-se de estratégias da História Digital da Psicologia para se produzir uma História Crítica da Psicologia. Os resultados desta investigação sinalizam estudos e intervenções que levaram à compreensão dos impactos das transformações do Trabalho na vida do trabalhador, considerando aspectos produtivos, de saúde, qualidade de vida, relações sociais, entre outros vieses pertinentes à interação sujeito-trabalho. Todavia, a maior parte das investigações sinalizava o papel da Psicologia nas organizações e a utilização de seus métodos e técnicas para o desenvolvimento teórico e aplicado na investigação de habilidades e tendências de comportamento. Neste contexto, visavam o ajustamento do trabalhador às condições específicas dos cargos, bem como a possibilidade de promover condições para o seu desenvolvimento. Outro aspecto observado é que a aplicação dos conhecimentos científicos psicológicos, na área do trabalho, está associada à regulamentação da profissão de Psicólogo, com a sanção da Lei 4119 de agosto de 1962. Assim, historicizar a Psicologia Organizacional e do Trabalho, por meio de publicações da época, permitiu lançar luz sobre aspectos de seu desenvolvimento, os impactos na formação da identidade do psicólogo, bem como suas formas de atuação, no país.
    Palavras-chave: História da Psicologia, Psicologia do Trabalho, História da Psicologia Aplicada, História da Profissão.

  • Data da Defesa: 26/06/2020
  • Download: Clique aqui
+ "PREMISSAS HISTÓRICO-SOCIOCULTURAIS ACERCA DO MACHISMO EM PESQUISA APLICADA NO CONTEXTO BRASILEIRO"
  • Discente:
    • ADRIANA SANTOS SOUZA SUNAKOZAWA
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    A presente pesquisa realiza um recorte acerca da problemática do machismo na sociedade brasileira. Para tanto, parte-se dos pressupostos desenvolvidos por Rogelio Díaz-Guerrero e sua teoria acerca das premissas histórico-socioculturais, que se tratam de determinadas crenças inquestionáveis aceitas de maneira consensual por um grupo social e que contribuem para a compreensão do comportamento individual. Assim, a discussão parte de que a sociedade brasileira é uma estrutura patriarcal, cujas representações de gênero seguem rígidas premissas, da qual a base material é perceptível tanto nos espaços sociais quanto nas relações interpessoais, onde ao homem é dado o direito de subjugar o sexo feminino. Para tanto, aplica-se a pesquisa do tipo exploratória e descritiva de corte transversal com adolescentes, na qual é utilizado como instrumento metodológico um formulário com afirmações, adaptado da Escala de Premissas Histórico-Socioculturais elaborada por Díaz-Guerrero. O questionário denominado Satisfação Escolar em Estudantes de Escolas Públicas de Campo Grande – MS, contendo 229 questões de múltipla escolha, visando entender como o machismo é percebido por adolescentes. Foi aplicado o instrumento em 240 participantes, de escolas públicas de Campo Grande-MS. E os resultados indicam uma mudança positiva na sociedade na percepção do papel feminino, da inteligência e da importância que a mulher apresenta culturalmente, uma vez que estas indicaram maiores discordâncias sobre as premissas machistas.

  • Data da Defesa: 13/05/2020
  • Download: Clique aqui
+ "CUSTOS, DANOS E CAPACIDADES RELACIONADOS AO TRABALHO EM SERVIDORES DE UMA AGÊNCIA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DE MATO GROSSO DO SUL - BRASIL"
  • Discente:
    • SYLVIO TAKAYOSHI BARBOSA TUTYA
  • Docentes:
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    As transformações econômicas, políticas e tecnológicas advindas das mudanças no modo de produção capitalista, atingem grandes proporções no trabalho privado e ocorrem de forma peculiar no serviço público, que sofre impacto direto resultante das mudanças de governo (municipal, estadual e federal). Situações hostis no ambiente de trabalho, tais como pressões por eficácia e rapidez, ameaças veladas, assédio moral, altos níveis de competição, ausência da solidariedade, estresse, entre outros, influenciam diretamente a saúde mental do trabalhador e, consequentemente, o funcionamento e a efetividade das organizações. Esta pesquisa teve como objetivo identificar as possíveis relações entre o custo humano e os danos relacionados ao trabalho e o índice de capacidade no trabalho em trabalhadores da agência de previdência social do estado do Mato Grosso do Sul (AGEPREV - MS), lotados no Sistema Estadual de Perícia Médica (SIPEM). Foi realizado um estudo exploratório, descritivo e analítico, de corte transversal, com o uso do método quantitativo. A amostra foi por conveniência e voluntária, composta por n=40 trabalhadores (85,1%) de um total de N=48. Foram utilizados os seguintes instrumentos de pesquisa: (i) Questionário Sociodemográfico Ocupacional (QSDO); (ii) Escala de Custo Humano no Trabalho (ECHT); (iii) Escala de Avaliação dos Danos Relacionados ao Trabalho (EADRT) e (iv) Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT). Os resultados demonstraram que os trabalhadores têm média de idade de 48,02 anos (DP±9,97) e são em sua maioria do sexo masculino (60%), casados (62,5%), possuem pós-graduação (70%) e tem jornada de trabalho semanal de 24 horas. Quando realizada a distribuição de frequência da escala de custo humano no trabalho o estudo indicou que os participantes apresentam: (i) Custo físico: satisfatório (72,5%); (ii) Custo afetivo: crítico (55%) e; (iii) Custo cognitivo: grave (47,5%). Já a distribuição de frequência da EADRT demonstrou que a maioria dos participantes apresenta: (i) Danos físicos: satisfatório (72,5%), (ii) Danos sociais: satisfatório (87,5%) e; (iii) Danos psicológicos: satisfatório (77,5%). No entanto, quando realizada correlação entre o ICT com a ECHT e a EADRT, os resultados demonstraram correlação negativa para todas as dimensões das duas escalas, sendo significativo o resultado do custo afetivo (r=0,496; p-valor=0,001), danos físicos (r=0,602; p-valor=0,000); danos sociais (r=0,440; p-valor=0,005) e danos psicológicos (r=0,408; p-valor=0,009). Pode-se concluir que os trabalhadores apresentam custos afetivos e danos sociais e físicos, decorrentes dos danos psicológicos relacionados ao trabalho, que repercutem em sua capacidade para o trabalho.

  • Data da Defesa: 18/02/2020
  • Download: Clique aqui
+ VIDAS MARIA: HISTÓRIAS DE VIOLÊNCIA E PODER NA CONSTITUIÇÃO DAS MULHERES/ESPOSAS
  • Discente:
    • ARIANE LIMA DE BRITO
  • Orientador(a):
    • ANITA GUAZZELI BERNARDES
  • Resumo:

    Brito, A. L. de. (2020). Vidas Maria: histórias de violência e poder na constituição das mulheres/esposas. 110f. (Dissertação de Mestrado em Psicologia), Universidade Católica Dom Bosco - UCDB, Campo Grande, MS. Esta pesquisa é resultado de incursões cartográficas no campo da violência contra as mulheres. O objetivo geral que conduziu este percurso se engendra na problematização da relação entre desigualdade social, violência e sofrimento, com foco em discutir a relação da rede de poder que constitui a subjetividade das mulheres/esposas com as práticas de violência que incidem sobre seus corpos. A questão problema foi refletir acerca da racionalidade envolvida no esquema dos jogos de poder que produzem mortes e violência contra as mulheres na nossa sociedade. O campo de análise foi produzido pelo encontro com histórias de mulheres que sofreram violência em livros, revistas, jornais, blogs, músicas, filmes e memórias. O estudo teve como base epistemológica e conceitual as discussões acerca de poder e violência realizados por Michel Foucault, Achille Mbembe, especialmente os operadores conceituais de biopoder, poder disciplinar e necropoder, além de debates feministas no que concerne às questões de gênero. Foi utilizado o método cartográfico para a construção da investigação, apostando em uma política da narratividade para contar histórias de mulheres, cujas experiências marcam diferentes formas de violências em seus corpos. O percurso cartográfico focalizou duas histórias para serem narradas neste estudo: a história de Maria da Penha Fernandes e Silva e sua batalha para conseguir condenar seu ex-marido, culminando com a promulgação da Lei Maria da Penha; e de Maria Alice no País do Patriarcado, a qual se constitui do encontro de Maria Alice e outras Marias com a rede de assistência à mulher que sofre violência. As histórias não são tomadas como casos individuais, mas como corpos coletivos que se montam para dar voz e iluminar as vidas infames e matáveis dessas mulheres. Assim, as discussões dessa pesquisa se amarram ao jogo de visibilidade/invisibilidade da rede com os corpos de mulheres que sofreram violência e são capturados pela racionalidade da judicialização e da medicalização individualizantes das suas demandas políticas. A narração das vidas dessas mulheres violadas se articula com os conceitos já mencionados e proporciona a reflexão sobre as formas como o poder incide na constituição das mulheres/esposas a partir dos dispositivos amoroso e materno. É essa subjetividade das mulheres/esposas que opera capturando as violências contra as mulheres em um plano de privatização da sua experiência política. Dessa forma, compreendeu-se uma operação conjunta do biopoder, poder disciplinar e necropoder na gestão das vidas e mortes das mulheres na nossa sociedade por meio de tecnologias que se apoiam no enquadramento das mulheres/esposas/lar.

  • Data da Defesa: 18/02/2020
  • Download: Clique aqui
+ CAIU NA REDE: A GESTÃO DA PRECARIEDADE DA VIDA NA REDE DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA E À JUVENTUDE
  • Discente:
    • BRUNA SOARES BRUNO
  • Orientador(a):
    • ANITA GUAZZELI BERNARDES
  • Resumo:

    Bruno, B. S. (2019). Caiu na rede: a gestão da precariedade da vida na rede de proteção à infância e à juventude. 89 f. (Dissertação de Mestrado em Psicologia), Universidade Católica Dom Bosco - UCDB, Campo Grande, MS. Esta pesquisa acontece no campo da Rede de Proteção à Infância e à Juventude do Município de Campo Grande/MS. Tem como objetivo problematizar as diferentes formas e estratégias de governo que capturam as vidas que caem na Rede. Diante desse objetivo, formulou-se como questão de pesquisa a problemática de que articulações, amarrações, dispositivos, discursos e racionalidades estão implicados no governo das vidas que caem na Rede de Proteção à Infância e à Juventude? Para onde essas formas de governo estão direcionando as vidas? A pesquisa é apoiada nos conceitos foucaultianos de biopolítica e governo das vidas, assim como nos conceitos de produção de morte, vidas passíveis de luto, condição precária, precariedade da vida e a noção de raça de autores como Achille Mbembe, Judith Butler e Oyèrónkẹ Oyěwùmí. Esses autores permitem pensar, de modo localizado, a noção de governo das vidas. Considera-se que pensar a gestão de vidas que caem na Rede de Proteção, especialmente em um país periférico e que sofrera processos de colonização e racismo, exige que alguns elementos sejam aproximados, como questões com relação à centralidade do corpo na cultura ocidental, a ideia de raça, as produções de morte que envolvem os trajetos de vidas não passíveis de luto. A produção de dados que compõe a pesquisa se deu a partir de memórias e documentos oriundos da experiência do encontro com as vidas na Rede de Proteção à Infância e à Juventude durante estágio extracurricular no período da graduação. Foi por meio das memórias que as vidas encontradas nessa experiência se mantiveram vivas. Considera-se, em termos metodológicos, que trabalhar com as memórias é seguir rastros do passado que permitem o encontro com vidas em suas forças expressivas e intensivas. O procedimento metodológico foi seguir os rastros das memórias em seus percursos nas Políticas Públicas. A articulação desses elementos nos remeteu às trajetórias que a todo tempo cruzam as linhas tênues e indiscerníveis da proteção e do extermínio. Visto que a articulação desses elementos tem produzido trajetórias que, apesar de acontecerem nos campos da Rede de Proteção à Infância e à Juventude, criam condição de possibilidade para percursos marcados por desproteção, insegurança e produção de morte. Enquanto que as trajetórias protegidas e de promoção à vida são destinadas a poucas e raras existências.

  • Data da Defesa: 18/02/2020
  • Download: Clique aqui
+ "PERFIL NEUROPSICOLÓGICO DE PACIENTES COM ESQUIZOFRENIA"
  • Discente:
    • TATIANE BOMBASSARO
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    Considerando a natureza difusa e integral das alterações cognitivas na esquizofrenia (SZ), o aperfeiçoamento constante dos métodos utilizados para quantificar e qualificar esses déficits é essencial. A Escala de Inteligência Wechsler para adultos (WAIS - Wechsler Adult Intelligence Scale) é um teste que mede a capacidade intelectual geral e vem sendo utilizado na análise da capacidade cognitiva na esquizofrenia, auxiliando no processo diagnóstico dos déficits presentes nesse transtorno. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática da literatura sobre o desempenho de adultos com SZ nas tarefas da WAIS, para descrever o perfil de funcionamento cognitivo e apontar quais funções cognitivas encontram-se prejudicadas nesta população em comparação aos dados de amostras de indivíduos saudáveis descritas pelo instrumento em questão. Método: Foi realizada busca de artigos nas bases de dados Pubmed, Cochrane Library e LILACS, utilizando os descritores relacionados à Esquizofrenia e WAIS. Foram excluídos os estudos que não utilizaram a escala completa, assim como aqueles que não tinham a amostra composta exclusivamente de pacientes com SZ. Resultados: Foram encontrados 28 artigos que apresentaram desempenho de QI total da amostra, alguns deles apresentaram resultados quanto às escalas verbal (n=20) e de execução (n=19). Os dados analisados indicaram desempenho qualificado como médio para aspectos de compreensão verbal, médio inferior nos índices de organização perceptual e memória operacional, e limítrofe quanto à velocidade de processamento. Discussão: Os déficits encontrados correspondem ao prejuízo quanto à aspectos executivos e perceptuais, incluindo resultados qualificados como limítrofes em avaliação da habilidade de atenção e velocidade de processamento, tendo resultados de QI de execução inferiores ao desempenho de QI verbal. O estudo mostrou que o desempenho cognitivo é característica significativa do quadro de Esquizofrenia, visto que há um perfil neuropsicológico persistente nas amostras avaliadas.

  • Data da Defesa: 14/02/2020
  • Download: Clique aqui
+ CRIANÇA VÍTIMA DE ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR: UM ESTUDO DE CASO
  • Discente:
    • PATRICIA PALHANO MEDEIROS PENRABEL
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    A pesquisa traz como problema, investigar se o meio familiar pode ser considerado como fator de risco para o abuso sexual intrafamiliar contra crianças. Tema de grande relevância, pois pode auxiliar na melhor compreensão e até prevenção do fenômeno da violência, uma vez que esta causa grandes impactos sociais e psicológicos na sociedade. Foi escolhido então um caso para estudo profundo deste tema, trazendo como objetivo geral da pesquisa, estudar as influências ambientais em um caso de abuso sexual intrafamiliar, cometido pelo avô, contra uma criança de sete anos de idade. Atendendo aos objetivos específicos de descrever este caso de abuso, verificar os fatores de risco para o abuso sexual na maneira como a vítima percebe o meio em que vive e identificar aspectos específicos do ambiente familiar que contribuíram para a ocorrência de abuso sexual infantil. Com uma revisão de literatura que passa por uma pesquisa sobre a família, a violência intrafamiliar, tipos de violência: física, psicológica, negligência, violência sexual e fatores de risco que influenciam para que essas agressões ocorram. Passando em seguida pela Psicologia Ambiental e a logo após, a Teoria Bioecológica do autor Urie Bronfenbrenner e com os dados interpretados por análise de conteúdo. Para tanto, foi realizada uma investigação através de itens documentais retrospectivos da avaliação psicológica pela qual passou essa criança contendo o histórico familiar, através de anamnese com a mãe, relatórios de sessões semanais de avaliação que se estenderam ao longo do ano de 2017 e foram aplicadas na sala de atendimento infantil da clínica-escola de psicologia, utilizando os testes psicológicos House Tree Person - HTP, Teste de Apercepção Infantil – Figuras Humanas (CAT-H), Pirâmides Coloridas de Pfister, intercalando com atividades lúdicas, bem como visita à escola em que a criança frequentava e visita das assistentes sociais na residência, no decorrer das sessões, notou-se através dos documentos que a criança sofreu mais do que o abuso sexual, mas também uma forte influência do meio em que vive, tanto físico, com restrições de espaço e deficiência na higiene, como relacional com sua família, com falta de apoio da mãe e sendo negligenciada de variadas formas, o que gerou forte impacto em seu desenvolvimento pessoal, emocional, social, cognitivo e intelectual.

  • Data da Defesa: 14/02/2020
  • Download: Clique aqui
+ A POTÊNCIA DOS AFETOS NO PROCESSO DE MOBILIDADE ESTUDANTIL DO ENSINO SUPERIOR
  • Discente:
    • EDMARA MARTINS DE SOUZA
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O presente estudo tratar-se-á de um trabalho dissertativo e tem por objetivo analisar a afetividade dos acadêmicos em processo de mobilidade estudantil interna que saem de outros Estados brasileiros e migram para Campo Grande/MS. A partir da experiência profissional da pesquisadora e dos estudos direcionados no Laboratório de Estudos Psicossociais em Saúde frente a Contextos da Desigualdade Social, bem como do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Teoria Sócio Histórica, Migrações e Gênero do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia, surgiu o interesse em pesquisar o tema referido. A pretensão na temática citada é a de estudar os aspectos da afetividade nos estudantes universitários, sobretudo daqueles que migram de outra região para a Cidade de Campo Grande, buscando saber de que maneira a mobilidade afeta esses indivíduos. Entende-se que seja importante para que possamos compreender que os estudantes que migram são sujeitos dotados de sentimentos, de uma vida constituída de histórias e cotidianidade e para tanto é necessário interpretar o que a migração provoca na vida dos estudantes. Para alcançar os objetivos propostos, foi utilizada a linha da Psicologia Sócio Histórica, a qual depende de uma base metodológica materialista dialética. A abordagem metodológica utilizada foi de natureza qualitativa, pautada na pesquisa bibliográfica e documental, subsidiada pela análise de dados dos conteúdos coletados e pesquisados. Desta forma, foram utilizados livros, artigos científicos, dissertações e teses acadêmicas, dentre outros. A coleta de dados ocorreu por meio da realização de entrevistas semiestruturada, instrumento que permite analisar as percepções, sentimentos e interpretações dos participantes da pesquisa. Tal registro foi efetuado por meio de gravação. Após transcrição, os dados foram elencados e selecionados em temas e subtemas. A relevância desta pesquisa, vem ao encontro da necessidade de se ampliar os estudos a mobilidade estudantil interna, que embora venha ganhando destaque nas pesquisas, ainda estão mais voltadas para a migração estudantil internacional e se observa poucas políticas que atendam as reais necessidades e singularidades desta questão, principalmente no que condiz em dar ênfase na afetividade e na suas implicações no sujeito em seu cotidiano. Importante também destacar que como campo de estudo da psicologia da saúde este estudo procura suscitar discussões que possam colaborar na compreensão das questões psicossociais inerentes no contexto da afetividade e da mobilidade destes estudantes. A partir dos resultados encontrados, conclui-se que o processo de mobilidade estudantil afeta os estudantes e seu cotidiano não apenas de maneira negativa, mas sobretudo de forma a possibilitar autonomia, independência e maturidade no constructo enquanto sujeitos. Espera-se que estudos como este possam provocar discussões para o avanço das políticas públicas do ensino superior no Brasil e no campo da saúde de maneira a enfrentar as vulnerabilidades dos estudantes em trânsito pelas migrações.

  • Data da Defesa: 13/02/2020
  • Download: Clique aqui
+ "VIABILIDADE DE MÉTODOS EFICAZES DE DETECÇÃO DE SINAIS PRECOCES DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: REVISÃO DE LITERATURA E PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL"
  • Discente:
    • MARINA DE CASTRO FREGNAN
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    Esta dissertação diz respeito à pesquisa empreendida para ampliação do conhecimento acerca dos sinais precoces do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa,pensada em dois momentos, visa encontrar viabilidade para ampliação de métodos eficazes de detecção de sinais precoces de TEA. Em primeiro momento, apresentada no primeiro artigo, foi elaborada uma pesquisa de revisão de literatura sobre a avaliação da habilidade de Atenção Conjunta (AC), por se tratar de um dos principais sintomas precoces presentes no TEA. Foram avaliados 44 artigos a partir dos descritores: autismo, atenção conjunta, intervenção e avaliação, nas bases de dados Web of Science,Scielo, Lilac, Pubmed/Medline, sendo encontrados 26 métodos avaliativos de AC. Os instrumentos foram identificados a partir de sua estrutura básica: observação direta, medidas estruturadas, atividades estruturadas, questionários, observação indireta e estrutura de avaliação não especificada. Como conclusão dessa etapa foi identificado que não há um instrumento específico de avaliação de AC – sendo utilizado normalmente mais de um instrumento e para mais de um sinal de TEA – e os analisados não possuem validação brasileira. O segundo momento, apresentada no segundo artigo, parte da compreensão de que diante da demanda de programas de capacitação especializada em TEA para profissionais de saúde, foi revisitado o programa de capacitação desenvolvido por Amaral (2017) e propostos alguns aperfeiçoamentos com base nas indicações da autora. Assim, foi aplicado um programa de capacitação profissional para cem servidores da Atenção Básica de Saúde, com o objetivo de identificar sinais de autismo. Com o intuito de controle de eficiência do conteúdo da capacitação, foi aplicado um Protocolo de Registro de Sinais de TEA, com 23 perguntas (baseado na estrutura do Protocolo de Rastreamento M-CHAT). Este protocolo foi aplicado antes e depois da capacitação e posteriormente na ação de seguimento – follow up. A capacitação de baixo custo financeiro, temporal e de recursos humanos demonstrou ser viável para atendimento das necessidades e marcos legais da saúde pública nacional. Também se mostrou eficiente para a transmissão de conhecimento e fixação do mesmo, em que, sendo efetiva para capacitação de profissionais de todas as idades, sexo, funções e grau de escolaridade.

  • Data da Defesa: 05/02/2020
  • Download: Clique aqui
+ "FORMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE E INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO: UMA DESCRIÇÃO DE PRÁTICAS HOSPITALARES"
  • Discente:
    • SUELLEN ALVES DA SILVA
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Esta dissertação tem por objetivo compreender as formas de interrupção da gestação em hospitais, mediante uma cartografia de documentos, políticas e procedimentos desenvolvidos. A cartografia das formas de interrupção da gestação se faz a partir do que a literatura da área da saúde e ciências sociais aponta como formas de regulação desses procedimentos, tanto do ponto de vista jurídico quanto organizacional. Pela cartografia a pesquisa orientou-se na direção das formas que a interrupção da gravidez no Brasil, dentro dos espaços hospitalares, pode ser realizada, focalizando assim, um conjunto de protocolos que orientam as práticas dos profissionais da saúde, seguindo alguns princípios da legislação brasileira e das políticas de saúde como parte de relações de poder. Em razão disso e da Política Nacional de Humanização, há uma interrogação sobre o modo como esses procedimentos são realizados e a maneira como recaem sobre o corpo das mulheres. Em termos teóricos, a pesquisa orienta-se dentro de uma perspectiva foucaultiana, seguindo metodologicamente um processo cartográfico na descrição de itinerários, documentos e protocolos que fazem parte da rotina, utilizados na rede hospitalar como estratégia de atenção à saúde de mulheres em situação de interrupção da gravidez.
    Palavras-chave: Políticas de Saúde; Relações de Poder; Interrupção da Gestação; Cartografia

  • Data da Defesa: 12/11/2019
  • Download: Clique aqui
+ MIGRANTES HAITIANOS EM TRÊS LAGOAS/ MS: TRABALHO E INSERÇÃO SOCIAL
  • Discente:
    • Zuleika da Silva Gonçalves
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O presente estudo teve como objetivo caracterizar a inserção social e o trabalho de migrantes haitianos que estão em atendimento em uma Organização Não Governamental (ONG) e em uma agência municipal de emprego, ambos na cidade de Três Lagoas- MS. A pesquisa de campo ocorreu no período de julho a setembro de dois mil e dezoito. Foram selecionados para essa pesquisa seis migrantes haitianos do sexo masculino e dois técnicos do trabalho de ambos o sexo. O método utilizado foi a pesquisa qualitativa, com base na teoria do materialismo histórico dialético, para a coleta de dados foram realizados oito encontros, sendo quatro com o grupo todo de migrantes e dois encontros individuais , com os técnicos foram dois encontros individuais. Utilizou-se um roteiro de entrevista semiestruturada e pesquisa bibliográfica. Os entrevistados da pesquisa relataram como foi a busca pelo trabalho no país de acolhimento, quais os sentimentos, vivências e adaptações que ocorreram durante a trajetória Haiti- Brasil e de como se encontravam hoje. Para a análise dos dados foi feita a transcrição das entrevistas e na sequência o conteúdo destas foi separado por categorias e dividido em subcategorias. Realizou-se, então, a análise dos discursos, respeitando todas as falas, pronúncias, gírias, emoções, etc. Os principais resultados versam sobre os relatos dos migrantes que vivem a realidade pela busca do trabalho como sobrevivência e o que sofrem pela quebra de vínculos familiares e comunitários, pela exclusão social, por encontrarem inúmeras dificuldades na convivência  nos espaços de trabalho e pela dificuldade de serem inseridos novamente na vida em sociedade. Obteve-se como resultado que a inserção no mercado de trabalho e a inclusão social do migrante haitiano consiste na necessidade de considerar todas as suas características enquanto migrantes e atentar para o seu desenvolvimento como um todo, de forma que possibilite a eles, ocupar espaços além do ambiente de trabalho, possibilitando o diálogo entre as diversas culturas existentes. Verificou-se que as razões sociais migratórias não ocorrem de forma aleatória, hoje os haitianos no Brasil somam mais de trinta mil migrantes (IBGE, 2017) e pela dinâmica dessa migração, estimamos que esse número terá uma variável em um espaço de tempo de alguns anos, e que a inserção social é uma dificuldade para os migrantes no que se refere a aceitação da sociedade local e o fato das políticas públicas não deixar claro como acolher este migrante. A tarefa de refletir sobre o fluxo migratório de haitianos para o Brasil se mostra um desafio triplo para que os respectivos agentes – a academia, o Estado e a sociedade – aceitem e pensem-no mais detidamente não como um fato, mas como uma realidade de múltiplas facetas. Assim, percebemos que a história não se repete, ela chama-nos às claras e cobra a construção do presente e do devir. Com a migração há um agravo neste contexto, será preciso avançar nas discussões das políticas que garantam o acolhimento, atendimento e encaminhamento do migrante, no sentido de garantir a efetivação dos direitos, que sejam pautados na ótica da emancipação humana. Os dados dessa pesquisa são importantes para que os setores que atendem e que elaboram políticas públicas para a população migrante repensem o trabalho que já tem sido feito, e criem formas de articular todos os setores para que se possa incluir essa população na sociedade. Assim, torna-se primordial que possamos avançar na área da assistência social, saúde, trabalho, habitação, cultura e lazer, tornando efetivas as garantias de direitos da população migrante. 

    Palavras-chave: Migração Haitiana; Trabalho; Inserção Social.

  • Data da Defesa: 02/09/2019
  • Download: Clique aqui
+ DOCUMENTAÇÃO PARA A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA DO TRÂNSITO NO BRASIL: FORMAÇÃO DO ARQUIVO REINIER ROZESTRATEN
  • Discente:
    • Marluce Bruno da Silva Bueno
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    A constituição e o desenvolvimento de arquivos históricos se apresentam como uma tarefa importante, contemporaneamente, na historiografia da Psicologia. Isto se deve ao fato de que os arquivos encerram a memória da Psicologia por meio de diferentes tipos e modalidades de fontes de investigação, material indispensável para a pesquisa no campo. A preservação da memória se faz necessária, também, a partir do arquivamento da grey literature, ou seja, de materiais com circulação limitada ou fora de editoração. Nesse cenário, este estudo objetiva identificar, classificar e catalogar a documentação vinculada à Psicologia do Trânsito que compõe o acervo de fontes encerradas na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), oriundas do arquivo de Reinier Rozestraten, um dos precursores da institucionalização e disciplinarização da Psicologia do Trânsito, no Brasil. Metodologicamente, a pesquisa ocorre a partir do planejamento do arranjo documental, com a utilização de técnicas de higienização, identificação e catalogação de cada documento. O processamento técnico englobou a análise conceitual dos documentos e sua indexação, com a finalidade de reconhecimento de seu conteúdo e a identificação dos termos que representam cada assunto. Dessa forma, elaborouse uma tabela de classificação, baseada no modelo da Classificação Decimal de Dewey (CDD), na classe 000. Foram higienizados, identificados, classificados e indexados 166 documentos, que estão distribuídos em nove caixas de arquivos. Todos os documentos estão discriminados em planilhas digitais, propendendo favorecer a recuperação da informação. Estima-se que, com a criação do arquivo, será preservada a memória de um pioneiro da Psicologia, principalmente da Psicologia do Trânsito, no Brasil. Além disso, acredita-se que a preservação desses documentos permita a disseminação da informação para novos
    pesquisadores, interessados tanto em História da Psicologia quanto em Psicologia do Trânsito. 

    Palavras-chave: Arquivos Históricos, Psicologia do Trânsito, Reineir Rozestraten

  • Data da Defesa: 28/06/2019
  • Download: Clique aqui
+ EXTENSÃO DO TESTE ABLA-R: UMA PROPOSTA DE TAREFA PREDITIVA DE RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA
  • Discente:
    • JANAINA BARBOSA DE SOUZA
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    O Teste ABLA-R (Assessment of Basic Learning Abilities – Revised) é um instrumento que avalia seis habilidades básicas de aprendizagem, em seis níveis: imitação motora simples, discriminação de posição, discriminação simples, discriminação condicional visual baseada em similaridade física, discriminação condicional visual arbitrária e discriminação condicional auditivo-visual. Diversos estudos demonstram que o ABLA-R é um bom preditor da aprendizagem de discriminações condicionais. No entanto, o ABLA-R não dispõe de uma tarefa capaz de predizer a formação de classes de equivalência, um fenômeno comportamental associado com a linguagem e que é inferido a partir da aprendizagem indireta de novas discriminações condicionais. O presente estudo objetivou estender o teste ABLA-R avaliando possíveis correlações entre os desempenhos em dois protótipos de tarefas adicionais do ABLA-R (denominada Nível 7A e 7B) e o desempenho em avaliações padronizadas de linguagem (TVAud-A33oI - Teste de Vocabulário Auditivo), comportamento adaptativo (VABS - Escala de Comportamento Adaptativo Vineland) e inteligência (Teste Não-Verbal de Inteligência – SON-R 2½-7[a]). Participaram do estudo 40 crianças com desenvolvimento típico, com idades que variaram de 30 meses a 53 meses. A coleta de dados ocorreu na escola dos participantes e em uma sala na universidade, de duas a três sessões com cada participante, com duração média de 30 minutos. As sessões consistiram na aplicação dos níveis 3 a 6 originais do Teste ABLA-R, seguidos das tarefas 7A (que avalia a emergência de uma relação visual-visual), 7B (que avalia a emergência de uma relação auditivo-visual) e da aplicação dos testes TVAud-A33oI, VABS e SON-R 2½-7[a]. Os resultados apontaram que 12 participantes passaram no Nível 7, enquanto que 28 fracassaram. Comparações entre esses dois grupos (que passaram x fracassaram) mostraram diferenças significativas (p-valor < 0,05) para as variáveis: idade, escores na sub-escala de comunicação da Vineland, e quociente de desenvolvimento (QD) da Vineland. Não foram encontradas diferenças entre os grupos no que se refere ao desempenho no SON-R 2½-7[a] e no TVAud. Os dados sugerem que as duas tarefas propostas como Nível 7 têm relação com a linguagem e estão em um nível de dificuldade acima do Nível 6, podendo ser uma extensão relevante para o Teste ABLA-R.

    Palavras-chave: equivalência de estímulos, linguagem, inteligência, comportamento adaptativo, desenvolvimento típico.

  • Data da Defesa: 28/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ EXPLORANDO PRÁTICAS E CONHECIMENTOS PSICOLÓGICOS NOS ARQUIVOS DE NEUROPSIQUIATRIA (1943-1962)
  • Discente:
    • Marciana Vieira de Souza Xavier
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    A profissão e formação de psicólogo, no Brasil, foi regulamentada por meio da Lei No.4.119, de 1962, atribuindo, entre as funções desempenhadas pelo psicólogo, o desenvolvimento de métodos e técnicas sicológicas para o diagnóstico e a solução de problemas de ajustamento, sendo este último termo usado em substituição ao de “psicoterapia”. Essa mudança na nomenclatura foi resultado dos embates ocorridos entre os que exerciam a Psicologia e os outros profissionais como, e.g., médicos, durante o processo de regulamentação da referida lei. Um desses embates se referia a como o psicólogo poderia exercer suas funções de forma independente, na área clinica, uma vez que os médicos consideravam ser essa área de competência do campo médico, cabendo ao psicólogo o papel de assistente técnico. Diante do cenário citado, o objetivo desta pesquisa é descrever e analisar práticas e conhecimentos psicológicos nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria. A hipótese de que entender como tais práticas e conhecimentos circularam na Psiquiatria brasileira, à época, pode auxiliar em uma compreensão mais sofisticada dos embates científico-profissionais, quando da regulamentação da Lei No. 4.119. O recorte temporal - 1949 a 1962 - abrange o período do ano da primeira publicação do primeiro número do periódico e as primeiras discussões em torno da regulamentação da profissão de psicólogo, até a sua efetivação, em 1962. Esta dissertação é estruturada por dois estudos independentes, mas complementares. Metodologicamente, a investigação se insere no campo da História da Psicologia, apropriando-se de recursos teórico-metodológicos da História Quantitativa, da História Digital e da Bibliometria. Os resultados sugerem o uso de métodos, técnicas e teorias psicológicas pela psiquiatria brasileira, mais especificamente de elementos vinculados a propostas psicodinâmicas. Brasil e alhures, convidando a novas investigações. 

    Palavras-chave: história da Psicologia; história da Psiquiatria; história da Medicina.

     

  • Data da Defesa: 26/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ PROCEDIMENTOS PARA ENSINO DE RELAÇÕES AUDITIVO-VISUAIS EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
  • Discente:
    • DANIEL SANTOS BRAGA
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    Crianças com autismo podem apresentar dificuldades de aprender discriminações condicionais auditivo-visuais, dificultando o desenvolvimento de habilidades de ouvinte e em responder discriminativamente ao que as pessoas dizem. O ensino de relações auditivo-visuais tem sido alvo de muitas pesquisas com essa população. A variedade de procedimentos de ensino tem o objetivo de amenizar padrões de erros e superseletividade de estímulos que são dificuldades comuns associadas a aquisição desse tipo de repertório. Avaliações comparativas de duas ou mais intervenções que são clinicamente recomendadas para o ensino de habilidades, porém, pouco pesquisadas, podem beneficiar crianças com autismo que recebem intervenções em ABA (Análise do Comportamento Aplicada). Esta dissertação é composta por dois artigos, o primeiro teve o objetivo de revisar a literatura sobre estudos comparativos para ensino de relações auditivo-visuais e o segundo foi feito um estudo empírico que avaliou a eficiência de dois procedimentos de ensino dessas elações (procedimento DC e procedimento CEA). Foram encontradas nove pesquisas de comparação no primeiro estudo. Cinco estas, demonstraram que, embora os procedimentos DSC (discriminação simples-condicional) e DC (discriminação condicional) foram efetivos para o ensino de relações auditivo-visuais, o procedimento DC se mostrou mais eficiente para o ensino dessas relações, exigindo menos sessões de treino e minimizando a exposição a padrões de erros. De modo geral, os autores recomendam evitar o ensino de discriminações condicionais auditivo-visuais por discriminação simples, para posteriormente, ensinar discriminações condicionais na prática clínica. Os dados do segundo estudo replicam os dados de estudos anteriores quanto a efetividade e eficiência de ensinar relações auditivo-visuais pelo procedimento de discriminação condicional (DC). Além disso, os dados também ampliam a literatura sobre o caráter preditivo do ABLA-R (Assessment of Basic Learning Abilities – Revised). A aprendizagem de relações auditivo-visuais foi factível para os participantes que obtiveram o nível 5 e nível 6 do ABLA-R. Foi observado que os participantes que obtiveram nível 4 não aprenderam discriminações condicionais auditivovisuais por nenhum dos procedimentos. Esse dado corrobora com outros estudos em que, crianças que falharam nos níveis 5 e 6 do ABLA-R, não aprenderam a estabelecer relações entre classes de estímulos diferentes.
    Palavras-chave: Comparação de procedimentos. Relações auditivo-visuais. Análise do Comportamento Aplicada. Autismo.

  • Data da Defesa: 25/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA CRIANÇA SÍRIA REFUGIADA EM CAMPO GRANDE/MS: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA AMBIENTAL
  • Discente:
    • JAKELINE DE SOUZA COSTA
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    A Guerra Civil na Síria, que teve início em 2011, forçou muitas pessoas a saírem do país. Entre elas crianças juntamente com seus familiares ou, em muitos casos, sozinhas. Conformeo relatório divulgado em 2017 pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), a Síria é o país com o maior número de refugiados reconhecidos no Brasil. O deslocamento forçado é uma condição difícil que impõe a adaptação em um novo país, que geralmente é muito diferente de seu país de origem. Assim, entendemos que compreender o processo deconstrução da identidade da criança síria refugiada é de suma importância. Os objetivos deste trabalho foram investigar o processo de construção da identidade da criança síria refugiada em Campo Grande/MS; descrever os aspectos culturais, identitários e sociais presentes nos desenhos, a partir dos relatos das crianças e nas entrevistas com os pais; analisar os desenhos das crianças sírias refugiadas com referência na Psicologia Ambiental e apreender os aspectos relacionados à construção da identidade das crianças refugiadas participantes do estudo. Tratou-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa tendo como método o estudo de caso. A pesquisa contou com a participação de cinco crianças de nacionalidade síria com idades de 08, 09, 11, 12 e 17 anos de duas famílias refugiadas. Utilizou-se o desenho, a entrevista semiestruturada e o registro em diário de campo como técnicas de coleta de dados. A Psicologia Ambiental (PA) foi a abordagem aplicada, pois esta estuda a pessoa no seu contexto, apresentando como temática central do seu campo de estudo as inter-relações das pessoas com o meio ambiente físico e social. Observou-se que a identidade das crianças aparece pautada ao fato de serem sírias e refugiadas, sendo representada por elementos como idioma, a guerra, a política, a questão dos refugiados, a religião, a cultura, a comida e a organização familiar. Os resultados alcançados também revelaram que elas ainda estão muito vinculadas ao país de origem, apresentando apego ao lugar e identidade de lugar de maneira marcante.

    Palavras-chave: Crianças refugiadas - Síria - Campo Grande, MS; Psicologia ambiental; Identidade (Psicologia) em crianças.

  • Data da Defesa: 19/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ ACADEMIA DA SAÚDE COMO RECURSO COMUNITÁRIO PARA O BEM-ESTAR E INCLUSÃO NA PSICOSE: EFEITOS DE UM PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA AO AR LIVRE
  • Discente:
    • ELINA HIDEKO HOKAMA ARAKAKI
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    O programa Academia da Saúde incentiva a prática de atividade física igual ou superior à 150 minutos semanal na perspectiva de prevenção e promoção de cuidado em saúde. A atividade física é definida pela Organização Mundial da Saúde - OMS, como um artifício de reabilitação psicossocial. Objetivo-Avaliar o impacto biopsicossocial na sintomatologia das enfermidades dos participantes com esquizofrenia e/ou transtorno afetivo bipolar tipo I com um programa de atividade física na academia da saúde ao ar livre. Método- estudo longitudinal de intervenção quase experimental do tipo antes e depois, com avaliação da percepção de atividade física em relação a qualidade de vida dos participantes, com duração de 10 encontros, envolvendo vinte pacientes divididos em quatros grupos (A, B, C e D) e tendo como os grupos C e D na fila de espera e controle que também participaram de atividade física, sendo avaliado nos três momentos. Os participantes foram pacientes que realizavam tratamento regular no CAPS III no município. Foram utilizados os instrumentos: Questionário Sociodemográfico; Diagnóstico para Psicoses e Perturbações Afetivas-DI-PAD; Escala da Síndrome Positiva e Negativa- PANSS; WHOQOL – breve versão português; Escala de Calgary de Depressão para Esquizofrenia - ECDE; Questionário Internacional de Atividade Física – IPAQ Versão Curta; Escala de Estigma Internalizado. Resultados- Encontramos em todos os grupos (A,B, C e D) elevados níveis de pontuação nos sintomas positivo e negativo como delírio e alucinação visual e auditiva, (dp±sd 88,80±2,20) pontos; na depressão os dados foram semelhantes (dp±sd 2,37±0,16), principalmente participantes com pensamento suicida de repetição e várias tentativas de suicídio; quanto ao estigma, todos os grupos também apresentaram elevado pontuação (dp±sd 2.29±0.03) de estigma, dificultando tratamento na comunidade; na qualidade de vida e atividade física todos os grupos apresentaram baixa pontuação, considerado qualidade de vida ruim e inatividade atividade física, não atingindo a recomendação proposta do MS. Posteriormente, após intervenção, todos os grupos melhoraram sua performance, e gradativamente as pontuações foram melhorando. Conclusão- o programa apresentou efeitos positivos sobre os parâmetros avaliados como diminuição da psicose, relativo ao bem estar físico e mental, com diminuição de estresse, depressão e melhoria no humor, autoestima, disposição, além de minimizar estigma. Estudo realizado pelo programa de Pós-Graduação Mestrado em Psicologia da Saúde na UCDB.

     Palavras Chaves: Academia da Saúde; Recurso Comunitário; Transtorno Mental 

  • Data da Defesa: 19/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ COMPARAÇÃO DE DOIS PROCEDIMENTOS PARA ENSINO DE RELAÇÕES AUDITIVO-VISUAIS EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
  • Discente:
    • DANIEL SANTOS BRAGA
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    Muitas crianças com autismo podem apresentar dificuldades em aprender relações auditivovisuais, fator que contribui significativamente às dificuldades no desenvolvimento de habilidades de ouvinte e em discriminar o que as outras pessoas dizem. Há grande variedade de procedimentos de ensino de relações auditivos-visuais. O desenvolvimento e o refinamento de procedimentos de ensino de linguagem receptiva em crianças com autismo constituem-se em um desafio de grande relevância para seu tratamento. Estudos comparativos apontam que o procedimento de discriminação condicional (DC) tem se mostrado mais eficiente para o ensino de relações auditivo-visuais para crianças com autismo, quando comparado ao procedimento de discriminação simples-condicional (DSC). O presente estudo de revisão teve o objetivo fazer o levantamento de estudos comparativos de procedimentos de ensino de relações auditivovisuais para crianças com autismo. Foram realizadas buscas em bases de dados com as palavraschave “receptive labeling”, “receptive language”, “conditional discrimination” e “auditoryvisual relation”. Nove estudos foram identificados e analisados de acordo com o perfil dos participantes, as avaliações realizadas, os procedimentos de ensino comparados nos estudos, parâmetros de avalição de eficiência e eficácia dos procedimentos e medidas de manutenção das relações ensinadas. De modo geral, todos os procedimentos avaliados obtiveram resultados quanto a sua efetividade no ensino de relações auditivo-visuais para crianças com autismo. Os dados demonstram a eficiência do procedimento DC e as pesquisas apresentaram resultados favoráveis com o ensino direto de discriminações condicionais. Os estudos encontrados refutam a suposição que a aprendizagem de discriminações condicionais exige a aprendizagem prévia de discriminações simples. Não há na literatura suporte empírico que sustente essa suposição. Entretanto, procedimentos baseados nessa suposição vêm sendo recomendados em manuais e adotados por profissionais que planejam intervenções para crianças com desenvolvimento atípico.

    Palavras-chave: comparação de procedimentos; linguagem receptiva; relações auditivovisuais; análise do comportamento aplicada; autismo.

  • Data da Defesa: 15/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ FATORES DE RISCO EM FAMILIARES E PORTADORES DE ESQUIZOFRENIA E TRANSTORNO BIPOLAR
  • Discente:
    • Rosany Guterrez Nunes Silva
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    Introdução: A Esquizofrenia e o Transtorno Bipolar são um desafio assistencial de grande complexidade, tanto pela gravidade clínica como pela idiopaticidade, resultante de interações genéticas somadas aos fatores biológicos de risco aos quais o indivíduo é exposto ao longo de seu desenvolvimento. Investigar fatores biológicos, psicológicos e sociais pode apontar e eleger novas possibilidades de intervenção e estratégias preventivas precoces em períodos iniciais de vida. Objetivo: Investigar retrospectivamente fatores de risco precoces em indivíduos portadores de Esquizofrenia e Transtorno Bipolar, comparando-os com seus irmãos saudáveis. Método: Esta dissertação foi composta por dois produtos literários. Um capítulo de livro sobre a Esquizofrenia e dirigido ao público em geral e um artigo científico, onde foram apresentados os resultados de uma investigação retrospectiva, em uma amostra de 20 famílias através de entrevistas com as mães, o filho com Esquizofrenia ou Transtorno Bipolar e seu irmão saudável, sendo investigados fatores de risco ligados a saúde materna e obstétrica, apoio social e traumas precoces. Instrumentos: Utilizamos junto às genitoras o Perfil Psicossocial do Pré-natal traduzido e validado para uso no Brasil. Para os filhos com sofrimento mental e seus irmãos foi aplicada a escala de Traumas Precoces (ETISR-SF). Todos os indivíduos foram rastreados para a confirmação ou exclusão de transtornos mentais de acordo com os critérios do DSM 5 através do Questionário de Rastreio da Pesquisa Genética, a Entrevista de Diagnóstico para Psicoses e Perturbações Afetivas (Di-PAD). Análise dos Dados: A análise estatística foi realizada através do programa Stata versão 12.0, as variáveis foram testadas quanto ao seu padrão de normalidade através dos testes de Shapiro-Wilk e Kolmorogov-Smirnov. Para a tabulação dos dados, a análise descritiva e inferencial através do Teste Qui-quadrado para correlação em distribuição proporcional de probabilidade de evento e não evento e assumindo o valor de significância p<0,05 e para as variáveis quantitativas foi realizado o teste t de Student para possíveis diferenças das médias entre os grupos observados. Resultados: A história obstétrica de complicações na gestação, e o peso materno inadequado, somados a presença de traumas precoces (traumas gerais, castigo físico e abuso sexual e emocional) se mostraram estatisticamente relevantes como fatores de risco para a Esquizofrenia e o Transtorno Bipolar. Houve relação significativa nas tendências numéricas para a variável complicação na gestação através do teste exato de Fisher (p = 0,06); e a oscilação de peso materno (p = 0,06) e (p =0,05) nos filhos com Esquizofrenia e TAB respectivamente. Em relação a traumas gerais ocorreu diferença significativa (p = 0,01) apontando que a pontuação de traumas gerais foi maior nos indivíduos com Esquizofrenia; castigo físico ocorreu diferença significativa (p = 0,006) e (p= 0,008) nos indivíduos com Esquizofrenia e TAB respectivamente e também foi observada significância para traumas por abuso sexual (p= 0,006) e emocional com diferença significativa (p = 0,009) somente nos indivíduos com Esquizofrenia. A variável gênero (p= 0,03) teve significância no grupo com TAB apenas. Nossos achados estão em consonância com o apontado em literatura científica.
    Palavras-chave: Fatores de Riscos Gestacionais, Traumas Precoces, Esquizofrenia e Transtorno Bipolar.

  • Data da Defesa: 14/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ EMERGÊNCIA DE INTRAVERBAL E TATO VIA TREINO DE OUVINTE COM CONSEQUÊNCIAS ESPECÍFICAS EM CRIANÇAS COM AUTISMO
  • Discente:
    • Tatiana Borges Assumpção Gattass Katayama
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam dificuldades em aprender habilidades de linguagem. Do ponto de vista da Análise do Comportamento, a linguagem é comportamento verbal, definido como comportamento operante, que é aprendido em função de suas consequências mediadas por um ouvinte. Os comportamentos intraverbal e tato são operantes verbais mantidos por reforçamento generalizado; o intraverbal é controlado por antecedentes verbais, que não apresentam correspondência ponto a ponto com a resposta verbal, enquanto que o tato é controlado por estímulos discriminativos não verbais. Ambos operantes verbais são frequentemente tomados como alvo de intervenções comportamentais
    no autismo e procedimentos de ensino que resultem na aprendizagem desses operantes são importantes para o tratamento do autismo. O presente estudo investigou se o uso de Consequências Específicas Auditivas (CEA) em tarefas de ouvinte poderiam gerar emergência de intraverbal e tato. Participaram do estudo 5 crianças com idades entre 5 a 13 anos, sendo com três participantes (Maria, José e Paulo) um delineamento de sondas múltiplas (multiple probes) entre dois conjuntos de três estímulos cada e delineamento de pré e pósteste com dois participantes (Miguel e Rafael) com um conjunto de três estímulos. Os estímulos consistiam em frases ditadas pelo experimentador (Conjunto A), figuras impressas em cartões (Conjunto B) e palavras ditadas como consequências específicas auditivas (Conjunto S). Blocos de 9 tentativas eram conduzidos para testar os comportamentos de intraverbal e tato (pré e pós-teste) e para o treino de ouvinte com CEA (intervenção). Testes de intraverbal avaliavam se a criança emitia uma resposta verbal diante das frases selecionadas. Os testes de tato avaliavam se os participantes conseguiam nomear as figuras. A intervenção consistia em apresentar uma frase do Conjunto A (por ex., “aponte qual animal late”) e ensinar a criança a selecionar a figura correspondente (nesse caso, a figura do cachorro). Respostas corretas eram reforçadas com um item da preferência do participante e com a consequência específica auditiva (“cachorro!”), ditada pela pesquisadora. Respostas incorretas eram seguidas de um procedimento de correção (least-to-most). Dos cinco participantes, um apresentou emergência de todas as relações de intraverbal e tato testadas e outro participante apresentou emergência das relações de intraverbal e tato do grupo 2. Os resultados dessa pesquisa sugerem que o procedimento de CEA em tarefas de ouvinte pode ser gerar emergência de intraverbal e tato em pessoas com TEA.

     Palavras-Chave: TEA, operantes verbais, consequências específicas auditivas, emergência.

  • Data da Defesa: 07/02/2019
  • Download: Clique aqui
+ PRESENTEÍSMO EM UMA CORPORAÇÃO POLICIAL
  • Discente:
    • ALESSANDRA LAUDELINO NETO
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Trabalhar mesmo se sentindo mal ou adoecido é um dos desafios contemporâneos na saúde ocupacional. Denominado presenteísmo, esse fenômeno desperta interesses de pesquisadores no mundo todo e revela ser presença comum em diferentes contextos e ocupações. Porém, são escassos os estudos em corporações policiais, o que tende a suscitar maior preocupação, sobretudo pela natureza do trabalho, em decorrência da dificuldade em se suprimir, ou até mesmo reduzir, os riscos ocupacionais, especialmente os psicossociais, em que os trabalhadores estão expostos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) integra-se ao Sistema Nacional de Segurança Pública e a estrutura do Ministério da Justiça, tendo como missão o patrulhamento ostensivo, fiscalização e combate ao crime nas rodovias federais brasileiras, zelando pela vida daqueles que as utilizam. Esse estudo está composto em formato de artigos e encontra-se no campo teórico da Psicologia da Saúde Ocupacional, permeando diálogos com a Psicossociologia, com objetivo de investigar o presenteísmo, analisando sua prevalência e associação com os fatores de risco psicossociais em policiais rodoviários federais, acessando, ainda, as percepções dos participantes sobre o tema, tornando-os parte ativa no processo. Tratase de um estudo quantitativo, exploratório-descritivo, de corte transversal, com amostragem por conveniência em policiais rodoviários federais pertencentes à 3ª Superintendência Regional de Polícia Rodoviária Federal, MS, Brasil. Foram cumpridos todos os preceitos éticos, com aprovação sob o nº 2.439.552. Como instrumentos de pesquisa utilizou-se a Stanford Presenteeism Scale (SPS-6) de Koopman et al. (2002), o Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ), elaborado por Kristensen (2002) e um Questionário Sócio Demográfico e Ocupacional (QSDO), além de entrevistas semiestruturadas. O Artigo 1: investigou as compreensões individuais e organizacionais dos policiais, mediante suas percepções sobre o presenteísmo, com entrevistas semiestruturadas e análise textual com uso do software IRAMUTEQ. Evidenciou-se múltiplos fatores que influenciam o presenteísmo, com destaque a um autoconceito elaborado e partilhado pelo grupo social, que reflete em um comportamento social. O Artigo 2: investigou a prevalência do presenteísmo, utilizando-se a Stanford Presenteeism Scale (SPS-6) de Koopman et al. (2002), e um Questionário Sócio Demográfico e Ocupacional (QSDO). Como resultados, obteve-se a frequência de 55,4% na amostra (p-0,2169) com comprometimento no desempenho no trabalho, sendo primordialmente associados a fatores de ordem psicológica (distração evitada). O Artigo 3: pesquisou o presenteísmo, analisando sua associação com os fatores de risco psicossociais, acessando, ainda, as percepções dos participantes sobre o tema, tornando-os parte ativa no processo. Utilizou-se a Stanford Presenteeism Scale (SPS-6) de Koopman et al. (2002), o Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ) elaborado por Kristensen (2002) e um Questionário Sócio Demográfico e Ocupacional (QSDO), além de entrevistas semiestruturadas. Os resultados indicaram a frequência de 55,4% de presenteístas com comprometimento na capacidade de manter a atenção concentrada (73,17%), além de exigências cognitivas (90,0%) como fator de risco psicossocial. Na associação dos dados (SPS-6-55,4% amostra e do COPSOQ-II), sobretudo nas subescalas que com diferenças significativas (organização/conteúdo do trabalho e valores no local de trabalho) (χ2, p-valor ≤ 0,027), expõem a não correlação direta dos fatores de risco psicossociais ao presenteísmo, sendo evidenciados, primordialmente, discursos relacionados a crenças, valores e princípios éticos relacionados a identidade ocupacional. Por fim, o estudo discutiu os possíveis engendramentos relacionados ao presenteísmo, identificando um conjunto consensual de conteúdos representacionais pulverizados em saberes coletivos, propiciando-se contribuir com o modelo dinâmico do presenteísmo e absenteísmo de Gary Johns. Conclui-se que os achados desse estudo contribuirão para compreensões sobre o presenteísmo nessa população e subsequentes abordagens preventivas e promotoras de saúde.
    Palavras-chaves: Presenteísmo, Fatores de Risco Psicossociais, Policiais.

  • Data da Defesa: 30/01/2019
  • Download: Clique aqui
+ A EMERGÊNCIA DE UM CORPO POLÍTICO: O PROCESSO TRANSEXUALIZADOR DO SUS PROBLEMATIZA A PSICOLOGIA
  • Discente:
    • LUIS HENRIQUE DA SILVA SOUZA
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Souza, L. H. S. (2018) A Emergência de um corpo político: o Processo Transexualizador do SUS problematiza a Psicologia. 89 f. (Dissertação de Mestrado em Psicologia), Universidade Católica Dom Bosco – UCDB, Campo Grande, MS. Esta dissertação parte dos pressupostos teórico-metodológicos do pós-estruturalismo, tendo Michel Foucault como norteador da pesquisa e outros autores como interlocutores das discussões. Assim, problematizamos os discursos produzidos pela Psicologia e pela Medicina sobre a população trans e que assim norteou a política pública de saúde do Processo Transexualizador do SUS. Este então foi colocado em análise em um primeiro momento, porém, no decorrer da pesquisa, decidiu-se não percorrer caminhos já sabidos e/ou feitos, mas buscar um avesso, mudar as peças desse jogo de lugar. O que emerge, então, como problema é a produção de uma anormalidade frente à experiência trans, sendo os campos de saberes da Medicina e da Psicologia os produtores dessas práticas frente à população trans. Existe a produção de um conhecimento científico sobre o processo transexualizador e de como se regula e governa a população trans dentro dessa maquinaria. Percorreram-se os rastros desses sistemas de poderes e saberes que regulam a experiência trans e de diferentes modos acabam regulando essa forma de existência, a partir da anormalidade e da patologização. Ao problematizarmos a Psicologia e o lugar em que ela é colocada pela Medicina nesse processo, temos uma bifurcação, onde a Psicologia terá tanto uma prática com essa população pela via do sofrimento, quanto uma prática potencializadora dentro das políticas públicas, junto aos movimentos sociais. O processo transexualizador, assim, não ocupa mais o lugar de objeto, mas sim aquele que problematiza a Psicologia. Trabalharam-se os tensionamentos que levaram à implantação do Processo transexualizador e as suas mudanças, as produções cientificas sobre esse processo, o lugar da Psicologia nesse campo e como podemos potencializar as práticas da Psicologia, trabalhando com as políticas públicas e os saberes dos movimentos sociais. Procurou-se produzir uma experiência a partir desta escrita no leitor, produzindo possíveis efeitos frente às questões do Processo Transexualizador, na Psicologia como ciência, na possibilidade de outras formas de se pesquisar e de outras experiências com o corpo e as formas de existir.
    Palavras-chave: Pós-estruturalismo, Processo Transexualizador no SUS, Psicologia, Corpo. 

  • Data da Defesa: 19/12/2018
  • Download: Clique aqui
+ FORMAÇÃO DE CATEGORIAS VIA CONSEQUÊNCIAS ESPECIFICAS EM CRIANÇAS COM AUTISMO
  • Discente:
    • DENISIA DE SOUZA ALVES LEITE
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:
    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por prejuízos importantes na comunicação social, em que muitas crianças podem apresentar atraso ou ausência de linguagem. Do ponto de vista da Análise do Comportamento, a linguagem consiste em conjunto complexo de comportamentos operantes influenciados por classes de estímulos. Formar categorias é importante para o desenvolvimento da linguagem e requer a formação de classes de estímulos equivalentes. Sendo assim, no contexto do tratamento do TEA, desenvolver estratégias de intervenção que sejam eficazes para ensinar categorização é fundamental. O presente estudo teve por objetivo avaliar a eficácia de um treino de ouvinte (MTS) com Consequências Específicas Auditivas (CEA) na formação de categorias (classes de estímulos equivalentes) em indivíduos com TEA. Participaram quatro crianças, com a idade de seis anos (Carlos e Lucas), nove anos (Samuel) e dezesseis (Gabriel). As sessões experimentais apresentaram blocos de 12 a 18 tentativas de MTS auditivo-visual, tentativas de categorização ou tentativas de nomeação de estímulos de uma categoria. Pré-testes avaliaram se os participantes selecionavam três estímulos de uma mesma categoria em um arranjo de nove estímulos (tarefa de categorização) e se nomeavam corretamente a categoria ao serem apresentados os três estímulos da categoria diante deles. A intervenção consistia em um treino de ouvinte com consequência específica auditiva (CEA), em que a criança era solicitada a selecionar um entre três estímulos (cada um de uma categoria diferente) ao ouvir o nome do estímulo ditado. Respostas corretas eram seguidas do nome da categoria ditado (consequência específica). Pós-testes eram conduzidos em seguida para verificar a emergência da categorização e nomeação da categoria. Os resultados apontaram que todos os participantes conseguiram emergir a categorização e a nomeação de categoria com variação entre 91% a 100% de acertos.
    Palavras-chave:
    equivalência de estímulos;transtorno do espectro autista;categorização
  • Data da Defesa: 11/12/2018
  • Download: Clique aqui
+ CORES E GRIS NO ARCO-ÍRIS: SAÚDE MENTAL E RECONHECIMENTO DAS MINORIAS SEXUAIS
  • Discente:
    • Rafael Zanata Albertini
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    Esta dissertação tem por objetivo geral investigar os aspectos psicossociais relacionados à saúde mental e ao reconhecimento das minorias sexuais, isto é, daqueles cuja orientação sexual, comportamento e/ou identidade não correspondem ao paradigma heterossexual vigente. O trabalho é composto por três manuscritos autônomos, mas interdependentes, que cumprem funções análogas àquelas encontradas numa dissertação monográfica, a saber: a revisão de literatura, a reflexão metodológica e a aplicação numa pesquisa empírica. O primeiro manuscrito consiste numa revisão integrativa que correlaciona minorias sexuais latino-americanas e aspectos variados de saúde mental, tanto positivos como negativos, bem como os fatores aí envolvidos. O segundo manuscrito propõe-se a apontar contribuições da Hermenêutica Fenomenológica de Paul Ricoeur que se mostram significativas para o aprofundamento epistemológico e metodológico da pesquisa qualitativa, com similaridades e especificidades em relação a campos já consagrados como a abordagem fenomenológica e a narrativa. O terceiro manuscrito consiste numa aplicação da Hermenêutica Fenomenológica de Ricoeur à investigação do processo de reconhecimento da identidade (comumente chamado de “saída do armário”, tanto na esfera pessoal como na pública) de homens gays na cidade de Campo Grande, tal como eles o explicitam em suas narrativas. De modo geral, o da identidade das minorias sexuais, visto que proporcionou um olhar contextualizado desses fenômenos, ao considerar a subjetividade em suas relações interpessoais (próximas e distantes) e situadas em contextos socioculturais mais amplos. Com isso, ao invés de dicotomias e unilateralidades, a pesquisa suscita pensar de modo dialético a autonomia e a vulnerabilidade de tais minorias, sem incorrer no vitimismo, tampouco no ato de ignorar seus sofrimentos.

    Palavras-chave: Minorias sexuais e de gênero; saúde mental; homossexualidade; reconhecimento; identidade. 

  • Data da Defesa: 10/12/2018
  • Download: Clique aqui
+ FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO NAS REDES SOCIAIS
  • Discente:
    • ALEX SILVA MESSIAS
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:
    O presente estudo trata do tema do fundamentalismo religioso que tem se alastrado de maneira rápida, vigorosa e complexa, transitando dos templos às redes sociais, sendo praticamente impossível quantificar e mensurar seu alcance na atualidade. O objetivo dessa dissertação é assinalar as implicações das postagens de fundamentalismo religioso cristão e islâmico no Facebook. Na parte teórica foi utilizada a revisão narrativa e a coleta e análise das postagens foram realizadas na forma de estudo caso com a metodologia utilizada para pesquisas na internet, denominada de ferramentais de acesso e análise de conteúdo. Durante um mês foram monitoradas duas fanpages com prints diários: Padre Paulo Ricardo e Lei islâmica em ação. Utilizou-se como recurso aplicativo, a Ferramenta de Captura do Windows, na modalidade de captura retangular, para recortar somente as postagens e, em seguida, os comentários foram selecionados a partir das categorias de indignação e invalidação. O estudo mostrou que tanto o fundamentalismo religioso como as redes sociais “vieram para ficar” e que, independentemente se Deus e Alá existem ou não, os fundamentalismos em questão têm demonstrado seu vigor e, no Facebook, têm alcançado dimensões universais. Os usuários se implicam nas discussões das postagens tipificadas como fundamentalistas, usando os recursos de curtir, compartilhar e, principalmente, de comentar. Os comentários às postagens revelam a tonalidade emocional da implicação, na medida que se realizam de forma agressiva e com apelativos à violência, usando expressões desqualificadoras, tais como: “criaturas”, “olhos do mal”, “demônio”, “arder”, “fogo”, “ranger de dentes”, “merda”, “idiota” “nojento” e “nomes de parlamentares”.
    Palavras-chave:
    Fundamentalismo religioso;cristianismo;islamismo;Facebook.
  • Data da Defesa: 14/11/2018
  • Download: Clique aqui
+ UMA ANÁLISE DAS VIVENCIAS DE PSICÓLOGOS SOBRE A RELIGIOSIDADE/ESPIRITUALIDADE DE PACIENTES ATENDIDOS EM CONSULTÓRIOS PARTICULARES DE CAMPO GRANDE/MS
  • Discente:
    • ARILÇO CHAVES NANTES
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:
    Esta pesquisa aponta que a interação entre religiosidade/espiritualidade, o processo saúde-doença se faz de longa data, pois há relatos muito antigos em que divindades promoviam o aparecimento de doenças e ás crenças se recorria para a cura da mesma enfermidade. No período medieval as licenças para a prática da medicina eram autorizadas pelas autoridades religiosas. Objetivo: Esta pesquisa procurou evidenciar que religiosidade/espiritualidade se faz presente no dia-a-dia pessoas, que estes mesmos indivíduos adentram á clinica psicológica com tais vivencias e que desejam falar sobre elas com o terapeuta. Nos textos por nós acessado encontramos uma distinção clara sobre termos como religião, religiosidade e espiritualidade, termos sinônimos, mais interdependentes. A religião é sinônimo de dogmas, ritos, normas; a religiosidade é a vivencia de crenças religiosas institucionais ou não; espiritualidade é vivida como busca pessoal por questões fundamentais sobre a vida e seu sentido. Método: Nesta dissertação foi adotada uma pesquisa bibliográfica de cunho narrativo de grandes autores que investigam o tema. Também foi realizado uma pesquisa qualitativa com 05 psicólogos atuantes em consultórios particulares de Campo Grande entre agosto de 2017 á março de 2018. Alguns resultados e discussões: A pesquisa bibliográfica com base em artigo, livros, dissertações e teses, bem como as entrevistas de campo com os cinco (05) psicólogos fizerem emergir que a religiosidade/espiritualidade emerge muito no cotidiano da clínica psicológica nas vivencias dos pacientes atendidos. Tais vivencias surgem como emoções positivas, solidariedade, suporte subjetivo, provocando melhor saúde mental. Há também comprovações empíricas e literárias de que o fenômeno religioso vivido enquanto crença institucional provocam mal-estar, desconforto, rigidez e conflito interno. Algumas conclusões: Nossa pesquisa Identificou que a Religiosidade/Espiritualidade se fazem presente no cotidiano dos consultórios particulares, que os pacientes desejam muito falar sobre esse assunto e que esta mesma realidade habita a vida privada do psicólogo clinico. Questões abertas e possibilidades de continuação da pesquisa: Algo que esta pesquisa evidencio, mais que não foi amplamente discutido por não ser nosso objetivo principal foi o fato de que há muitas denúncias envolvendo o fenômeno religioso e prática clínica, indicando que o tema precisa ser melhor esclarecido para os psicólogos; os psicólogos entrevistados demonstraram uma grande necessidade de relatar as vivencias que emergem na clínica envolvendo o tema da R/E de seus pacientes, bem como suas vivencias religiosas; Religiosidade/Espiritualidade e psicologia clínica é um importante tema a ser abordado na academia, principalmente no curso de graduação em psicologia da Universidade Católica Dom Bosco, visto que todos os entrevistados receberam a formação inicial na referida instituição e unanimemente mencionaram a necessidade de tal abordagem durante a formação inicial.
    Palavras-chave:
    Religiosidade/Espiritualidade;psicologia
  • Data da Defesa: 31/10/2018
  • Download: Clique aqui
+ FORMAÇÃO DE CLASSES DE EQUIVALÊNCIA EM CRIANÇAS COM AUTISMO COM DIFERENTES REPERTÓRIOS DISCRIMINATIVOS
  • Discente:
    • LARISSA BEZERRA DE MELO  
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    Pessoas com autismo podem apresentar significativos comprometimentos na linguagem e dificuldades na aquisição de habilidades discriminativas. Essas dificuldades podem refletir na aprendizagem de relações condicionais e na emergência de relações simbólicas. Este estudo investigou se indivíduos com autismo que falharam em um teste preditivo de aprendizagem de relações condicionais visuais arbitrárias e/ou auditivo-visuais arbitrárias poderiam demonstrar relações de equivalência. Participaram do estudo seis indivíduos, dois de nível ABLA 4 (que falharam em tarefas preditivas de facilidade para relações arbitrárias visuais e auditivo-visuais), dois de nível ABLA 5 (que falharam em uma tarefa preditiva da facilidade para relações auditivo-visuais) e dois de nível ABLA 6 (que passaram em uma tarefa preditiva de facilidade para relações auditivo-visuais). Pré-testes verificaram se os participantes demonstrariam as relações que seriam treinadas e testadas. A linha de base consistiu no ensino de relações de identidade (AA e BB) em uma tarefa de Matching to Sample (MTS) com consequências específicas auditivas para as duas classes (pseudopalavras S1 “Zóki” e S2 “Falé”). Sondas de equivalência avaliaram a emergência de relações arbitrárias entre as classes S1 e S2 e os estímulos dos conjuntos A e B, além das relações visuais AB e BA. Todos os participantes aprenderam a linha de base AA e BB, mas apenas os participantes com nível ABLA 6 emergiram relações de equivalência A1B1S1 e A2B2S2, com desempenhos acima de 83% de precisão. Os resultados desta pesquisa indicam que a facilidade na aprendizagem de relações auditivo-visuais seriam um pré-requisito para formar classes de equivalência e que quão melhor for a discriminação de estímulos avaliada pelo Teste ABLA-R, mais rápida é realizada as relações entre estímulos diferentes entre si (arbitrários). 

    Palavras-chave: relações de equivalência, repertórios discriminativos, consequências
    específicas auditivas, discriminação condicional, autismo.

  • Data da Defesa: 03/07/2018
  • Download: Clique aqui
+ HISTÓRIA DE PRÁTICAS DE SAÚDE NO SANATÓRIO SÃO JULIÃO (1941-1986)
  • Discente:
    • KELY CRISTINA GARCIA VILENA
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    Este trabalho tem como objetivo identificar e analisar as condições intelectuais, institucionais e pragmáticas que justificassem as práticas de saúde no Sanatório São Julião. O recorte temporal vai de 1941 a 1986, período que compreendeu a inauguração do São Julião como um Hospital Colônia ao ano em que o Governo Federal declarou os Hospitais Colônia inconstitucionais. A pesquisa se insere no campo da História da Psicologia e utiliza os conceitos da Memória Social, bem como os fundamentos da História Oral e da Análise Documental. Foram utilizadas fontes textuais primárias, disponíveis no Arquivo Municipal de Campo Grande (ARCA), no Arquivo do Hospital São Julião; e fontes orais, produtos de entrevistas a ex-pacientes e ex-funcionários do Sanatório São Julião. Os primeiros anos de funcionamento do Sanatório foi considerado satisfatório para os padrões da época, apesar da exclusão social, mesmo em âmbito institucional. Aos poucos a assistência médica tornou-se ineficiente, pela falta de recursos humanos e materiais, culminando com a precariedade do local. As análises dos recortes dos jornais sugerem que a sociedade campo-grandense, movida por certa visão social da Lepra, na mídia impressa, “amparou” os internados no Sanatório São Julião com doações de diversos gêneros, desde alimentos a valores altos, feitos por “generosos” campograndenses. A partir de 1970 a instituição foi sistematicamente reestruturada, porém, na ausência de políticas públicas, os recursos para a manutenção da instituição dependiam de doações, da caridade e filantropia. A partir da mídia impressa, a imagem que se formou da instituição foi associada a ideia de cuidado à saúde, ligada a práticas donativas e benevolentes. Intrinsicamente, deu-se ali, com a ajuda de voluntários, uma nova política de trabalho e cuidado em diversos níveis, que iam além da saúde do corpo, com desenvolvimento social e psíquico. 

    Palavras chaves: História da Psicologia, História da Lepra, Sanatório São Julião

  • Data da Defesa: 29/06/2018
  • Download: Clique aqui
+ POR UMA HISTÓRIA INSTITUCIONAL DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO NO BRASIL: ESTUDOS SOCIOBIBLIOMÉTRICOS (1976–1986)
  • Discente:
    • JAQUELINE DE ANDRADE TORRES  
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    Este trabalho busca apresentar uma análise histórica do processo de institucionalização da Análise do Comportamento no Brasil, tendo como berço os Estados Unidos da América. O período cronológico escolhido para estudo inicia com a narrativa de memórias a partir da chegada de Fred S. Keller ao Brasil, em um contexto de muitas mudanças na Presidência da República, tomada do poder pelos militares e, simultaneamente, do processo de regulamentação da Psicologia como profissão no país. Tal narrativa se estende por meio da dispersão de analistas do comportamento pelo Brasil, a “diáspora”. Esta pesquisa é um estudo da História do Tempo Presente, situada no domínio da História das Ciências e no campo da História da Psicologia. Usou recursos de História Quantitativa, revisão bibliográfica, sociobibliometria e cientometria. Em adição a isso, entende-se por processo de institucionalização o resultado de mecanismos adotados por uma comunidade (neste caso, a de analistas do comportamento); assim, olhar para alguns desses mecanismos pode trazer entendimentos a respeito do supramencionado processo. Como consequência, as fontes primárias usadas no estudo são as publicações dos periódicos das primeiras associações comportamentalistas no país, Associação de Modificação do Comportamento e Associação Brasileira de Análise do Comportamento; são eles: Modificação de Comportamento: pesquisa e aplicação (1976–1980) e Cadernos de Análise do Comportamento (1981–1986). Nesse sentido, os dados foram coletados, quantificados e analisados. Além disso, as 40 publicações e outras adicionais foram lidas na íntegra, o que possibilitou um maior entendimento dos dados quantificados a priori. Ao final, foi possível observar que os resultados corroboraram algumas hipóteses e alguns dados da literatura; no entanto, levantam questionamentos e sugerem outras conjecturas que requerem mais pesquisas com outras fontes e/ou outros olhares. 

    Palavras-chave: Institucionalização; História da Análise do Comportamento; História da Psicologia; História do Behaviorismo; História das Ciências.

  • Data da Defesa: 14/06/2018
  • Download: Clique aqui
+ MEMÓRIA E HISTÓRIA DOS PRIMEIROS ANOS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA FADAFI/FUCMT (1974-1980)
  • Discente:
    • GRACIELA FERREIRA DA SILVA DELMONDES  
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    Este trabalho resgata a memória e constrói a história dos primeiros momentos do curso de Psicologia da FADAFI/FUCMT. Nosso recorte temporal compreende período entre os anos 1974 - quando iniciaram as reuniões para abertura do curso -, e o ano de 1980, data em que a primeira turma formou-se. O trabalho de pesquisa insere-se no campo da História da Psicologia, utiliza conceitos como: disciplinarização e memória social, bem como recursos teóricos metodológicos da História Oral. Os materiais pesquisados foram encontrados: na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), no Arquivo Histórico de Campo Grande (ARCA) e nas entrevistas realizadas com um grupo de professores que participaram dos momentos iniciais do curso. Descrevemos a relação entre os Salesianos, história da Psicologia no Brasil e na cidade de Campo Grande. Apresentamos um breve panorama sobre o Ensino Superior no Brasil e no estado de MT. Descrevemos os fatores que propiciaram a abertura do curso de Psicologia: criação da ferrovia Noroeste do Brasil (NOB), o fenômeno da modernização urbana e a demanda de alunos. A relevância do trabalho encontra-se no fato de o curso de Psicologia da FADAFI/FUCMT, ter sido, durante vinte cinco anos, o único ofertado na capital de MS. Seu impacto foi positivo e relevante na estruturação da sociedade campo-grandense, no processo de institucionalização da Psicologia na cidade de Campo Grande e na construção da identidade profissional do psicólogo no estado e no Brasil. Já na parte final, construímos uma narrativa que entrelaça as lembranças e memórias dos entrevistados com as evidências empíricas e conceituais sobre os primeiros anos do curso de graduação em Psicologia, articulando o passado e descrevendo o caminho trilhado pelos pioneiros.
    Palavras-chave: História da Psicologia, FADAFI/FUCMT, Memória Social

  • Data da Defesa: 27/02/2018
  • Download: Clique aqui
+ RASTROS DE EXISTÊNCIA: POSSIBILIDADE DE CONSTITUIÇÃO DE SI DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
  • Discente:
    • PRISCILLA LORENZINI FERNANDES OLIVEIRA
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Esta pesquisa se constrói como uma narrativa entre as formas de captura e negociação da população em situação de rua com os mecanismos e estratégias de poder, objetivando compreender de que modo a população de rua se subjetiva, a partir das relações de poder que se estabelecem no cotidiano. Fundamentado em uma perspectiva pós-estruturalista da Psicologia Social, este trabalho se constituiu a partir de uma cartografia dos processos que permitem os contatos da população de rua com o poder. Trata-se de uma cartografia dos processos que se organiza como um diário de campo e, portanto, não há uma linearidade na redação do texto. Utiliza como ferramenta alguns dos principais conceitos teóricos desenvolvidos por Michel Foucault, Giorgio Agamben, Gilles Deleuze, Félix Guattari e Boaventura de Souza Santos. A elaboração do diário de campo se deu através da pesquisa-intervenção e ocorreu em uma praça no município de Campo Grande - MS, quinzenalmente, com os sujeitos que ali estavam. Com a finalidade de nivelar o conhecimento construído nesta pesquisa, a população de rua não se configura enquanto os sujeitos da pesquisa, mas enquanto coautores que me ajudam a problematizar as relações de poder/saber que os atravessam. Assim, entendendo que quando se alteram os discursos sobre uma determinada população, modifica-se também o lugar ocupado por essa população na sociedade. Buscou-se ao longo deste trabalho construir, em conjunto com os moradores da praça, outras formas de pensar, compreender e negociar com as práticas e os discursos que os constituem. De modo que, ao fim, pode-se compreender como os dispositivos de segurança e saúde, investem e desinvestem na vida desses sujeitos, regulando o modo como
    circulam pela cidade e se relacionam com o território, este último deve ser entendido, aqui, como um espaço onde se produzem subjetividades. 
    Palavras-Chave: Subjetividade; Psicologia; População em situação de rua.

  • Data da Defesa: 27/02/2018
  • Download: Clique aqui
+ PESQUISA-MOSAICO: COMPOSIÇÕES POTENTES ENTRE A PSICOLOGIA E O DIREITO
  • Discente:
    • SUYANNE NAYARA DOS SANTOS  
  • Orientador(a):
    • Andrea Cristina Coelho Scisleski
  • Resumo:

    Esta pesquisa buscou problematizar a relação estabelecida entre os saberes do direito e da psicologia. Para isso, assumimos a figura do mosaico como método, apostando na possibilidade do encontro de reflexões. A ideia benjaminiana do mosaico nos proporciona a liberdade para desenhar nossas próprias imagens, a partir da relação entre esses saberes. Dito isto, colocamos em questão, em um primeiro momento, a articulação entre esses dois campos do conhecimento que opera processos de manutenção de normatividade e de normalidade. Posteriormente ao levantamento dessas práticas normalizantes, buscamos dar visibilidade para
    uma outra relação possível entre psicologia e direito que se dá especialmente a partir da noção de direitos humanos e de direitos sociais, viabilizando uma potência entre esses saberes. Os principais autores que norteiam o processo de reflexão nesta dissertação para selecionar os fragmentos/peças que compõem esta pesquisa-mosaico são Michel Foucault, Giorgio Agamben e Walter Benjamin, posto que tais autores disponibilizam ferramentas conceituais críticas da modernidade, fundamentais para o processo de problematização e construção do mosaico que é esta pesquisa. Pontuamos, então, que a aposta desta pesquisa-mosaico, a partir dos fragmentos/peças coletados durante o processo de investigação, permite visualizar um mosaico cuja imagem aponta para a potência de uma articulação entre direito e psicologia que
    fomente a vida, de modo que essa potência também vislumbra uma implicação ético-política e epistemológica que luta pela a garantia dos direitos humanos e dos direitos sociais.
    Palavras-chave: Psicologia; Direito; Normalização; Direitos humanos e sociais.

  • Data da Defesa: 23/02/2018
  • Download: Clique aqui
+ ADIÇÃO AO TRABALHO E ESTRESSE OCUPACIONAL EM PROFESSORES DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DA CIDADE DE CAMPO GRANDE, MS, BRASIL
  • Discente:
    • ANA CAROLINA PERRONI LIMA MORAIS  
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Os programas de pós-graduação stricto sensu passam constantemente por avaliações, com indicadores e prazos rigorosos, exigindo grande dedicação dos professores. Essa relação com o trabalho e o compromisso em produzir conhecimento e formar pessoas, podem desencadear ou mesmo agravar a adição ao trabalho e levar ao estresse ocupacional, afetando a saúde mental do trabalhador e as relações interpessoais e familiares. A adição ao trabalho é o vício relacionado ao trabalho, resultado da combinação de trabalho excessivo e trabalho compulsivo, resultando em adoecimento mental. O estresse ocupacional é o resultado das reações do trabalhador frente a situações adversas no trabalho, que fogem ao seu controle, ocasionando
    danos físicos e emocionais. O principal objetivo desse estudo foi identificar a prevalência de adição ao trabalho nos professores de pós-graduação stricto sensu e sua correlação com o estresse ocupacional. Os três instrumentos utilizados foram aplicados on-line: (i) Questionário sociodemográfico ocupacional (QSDO); (ii) Job Stress Scale (JSS) e (iii) Dutch Work Addiction Scale (DUWAS), enviados por meio de link, ao e-mail dos professores, para autopreenchimento. Foram incluídos, aqueles professores com vínculo empregatício com a instituição e atuantes na pós-graduação stricto sensu. Trata-se de uma pesquisa exploratóriodescritiva, de corte transversal, quantitativa, cuja amostra foi constituída por 34 docentes de
    pós-graduação stricto sensu de uma universidade privada, comunitária e confessional da cidade de Campo Grande, MS. Os resultados indicaram alta prevalência de adictos ao trabalho (14,7%). Em relação ao estresse ocupacional, o modelo vivenciado pela maioria dos professores é caracterizado por alta demanda e baixo controle (29,4%), ou “alta exigência”, que, entre os modelos de trabalho causa maior estresse e dano emocional. Quando correlacionados adição ao trabalho e estresse ocupacional, não se obteve significância, indicando que adição ao trabalho não é preditora de estresse ocupacional nessa população, contradizendo o encontrado na literatura.
    Palavras-chave: Adição ao trabalho. Estresse ocupacional. Trabalho docente. Professor. Pós-
    Graduação.

  • Data da Defesa: 22/02/2018
  • Download: Clique aqui
+ PARTIU ROLEZINHO: JUVENTUDE, CIDADE, BARBÁRIE
  • Discente:
    • GIOVANA BARBIERI GALEANO  
  • Orientador(a):
    • Andrea Cristina Coelho Scisleski
  • Resumo:

    Esta é uma dissertação que não aborda o rolê como mero objeto, mas como o próprio método que compõe a pesquisa e, mais do que isso, faz do rolê a política de escrita e de pesquisa deste texto. Ao longo de toda esta dissertação, Michel Foucault, Giorgio Agamben e Walter Benjamin são os Ajudantes que contribuirão para trazer o rolezinho para a academia, não de forma asséptica, mas com toda a tensão que essa prática implica. A aposta epistemológica-ética e política que este estudo assume tem por objetivo, a partir da análise da gestão da cidade e da juventude rolezeira, não apenas dar visibilidade a produção cotidiana de barbárie, mas em problematizar um espaço de resistência tanto em relação à academia, quanto em relação às práticas direcionadas a uma parcela bastante específica da Juventude, aquela já marginalizada e que recebe visibilidade apenas quando coloca em questão os padrões de ordem estabelecidos. Trata-se, portanto, da análise de um confronto entre lógicas de segurança e de resistência que se embatem no que tange à juventude na cidade.
    Palavras-chave: Juventude, Rolezinho, Cidade, Segurança, Resistência.

  • Data da Defesa: 18/12/2017
  • Download: Clique aqui
+ A AÇÃO DO SERVIÇO DE APOIO À ATENÇÃO DA POPULAÇÃO INDÍGENA NAS CASAIs E DSEIs: UM OLHAR DA PSICOLOGIA DA SAÚDE
  • Discente:
    • SUELI OLIVEIRA DA SILVA  
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    A presente Dissertação trata, sob a forma de três artigos científicos, de temas ligados à Psicologia da Saúde no contexto da Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, SESAI/MS, responsável pelas ações de apoio e atenção à saúde dos povos indígenas por meio de suas Casas de Apoio à Saúde Indígena – CASAIs, e dos Departamentos de Saúde Especial Indígena - DSEIs. Busca conhecer a história dessas instituições, suas funções, estruturas, os motivos de suas implantações e se elas vêm cumprindo, a contento, seus objetivos. Investiga a existência de profissionais de Psicologia dentro das equipes multidisciplinares que atendem as populações indígenas quando em situações de necessidade de tratamentos de saúde. Procura conscientizar sobre a importância do respeito à caracterização da integridade étnico-cultural das culturas e tradições dos povos índios. Busca identificar aspectos que devem ser levados em consideração ao se discutir mudanças a serem efetuadas com intuito de melhorar a adaptação e desempenho no atendimento aos indígenas. Os métodos utilizados foram dois: a) revisão de textos, a partir de consultas a leis, e artigos, e relatórios publicados pela Scientific Electronic Library Online- ScieLo e pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo; b) dados colhidos após a aplicação de um questionário específico, com 33 questões fechadas, semifechadas e abertas, respondido por três funcionários que prestaram e prestam serviços na CASAI de outros Estados e também de Campo Grande, MS. Os resultados obtidos nos três artigos são de que toda essa complexa rede material e humana que atuam nas CASAIs e DSEIs, acrescida de Escritórios Locais, Postos de Saúde, acaba por exigir uma compreensão mais aprofundada de todos os não índios nela envolvidos sobre aspectos que envolvem dimensões físicas, psicológicas e sociais das populações indígenas e que podem ser encontrados na Psicologia da Saúde, possibilitando o surgimento de novos campos para a demanda da atuação profissional e acima de tudo a garantia de um acolhimento voltado mais para as especificidades das culturas e hábitos das populações indígenas, auxiliando-as em sua condição de doentes, minimizando possíveis sentimentos de depressão, ajudando-o a controlar e a lidar com a dor.
    Palavras chave: Psicologia da Saúde- CASAIs- DSEIs- Populações Indígenas

  • Data da Defesa: 31/08/2017
  • Download: Clique aqui
+ UMA ANÁLISE DAS VIVÊNCIAS DE LUTO DE FAMILIARES DE IDOSOS QUE SE SUICIDARAM EM MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • JÉSSICA WUNDERLICH LONGO  
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    Esta dissertação é resultado de uma pesquisa que buscou compreender os sentidos e significados que revestem as vivências de luto de familiares de idosos que cometeram suicídio no estado do Mato Grosso do Sul. Os objetivos deste trabalho foram identificar os principais sentimentos e reações provocados pelo suicídio de idosos aos familiares, verificar como a relação estabelecida entre familiar e idoso antes da morte pode influenciar as vivências de luto e analisar as principais estratégias e recursos encontrados por estes familiares para lidar com a experiência do luto. Foram analisadas quatro Autópsias Psicossociais realizadas no ano de 2011 com sete familiares do sexo feminino na faixa etária compreendida entre 24 a 76 anos das cidades de Campo Grande e Dourados em Mato Grosso do Sul. Estas entrevistas são parte de uma pesquisa nacional organizada pelo Centro Latino Americano de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves) da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz a qual buscou compreender os aspectos que envolvem o fenômeno do suicídio de idosos no Brasil. Os dados foram organizados por meio das técnicas descritas por Laurence Bardin, em sua proposta de Análise de Conteúdo, dando visibilidade as falas destas pessoas que passaram pela experiência da morte violenta e envolvida por estigmas que é o suicídio. A
    análise dos dados identificou sete unidades de significado construídas com base nas falas dos entrevistados e que dizem dos aspectos que revestem as vivências de luto dos familiares de idosos que cometeram suicídio, sendo elas: 1) Não era fácil lidar e cuidar dele 2) O luto familiar além dos parentescos, 3) A dicotomia: entre a saudade e o alívio 4) Os sentimentos e reações ao suicídio 5) As perguntas e questionamentos do suicídio 6) As lembranças de quem viu a cena do suicídio 7) As estratégias e recursos para lidar com o luto. Os resultados alcançados apontam que entender as vivências de luto de familiares de idosos que se
    suicidaram é questão necessária para que se possa pensar a atenção ao luto desses sobreviventes e que discussões acerca desse tema podem auxiliar na elaboração de estratégias de cuidado e atenção à saúde dessas pessoas em sofrimento, além de contribuírem na prevenção de novos casos de suicídio.
    Palavras-chave: Suicídio de idosos, luto, família. 

  • Data da Defesa: 30/08/2017
  • Download: Clique aqui
+ INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA: UM ESTUDO SOBRE AFETIVIDADE E COTIDIANO DE PACIENTES RENAIS CRÔNICOS EM HEMODIÁLISE
  • Discente:
    • SELMA LUCIA DA COSTA XAVIER DE OLIVEIRA  
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma doença que se caracteriza pela perda progressiva da função dos rins, podendo ser irreversível. É um fenômeno que vem aumentando em grande escala, e que abarca várias esferas da sociedade e ainda diretamente este ser singular, que é a pessoa portadora de IRC que sofre por suas debilidades e mazelas de ordem física/corporal e ainda enfrenta outras tantas limitações advindas de suas dificuldades de inter-relação na sociedade como um todo. Devido à cronicidade da patologia observam- se alterações orgânicas e disfunções psíquicas e sociais que interferem significativamente na qualidade de vida das pessoas com IRC. Por meio de pesquisa qualitativa, com base na teoria do materialismo histórico dialético, o presente trabalho teve como objetivo compreender a afetividade envolvida no cotidiano de pacientes renais crônicos. A pesquisa contou com a participação, 10 (dez) pessoas, sendo 05 (cinco) do sexo masculino e 05 (cinco) do sexo feminino, que são submetidas a tratamento de hemodiálise na Clínica de Hemodiálise – SIN (Serviços Médicos Integrados em Nefrologia) em Campo Grande - MS. A coleta de dados ocorreu por meio da realização de entrevistas semi estruturada, instrumento que permite analisar as percepções, sentimentos e interpretações dos participantes da pesquisa; tal registro foi efetuado por meio de gravação. Após transcrição, os dados foram elencados e selecionados em temas e subtemas. E a partir dos resultados apresentados, constatou-se nos relatos dos participantes da pesquisa, marcas de sofrimentos familiares e prejuízos econômicos e sociais. Estas problemáticas são perpassadas pelas questões afetivas que
    deixaram impressões e cicatrizes de imagem da afecção que ficaram registradas nas relações atuais ou até mesmo nas relações do passado. A partir dos resultados encontrados, conclui-se que o cotidiano e a afetividade dos pacientes com insuficiência renal crônica são extremamente afetados. Estes pacientes necessitam de assistência individualizada e integralizada satisfatórias para que tenham maiores oportunidades de sociabilidade e consequentemente voltem a se sentir pessoas ativas e capazes de atuar
    de maneira autônoma. 

    Palavras-chave: Insuficiência Renal Crônica; Afetividade; Cotidiano.

     

  • Data da Defesa: 30/08/2017
  • Download: Clique aqui
+ ”FEIRINHAS”: PROBLEMATIZANDO OS DISCURSOS MIDIÁTICOS SOBRE OS ESTUPROS COLETIVOS DE MULHERES INDÍGENAS
  • Discente:
    • PRISCILLA SOARES TERUYA  
  • Orientador(a):
    • Andrea Cristina Coelho Scisleski
  • Resumo:

    Este trabalho analisa a construção dos discursos midiáticos sobre os estupros coletivos,
    denominados “feirinhas”, contra as mulheres indígenas Guarani-Kaiowá nas aldeias do
    município de Dourados. Baseado nos pressupostos teóricos e metodológicos da
    arqueogenealogia foucaultiana, buscamos problematizar como esses discursos são forjados a
    partir de uma racionalidade de Estado e como eles, na medida em que são práticas discursivas,
    participam dos processos de subjetivação dos sujeitos. A partir da narrativa de websites
    jornalísticos locais sobre três casos de estupros, foi possível analisar como esses discursos
    articulam a relação entre poder e saber, e como sua veiculação produz efeitos de verdade que
    incidem e contribuem para a instauração de uma biopolítica que afeta tanto as relações de
    gênero, disciplinando os corpos femininos, como a relação entre indígenas e não-indígenas.
    Tal estratégia, sustentada por um racismo de Estado, que atribui à cultura indígena a
    especificidade dos estupros coletivos, construindo uma ideia de anormalidade, primitivismo e
    violência inerentes à sexualidade de tais sujeitos.
    Palavras-chave: Mídia; Gênero; Estupro Coletivo; Racismo de Estado; Mulheres indígenas.

  • Data da Defesa: 25/08/2017
  • Download: Clique aqui
+ RELAÇÃO ENTRE TRAUMA PRECOCE, SINTOMAS PSICÓTICOS E FUNCIONAMENTO COGNITIVO NA ESQUIZOFRENIA
  • Discente:
    • SIMONE SILVEIRA COUGO  
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    Este trabalho está inserido na pesquisa ―Estudo Genético de Coorte em Psiquiatria entre Afrodescendentes: Esquizofrenia e Transtorno Bipolar‖. A esquizofrenia é um transtorno mental que em geral atinge pessoas jovens e pode modificar profundamente o funcionamento autônomo da pessoa, bem como pode impedir a realização de objetivos pessoais, acadêmicos e profissionais. Sua apresentação é bastante heterogênea. Delírios, alucinações e desorganização do pensamento manifestam-se, muitas vezes, acompanhados de isolamento social, distanciamento afetivo e déficits cognitivos. Objetivo: Investigar a possível relação entre traumas precoces, funcionamento cognitivo e sintomas psicóticos em pessoas diagnosticadas dentro do espectro da esquizofrenia. Método: Pesquisa quantitativa com 20 pessoas que estavam em acompanhamento em Centros de Atenção Psicossocial, com diagnóstico de esquizofrenia confirmado pelos critérios do DSM-5 da Associação Americana de Psiquiatria. Procedimentos: A aplicação dos instrumentos ocorreu entre outubro de 2016 e março de 2017, em dois CAPS e uma Residência Terapêutica de Campo Grande/MS, em salas cedidas pelas instituições. Desde o convite para participação no estudo, os sujeitos foram informados sobre os objetivos e duração deste, considerando as etapas de avaliação, que exigiam entre 05 e 06 encontros com cada participante. Instrumentos: Entrevista inicial, Questionário de rastreio, PANSS e ETISR-SF. Instrumentos psicológicos: Beta III, AC, Teste de Trilhas Coloridas, Memória Visual de Rostos. Resultados: Os escores totais de traumas precoces se correlacionaram negativamente com a memória visual. Traumas físicos se correlacionaram positivamente com a atenção dividida. De acordo com os dados, sintomas negativos de esquizofrenia tem correlação negativa com a atenção. Conclusão: Foram observados níveis de inteligência e atenção (concentrada, sustentada e dividida) abaixo da média populacional, assim como indicam estudos, no entanto foram encontrados resultados dentro da média com relação à memória visual. A avaliação psicológica – busca sistemática sobre o funcionamento psicológico ou psicopatológico – pode contribuir para a identificação de limites em pessoas com esquizofrenia que podem futuramente otimizar o aumento à adesão de tratamentos (medicamentoso, terapias). Os achados desta pesquisa permitiram identificar marcadores importantes no desenvolvimento da infância e da adolescência que explicam o impacto destes na vida adulta de pessoas com o referido transtorno, em diversas áreas: social,
    educacional, profissional.
    Palavras-chave: Esquizofrenia, Traumas Precoces, Avaliação Psicológica.

  • Data da Defesa: 24/08/2017
  • Download: Clique aqui
+ MEMÓRIAS DA PSICOLOGIA EM CAMPO GRANDE: UMA HISTÓRIA DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DA FUCMT (1980 - 1993)
  • Discente:
    • BIANCA DOS SANTOS CARA
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    Este trabalho apresenta memórias da Psicologia em Campo Grande a partir do estudo do curso de graduação em Psicologia das Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMT), criado em 1975, com o objetivo de descrever e analisar aspectos da memória de egressas. O recorte temporal compreende os anos de graduação, respectivamente, da primeira a última turma da Instituição (1980 a 1993) antes de sua incorporação à Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). A pesquisa se insere no campo da História da Psicologia e utiliza os conceitos de disciplinarização e memória social, bem como, se apropria de estratégias de História Oral. Foram utilizadas fontes textuais pesquisadas no Conselho Regional de Psicologia – 14ª Região (CRP 14/MS), na UCDB e nos Arquivos Históricos de Campo Grande (ARCA); e fontes orais produzidas por meio de entrevistas com seis egressas do curso de graduação em Psicologia da FUCMT que consentiram, de modo livre e esclarecido, as respectivas participações na pesquisa. A partir da composição da vida acadêmica das egressas em conjunto com as fontes textuais, se pode compreender aspectos do currículo real e do currículo prescrito, as relações com professores e respectivas matérias, como foram operacionalizadas em atividades práticas e leituras. Notou-se a FUCMT competindo para o estabelecimento da Psicologia como disciplina independente em Campo Grande. E se delineou, ainda, um curso de graduação cujo perfil foi desenvolvido por práticas sociais ali circunscritas, a partir do envolvimento do corpo discente e docente. Práticas sociais atreladas à materialização de prerrogativas do governo federal em um currículo idiossincrático. Os resultados da pesquisa apontaram que o curso de graduação da FUCMT foi o principal formador em Psicologia de Campo Grande durante sua existência e sugeriram também, uma
    proximidade do curso da FUCMT com o campo biomédico. Por fim, foi possível considerar que as memórias das experiências vivenciadas em local comum, no caso, o curso de graduação em Psicologia da FUCMT, contribuem para escrever uma história que ajuda a construir e preservar uma memória histórica da Psicologia brasileira. 

    Palavras-chave: História da Psicologia; Ensino Superior; Egresso; Formação em Psicologia;
    Memória Social.

  • Data da Defesa: 04/08/2017
  • Download: Clique aqui
+ O TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE
  • Discente:
    • JEANE DE ARAUJO ROCHA MARTINS ARAUJO  
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    O Transtorno do Espectro do Autismo - TEA é uma preocupação de saúde pública, pois acarreta impacto a longo prazo na vida e na família do indivíduo. É importante compreender como este atendimento foi implementado através das políticas públicas e sobre as formas de atendimento para a reabilitaçãohabilitação no tratamento ao TEA. Para tanto, apresentamos este estudo em três artigos interligados entre si, buscou-se refletir sobre as formas de atendimento sugeridas pelo Ministério da Saúde, a partir da implantação de leis e diretrizes que regulamentam o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O primeiro capítulo faz uma breve reflexão sobre dois documentos publicados pelo Ministério da Saúde (2014 e 2015), que orientam a implantação das políticas públicas de cuidado à pessoa com TEA. Destacando-se o reconhecimento das pessoas com TEA como indivíduos com deficiência (reafirmando seus direitos), uma
    proposta de cuidado à pessoa com TEA de maneira multidisciplinar pela Rede de Atenção Psicossocial, o papel dos Centros Especializados em Reabilitação e a escolha de algumas linhas terapêuticas no tratamento dos sinais do TEA. O segundo capítulo apresentou um estudo de revisão de literatura sobre a eficácia dos
    tratamentos para reabilitação sugeridos pelo Ministério da Saúde, publicados de 2005 a 2016. Uma busca com os termos “ABA”, “psychoanalysis, “sensory integration”, “TEACCH” e “Augmentative and Alternative Communication - CAA” combinados com os termos “autism”, “treatment” e “outcomes” foi realizada nas
    bases de dados PubMed, LILACS, Web of Science, SciELO e Info Psychology. Foram encontrados 15 estudos utilizando unitermos “ABA”, “psychoanalysis, “sensoryintegration”,“TEACCH” “Augmentative and Alternative Communication-CAA)” e “autism”, “treatment”, “outcomes”. O terceiro capítulo buscou caracterizar o
    tipo de atendimento de reabilitação existente no município de Campo Grande - MS. Foram entrevistados 24 profissionais de diversas áreas de atuação (psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional), em um Centro Especializado em Reabilitação (CER). Os resultados mostraram que as maiores ofertas de tratamento acontecem em integração sensorial e comunicação alternativa e suplementar; apenas 25% dos entrevistados têm conhecimento médio de ABA; e 25% apresentam também conhecimento médio do TEACCH. Apenas 50% dos entrevistados relataram estar preparados para o trabalho realizado. Porém, pode-se verificar que a grande maioria dos profissionais possui curso de Pós-Graduação no nível de Especialização, mas somente 4,1%, na área específica do Transtorno do Espectro do Autismo. Portanto, os dados mostraram que, apesar da efetividade da implantação de políticas públicas que se preocupam com o atendimento ao TEA, ainda há pontos que devem ser melhor fortalecidos, como a formação e preparo profissional, principalmente no atendimento a abordagens que mostram resultados eficazes na minimização dos impactos para o indivíduo com TEA, ao longo da vida, e seus familiares.
    Palavras-chaves: Transtorno do Espectro do Autismo. Tratamento. Reabilitação.
    Políticas Públicas. CER.

  • Data da Defesa: 27/07/2017
  • Download: Clique aqui
+ TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS E TRANSTORNO POR ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO EM POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS DE CAMPO GRANDE - MS BRASIL
  • Discente:
    • ELIEZER GRILLO BARBOSA  
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução – Os Transtornos Mentais Comuns (TMC) e o Transtorno por Estresse Pós-Traumático (TEPT) são reconhecidos como dois dos grandes problemas que acometem a saúde física e psíquica dos policiais, com consequências deletérias, ocasionando também repercussões negativas para as instituições, devido ao absenteísmo, presenteísmo, diminuição da produtividade, entre outros. Objetivo – Esta pesquisa se propôs identificar a existência e a prevalência dos TMC e do TEPT entre os policiais rodoviários federais (PRF) de Campo Grande/MS. Casuística e Método – O método utilizado nesta investigação foi o epidemiológico, de corte transversal. Participou do estudo uma população de N= 108 policiais rodoviários federais de ambos os sexos. Para tal finalidade, foram utilizados três instrumentos: (i) o Self Report Questionnaire-20 (SRQ-20) para avaliação da suspeição diagnóstica dos TMC desenvolvido por Harding et al., (1980) e validado no Brasil por Mari e Willians (1986); (ii) o Questionário de Sequelas do Trauma (QST) criado por Koverola, Proulx, Hanna, Battle e Choan (1992), traduzido, adaptado e validado para o português por Coêlho (2000) e (iii) Questionário Sócio-Demográfico-Ocupacional (QSDO). Análise estatística- Os dados obtidos foram analisados estatisticamente, utilizando-se o software SPSS 22ª versão. A distribuição da população foi feita por meio da análise descritiva. Para o cruzamento entre os dados sócios demográficos ocupacionais e as prevalências dos transtornos avaliados por cada instrumento, foram utilizados os seguintes testes: diferença de médias, Anova (variáveis quantitativas e qualitativas) e o qui-quadrado (quando ambas variáveis eram classificadas qualitativamente). Os testes tiveram como critério de significância um percentual de 5%. Resultados - Constatou-se uma prevalência de suspeição para TMC de 14,8%, com grupo de sintomas mais prevalente o de humor depressivo/ansioso (59,3%). A prevalência de TEPT foi de 36,1%. Foi encontrada influência significativa do tipo de função desempenhada (pista) e a existência do TEPT em 59% dos casos diagnosticados. Obteve-se associação entre a suspeição para TMC e TEPT em 81,2% dos casos de TMC. Conclusões - Os resultados obtidos remetem à necessidade de ações preventivas e interventivas que possibilitem a detecção e manejo dos fatores de risco psicossocial específicos para Transtornos Mentais Comuns e Transtorno por Estresse Pós-Traumático e a consequente melhoria da saúde ocupacional dos policiais.
    Palavras-chave: Transtornos Mentais Comuns. Transtorno por Estresse Pós-Traumático. Policiais Rodoviários Federais

  • Data da Defesa: 26/06/2017
  • Download: Clique aqui
+ SOBREMORTALIDADE MASCULINA E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
  • Discente:
    • IRAN PEREIRA DA COSTA NEVES  
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    Esta dissertação é resultado de uma pesquisa a respeito das dificuldades que determinados homens têm de adotarem práticas de autocuidado na atenção primária em saúde, mesmo sendo notório o quadro de sobremortalidade masculina disso decorrente. Nosso objetivo maior foi o de produzir um conhecimento que conferisse inteligibilidade às configurações subjetivas presentes em homens que protagonizam tal experiência, a partir do que é por eles mesmos relatado como vivência pessoal ou de outrem. Trabalhamos com a hipótese de que essa atitude de esquiva, notadamente em relação às Unidades Básicas de Saúde (UBS), é determinada por estereótipos de gênero que os fazem interpretar demonstrações de autocuidado em saúde como práticas sociais incompatíveis com seu senso de masculinidade. Nos servimos de uma abordagem transdisciplinar para entendimento das razões pelas quais o fenômeno ocorre, buscando subsídios, primacialmente, nos estudos de gênero e na Teoria da Subjetividade de Fernando Luís González Rey. O trabalho consistiu em um estudo de casos com 12 participantes do sexo masculino, adultos e em faixas etárias compreendidas entre 23 e 73 anos, os quais, enquanto assistidos pela 1ª Defensoria Pública de Defesa do Homem, de Campo Grande - MS, respondiam a processos por crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. Como instrumentos de pesquisa utilizamos o questionário sociodemográfico, o completamento de frases e a dinâmica conversacional. Os resultados apontam para o modelo hegemônico de masculinidade como regra que ainda vigora, para a maioria dos homens, através dos eixos estruturantes da heterossexualidade e da dominação, remanescendo, pois, influentes os estereótipos de gênero na determinação de comportamentos de risco por eles assumidos em detrimento de sua saúde, sugerindo que são nos processos simbólico-emocionais de tal matriz que a subjetividade masculina reconhece-se como tal. A par dessa fatoração sociocultural, os resultados também referem, na oferta do serviço público em saúde básica, vícios estruturais que estão a exigir urgente revisão da atual Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, com vistas à retificação de seus insucessos e otimização dos resultados para os quais foi elaborada e implementada. Nossa atuação de campo, junto aos participantes, buscou pautar-se em princípios que apregoam o caráter construtivo-interpretativo do conhecimento, a legitimação do singular como instância de produção do saber científico e, por derradeiro, a compreensão da atividade de pesquisa como um processo de comunicação ou dialógico, na conformidade, assim, do que propõe o mencionado psicólogo cubano em sua Epistemologia Qualitativa 

    Palavras-chaves: sobremortalidade masculina, estereótipos de gênero, atenção primária em saúde, subjetividade, políticas públicas.

  • Data da Defesa: 19/06/2017
  • Download: Clique aqui
+ CLÍNICA-ESCOLA DE PSICOLOGIA: SEU LUGAR NO PROJETO PEDAGÓGICO E NAS PRÁTICAS EM UM CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
  • Discente:
    • MAYARA MENDES BACHA CÔCO
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O objetivo do presente trabalho é avaliar a maneira que a Clínica-Escola de Psicologia é utilizada nos estágios e nas atividades práticas descritos no Projeto Pedagógico do curso de Psicologia da Universidade Anhanguera-Uniderp, a partir das ênfases curriculares, de acordo com as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação de Psicologia de 2004. Conforme tal regulamentação, a formação deve objetivar o desenvolvimento de habilidades e competências, a partir da proposta de ênfases curriculares, que devem ser escolhidas por cada curso, de maneira contextualizada e descrita em seu Projeto Pedagógico. Com base na análise documental do Projeto Pedagógico do Curso e dos prontuários de atendimento dos usuários da Clínica-Escola do ano de 2015, verificou-se que os serviços da Clínica-Escola de Psicologia da Universidade Anhanguera-Uniderp não são descritos de forma completa no Projeto Pedagógico e que, na prática, tal local é utilizado apenas para uma ênfase proposta pelo curso (Psicologia Clínica e Promoção da Saúde), não atendendo às outras duas ênfases (Psicologia e Contextos Sociais e Institucionais). Além de não atender tais demandas, a Clínica- Escola de Psicologia da Universidade Anhanguera-Uniderp parece isolar a ênfase a qual atende. Com tais resultados, analisa-se que a operacionalização do Projeto Pedagógico no cotidiano do curso se aproxima mais das ideias do currículo mínimo de 1962 do que das Diretrizes Curriculares de 2004, demostrando uma formação da psicologia fragmentada em áreas tradicionais e com práticas isoladas.

    Palavras-chave:
    Formação em Psicologia;Serviço-Escola;Diretrizes Curriculares;Ênfases Curriculares
  • Data da Defesa: 09/06/2017
  • Download: Clique aqui
+ A CONSTRUÇÃO DA NOÇÃO DE PERIGO NA PSICOLOGIA E SUA RELAÇÃO COM A VIGILÂNCIA SOCIOASSISTENCIAL NO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
  • Discente:
    • ADRIANA GARRITANO DOURADO  
  • Orientador(a):
    • Andrea Cristina Coelho Scisleski
  • Resumo:

    O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) surgido a partir de 2004, tem em seus objetivos, assegurar os direitos socioassistenciais da população brasileira, intervindo nas situações de risco e de vulnerabilidade da população. Para isso, conta com equipes interdisciplinares de profissionais que realizam intervenções com as famílias atendidas. Através de conceitos operadores pós-estruturalistas, tem-se nessa dissertação, uma problematização acerca do trabalho do psicólogo com atuação no SUAS: considerando o fato de sua estatística oficial computar os dados prioritariamente da população com renda econômica menor, e com isso, levar em conta as informações oficiais que intermediam qual é o público a que as intervenções das equipes técnicas se destinam. Equaciona-se a intervenção do psicólogo com a produção do perigo. Usa-se em particular, a problematização da atuação do profissional da psicologia no SUAS avizinhada com a intervenção junto à família em risco ou em vulnerabilidade, trazendo como um dos elementos primordiais, a produção do perigo através dos dispositivos de segurança nos equipamentos públicos da assistência social brasileira. Também são abordadas as estratégias de resistência tanto da população atendida quanto do próprio profissional da psicologia ao resistirem em operar em uma lógica normativa. Para isso, operamos com conceitos de Michel Foucault, como risco, vulnerabilidade, perigo, razão de Estado, biopolítica e homo oeconomicus, além de articular uma interface teórica e metodológica com Jaques Donzelot em sua obra "Polícia das famílias" e com Robert Castel no que se refere a produção de riscos nas sociedades ocidentais. A vigilância do psicólogo sob as famílias do SUAS, policiadas para que o acontecimento do perigo seja equacionado, é pensada nesta dissertação. A pesquisa surgiu através de minha experiência como profissional da psicologia, intervindo através de visitas domiciliares, orientações, condução de grupos e trabalhos de busca ativa nos equipamentos do SUAS, questionando se a construção da noção de perigo não surgia também através de minha ação com as famílias, bem como de outras ciências humanas que trazem modelos normalizados do que buscam como referência em um ideal biopolítico nas sociedades liberais. Várias reflexões surgem no texto sobre quais ideais o SUAS pretende alcançar ao inserir nas estatísticas para intermediar intervenções, prioritariamente a população de menor renda, compatibilizando com um modelo normalizado de família que julga perigoso e que precisa inclusive do profissional da psicologia na busca de padronizações.
    Palavras-chave: Perigo; SUAS; Psicologia; Pós-estruturalismo; Família

  • Data da Defesa: 08/06/2017
  • Download: Clique aqui
+ DESVELANDO CONTROVÉRSIAS: “PROBLEMAS DE AJUSTAMENTO” E “SAÚDE MENTAL” NOS ARQUIVOS BRASILEIROS DE PSICOTÉCNICA (1949-1968)
  • Discente:
    • ANA MARIA DEL GROSSI FERREIRA MOTA
  • Orientador(a):
    • Rodrigo Lopes Miranda
  • Resumo:

    No Brasil, a Lei 4.119 de 1962, regulamentou a formação e prática da profissão do psicólogo, além de identificar como uma das funções do psicólogo a “solução de problemas de ajustamento”. Entre outros fatores, a relevância dessa pesquisa tem se apresentado diante da inexistência, desde a regulamentação da Lei 4.119/62 e ainda contemporânea, da menção aos “problemas de ajustamento”, uma vez que a Resolução CRP nª 03/2016, define uma prática e não um conceito. Buscar identificar o modelo de saberes que organizavam práticas e diagnóstico, assim identificando o que “caberia” ser “ajustado”, poderia clarificar a ausência de informações em torno dos “problemas de ajustamentos. Assim, o objetivo desta dissertação é descrever e analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” analisar embates em torno de “problemas ajustamento” e saúde mental” em em em publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico publicações do periódico Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica Arquivos Brasileiros de Psicotécnica – ABPABPABP. O recorte temporal compreende o período em torno da regulamentação da profissão do psicólogo, no Brasil, de 1949 a 1968, além de ser o período de circulação dos ABP. A pesquisa é composta por três estudos, independentes, porém ligados entre si pela problemática. Para os dois primeiros estudos, Desvelando Modelos de Saúde Mental e Doença Mental: Arquivos Brasileiros de Psicotécnica (1949-1968) e “Problemas de ajustamento” e “saúde mental”: controvérsias em torno de um objeto psicológico, o critério de inclusão foi usar textos com a rubrica “saúde mental”, rubrica essa dada pelo próprio ABP, totalizando 11 textos usados como fonte e para o terceiro estudo, Desvelando Estilos de Pensamento - `Diagnósticos` nos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica (1949-1968), o critério de inclusão foi usar textos que continham em seus título critérios diagnósticos, orientados pelo DSM-I, totalizando 14 textos usados como fonte. Foi usado o método Historiográfico e de estratégias da história quantitativa, bibliometria e história digital para análise das fontes. A pesquisa apontou embates entre médicos e psicólogos no campo da saúde mental, tais embates diziam a respeito de diferentes visões de mundo, com ênfase na compreensão de um sujeito multideterminado sócio e culturalmente, disputas entre, pelo menos, dois modelos psiquiátricos, a saber “psiquiatria tradicional” e “nova psiquiatria”. Identificou ainda, controvérsias entre modelos de saberes em torno dos diagnósticos, realizados com base em critérios diagnósticos orientados pelo DSM-I e teorias psicanalíticas, uso de métodos e técnicas, entre elas o uso de testes de personalidade como Rorschach e PMK e técnicas de desenho, campo teórico orientado pela psicanálise e terapêuticas, as quais eram baseadas em tratamentos, reabilitação e prevenção. Concluímos que a pesquisa alcançou seu objetivo, identificando controvérsias em torno de “problemas de ajustamento” e “saúde mental”, porém não identificou elementos que definissem o termo. Parecia caber ao médico a “solução de problemas de ajustamento” á época.
    Palavras-chave: história da psicologia; problemas de ajustamento; história da saúde mental.

  • Data da Defesa: 08/06/2017
  • Download: Clique aqui
+ AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA PILOTO PARA CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA PARA IDENTIFICAR SINAIS PRECOCES DE AUTISMO
  • Discente:
    • RAQUEL DO NASCIMENTO AMARAL  
  • Orientador(a):
    • André Augusto Borges Varella
  • Resumo:

    O Transtorno do Espectro do Autismo se caracteriza por um distúrbio no desenvolvimento
    que ocorre ainda na primeira infância. Diversos estudos identificaram sinais precoces do
    autismo, que podem se manifestar a partir dos seis meses de vida do bebê. A identificação
    desses sinais pode favorecer o diagnóstico precoce e o encaminhamento dessas crianças ao
    tratamento especializado. Profissionais das Estratégias de Saúde da Família (ESF) realizam
    frequentemente um trabalho de acompanhamento e visitas domiciliares. Se devidamente
    capacitados, tais profissionais podem aumentar as chances de diagnosticar precocemente o
    TEA. O objetivo desse estudo foi desenvolver e avaliar a eficácia de um programa de
    capacitação de profissionais da ESF na identificação de sinais precoces de TEA. 32
    profissionais de uma ESF foram submetidos a um programa de capacitação em formato de
    palestra. Uma sequência de 11 vídeos de curta duração, que mostravam crianças com e sem
    sinais de TEA, foi apresentada aos participantes antes e depois da palestra. Os participantes
    eram requeridos a escrever em um protocolo de registro se algum sinal de TEA foi
    identificado em algum dos vídeos. Os resultados sugerem que o programa piloto foi eficaz no
    ensino de identificação de sinais de autismo: foi observado aumento na média de participantes
    que identificaram corretamente pelo menos um sinal de TEA (de 10,25 participantes para
    21,25, valor de t=0,01), aumento na frequência média de sinais corretamente identificados (de
    12 ocorrências para 25,25 ocorrências, valor de t=0,02) e aumento na porcentagem média de
    sinais identificados (de 20% para 49%, valor de t=0,01). O estudo sugere novas
    implementações junto ao programa, considerando pontos que causaram influência, apesar do
    resultado positivo em termos estatísticos, cito ambiência inadequada e desatenção observada
    por alguns participantes. Apesar do efeito ter sido significativo, é provável que o estudo possa
    avançar ainda mais se proposto em grupo menores ou até mesmo individual, considerando a
    desatenção, estrutura física, entre outros fatores que podem ter influenciado na pesquisa.

    Palavras-chaves: Sinais precoces. Capacitação profissional. Estratégia de Saúde da Família.
    Autismo.

  • Data da Defesa: 29/03/2017
  • Download: Clique aqui
+ TERRITÓRIO E ACESSO EM SAÚDE: A POLÍTICA PÚBLICA COMO TECNOLOGIA DE SEGURANÇA E GOVERNAMENTALIDADE
  • Discente:
    • ÉRICO FRANCISCO VIEIRA IBIAPINA  
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Esta dissertação de mestrado é constituída pelo encadeamento entre três ensaios que
    problematizam Políticas Públicas de Saúde. O objetivo é colocar em análise a relação
    que se tece entre território e acesso em saúde a partir das Políticas Públicas enquanto
    tecnologia de regulação populacional. A análise fundamenta-se na perspectiva
    epistemológica pós-estruturalista da Psicologia Social, abrangendo os campos analíticos
    de Foucault e Deleuze e Guattari. Focaliza-se como materialidades constituintes do
    campo social da pesquisa, as Políticas Públicas de Saúde mediante leis, portarias e
    normas operacionais. As materialidades foram colocadas em análise seguindo uma
    perspectiva genealógica e orientou-se a partir dos procedimentos: seleção, leitura e
    análise de arquivo. O primeiro ensaio problematiza a emergência de uma Política de
    mapeamento por geoprocessamento no campo da Saúde para pensar a relação que se
    tece entre território e acesso em saúde. O segundo ensaio contextualizou-se como
    problema a racionalidade que opera o processo de territorialização no campo da atenção
    básica a partir de tecnologias de mapeamento. O terceiro ensaio objetivou-se
    problematizar como a partir do processo de territorialização na atenção básica, o
    território torna-se um híbrido onde se articulam tecnologias da vigilância com
    tecnologias da assistência produzindo condições de possibilidade para visibilidade de
    outros elementos neste processo. Assim, a análise centra-se no modo como as Políticas
    engendram práticas de poder atuais e como possibilitam a emergência de formas de
    subjetivação e novas ontologias como parte de um problema do presente.
    Palavras-chave: Política Pública; Governamentalidade; Dispositivo de segurança;
    Território; Acesso

  • Data da Defesa: 10/03/2017
  • Download: Clique aqui
+ ENCARCERAMENTO FEMININO: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS E GÊNERO
  • Discente:
    • NABIHA DE OLIVEIRA MAKSOUD  
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    A pesquisa tem como campo social a problemática do encarceramento feminino, que
    aumentou consideravelmente nos últimos anos, permanecendo ainda invisível aos olhos
    do Estado, que na maioria dos casos permanece omisso. A pesquisa discutiu o
    encarceramento feminino no Mato Grosso do Sul e as peculiaridades que o norteiam,
    através de políticas públicas implementadas pela Agência de Administração do Sistema
    Penitenciário Estadual – AGEPEN/MS. Pesquisar sobre a efetividade da Lei de
    Execução Penal e suas disposições acerca dos direitos inerentes à mulher encarcerada e
    da mesma forma abordar as políticas públicas que são criadas com observância das
    necessidades do gênero feminino. Para situar a problemática de pesquisa foram
    abordados políticas públicas, e os aspectos psicossociais concernentes a mulher,
    analisando os dados obtidos com as entrevistas realizadas com 5 (cinco) internas do
    referido presídio e questões relativas a gênero. A pesquisa abordou que o
    encarceramento feminino exige do Estado um tratamento diferenciado, sendo necessária
    a discussão acerca do gênero, e das necessidades da mulher no que concerne a estrutura
    física dos presídios, que deverá ser diferenciada de um presídio masculino, quanto à
    estrutura administrativa e funcional, refletindo os aspectos sociais e psicológicos
    voltados para o feminino. Algumas necessidades concernentes a mulher em situação de
    encarceramento estão previstas na Lei de Execução Penal (Lei n. 7.210/84), que traz em
    seu bojo dispositivos, que se referem ao tratamento diferenciado para as mulheres
    encarceradas. No entanto, referida lei, por se tratar de uma norma positivada, ou seja,
    uma legislação expressa em artigos, não conseguiu suprir todas as necessidades da
    mulher encarcerada. Assim, referidas lacunas legais são supridas pela criação e
    execução das políticas públicas voltadas para o tema. A presente dissertação propõe
    abordar aspectos sociais e psicológicos, e a partir da perspectiva teórica do gênero e
    políticas públicas focou nos aspectos envolvidos na situação do encarceramento
    feminino. Sendo assim, visa-se especificamente analisar e desenvolver critérios
    avaliativos das políticas públicas já criadas, no que se refere a sua efetividade sobre o
    encarceramento feminino e a manutenção da dignidade da pessoa humana com enfoque
    nos Direitos Humanos. O método utilizado foi o etnográfico que focalizou na
    observação do cotidiano das mulheres encarceradas, a fim de perceber os aspectos
    psicossociais da população da pesquisa, com a aplicação da observação participante e
    das entrevistas onde a pesquisadora utilizou de entrevista aberta com 5 (cinco) internas
    do Presídio Feminino de regime fechado Irmã Irma Zorzi, localizado em Campo
    Grande-MS, através da escolha por conveniência. As fontes de pesquisa foram as fontes
    bibliográficas e documentais relacionadas às áreas de processo penal, execução penal,
    criminologia, psicologia e a Lei de Execução Penal (Lei n. 7.210/84).
    Palavras-Chave: Encarceramento feminino; aspectos psicossociais; gênero; Lei de
    Execução Penal.

  • Data da Defesa: 23/02/2017
  • Download: Clique aqui
+ A MÍDIA COMO MEDIADORA DAS INFLUÊNCIAS DA SOCIEDADE DE CONSUMO EM CRIANÇAS INDÍGENAS TERENA DA ALDEIA BANANAL
  • Discente:
    • THIAGO MULLER DA SILVA  
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O sistema econômico atual possibilitou a configuração de uma sociedade que promove
    um estilo de vida baseada no consumismo, exigindo habilidades de adaptabilidade de seus
    participantes, devido à rápida e constante modificação do ambiente capitalista. Entre os
    estudos relevantes às comunidades indígenas do estado de Mato Grosso do Sul, destacam-se
    os sobre a etnia Terena, em razão ao seu grande intercâmbio de convivência com os não
    indígenas – consequência dada pelas situações históricas e políticas. Esta dissertação investiga
    a possível influência da sociedade de consumo nas práticas e percepções da criança Terena
    que acessa conteúdos midiáticos, para isso se apropria dos estudos e metodologia da semiótica
    estrutural greimasiana para a avaliação de desenhos. Os textos não-verbais analisados
    apresentam elementos não apenas da comunidade em que essas crianças vivem, mas signos
    provenientes de uma cultura consumista, também. As visitações à comunidade e entrevista em
    profundidade revelam um público que está inserindo elementos não-indígenas em sua rotina
    que não estavam presentes em outrora. Por fim, a pesquisa demonstra um povo que, mais uma
    vez, tem promovido uma adaptabilidade como estratégia de sobrevivência aos desafios
    contemporâneos – prática que não ignora sua cultura e valores. As crianças estão no processo
    de aprendizado daquilo que deve ou não ser assumido em sua vida. Todas na comunidade são
    responsáveis por elas, que significam a continuação de valores e princípios da etnia. Sendo
    assim, o acesso aos elementos de uma sociedade não-indígena é elaborado de forma
    diferenciada quando comparado aos adeptos que pertencem, pois, sua identidade indígena não
    assume valores imperativos de uma sociedade de consumo.
    PALAVRAS-CHAVE: Semiótica Greimasiana; Criança Terena; sociedade de consumo.

  • Data da Defesa: 20/12/2016
  • Download: Clique aqui
+ FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO DA VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL EM ATENDIMENTOS DE PSICOLOGIA JURÍDICA
  • Discente:
    • LUSINEIDE FERREIRA MARTINS
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    A violência sexual infantil é um fenômeno universal e silencioso, ultrapassando
    fronteiras e limites culturais, ideológicos e sociais, constituem-se em um problema
    nos mais variados campos do saber, dentre estes, nas áreas da saúde, social e
    jurídica. O abuso sexual infantil pode ocasionar sérias alterações ao
    desenvolvimento da criança, tais como déficits cognitivos, comportamentais e
    emocionais para a vítima. A Teoria Bioecológica possibilita ferramentas de análise
    ao fenômeno da violência sexual infantil na medida em que a compreende como
    um processo, que se desenvolve em um ou mais contextos, observando aspectos
    temporais e tendo o sujeito como protagonista ativo em suas relações. O objetivo
    desta dissertação é analisar os fatores de risco e de proteção das crianças
    vítimas de violência sexual atendidas nos atendimentos de Psicologia Jurídica de
    um Serviço Escola de Psicologia. Trata-se de uma pesquisa documental de cunho
    qualitativo, realizada no serviço escola de psicologia, tendo como fonte de dados
    os encaminhamentos dos setores demandantes e os laudos encaminhados por
    estagiários de psicologia jurídica. O critério de seleção dos documentos foram:
    crianças com até 12 anos incompletos e com queixa de violência sexual atendidas
    pelos estagiários de psicologia jurídica, compreendendo o período de 2010 a
    junho de 2016. Nos resultados observou-se que o perfil das crianças atendidas é
    predominante o sexo feminino, com até 10 anos de idade, tendo como abusador
    um membro da família nuclear e de encaminhamentos advindos do Conselho
    Tutelar Norte. Observou-se uma maior presença de fatores de risco do que
    fatores de proteção. Sobretudo, verificou-se uma escassez de fatores de proteção
    no microssistema família nuclear. Isto aponta para a necessidade de uma rede de
    proteção para que atue de forma articulada, que fortaleça o apoio social às
    famílias das vítimas de violência sexual.
    PALAVRAS-CHAVE: 1. Teoria Bioecológica; 2. Violência Sexual Infantil; 3.
    Psicologia Jurídica; 4. Serviço Escola de Psicologia.

  • Data da Defesa: 19/12/2016
  • Download: Clique aqui
+ MODERNIDADE, TRABALHO, VIOLÊNCIA E SEXUALIDADE DA MULHER NA MATURIDADE
  • Discente:
    • TATIANA TEIXEIRA DE SIQUEIRA BILEMJIAN RIBEIRO
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    Dissertação composta de artigos e capítulo de livro versando sobre a mulher, trabalho, violência, sexualidade e disfunção sexual. O primeiro deles consiste em um capítulo de livro que aborda o trabalho para a mulher, as dificuldades e a excelência que o mercado impõe a ela para conseguir cargos e salários similares ao do homem, aborda também a discriminação e preconceito contra a mulher como uma forma de violência por ela vivenciada. Nesse capítulo discutimos ainda, o imperativo imposto à mulher de mesmo trabalhando fora necessita cuidar dos afazeres domésticos. O segundo artigo trata-se de um Relato de caso que descreve um caso clínico atendido pela autora pesquisadora, no decorrer do curso do mestrado. A paciente é uma mulher que sofreu violência na infância e, posteriormente, também na relação conjugal, possibilitando analisar os reflexos da violência sobre a sexualidade e as mudanças psicológicas com a passagem pela menopausa. No último artigo é apresentado o resultado da pesquisa realizada com a amostra selecionada durante o curso do mestrado. Nele, apresentamos as correlações observadas entre traumas e a possível disfunção ou dificuldade da mulher na pós-menopausa, e também buscamos entender a relação entre traumas precoces e recentes influenciando a qualidade da vida sexual dessas mulheres. Foram identificadas correlações entre a ocorrência de traumas recentes e a disfunção sexual na pós-menopausa, de maneira que tais traumas repercutem negativamente na sexualidade. Também foi verificada a relação entre traumas precoces e recentes, sendo que os traumas recentes se afiguram como uma repetição dos primeiros, de maneira que a violência experimentada na infância ressoa na escolha amorosa e na sexualidade depois do climatério. Os sintomas da mulher na menopausa, entre eles a disfunção sexual, são multicausais, sendo que violência experimentada recentemente atua também como um agente causador. Os resultados indicam que as adversidades ambientais na infância estão associadas com o risco envolvimento de uma relação violenta com o parceiro amoroso no futuro. Acreditamos que esse estudo pode contribuir para o tratamento e prevenção de disfunção sexual em mulheres nessa condição.

    Palavras-chave: violência, sexualidade; menopausa.

  • Data da Defesa: 17/11/2016
  • Download: Clique aqui
+ PARA ALÉM DA CLAREIRA: APROXIMAÇÕES ENTRE FENOMENOLOGIA E PESQUISA EM PSICOLOGIA DA SAÚDE EM RELAÇÃO A TEMPO, NARRATIVA E SUJEITO
  • Discente:
    • GILLIANNO JOSÉ MAZZETTO DE CASTRO
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    A presente dissertação tem por finalidade promover uma aproximação entre um campo e uma área do saber, a Fenomenologia e a pesquisa em Psicologia da Saúde, por meio dos conceitos de tempo, narrativa e sujeito a fim de observar quais as aproximações e contribuições que esse campo pode trazer para a reflexão sobre as pesquisas dessa área do saber psicológico. Para isso, serão apresentados alguns conceitos estruturantes da ciência fenomenológica sempre aplicando-os à pesquisa no campo da Psicologia da Saúde. Os Objetivos desta pesquisa são: Compreender os processos de construção dos conceitos de tempo, narrativa e sujeito à luz da reflexão fenomenológica e mostrar a forma como estes estão presentes nas pesquisas em Psicologia da Saúde; Aproximar as categorias desse campo e dessa área do saber, buscando enunciar em quais pontos estes podem dialogar e se enriquecer no que se refere à pesquisa em Psicologia da Saúde. Metodologia: Como método do trabalho, foi usada nesta dissertação uma abordagem epistemológica que se volta sobre os conceitos de tempo, narrativa e sujeito, intentando produzir aproximações que permitam entender em que medida a Fenomenologia pode dialogar com a Pesquisa em Psicologia da Saúde. Para isso se valeu do procedimento fenomenológico que, nesse caso, compreende o retorno às categorias constituintes, tomadas sob a forma de fenômenos, isto é, de estrutura que se mostra a partir de si mesma e das suas condições de manifestação, operando junto com o recurso da revisão bibliográfica como procedimento que revisa e permite a análise das categorias fundantes desse campo e dessa área do saber. Conclusão: À guisa de conclusão, é possível enunciar que, a partir da aproximação entre a Fenomenologia e a pesquisa em Psicologia da Saúdes, todo pesquisar se caracteriza por um ato de cuidado e vinculação ética cujo objetivo é a humanização da experiência do mundo, por meio da construção de narrativas que têm profunda implicação tanto na vida do pesquisador, quanto na dos participantes, não de maneira dominadora, mas de maneira colaborativa. A pesquisa mostrou também que a afirmação do sujeito lógico acabou produzindo um descompasso dentro das estruturas de compreensão do próprio sujeito e, portanto, é preciso redescobrir a dimensão material e encarnada da vida da pesquisa, seja ela na figura do pesquisador, seja na dos participantes ou população.

    Palavras-chave: Psicologia. Fenomenologia. Pesquisa.

  • Data da Defesa: 03/11/2016
  • Download: Clique aqui
+ PERCURSOS AFETIVOS NO TRABALHO PROSTITUCIONAL: UM ESTUDO SOBRE AFETIVIDADE E PROSTITUIÇÃO FEMININA DE RUA EM CAMPO GRANDE-MS
  • Discente:
    • SANDRA APARECIDA CAMPOS CINTRA MAGALHÃES
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O fenômeno da prostituição está presente em todas as fases históricas da humanidade e,
    perdura até nossos tempos. Trilhou caminhos do sagrado, necessário, profano, econômico,
    sanitarismo higienista e, revelou-se inicialmente como uma construção social, posteriormente,
    foi configurado como trabalho. Nessa elasticidade, hoje, tanto quanto antes, apresenta-se
    como como meio de vida, categorizado como trabalho e exploração humana. Deste modo, a
    presente pesquisa delimitou como problema: “Como se configura a afetividade na vida e
    trabalho frente ao fenômeno da prostituição na sociedade contemporânea?”. Os objetivos
    específicos forma definidos de maneira a levantar as motivações e influências que
    desencadearam o interesse pela prostituição; identificar as inquietudes e os efeitos gerados
    pela comercialização do sexo; estudar os aspectos geradores de sofrimento e de afetos
    (sentimentos e emoções) para esse grupo de mulheres prostitutas e identificar quais são os
    projetos de vida para o futuro pessoal e familiar.Para tanto, participaram da pesquisa, 08 (oito)
    mulheres prostitutas, assistidas pela FUNASPH, e como método foi utilizado a pesquisa
    qualitativa, com base na teoria do materialismo histórico dialético. A coleta de dados ocorreu
    por meio da realização de (03) três encontros de Grupo Focal – GF, ferramenta que permite
    analisar as percepções, sentimentos e interpretações dos participantes da pesquisa; tal registro
    foi efetuado por meio de gravação. Após transcrição dos dados, foram elencados e selecionos
    em temas e subtemas. Na sequência, realizou-se a análise dos discursos, respeitadas todas as
    falas, pronúncias, gírias, emoções, etc. Contudo, observou que a prática da atividade
    profissional de prostituição, perante o estudo desse grupo de mulheres de baixa renda,
    circunscreve-se como uma profissão delimitadora na convivência social, geradora de
    exclusão, humilhação, discriminação, preconceito, entre outros. Apresenta-se como uma
    forma rápida de obtenção de dinheiro, sem exigências empregatícias, meio de subsistência e
    autosustento. Incorre nessa atividade, uma grande exposição à perigos como violência e
    agressões física, convivência com a marginalidade e envolvimento com o crime, uso de
    entorpecentes e bebidas alcoólicas, ocasionando a dependência química, DST’s. Evidenciouse
    o surgimento de doenças psicossomáticas, como depressão, TAG, baixa autoestima,
    ideação suicida, entre outras, caracterizadas como sofrimento psíquico. Sobretudo registrou-se
    um expressivo sofrimento no âmbito afetivo decorrente da atividade prostitucional. Não é
    vista e pensada como uma profissão para o resto da vida, pois, têm como perspectiva de
    futuro, uma inserção no mercado de trabalho formal, em outra atividade que não seja a
    prostituição, pois ela promove na sua realidade afetiva, afetações difíceis de seram elaboradas
    e superadas. A importância dessa pesquisa, deve-se ao fato da invisibilidade imposta sobre as
    prostituitas de baixa renda, assim, pode-se registrar a necessidade de haver um canal de
    escuta, promoção de saúde mental para tais profissionais e políticas públicas voltadas à
    inserção no mercado de trabalho para àquelas que querem deixar a prática profissional do
    sexo, tanto na esfera financeira, como também no âmbito afetivo/emocional.
    Palavras-chave: Prostituição. Trabalho. Afeto.

  • Data da Defesa: 27/09/2016
  • Download: Clique aqui
+ ADAPTAÇÃO DA ESCALA DE COPING DE BILLINGS E MOOS (ECBM) PARA SURDOS: UMA ANÁLISE QUALITATIVA
  • Discente:
    • LETÍCIA OLIVEIRA SILVA
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Introdução: O presente trabalho trata da adaptação e tradução de um instrumento de
    avaliação para surdos, visando facilitar o processo de diagnóstico desta população. Na área da
    surdez existe uma escassez de trabalhos que buscam construir, adaptar ou validar
    instrumentos utilizando a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que é garantida por lei,
    como língua natural, não sendo imposto ao surdo utilizar a língua majoritária do Brasil, que é
    o português. Essa dissertação foi organizada em três artigos. O primeiro foi uma revisão
    bibliográfica traçando um panorama geral sobre as publicações feitas em relação à surdez e a
    linguagem, após a aprovação da Lei que reconhece a LIBRAS como meio legal de
    comunicação das pessoas surdas do Brasil. O segundo artigo aborda a tradução e adaptação da
    Escala de Coping de Billings e Moos (ECBM), para surdos usuários da Língua Brasileira de
    Sinais (LIBRAS), utilizando uma metodologia similar à proposta pela Organização Mundial
    da Saúde, para construção de instrumento adaptados para a população surda. Já o terceiro
    artigo, avaliou as estratégias de coping utilizadas pelos surdos por meio da Escala adaptada
    para LIBRAS, proposto no segundo artigo. Objetivo: Identificar as estratégias de coping mais
    utilizadas por surdos no enfrentamento de eventos estressantes, por meio da adaptação e
    tradução da Escala de Coping de Billings e Moos (ECBM) para Língua Brasileira de Sinais
    (LIBRAS). Método: Trata-se de uma pesquisa de metodologia qualitativa, em que foram
    convidados a participar 4 surdas, sendo 2 surdas bilíngues que utilizam a LIBRAS como
    primeira forma de comunicação e o português como segunda forma e outras 2 que utilizam
    apenas a LIBRAS. As participantes responderam a três instrumentos: (i) Escala de Coping de
    Billings e Moos (ECBM), que avaliou as estratégias de coping utilizadas pelos surdos em
    português e também a escala adaptada e traduzida para LIBRAS no formato de vídeo, (ii)
    Questionário sociodemográfico e ocupacional, criado especificamente para esse estudo e
    composto por 21 questões, e (iii) uma entrevista semiestruturada, elaborada pela pesquisadora
    a fim de identificar eventos estressores encontrados em seu dia-a-dia. Resultados: No
    primeiro artigo de revisão, constatou-se a necessidade de ampliação da produção cientifica na
    área de surdez e linguagem, principalmente nas publicações de autores psicólogos. No artigo
    da tradução e adaptação da escala, houveram dificuldades, principalmente nas expressões da
    escala que são idiomáticas do português, muitas sem conceitos equivalentes entre o português
    e a LIBRAS. E no terceiro artigo, identificou-se que as estratégias de enfrentamento mais
    utilizadas pelas surdas que participaram da pesquisa são caracterizadas com o método ativo
    cognitivo, que busca administrar a avaliação que se tem do evento estressante, e o foco
    centrado na emoção, que é a busca por atenuar o estresse emocional e este pode estar
    relacionado a dificuldades nos relacionamentos interpessoais e habilidade social. Conclusões:
    A ECBM adaptada em LIBRAS possibilitou que os surdos se expressassem com autonomia e
    liberdade, permitindo investigar as estratégias de coping mais utilizadas por eles. Aponta-se
    para a necessidade de continuidade desta investigação, por meio de um estudo mais amplo,
    buscando uma compreensão melhor sobre as estratégias de coping mais utilizadas no
    enfrentamento de estresse por esta população.
    Palavras-chave: Estratégias de Coping; Surdez; LIBRAS.

  • Data da Defesa: 19/07/2016
  • Download: Clique aqui
+ PROTOCOLO DE TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL EM GRUPO PARA MULHERES COM DISFUNÇÃO SEXUAL NA PÓS-MENOPAUSA
  • Discente:
    • MARIA DE JESUS SIQUEIRA DE ALMEIDA CORREA
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    O envelhecimento populacional é verificado no mundo todo. Com maior tempo de vida e acesso a tratamentos médicos e gerais na especialidade do envelhecimento saudável, a sexualidade humana foi beneficiada indiretamente com maior longevidade. Seu exercício qualitativo nas fases maduras da vida (iniciadas pela menopausa na mulher a andropausa no homem) é campo de interesse das ciências da saúde. Entre as mulheres, por fatores de gênero, sociais e culturais, a sexualidade é bastante vinculada à subjetividade e  padrões  internos, razão pela qual este estudo se voltou a esta parcela populacional: a mulher que envelhece e  sua qualidade de vida sexual por um instrumento de intervenção eficaz na subjetividade humana – a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Objetivo: esta pesquisa tem como objetivo construir um protocolo-piloto de tratamento no enfoque cognitivo-comportamental para mulheres com disfunção sexual na pós-menopausa e avaliar os efeitos da TCC nesse universo de indivíduos como recurso de validação do protocolar. Método: Trata-se de uma pesquisa com intervenção longitudinal, do tipo qualitativa e quantitativo, composto por quatorze (n=14) mulheres com idades entre 55 a 75 anos de idade, em período de pós- menopausa e diagnosticadas com disfunção sexual em acompanhamento no ambulatório do Centro de Atendimento às Mulheres (CEAM), parte do Centro de Especialidades Médicas (CEM) de Campo Grande, Mato Grosso do Sul (MS). Procedimentos: as mulheres foram submetidas à TCC grupal breve e três grupos distintos. O primeiro grupo, Grupo-teste foi formado por participantes (n=5) que receberam 12 (doze) sessões de TCC e mais dois grupos (n=4 e n=5) que receberam a intervenção pretendida adicionada de algumas modificações no protocolo e passaram por 10 (dez) sessões. Instrumento: foi aplicada a Escala de Índice de Funcionamento Sexual Feminino (IFSF) e o Questionário de Crenças Sexuais Disfuncionais (QCSD) no início e término da terapia. As entrevistas aplicadas foram gravadas em  dispositivo de áudio digital, em que os relatos (dados qualitativos) foram analisados conforme objetivos da pesquisa e os quantitativos trabalhados em programa estatístico (BioStat).

    RESULTADOS: Os grupos apresentaram características semelhantes quanto à resposta sexual, auto-imagem e relacionamento com parceiro na entrevista inicial. Os dados sociodemográficos, também se assemelham, portanto, não houve significância estatística entre o Grupo teste (GT) e o Grupo de intervenção (GI). O Grupo-Teste apresentou  elevação positiva em todos os quesitos básicos envolvidos na satisfação e desempenho sexual entre as participantes. Verifica-se que nos subitens desejo, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor apresentaram melhora significativa (p<0,05). Os maiores acréscimos de desempenho ocorreram nos fatores orgasmo, desejo, lubrificação, satisfação, houve elevação considerável da dor. Conclusão: O retorno das intervenções nos grupos de interesse mostrou a  possibiidade e contribuição da TCC para a elevação na qualidade da vida sexual das mulheres participantes. O protocolo de tratamento elaborado durante a TCC possibilitou a eficácia em todos os domínios do IFSF e do QCSD discriminados pelos instrumentos de avaliação utilizados neste estudo.

    Palavras-chave: Terapia Cognitivo-Comportamental. Menopausa. Disfunção Sexual.  Crenças Sexuais.

  • Data da Defesa: 04/07/2016
  • Download: Clique aqui
+ AVALIAÇÃO DAS HABILIDADES SOCIAIS E AUTOEFICÁCIA NA FORMAÇÃO SUPERIOR DE ACADÊMICOS DE PSICOLOGIA DE UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA EM DOURADOS (MS)
  • Discente:
    • DENISE DE MATOS MANOEL
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    O ensino superior vem sofrendo transformações que refletem mudanças sociais e de mercado de trabalho. Entre essas alterações, destaca-se a importância de uma formação que inclua além de apenas conteúdos teóricos, contemplando o desenvolvimento de capacidades pessoais e de relação com outras pessoas. As habilidades sociais e crenças de autoeficácia são entendidas como importantes para a formação superior, inclusive para a adaptação, permanência e sucesso acadêmico. Objetivo: Avaliar as habilidades sociais e crenças de autoeficácia na formação superior de acadêmicos do curso de Psicologia de uma instituição privada de ensino em Dourados (MS). Método: Esta pesquisa foi um estudo exploratório, descritivo e de corte transversal, contando com 136 acadêmicos regularmente matriculados em todos os semestres vigentes e nos períodos diurno e noturno. Os participantes responderam ao Inventário de habilidades sociais (IHS-Del-Prette), Escala de autoeficácia na formação superior (AEFS) e a um questionário sociodemográfico. Os dados foram tabulados e analisados, sendo realizadas medidas de correlação por meio do teste de diferença de médias, análise de variância (ANOVA), matriz de correlação e teste de correlação linear de Pearson, com confiabilidade de 95%. Resultados: Não foram identificadas correlações estatísticas significativas em relação ao semestre e turno para as habilidades sociais e crenças de autoeficácia, mas os semestres iniciais obtiveram maior percentual de necessidade de treinamento quanto ao repertório socialmente competente e menores médias de autoeficácia, em especial na proatividade para acadêmicos que estudam à noite. O estado civil e cidade em que o estudante reside foram estatisticamente relacionados de forma positiva com as habilidades sociais e crenças de autoeficácia. A relação entre as habilidades sociais e a autoeficácia indicou correlações positivas entre essas duas variáveis, sendo que estratégias de intervenção que enfoquem as habilidades sociais também impactarão positivamente a autoeficácia. As correlações foram significativas entre todas as dimensões e fatores, com exceção do autocontrole da agressividade, a autoeficácia acadêmica e na gestão acadêmica. Conclusões: As habilidades sociais e crenças de autoeficácia mostraram correlações significativas para os acadêmicos de Psicologia que participaram da pesquisa. As variáveis sociodemográficas que impactaram na competência social e julgamento de capacidades próprias foram a idade, estado civil e cidade de moradia, questões que precisam ser melhor explicadas em outros estudos. As habilidades sociais impactam no relacionamento interpessoal dos acadêmicos, e a autoeficácia na formação superior favorece a escolha e regulação do comportamento dirigido a metas e conquistas acadêmicas. Dessa forma, destaca-se a importância do desenvolvimento de práticas institucionais que visam à adaptação e permanência no ensino superior.
    Palavras-Chave: Competência social; Autoeficácia; Estudantes; Avaliação.

  • Data da Defesa: 27/06/2016
  • Download: Clique aqui
+ CLASSIFICANDO O SOFRIMENTO E MEDICALIZANDO FENÔMENOS: PSICANÁLISE E PSIQUIATRIA FRENTE AO DSM
  • Discente:
    • LUCIANA REGINA PRADO GARCIA MARIANO
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    A racionalidade instrumental, no que diz respeito ao diagnóstico na atualidade, merece especial atenção,  principalmente pela  necessidade de  entender  as  formas de sofrimento que hoje se apresentam. Assim, esta pesquisa pretende oferecer um campo de análise sobre os pontos de articulação e  afastamento entre a  psicanálise    e a psiquiatria tomando como princípio a necessidade de pensar criticamente sobre    o diagnóstico. Para analisar as relações entre a psicanálise e a psiquiatr ia foi realizada uma análise da criação e desenvolvimento do DSM,  bem  como  as relações existentes nos próprios manuais e de demais autores que em outros momentos ocuparam-se em  analisar tais manuais. Ao  mesmo tempo, buscaram-se as impressões da psicologia e  da  psicanálise  sobre  essas  mudanças, principalmente no que diz respeito à forma de se conceber o diagnóstico e as categorias diagnósticas que foram aparecendo nas edições do  DSM.  Além  disso,  foi colocado em análise o lugar em que o sofrimento do  sujeito  foi  deixado ao longo dessas mudanças, bem como os conceitos de estruturas clínicas (neurose, psicose, perversão). Ficou claro que a proposta inicial do DSM era oferecer um manual útil para a  prática clínica, de pesquisa e  de ensino. Entretanto, aos poucos    a objetividade e o levantamento de dados estatísticos foi levando a  um engessamento da prática clínica e dos sintomas. Os manuais sinalizaram, desse modo, para uma tendência cada vez mais forte de tornar as formas de sintoma e de mal-estar como parte de um processo de mercantilização do sofrimento. Se inicialmente e durante o percurso existiram pontos de articulação  entre  a  psiquiatria e a psicanálise, atualmente não é o que ocorre.  A  psicanálise posiciona-se contrária à muitos aspectos da razão diagnóstica do DSM e critica o empobrecimento do diagnóstico psiquiátrico atual que privilegia a descrição dos sintomas em detrimento da  patologia.

     

    Palavras chave: Psicanálise; DSM;  Diagnóstico.

  • Data da Defesa: 17/06/2016
  • Download: Clique aqui
+ SER CRIANÇA COM CÂNCER E MÃE CUIDADORA NO MUNDO HOSPITALAR: DISCURSO, DESENHO E RELATO EM UMA LEITURA FENOMENOLÓGICA
  • Discente:
    • RAISSA MILAN SIMOES
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O câncer infantil envolve a criança e a sua família, em especial sua figura cuidadora, papel quase sempre exercido pela mãe. No câncer, o binômio materno-filial redescobre novas formas de ser e de viver a relação de cuidado, desenvolvimento e mediação entre o mundo hospitalar e o mundo não hospitalar. Esta dissertação tem como objetivo analisar, pela fenomenologia husserliana, como ocorre a experiência concreta das crianças com câncer e suas mães cuidadoras em um hospital público (Hospital do Câncer Alfredo Abrão – HCAA), através da abordagem fenomenológica, Gestalt e desenhos, estes últimos direcionados apenas para as crianças. A metodologia foi baseada na aplicação de abordagens dialogadas fenomenológicas às duas cuidadoras e seus dois filhos (biológico e adotivo), de 8 e 11 anos de idade, em tratamento do HCAA entre os anos de 2014 a 2015. As crianças foram convidadas a realizar, junto da abordagem, quatro desenhos (casa, hospital, família e desenho livre). Como resultado, foi obtido o dasein dos indivíduos em sua vivência oncológica, como cuidadores e crianças doentes de câncer. Entre as mães, a experiência se mostrou baseada principalmente nas dificuldades de conciliação entre o cuidado e o protagonismo da criança doente no mundo hospitalar e as idas e vindas de internações e cuidados, com seus papéis que precisam continuar exercidos no mundo não hospitalar. O exercício da parentalidade se torna desafiador, com dificuldades para estabelecer limites e construir uma perspectiva de futuro, que tanto pode ser a parentalidade sobre uma criança que viveu a drástica experiência do câncer infantil, quanto a da continuidade da vida sem o seu filho. As crianças concentram a sua experiência concreta no mundo hospitalar na ludicidade e nas relações interpessoais lúdicas que acontecem nesse ambiente. Disseram mais sobre o dasein através do desenho, quando houve a representação de sinalizadores de temor de finitude, de desejo de perpasse do tratamento e de anseio por cuidados e por serem agradáveis. Por fim, pelo desenho, também foi identificada uma expressão da condição de luto pelo corpo lúdico frente às limitações do câncer. Como conclusão, é possível afirmar que quanto mais estruturadas forem as redes familiares, melhores as condições para o exercício da parentalidade no câncer pela mãe cuidadora. Dela, são exigidos aprendizado e flexibilidade que se concentram nos ajustes de ser mãe de uma criança com câncer. Para a criança, quanto maior o apoio familiar e a relação positiva com a mãe cuidadora, bem como a interação e as boas possibilidades lúdicas no hospital, menores os impactos psicossociais. São indivíduos que florescem e se desenvolvem em conjunto com a gravidade e a incerteza do câncer. Nas duas experiências se tornou clara a postura de necessidade de vida e de perpasse sobre as incertezas e dificuldades, tanto para os pequenos pacientes quanto para suas mães cuidadoras. Essa perspectiva positiva, ainda que não bem sustentada pela realidade, é atribuída à base que necessita existir para que a experiência continue sendo vivida e haja capacidade de vivência pelos envolvidos, ainda que na ameaça consistente ou confirmada da terminalidade.

  • Data da Defesa: 27/04/2016
  • Download: Clique aqui
+ A INFLUÊNCIA DAS RELAÇÕES VINCULARES NA PSICOGÊNESE DA ESQUIZOFRENIA
  • Discente:
    • Thalita Gabinio E Souza
  • Orientador(a):
    • André Barciela Veras
  • Resumo:

    Essa dissertação é composta de artigos e capítulos de livros versando sobre esquizofrenia, relações vinculares, comorbidades e transtornos de ansiedade, culminando em um artigo final que apresenta a conclusão do estudo desenvolvido durante o curso de mestrado. Objetivos: Avaliar o padrão de apego em portadores de esquizofrenia e discutir a relação que tais padrões apresentam com a sintomatologia psicótica e as comorbidades dos pacientes investigados. Buscou-se elucidar a relação entre o padrão de apego, os traumas precoces e o desencadeamento  da  esquizofrenia, de  modo  a  permitir reflexões  sobre o modo como as vulnerabilidades biológicas e experiências relacionais precoces podem influenciar o aparecimento e evolução de desordens mentais. Metodologia: Foram avaliados 25 pacientes diagnosticados com esquizofrenia, por meio de entrevistas diagnósticas, aplicação de escalas de comorbidades psiquiátricas e inventários de vinculação e traumas precoces, além de entrevistas com os familiares para obtenção de  históricos  de  vida  e  de  doença  dos  pacientes. O estudo, de natureza  mista, obedeceu a protocolo de pesquisa aprovado pelo comitê de ética local. Resultados: Foram   identificadas   correlações   significativas  entre  a  ocorrência  de  traumas precoces e o apego do tipo ansioso. Também foi verificada a relação entre traumas gerais  e  sintomas de pânico, constatando-se que as crises de pânico antecipam surtos quando predominam sintomas ansiosos, somáticos, alucinações e ideias delirantes. Foi observado que a ocorrência de traumas precoces contribui para o pânico, elevando o risco de episódios psicóticos. Conclusão: Em pacientes diagnosticados com esquizofrenia, o padrão vincular, tanto do tipo ansioso quanto evitativo,  é  mais  pronunciado  que  em indivíduos  sem o  mesmo  diagnóstico , de acordo com comparações feitas com outros estudos de mesma temática. Os resultados indicam que as adversidades ambientais na infância estão associadas com o risco de desenvolvimento de esquizofrenia e de outras psicoses mais tarde na vida.

  • Data da Defesa: 04/02/2016
  • Download: Clique aqui
+ MAPEAMENTO DO CAMPO EPISTEMOLÓGICO DA PSICOLOGIA DA SAÚDE NO BRASIL: ANÁLISES BIBLIOMÉTRICAS APLICADAS À BASE DE DADOS SCIELO CITATION INDEX
  • Discente:
    • JAZIEL VASCONCELOS DORNELES
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    Na era das novas tecnologias, a comunicação do conhecimento científico, principalmente os publicadas em periódicos científicos, encontraram nas bases e bancos de dados um valiosíssimo canal que valorizou ainda mais a publicação de artigos, e consequentemente provocou enormes avanços nas ciências, favorecendo a publicação, disseminação, acesso e uso de informações científicas de qualidade. Dessa forma, a presente dissertação discute os avanços da ciência, proporcionados principalmente pelo desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, onde os periódicos científicos disponibilizados em bases de dados ganham papel de destaque. Com isso, pretendemos mostrar a realização de um mapeamento  e  análise  de  conteúdo  na  base  de  dados  SciELO  Citation  Index, criando um ‘mapa’ que ajude a mostrar os contornos e os conteúdos que constituem o campo da Psicologia no Brasil. Para tanto, é necessário interrogar pelo estado da arte da Psicologia da Saúde no Brasil, como campo de produção de conhecimento científico interdisciplinar, bem como pelo estado da construção e da delimitação de suas fronteiras epistemológicas. Para atingirmos os objetivos propostos, nos basearemos  nos  conceitos  e   técnicas  de   alguns  indicadores   de  atividades científicas, a saber: webometria, bibliometria, cientometria, informetria, entre outros, bem como de conceitos da área geográfica que trabalhem com a ideia de mapeamento. A utilização dessas técnicas de mensuração das atividades científicas aplicadas ao SciELO CI nos permitiu que realizássemos um mapeamento de expressiva abrangência quantitativa e de representação qualitativa das produções científicas desse campo do conhecimento. Através desses indicadores foi possível quantificar a evolução da produção científica ao longo do tempo; principais palavras- chave indexadas nas publicações; países que mais publicam sobre a Psicologia da Saúde no Brasil; idiomas mais frequentes; instituições que mais publicam sobre o assunto; títulos de periódicos que mais possuem publicações sobre a Psicologia da Saúde no Brasil e também autores que mais publicam nessa temática. De maneira geral, constatamos que o campo da Psicologia da Saúde no Brasil se forma através dos aportes teóricos da Psicologia, das Ciências da Saúde das Ciências Sociais, demonstrando assim, que as fronteiras das pesquisas nesse campo estão sendo impulsionadas pela fertilização cruzada de ideias, colaborações interdisciplinares, e uma maior integração das disciplinas científicas.

  • Data da Defesa: 14/12/2015
  • Download: Clique aqui
+ A REPERCUSSÃO DO MÉTODO PILATES SOLO E BOLA NA QUALIDADE DE VIDA DOS SERVIDORES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL-CAMPUS CAMPO GRANDE
  • Discente:
    • MARA LÚCIA BELLINATE
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Introdução: O Método Pilates, ou “Princípios da Contrologia”, caracteriza-se por trabalhar o corpo na sua integralidade. A ideia básica do método é o condicionamento físico, fazendo com que os músculos se tornem mais fortes, alongados e flexíveis, integrando o corpo e a mente. Pode ser realizado por pessoas de todas as faixas etárias, tanto para quem busca uma atividade física, quanto para reabilitação de algumas patologias, levando a uma mudança na Qualidade de Vida. Apesar dos diversos estudos científicos existentes, ainda existe uma escassez sobre os efeitos em contextos laborais, justificando assim este estudo. Objetivo: Avaliar a Repercussão do Método Pilates Solo e Bola na Qualidade de Vida e Saúde de um grupo de servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus Campo Grande. Casuística e Método: Este estudo caracteriza-se como um Delineamento Pré Experimental com pré e pós testagem para avaliar a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde dos servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus Campo Grande. Participaram deste estudo 16 servidores da UFMS que se inscreveram no curso de capacitação oferecido pela Gerência de Recursos Humanos (GRH), sendo (04) do sexo masculino e (12) do sexo feminino. Foi aplicado o Questionário The Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey – SF-36, para avaliação de Qualidade de Vida pré e pós-intervenção, e o Questionário Sociodemográfico Ocupacional e Saúde. Realizou-se um total de 06 meses da pratica do Método Pilates numa frequência de 02 vezes na semana. Resultado: Os resultados da avaliação de Qualidade de Vida pré e pós-intervenção, mostraram que todos os participantes apresentaram melhoras em todos os domínios. No Domínio Aspecto Emocional (04) quatro dos participantes tiveram (0) zero na avaliação inicial e (100) cem na avaliação final, indicando que o Método Pilates apresentou potenciais benefícios atrelados ao bem-estar físico e mental. Conclusão: Os participantes investigados apresentaram após intervenção da prática do Método Pilates uma mudança positiva da pontuação dos escores, tanto nos Domínios do Componente Físico, quanto do Componente Mental, porém os domínios que apresentaram escores mais significativos após a média aritmética simples foram os Aspectos Físicos e Emocionais, independentemente de idade, sexo e função exercida na instituição. Pode-se sugerir que seja utilizado como um instrumento para promoção de saúde preventiva e terapêutica, pois todos os participantes apresentaram melhora na percepção de saúde global.
    Palavras-chave: Método pilates; qualidade de vida; qualidade de vida relacionada à saúde; SF – 36.

  • Data da Defesa: 20/10/2015
  • Download: Clique aqui
+ ELO DE (DES) LIGAÇÃO? A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE: A VISÃO DA COMUNIDADE
  • Discente:
    • ROSANGELA FERNANDES PINHEIRO NANTES
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    O presente estudo teve como finalidade desvelar representações sociais que a população
    constrói do Agente Comunitário de Saúde (ACS), este trabalhador dos serviços públicos de
    saúde que tem a missão primordial de servir de elo entre a comunidade e o Sistema Público de
    Saúde no Brasil. Atuando prioritariamente na Estratégia de Saúde da Família (ESF), modelo
    de atenção considerado pela atual Política Nacional de Atenção Básica como novo paradigma
    de expansão, qualificação e consolidação da atenção básica, visando assegurar a todo cidadão
    o direito de acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde, responsabilidade do
    Estado Brasileiro desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. O referencial teórico
    utilizado como alicerce do estudo é a Teoria das Representações de Serge Moscovici, por
    considerar que as representações sociais funcionam como guias de comportamentos que
    remodelam e reconstroem o ambiente social, fornecendo informações, suposições ou pontos
    de vista sobre aquilo que as pessoas compreendem como realidade. A construção de dados foi
    realizada a partir de entrevista aberta com dezesseis participantes, todos cadastrados na ESF e
    distribuídos em todas as regiões da cidade, selecionados ao acaso quando deixavam a unidade
    de saúde. As entrevistas foram realizadas em locais públicos, fora do ambiente institucional.
    Depois de transcritas, as entrevistas foram submetidas à análise de fala e revelaram quatro
    categorias representacionais, disparadas a partir do senso comum construído pelos usuários a
    respeito da visita domiciliar realizada pelo ACS. Em cada uma das categorias as falas
    apontaram a existência de um senso comum, que confirmados pela ancoragem e objetivação,
    revelaram quatro representações sociais que a comunidade constrói do ACS; a primeira de
    que ele não guarda segredo profissional; a segunda de que não trabalha; a terceira de que não
    consegue prestar promover orientação e educação em saúde para sua clientela; e a última de
    que não resolve as demandas que lhes são solicitadas. As representações sociais construídas
    sobre o ACS por sua clientela adscrita indicam uma dissonância entre o discurso reificado
    oficial e aquele constatado na realidade cotidiana das comunidades, de que o ACS não é elo
    entre a comunidade e o Sistema Público de Saúde.

    Palavras-chave: Agente Comunitário de Saúde. Representação Social. Estratégia Saúde da
    Família. Comunidade.

  • Data da Defesa: 11/09/2015
  • Download: Clique aqui
+ ADOÇÃO DE CRIANÇA E ADOLESCENTE GUARANI POR FAMÍLIA NÃO INDÍGENA: ESTUDO SOBRE OS POSSÍVEIS DANOS À IDENTIDADE ÉTNICA
  • Discente:
    • OTONIEL AJALA DOURADO
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    Antes mesmo da alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (BRASIL, Lei nº. 8.069/1990) pela Lei Nacional de Adoção (BRASIL, Lei nº 12.010/2009) – que autorizou a adoção de indígenas -, o Judiciário brasileiro já deferia pedidos de adoção em ação de guarda, de menores indígenas, em favor de famílias não indígenas. Esta dissertação vinculada à linha de pesquisa de Processos Psicossocioculturais em Psicologia da Saúde, situada no contexto das investigações qualitativas, teve como objetivo estudar os possíveis danos causados à identidade étnica decorrentes da adoção de criança e adolescente Guarani por família não indígena. A pesquisa foi desenvolvida baseando-se em fontes documentais, bibliográficas e, como referencial teórico-metodológico em aportes da história indígena no Brasil, legislação pátria e internacional sobre adoção, direitos humanos e fundamentais indígenas, Psicologia do Desenvolvimento Sociointeracionista, e dialogando com diversos autores. A coleta dos dados foi realizada junto ao CNJ, CNA, em sites de jornais digitais e de diversas instituições privadas e públicas na internet, uma vez que ficamos impedidos de ter acesso a dados estatísticos junto à Vara de Infância e Adolescência da Comarca de Dourados/MS. Os resultados do estudo conforme a literatura apontaram para: a) danos diversos advindos da interação de indígenas com grupos não indígenas, ocorrendo desde crise de identidade (BRANDÃO, 1986, p.29), construção da identidade de forma divergente e paradoxal (GRUBITS e DARRAULT-HARRIS, 2000, p.237), conflito cultural (GRUBITS e DARRAULT-HARRIS, 2003, p.197), destruição cultural (CLASTRES, 2004, p.82/83), prevalência de transtornos mentais, depressão (GUIMARÃES e GRUBITS, 2007, p.46,47) à extinção (RIBEIRO, 1996, p.263-266) não só aos Guarani, mas em relação à população indígena em geral; b) a adoção de 1 (uma) criança indígena da RID de Dourados/MS por família substituta não indígena, e c) 4 (quatro) processos de adoção em andamento na Vara da Infância e Juventude da comarca de Dourados/MS. Ao final propomos futuros estudos sobre adoção indígena; sugerimos ao Juízo da Vara da Infância e Juventude da comarca de Dourados/MS respeito às instituições indígenas, a exemplo do costume de adoção; que nos casos das crianças inscritas no CNA, conceda a colocação familiar prioritariamente junto a membros da mesma etnia, e que nos próximos casos de violência contra crianças e adolescentes da RID seja oficiado à Funai para que proceda a recolocação entre as famílias extensas de suas mesmas etnias, sob pena de se estar oficializando, via Poder Judiciário, o etnocídio em território brasileiro. Comunicamos ao final sobre a devolutiva que se dará pela publicação de livro contendo o estudo e sua distribuição para órgãos públicos e privados, assim como a participação do autor em congressos e eventos científicos para uma melhor publicidade dos dados.

  • Data da Defesa: 20/08/2015
  • Download: Clique aqui
+ O TRÁFICO DE PESSOAS NA FRONTEIRA BRASIL, PARAGUAI E BOLÍVIA E O ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS : O OLHAR DOS PROFISSIONAIS DO SUAS
  • Discente:
    • Lilian Aguilar Teixeira
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O tráfico de pessoas é um crime antigo que possui novas modalidades devido ao
    capitalismo, globalização e às desigualdades sociais, que propiciaram a sua
    expansão, submetendo os seres humanos a diversas formas de exploração. Quando
    a vítima ou possível vítima consegue escapar da rede criminosa de tráfico de
    pessoas, retornam fragilizadas com traumas psicológicos e até sequelas físicas,
    necessitando de apoio na tentativa de recuperar a dignidade e a vida roubada.
    Desse modo, foi criada no Brasil a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de
    Pessoas, que possui em um dos seus eixos, o atendimento às vítimas de tráfico de
    pessoas. O presente estudo tem como tema “O Tráfico de Pessoas na Fronteira
    Brasil, Paraguai e Bolívia e o Atendimento às Vítimas: o olhar dos profissionais do
    SUAS”. Teve como abordagem o método qualitativo na perspectiva do materialismo
    histórico dialético e foi realizada por meio de entrevista semiestruturada com os
    profissionais da política de assistência social que atuam nas cidades de Corumbá e
    Ponta Porã, ambas no Estado de Mato Grosso do Sul e que fazem fronteira com
    Bolívia e Paraguai. O objetivo geral foi estudar a política de assistência social da
    perspectiva dos profissionais do SUAS quanto ao tráfico de pessoas na fronteira do
    Estado de Mato Grosso do Sul. O universo da pesquisa constituiu-se de 11
    profissionais do CREAS, CAM, Secretaria de Assistência Social, Pastoral do
    Migrante dos municípios citados. Os resultados mostraram que não há estatísticas
    concretas que registrem os casos de tráfico. Ocorreu a percepção de alguns
    profissionais da política de assistência social que relataram situações de suspeitas e
    de crimes que estão ligados ao tráfico de pessoas, porém alguns demonstraram não
    saber como lidar com a situação de atendimento às vítimas por falta de uma
    experiência aprofundada no assunto e ausência de capacitações que acabam
    dificultando uma orientação adequada, também foi apontado o desconhecimento da
    rede de assistência por parte de alguns profissionais. Assim, é fundamental o
    desenvolvimento de capacitações para os profissionais com o objetivo de qualificálos
    para o atendimento às vítimas de tráfico de pessoas. Além disso, é
    extremamente necessário a implantação de Postos Avançados na fronteira do MS
    para que sejam desenvolvidas ações que atendam os casos específicos que são
    demandados às instâncias de atendimento nas cidades fronteiriças. O Estado deve
    procurar proporcionar aos sujeitos de direitos o acesso aos direitos que lhes são
    negados, sendo necessário tornar o atendimento psicossocial acessível às massas
    superexploradas.
    Palavras-Chave: Tráfico de Pessoas. Atendimento às vítimas. Profissionais do
    Sistema Único de Assistência Social

  • Data da Defesa: 12/08/2015
  • Download: Clique aqui
+ “A FANTÁSTICA FÁBRICA DE LEITE” E O DISCURSO DE APOIO AO ALEITAMENTO MATERNO: PROBLEMATIZAÇÕES SOBRE O GESTAR
  • Discente:
    • Débora Fernanda Haberland
  • Orientador(a):
    • Andrea Cristina Coelho Scisleski
  • Resumo:

    No âmbito geral das políticas públicas, a assistência pré-natal é um conjunto de cuidados médicos, nutricionais, psicológicos e sociais, destinados a proteger mãe e o feto durante a gravidez, parto e puerpério, tendo como principal finalidade a diminuição da morbidade e da mortalidade materna e perinatal. Esta pesquisa busca problematizar as políticas de apoio à mulher durante o momento gravídico puerperal no contexto de uma instituição filantrópica que oferece o serviço de Assistência pré-natal. Para realizar esta investigação optou-se pela pesquisa-intervenção, sendo realizadas oficinas em dois encontros, previamente agendados com as gestantes. Nas discussões com as participantes apontamos as falas trazidas por essas mulheres sobre como as próprias se sentiam e os discursos trazidos pelos profissionais de saúde relatados por elas. Para análise dessa discussão embasamo-nos nas reflexões de Foucault e outros pensadores para debater não apenas como esse discurso se dá pelas políticas públicas, mas também como as próprias mulheres que vivenciam este processo. A forma como os enunciados modelos e protocolos funcionam sobre elas é visível em seus discursos. Ferramentas de controle do corpo, influência da mídia, julgamento social, entre outras formas de atuar sobre essa população, acabam por acarretar dificuldades de atendimento no campo das políticas de saúde.

    Palavras-chaves: Aleitamento Materno; Oficinas; Problematização; Gestação.

  • Data da Defesa: 22/06/2015
  • Download: Clique aqui
+ TRANSTORNOS MENTAIS, PRAZER E SOFRIMENTO, EM PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE, DO PRONTO ATENDIMENTO E HOSPITAL MUNICIPAL DE UMA CIDADE DO INTERIOR DO ESTADO DO MATO GROSSO
  • Discente:
    • Neide Izabel Johann Kappel
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução- Recentemente, destaca-se a avaliação da saúde dos trabalhadores do setor saúde, em função da sua importância na força de trabalho em todo o mundo. No Brasil, o setor saúde emprega mais de 2,5 milhões de trabalhadores. É crescente o reconhecimento de que lesões, incapacidades e condições precárias de trabalho entre trabalhadores da saúde comprometem a sua saúde geral e mental e podem afetar a qualidade da atenção à saúde dispensada à população. Apesar da historicidade das relações entre precárias condições de trabalho e de saúde psíquica dos trabalhadores há uma relativa escassez de investigações epidemiológicas abordando o tema. Objetivo- Este estudo objetiva avaliar a prevalência de Transtornos Mentais Menores e as vivências de prazer e sofrimento no trabalho, dos profissionais da área da saúde, do Pronto Atendimento e Hospital Municipal de Rondonópolis/MT. Método- Trata-se de um estudo epidemiológico, de corte transversal, analítico, ancorado na abordagem psicodinâmica. De uma população de 105 profissionais da área da saúde, foi investigada uma amostra voluntária composta por n=83 participantes, no período de janeiro a fevereiro de 2015. Instrumentos- Para acesso aos dados, foram aplicados três instrumentos de forma individualizada e assistida: (i) o Questionário sócio demográfico e ocupacional (QSDO); (ii) o Self Report Questionnaire-20 (SRQ-20), um questionário de identificação de transtornos psiquiátricos menores, desenvolvido por Harding et al (1980) e validado para uso no Brasil por Mari e Willians (1986); (iii) a Escala de Indicadores de Prazer e Sofrimento no Trabalho (EIPST), parte do Inventário de Trabalho e Riscos de Adoecimento (ITRA), desenvolvido por Mendes e Ferreira (2007). Análise estatística dos dados- Os dados foram analisados segundo parâmetros de estatística descritiva e inferencial com nível de significância p < 0,05, com cálculo da razão de prevalência e intervalos de confiança de 95 %. Resultados- A prevalência de Transtornos Mentais Menores encontrada foi de 25,3%, considerada alta quando comparada à da população geral (20 a 25%). Na análise da EIPST, os fatores percebidos pelos participantes como importantes para o prazer no trabalho foram: em realização profissional o “orgulho” pela profissão (μ = 5,45) e a “identificação” com suas atividades (μ = 4,82) e em liberdade de expressão, a “liberdade para falar do trabalho com os colegas” (μ = 4,07) e a “solidariedade entre colegas” (μ = 4,07). Os fatores percebidos pelos participantes como importantes para o sofrimento no trabalho foram: em esgotamento profissional o “esgotamento emocional” (μ = 2,30) e “estresse” (μ = 2,21) e em falta de reconhecimento a “falta de reconhecimento do meu esforço” (μ = 2,18) e a “desvalorização” (μ = 2,17). Conclusões- A alta prevalência encontrada para suspeição de TMM e a correlação estatisticamente significativa (p < 0,01) entre TMM e sofrimento no trabalho é preocupante e remete a urgência da incorporação de estratégias para a promoção, proteção e prevenção em saúde mental do trabalhador. Em termos da questão social com a força de trabalho em saúde e de prioridade epidemiológica, os aspectos relativos à saúde e, particularmente de saúde mental, devem estar no centro da atenção de gestores e pesquisadores.
    Palavras chave: transtornos mentais menores, prazer, sofrimento, profissionais da saúde, trabalho, saúde mental.

  • Data da Defesa: 11/06/2015
  • Download: Clique aqui
+ “O FUTURO DO SEU FILHO VOCÊ CONSTRÓI AGORA!”: UMA ANÁLISE DA CONSTITUIÇÃO DA INFÂNCIA DE SUCESSO
  • Discente:
    • Juliana Boldrine Abrita
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Esta pesquisa tem o objetivo de problematizar a infância como uma fase da vida que precisa de investimento para que a criança se torne um adulto de sucesso. A partir do método cartográfico e genealógico, utilizando as ferramentas conceituais propostas por Michel Foucault como o conceito de foco de experiência, que compreende as relações de poder, regimes de verdade e produção de subjetividades, colocamos em análises teorias desenvolvimentistas e psicológicas além de discursos de venda e publicidade de tecnologias de investimento na criança, tais como folder, outdoor, panfletos e outros meios de divulgações, que são documentos de domínio público, para pensar de que modo se constitui esta modalidade de experiência da infância como uma preparação para o sucesso. Utilizamos ainda este material para pensar de que modo tais tecnologias produzem subjetividades e formas de condução da conduta. Com as linhas cartográficas que seguimos, foi possível pensar a infância a partir de estratégias de governamentalidades, em que o neoliberalismo capitalista e a sociedade de controle incitam práticas de investimento para o sucesso de modo que o sujeito desta sociedade está sempre em dívida e tem a necessidade de estar em permanente formação, pois nunca é o suficiente a quantidade de conhecimento, o salário, a capacitação. As linhas que seguimos possibilitaram cartografar também as teorias que produzem o conhecimento sobre a vida humana, classificando-a em etapas e descrevendo minuciosamente o que deve acontecer em cada idade, produzindo também práticas de correção daquilo que escapa ao esperado, e o modo como o sujeito se relaciona consigo para corresponder a este regime de verdade. Com a pesquisa, observamos que o anormal hoje não é apenas o sujeito que destoa do que se espera para cada etapa, mas o sujeito que não investe em si para o sucesso.
    Palavras-chave: Infância; sociedade de controle; anormal; empreendedorismo.

  • Data da Defesa: 08/06/2015
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA, EXERCÍCIO FÍSICO E SONOLÊNCIA DIURNA EXCESSIVA EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
  • Discente:
    • Tayla Campagna de Assis
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um assunto que possui atualmente bastante destaque na mídia. Por ser considerado um agente promotor da saúde, o professor de Educação Física pode auxiliar na prevenção e tratamento de distúrbios e doenças, tais como o TDAH. Por isso, desenvolveu-se o estudo com crianças de 4 a 12 anos de idade portadoras do TDAH e pacientes de uma clínica neurológica particular de Campo Grande-MS, para demonstrar como está a saúde e estilo de vida dos mesmos. O objetivo geral desta dissertação foi identificar qual a percepção da qualidade de vida da criança, o nível de exercício físico das mesmas e se elas possuem ou não a sonolência diurna excessiva (SDE). A coleta de dados foi realizada por meio de questionários, sendo eles: questionário sócio-econômico, questionário de qualidade de vida em crianças e adolescentes (AUQUEI) para identificar a percepção da qualidade de vida que as crianças possuem, escala de sonolência de Epworth para analisar se as crianças possuem ou não o distúrbio da SDE e questionário de nível de atividade física para crianças e adolescentes (PAC-C) para averiguar se a criança é ativa ou sedentária. Como resultados, percebeu-se que as crianças, em sua maioria, apresentam uma boa percepção de qualidade de vida (52,7%), não possuem SDE (71,43%) e são sedentárias (64,28%), fato preocupante, visto que as crianças, mesmo em idade em que deveriam ser ativas fisicamente, não estão se exercitando como esperado.
    Palavras-chaves: Qualidade de Vida; Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade; Crianças; Sonolência Diurna Excessiva e Exercício Físico.

  • Data da Defesa: 28/05/2015
  • Download: Clique aqui
+ SEMENTES MAL PLANTADAS QUE JÁ NASCEM COM CARAS DE ABORTADAS: POLÍTICAS DE (DES)PROTEÇÃO PARA JOVENS INFAMES
  • Discente:
    • Carla Lavarda Concentino Caetano
  • Orientador(a):
    • Andrea Cristina Coelho Scisleski
  • Resumo:

    Esta pesquisa busca problematizar as políticas públicas, voltadas para jovens em conflito com a lei, em situação de internação, no contexto de Campo Grande-MS. Para isso, são colocados em questão os percursos de uma juventude que se torna alvo de políticas de segurança e é abandonada pelas políticas de proteção, ao longo de suas vidas. Os principais autores que norteiam minha reflexão são: Michael Foucault e Giorgio Agamben. Durante meu percurso de pesquisa, deparei-me com alguns dos profissionais que atuam diretamente com os jovens, são eles, o promotor de justiça, o defensor público e a superintendente socioeducativa do Estado; ainda foi feita uma visita a Unidade de Internação da cidade e análise dos processos judiciais dos jovens. Como pesquisadora, minha intenção é testemunhar a vida dos jovens, por meio dos discursos produzidos sobre o jovem em conflito com a lei; discursos que atuam como produtores de modos de exclusão da potência de vida desta categoria de jovens infames-, perpetuam um abandono histórico desta população, alvo da infâmia. Entendo com isso, que os modos de tomada da vida, neste contexto são típicos de um Estado de Exceção, ou seja, as políticas de proteção permitem certo abandono de uma categoria de vida, ao mesmo tempo em que, supervalorizam as políticas de segurança, voltadas para esta nova vida; ainda percebo as leis atuando de modo diferenciado para diferentes categorias de jovens, culpabilizando uma juventude considerada perigosa, ao mesmo tempo em que é branda com outras infrações que partem de categorias, mais elegíveis de investimento.
    Palavras-Chave: Juventude; Políticas Públicas; Estado de Exceção; Abandono e Vida.

  • Data da Defesa: 30/04/2015
  • Download: Clique aqui
+ AS CONDIÇÕES DE ENUNCIABILIDADE E VISIBILIDADE DO CONTROLE SOCIAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE BRASILEIRO: UMA ANÁLISE FOUCAULTIANA
  • Discente:
    • LEONARDY NEGRINI
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Este trabalho tem por objetivo analisar as condições de enunciabilidade e visibilidade do controle social no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro a partir de uma leitura amparada nas discussões propostas por Michel Foucault (1926-1984) e do método cartográfico. A temática justifica-se pela experiência pessoal do pesquisador como ouvinte das reuniões de um conselho municipal de saúde da cidade de Cuiabá, que despertaram a vontade de compreender melhor como o Brasil pôde constituir a participação popular e o controle social como diretrizes do processo de construção e execução da política de saúde nacional. A pesquisa foi realizada a partir do método cartográfico e utilizou-se de documentos da história brasileira, das cartas constitucionais e dos relatórios das conferências nacionais de saúde até a efetivação do Sistema Único de Saúde, da primeira à oitava conferência. O período histórico delimitado no trabalho inicia-se na Proclamação da República Brasileira, em 1889, e segue até a efetivação do SUS, a partir de 1990. O que se pôde perceber é que, em cada momento histórico, regimes de veridição, razões de Estado, organizações da arte de governar e estratégias e táticas de biopoder específicas trabalhavam com as questões do controle social e da participação popular, mesmo que não houvesse possibilidades de que elas ocorressem, o que denominamos muitas vezes neste trabalho de controle do social. Não há no Estado brasileiro uma continuidade em termos de governamentalidade, uma vez que, a cada período histórico, podemos perceber mudanças nas estratégias de governo e reatualizações de sistemas e questões já apresentadas.
    PALAVRAS-CHAVE: Controle Social. Sistema Único de Saúde (SUS). Saúde. Relações de Poder.

  • Data da Defesa: 06/03/2015
  • Download: Clique aqui
+ ESTE PÉ AQUI, ELE NÃO É UM PÉ INTEIRO, É UM PEDAÇO DE PÉ”: CONSTITUIÇÃO DE SI NO CAMPO DA HANSENÍASE
  • Discente:
    • Camilla Fernandes Marques
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Esta pesquisa tem como temática a hanseníase a partir da análise das formas de subjetivação. A pesquisa parte de dois operadores analíticos, cuja articulação produz tecnologias em saúde: o conceito-problema, que é tomado como o perfil epidemiológico, e o caso-pensamento, a hanseníase. A utilização dessas ferramentas permite a problematização a partir do presente, realizando-se uma ontologia do presente, ou seja, questionando-se como nos tornamos o que somos. A pesquisa é atravessada por algumas ferramentas conceituais de Michel Foucault, Giorgio Agamben, Gilles Deleuze e Félix Guattari, construindo, assim, condições de interrogação e de análise do modo como se constituem sujeitos a partir dos jogos entre a lepra e a hanseníase. Tomam-se as políticas narrativas, mudança de terminologia de lepra para hanseníase, mudança de um regime de dizibilidade e visibilidade, em que a doença não é mais apenas referenciada pela morte e isolamento, mas por um compromisso com a vida, uma expressão da vida. A partir da experiência de moradores da região Centro-Oeste, circunscritos pelo campo da hanseníase, de uma estratégia cartográfica amalgamada na produção de uma pesquisa-intervenção, encontra-se uma população que se constitui por certos regimes de verdade: saúde, assistências das missões religiosas e relação entre seus membros, tomada a partir de uma produção de si e do outro. Nos jogos micropolíticos da vida cotidiana produzidos pela relação caso-pensamento e conceito-problema, constituem-se práticas de governamentalidade, formas de direcionamento da conduta da população não só por parte do Estado, mas também recaindo nos modos como o sujeito se relaciona consigo e com o outro, no encontro de um contínuo processo de relação e negociação com a norma, constituindo novas modalidades de existências.
    Palavras-chave: Hanseníase; perfil epidemiológico; políticas em saúde; missões religiosas; produção de si e do outro.

  • Data da Defesa: 27/02/2015
  • Download: Clique aqui
+ IDENTIDADE FAMILIAR: UM ESTUDO A PARTIR DA “TEORIA DA AUTOTRANSCENDÊNCIA NA CONSISTÊNCIA” DE RULLA
  • Discente:
    • CRISPIM GUIMARÃES DOS SANTOS
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    A família é tema recorrente em diversos meios acadêmicos e religiosos, que procuram definila
    a partir das ciências, ideologias e crenças. A identidade da família se constrói através das
    relações de alteridade, tendo como fundamentos os valores em que se acredita e sua prática,
    num processo dialético, que reflete um modo de ser dentro da sociedade. A família católica
    constrói sua identidade quando participa da formação doutrinal, que lhe oferece os
    pressupostos para estar na sociedade de um modo diferencial perante as demais famílias. O
    objetivo da pesquisa foi verificar, à luz da Teoria da Autotranscendência na Consistência de
    Rulla, através das falas dos participantes, como a formação doutrinal da Pastoral Familiar
    influencia a internalização dos valores vividos e dos valores proclamados, no processo de
    construção vivencial da identidade familiar. Foram realizadas entrevistas com sete famílias,
    representando sete grupos compostos de 10 famílias cada, num total de 22 pessoas
    entrevistadas. As entrevistas foram distribuídas em dois momentos. Um questionário
    oferecido às 70 famílias para que livremente o devolvessem, e as devolutas seriam as
    entrevistas posteriormente em áudio-tapy. Foram avaliadas as falas para verificar os valores
    proclamados e vividos, depois ambos serviram para uma análise da dialética de base, que
    demonstrou como o processo doutrinal influenciou a construção da identidade das referidas
    famílias, que evidenciaram uma afetação psicossocial nas relações da própria família
    constituída pelos pais e filhos, com os demais familiares próximos e com outras classes da
    sociedade. Conclui-se que existe um jeito de “ser no mundo” dessas famílias católicas, que
    trazem traços marcantes do processo formativo-doutrinal, e da pressão social das outras
    configurações familiares, e que essa é a sua identidade. Por isso, a própria Igreja Católica
    precisa estar atenta, antes de oferecer sua doutrina, para perceber o estado existencial das
    famílias e as suas relações interpessoais e sociais, a fim de proporcionar uma adesão e
    internalização dos seus valores autotranscendentes.
    Palavras-Chave- Família, valores autotranscendentes, consistência, formação, identidade.

  • Data da Defesa: 26/11/2014
  • Download: Clique aqui
+ A FACE FEMININA DA MIGRAÇÃO DE RETORNO DE DEKASSEGUIS: PROCESSO DE ADAPTAÇÃO E SUAS PROBLEMÁTICAS
  • Discente:
    • FRANCISCA BEZERRA DE SOUZA
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    A migração de retorno é um fenômeno crescente no cenário brasileiro. Nesse contexto, encontra-se a mulher dekassegui que migrou para o Japão a trabalho, se vê obrigada a retornar ao país de origem em razão da crise econômica e tragédias naturais e tem dificuldade de adaptação, com implicações na saúde física e emocional. Diante disso, buscou-se investigar como ocorre o processo de adaptação de mulheres dekasseguis que retornaram para o município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na última década, bem como os motivos que as levaram a realizar o projeto de emigração para o Japão e os que contribuíram para que retornassem ao país de origem. A pesquisa teve como participantes 15 mulheres dekasseguis que, por meio de história oral, levaram a encontrar o contexto coletivo partindo da visão individual, pois, ao recolherem-se as histórias ou parte delas, se pode identificar a história de vários sujeitos a partir da análise das falas. Os resultados revelaram os momentos em que se decidiu migrar com o objetivo de trabalhar e prover a manutenção de sua família (marido e filhos, pais e irmãos) que ficou no Brasil, fazer uma reserva financeira e depois retornar para viver a vida com tranquilidade, podendo comprar a casa própria ou montar negócio próprio. Revelaram ainda que, tanto na ida quanto no retorno, os estranhamentos por causa de culturas distintas e peculiares como a do Brasil e a do Japão geraram dificuldades de adaptação, sendo que, no retorno, essas dificuldades se apresentam maiores em virtude de se imaginar “nostalgicamente” que, ao voltar, “tudo estará como antes”, o que não acontece, pois tudo está diferente – os amigos seguiram a vida, a cidade está “diferente” e as comparações são inevitáveis. Apesar da atual situação em que se encontra o Japão, com diminuição de vagas de trabalho e precarização das vagas de trabalho existentes, algumas decidem pelo retorno por não se adaptarem mais à vida que tinham no país de destino. Outras apresentam dificuldades de adaptação, mas, aos poucos, buscam retomar a vida que tinham antes e fazem planos para viver no Brasil, porém acalentam o desejo de retornar ao Japão, mas somente como turistas, e não para trabalhar, afirmando que “viver é no Brasil”.
    Palavras-chave: Migração de retorno. Mulheres migrantes. Dekassegui. Japão.

  • Data da Defesa: 20/11/2014
  • Download: Clique aqui
+ AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE FAMÍLIA E LIBERDADE EM ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA ESTADUAL NO MUNICÍPIO DE DOURADOS-MS
  • Discente:
    • ALICE SARMENTO SILVA
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    Esta dissertação identifica e discute as Representações sociais de família e liberdade para adolescentes de uma Escola Estadual no Município de Dourados-MS. Seu objetivo foi compreender como estes adolescentes, participantes neste estudo, constroem suas compreensões de senso comum sobre família e liberdade e por meio da ancoragem e objetivação os converte em representação social. Os participantes da pesquisa foram adolescentes na faixa-etária dos 12 aos 17 anos completos. O referencial teórico adotado foi o da Teoria das Representações Sociais, pois se entende que é por meio das representações sociais que os fenômenos das perspectivas coletivas do comportamento humano podem ser entendidos sem com isso deixar de valorizar a individualidade dos mesmos. Ela está relacionada com o estudo das simbologias sociais em nível tanto de macro como de micro análise. Os instrumentos usados foram o questionário sócio-demográfico e um roteiro de entrevista. A análise das falas dos participantes permitiu ver e fazer ver que os adolescentes operam com as seguintes representações sociais de família: família como lugar de cuidado; família como lugar de orientação; família como lugar de formação; e com as seguintes representações sociais de liberdade: liberdade como autonomia de movimento e liberdade como autonomia para se relacionar.

  • Data da Defesa: 30/10/2014
  • Download: Clique aqui
+ DOR, QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE DOS PROFISSIONAIS DO SAMU-192
  • Discente:
    • RODRIGO ARANDA SERRA
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    Introdução: O SAMU-192 é um serviço de salvamento emergencial, que presta socorro às pessoas em situações de agravos urgentes, nas cenas em que esses agravos ocorrem, garantindo atendimento precoce, adequado ao ambiente pré-hospitalar e ao acesso ao Sistema de Saúde. Esses profissionais, ainda assim, demostram uma preocupação quanto aos possíveis desgastes físico e emocional decorrentes da rotina do serviço, sendo a dor neste estudo o sintoma mais prevalente, com efeitos psicossociais que podem impactar as dimensões da Qualidade de Vida (QV) desses indivíduos. Objetivo: Avaliar a prevalência da dor física, a
    Qualidade de Vida Relacionada à Saúde (QVRS) e a relação com os domínios do Questionário Short Form Health Survey (SF-36) dos profissionais SAMU-192 de Campo Grande/MS. Método: Pesquisa quantitativa, descritivo-exploratória e de corte transversal, realizada em uma amostra de 135 profissionais do SAMU-192 de Campo Grande/MS. Para a obtenção das informações foram aplicados três instrumentos de pesquisa: 1) Questionário Sociocupacional, 2) Questionário SF-36, que avaliou a QVRS, 3) Diagrama Corporal,
    extraído do Questionário de Dor de McGill e a Escala de Faces que mensurou a presença ou não e a intensidade da dor dos participantes. Resultados: A amostra foi composta por homens (51,4%) e mulheres (47,4%). Quanto à idade, possuem uma média de 38,2 anos. Predominou o estado civil casado/união estável (56,3%); apresentam o ensino superior incompleto/completo (44,4%); com renda mensal própria de 3 a 5 salários mínimos (43,7%); não trabalham em outro emprego (75,4%); realizam atividades físicas (62,2%); com tempo de serviço no SAMU-192 de até 1 ano (36,3%); categoria profissional que predominou foram os técnicos e auxiliares de enfermagem (35,6%) e a maioria possuem uma carga horária de
    trabalho de 50 á 72 horas semanais (31,2%), são concursados (91,9%) e (43,2%) escolheram trabalhar no serviço de urgência por gostarem da área. Em relação à dor física, 74,1% dos participantes disseram sentir dor. A região mais afetada foi a lombar com 31,3% e as respostas se concentraram nos níveis 1, 2 e 3, conforme escala de faces, que somados representam 62,2% de profissionais com algum tipo de dor. Entre os 8 domínios do SF-36, destacou-se o domínio capacidade funcional com média (86,2) que obteve maior pontuação, os domínios dor e vitalidade obtiveram valores menores (67,3) e (63,3) respectivamente,
    porém não foram estatisticamente significativos em relação ao corte (50). Conclusão: O sintoma dor não limita fisicamente e mentalmente os participantes. A dor física foi prevalente, porém os domínios do SF-36 que avaliaram a QVRS foram considerados bons. Com isso, atenta-se para a promoção de melhores condições de saúde e também no trabalho, visto ser uma população jovem, com pouco tempo de serviço, que gosta de atuar na área de urgência, podem com o passar dos anos apresentar comprometimento em relação a esses domínios. Sendo assim, como forma de enfrentamento aos fatores de riscos evidenciou-se possíveis fatores de proteção. Faz-se relevante novos estudos para melhor contribuir na prevenção em
    saúde desses profisionais.
    Palavras-chave: Dor Física; QVRS; SAMU; SF-36; Diagrama Corporal e Escala de Faces.

  • Data da Defesa: 02/09/2014
  • Download: Clique aqui
+ DISCURSO DA MÍDIA A RESPEITO DO CRACK INSPIRADO NA GOVERNAMENTALIDADE DE FOUCAULT
  • Discente:
    • MARA DE SOUZA LUTZ
  • Orientador(a):
    • Andrea Cristina Coelho Scisleski
  • Resumo:

    A presente dissertação trabalha a articulação entre mídia, crack e o conceito de governamentalidade de Foucault. O problema de pesquisa especificamente concerne a problematizar o discurso da mídia em relação ao crack com a contribuição foucaultiana do conceito de governamentalidade. No que tange ao método, foi utilizado um conjunto documental baseado em duas mídias, uma de veiculação estadual, por meio do Jornal Correio do Estado de Mato Grosso do Sul, e outra de distribuição nacional, por meio da Revista Veja. Esse material foi utilizado a fim de verificar como esse discurso a respeito do crack estava sendo colocado pela mídia. Os documentos selecionados foram publicados no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2012. Os objetivos da pesquisa são conhecer e analisar o discurso da mídia em relação ao discurso do crack, como um dispositivo que articula e mobiliza a rede de saúde e de segurança, redes estas que produzem verdades e que vão refletir seus efeitos socialmente. A análise foi possível, especialmente, a partir do discurso relacionado ao poder e ao saber, conceitos esses que atravessam outro conceito de Foucault, chamado governamentalidade. Os resultados dessa análise permitem entender as diferentes maneiras que o poder e o saber são exercidos pelo discurso da mídia. Essa articulação, baseada nos estudos de Foucault, possibilita a compreensão de uma conexão entre esses três aspectos – crack, mídia e governamentalidade –, que culminam na produção de intervenções que mobilizam, simultaneamente, ações em nome da saúde, mas que executam uma função de segurança pública. Isso é interessante destacar, pois, no cotidiano, a mídia constrói certo saber que promove discursos que provocam pânico, medo e combate não apenas ao crack, mas principalmente aos seus usuários.
    Palavras-chave: Mídia. Crack. Governamentalidade. Foucault.

  • Data da Defesa: 15/08/2014
  • Download: Clique aqui
+ CUIDANDO DE QUEM CUIDA: AVALIAÇÃO DA SAÚDE MENTAL DOS CUIDADORES DE CRIANÇAS EM EQUOTERAPIA
  • Discente:
    • MARIA LECIANA NUNES PINHEIRO MEDINA
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Introdução: Entende-se por cuidador um membro da família ou não que se dispõe a cuidar da
    pessoa doente ou que requer dependência, prestando auxilio na realização de atividades
    cotidianas, podendo receber remuneração ou não. Sendo o cuidador o interlocutor mais
    próximo à criança deficiente, ele deve estar atento, às questões que dizem respeito tanto a sua
    saúde física quanto mental, assim poderá estabelecer um bom vínculo com a criança e com o
    cuidar dirigido a ela. Objetivo: Avaliar a Saúde Mental dos cuidadores de crianças
    deficientes praticantes de Equoterapia e sua relação com elementos psicossociais. Método:
    Trata-se de um estudo qualitativo, do tipo exploratório descritivo. Os dados foram coletados
    individualmente na casa dos participantes e em um Shopping da cidade de Campo Grande
    MS, realizado com cinco cuidadoras de crianças deficientes que praticam Equoterapia no
    Programa de Equoterapia da Universidade Católica Dom Bosco (PROEQUOUCDB/
    Acrissul). Foram utilizados para obtenção das informações dois instrumentos, sendo
    uma entrevista gravada com 40 questões norteadoras abertas e fechadas sobre o cuidador,
    criada especificamente para essa pesquisa, seguido do Questionário de Saúde Geral de
    Goldberg (QSG-60) que avalia a Saúde Geral e a Saúde Mental. Resultados: Os resultados
    evidenciam a prevalência de cuidadores do sexo feminino, com idades entre 30 e 44 anos,
    onde a maioria são mães das crianças, seguida de uma tia/madrinha. Constatou-se ainda que o
    tempo mínimo de dedicação e cuidados à criança é de 01 ano e 10 meses e o máximo de 04
    anos. A pesquisa deparou-se com o fato de que, ao prestar cuidados, essas cuidadoras
    necessitaram reestruturar suas vidas, ocorrendo mudança no seu dia-a-dia, o que veio a
    significar privar-se da rotina pessoal e a negligenciar em alguns casos a sua saúde. A
    sobrecarga ficou evidente pelo fato das cuidadoras não terem uma rede de apoio que as
    auxiliem diante das situações de conflitos no cuidar, bem como, devido o quadro clínico das
    crianças. O cuidado é realizado de forma integral, 24 horas, e essas atividades são realizadas
    quase sempre pela mesma pessoa. Em decorrência do comprometimento psicossocial trazido
    pela patologia da criança para a vida do cuidador, foram observadas várias manifestações de
    sobrecarga como angústia, medo, ansiedade e cansaço, embora, nos discursos feitos pelas
    cuidadoras, existam relatos de representações positivas do ato de cuidar e os benefícios
    trazidos através da Equoterapia para essas crianças que consequentemente, trouxe evidências
    de que a melhora da criança através da Equoterapia, seja na postura ou no convívio social e
    com o cavalo, repercute diretamente na elaboração de estratégias positivas para o cuidado, o
    que se leva a pensar que diante das reações divergentes da sobrecarga do cuidar, as cuidadoras
    conseguem encontrar sentimentos que as auxiliam a administrar melhor essas situações. No
    contexto geral dos dados obtidos do QSG-60, observa-se que os resultados não apontam para
    um prejuízo considerado grave na Saúde Geral dessa população, visto que apenas uma
    cuidadora apresentou percentil acima de 50%, considerado entre a linha que indica boa saúde
    e linha indicadora de alerta da saúde. Conclusão: Embora os resultados não apontem
    diretamente para a severidade da ausência de Saúde Mental na população estudada, os
    discursos coletivos são sugestivos da escassez de uma rede de apoio para essas cuidadoras e
    as situações de enfrentamento, muitas vezes são administradas no cotidiano da prática, devido
    à melhora da criança na terapia, o que se leva a discutir sobre a necessidade de que essas
    cuidadoras precisam conhecer melhor sua saúde e assim, promover seu papel de cuidar de
    forma satisfatória para si e para a criança a qual presta cuidados.
    Palavras-chave: Saúde Mental; Cuidador; Crianças deficientes; Equoterapia.

  • Data da Defesa: 15/08/2014
  • Download: Clique aqui
+ PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS EM SERVIDORES DE UMA UNIVERSIDADE PUBLICA DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • ANDRÉIA DE CÁSSIA RODRIGUES SOARES ALARCON
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução- O adoecimento psíquico é um dos grandes problemas enfrentados na atualidade, comprometendo a saúde da população trabalhadora e, representando um elevado ônus para a saúde pública. Os Transtornos Mentais e do Comportamento relacionados ao trabalho representam a segunda causa para afastamentos, colocando em pauta a questão da saúde mental do trabalhador, que neste estudo será acessada por meio dos Transtornos Mentais Comuns (TMC) dos servidores técnico-administrativos e docentes de uma universidade pública de Mato Grosso do Sul. Os TMC são um conjunto de sintomas não psicóticos caracterizados pela presença de insônia, fadiga, dificuldade de concentração, esquecimento, ansiedade, queixas somáticas e irritabilidade, entre outros. Objetivos- Estimar a prevalência de Transtornos Mentais Comuns e fatores associados em servidores de uma universidade pública federal. Método- Trata-se de um estudo epidemiológico, de corte transversal, cujo indicador de escolha foi a prevalência de Transtornos Mentais Comuns. De um universo de 1545 servidores e uma população de N=863, foi investigada uma amostra por conveniência, composta por n=315 servidores (36,50%), no período de outubro a dezembro de 2013. Para acesso aos dados, foram aplicados dois instrumentos de forma individualizada e assistida: (i) o Questionário sócio demográfico e ocupacional (QSDO) e (ii) o Self Reporting Questionnaire (SRQ-20), um instrumento rastreador de suspeição para TMC, de auto-relato. A análise estatística foi realizada com nível de significância p < 0,05, cálculo da razão de prevalência e intervalos de confiança de 95%. Resultados- A prevalência de Transtornos Mentais Comuns foi de 18,4%, considerada alta quando comparada à da população geral (20 a 25%). Como fatores associados à maior prevalência de TMC destacaram-se, em ordem decrescente: ter tido problemas de saúde relacionados ao trabalho nos últimos 12 meses, ser do sexo feminino, ter o doutorado como maior titulação acadêmica, estar na faixa etária entre 33 e 40 anos e considerar sua qualidade de vida como regular. Conclusão- A prevalência de Transtornos Mentais Comuns pode ser considerada alta, em se tratando de população economicamente ativa. Foram identificados fatores associados aos TMC que podem interferir na saúde mental da amostra. Os resultados deste estudo indicam que parte dos fatores relacionados aos Transtornos Mentais Comuns, é passível de intervenção preventiva.
    Palavras-chave: Transtornos Mentais Comuns. Servidores Públicos Federais. SRQ -20. Universidade. Saúde mental.

  • Data da Defesa: 06/06/2014
  • Download: Clique aqui
+ A VIDA NAS RUAS: Aspectos psicossociais das vivências de moradores de rua de Campo Grande - MS.
  • Discente:
    • Andressa Meneghel Arruda
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O presente estudo teve como objetivo o de caracterizar os aspectos psicossociais das histórias de vida de um grupo de moradores de rua que passaram por atendimento em uma organização não governamental (ONG), na cidade de Campo Grande, MS. Foram selecionados para essa pesquisa 10 pessoas do sexo masculino. O método utilizado foi a pesquisa qualitativa, com base na teoria do materialismo histórico dialético. Para a coleta de dados foi realizado um roteiro de entrevista não estruturado para o relato das histórias de vida e uma pesquisa documental sobre os participantes da pesquisa na instituição em que estavam sendo
    atendidos. Os entrevistados da pesquisa relataram suas histórias de vida, e de como se encontravam inseridos no convívio social até se tornarem pessoas excluídas da sociedade. Para a análise dos dados foi feito a transcrição das entrevistas, na seqüência o conteúdo destas foi separado por categorias e dividido em
    subcategorias. A partir das subcategorias foram realizadas as análises das falas a partir de seus conteúdos. Os principais resultados versam sobre os relatos das pessoas que vivem em situação de rua, e sofrem pela quebra de vínculos, pela exclusão social, por encontrarem inúmeras dificuldades na convivência no espaço
    da rua e pela dificuldade de serem inseridos novamente na vida em sociedade. A partir dos resultados encontrados foi realizada uma reflexão sobre o sistema de consumo que vigora na sociedade atual, que exclui aquelas pessoas que não consomem, se tornando excluídos socialmente. Os dados dessa pesquisa são
    importantes para que os setores que atendem e que fazem políticas públicas para a população em situação de rua repensem o trabalho que já tem sido feito, e criem formas de articular todos os setores para que se possa incluir novamente essa população na sociedade. Sendo primordial que possamos avançar na área da
    assistência social, saúde, trabalho, habitação, cultura e lazer, tornando efetivas as garantias de direitos da população que vive em situação de rua.

  • Data da Defesa: 04/06/2014
  • Download: Clique aqui
+ VIVÊNCIAS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESTITUÍDOS DO PODER FAMILIAR EM SITUAÇÃO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
  • Discente:
    • Regiane Dias Máximo Martins
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    A presente pesquisa teve como proposta estudar e compreender o sentido das vivências e das histórias de vida de crianças e adolescentes destituídos do poder familiar, em situação de acolhimento institucional. A abordagem sócio-histórica constitui a base teórica sobre a qual se desenvolveu a pesquisa em articulação com a epistemologia e a metodologia qualitativa. Foram participantes dessa pesquisa onze crianças e adolescentes destituídos do poder familiar, que se encontram em instituições localizadas em três diferentes cidades do estado do Mato Grosso do Sul. Para a coleta de dados, foram priorizados dois momentos, sendo que no primeiro houve estudos documentais e, no segundo, ocorreram os encontros individuais com
    cada participante, divididos em cinco etapas, que não tinham limite temporal máximo de duração, deixando os à vontade para desenhar e contar suas vivências, cada um em seu tempo. Em todos os encontros, foram utilizados desenhos para auxiliar na verbalização das vivências e histórias de vida, permitindo que revelassem de forma natural universo de cada um. Para a coleta de dados, foram necessários quatro meses de pesquisa, enfatizando a participação ativa da pesquisadora no decorrer dos encontros, o que se fez imprescindível, tanto na obtenção da expressão verbal, bem como da emoção e do sentido que empregavam nas palavras, tudo devidamente considerado na sistematização e seleção das falas que foram mencionadas.
    Quanto aos principais resultados obtidos, constatou-se, inicialmente, que nem sempre os participantes esperam por uma família, notou-se que existe afetividade entre os pesquisados e seus irmãos, mesmo não estando próximos. Destacou-se que o tempo de institucionalização registrado neste estudo encontra-se além do que preconiza a Lei n. 12.010, de 3 de agosto de 2009 (nova Lei Nacional de Adoção). Verificou-se que o ambiente familiar, em casos de violência e/ou negligência, não é o melhor lugar para o desenvolvimento de uma criança ou adolescente, uma vez que os participantes atribuíram à unidade de acolhimento como um
    local que proporciona aconchego e segurança, ainda que estas unidades não possuam as peculiaridades inerentes ao espaço doméstico. Por fim, nota-se que, para tornar um local institucionalizado, um espaço que, realmente, possa contribuir para o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes desprovidas de pais em sujeitos ativos, é imprescindível a construção de novos referenciais que permitam compreender melhor a situação em que elas se encontram.
    Palavras-chave: Unidade de acolhimento. Crianças/adolescentes. Destituição do poder familiar. Vivências e histórias de vida.

  • Data da Defesa: 22/05/2014
  • Download: Clique aqui
+ ESTRESSE OCUPACIONAL E QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA CIDADE DE CAMPO GRANDE/MS
  • Discente:
    • ALINE MORAES DA SILVA
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução- Reduzir o estresse relacionado ao trabalho e os riscos psicossociais não é apenas uma questão imperativa, mas também moral. O estresse relacionado ao trabalho pode ser tratado pelo mesmo caminho lógico e sistemático que outras ocorrências ligadas à saúde e à segurança. Com a abordagem correta, os trabalhadores poderão manter o estresse sob controle, preservando sua qualidade de vida. Objetivo- Verificar a presença do estresse ocupacional e a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde, em profissionais de enfermagem de um hospital universitário da cidade de Grande/ MS. Método- Foi realizado um estudo
    epidemiológico de corte transversal em 227 profissionais de enfermagem, à luz da abordagem psicossociológica. Foram utilizados para a obtenção dos dados, três questionários autoaplicáveis: (i) o Questionário sociodemográfico e ocupacional, criado especificamente para esse estudo e composto por 17 questões; (ii) o Job Strain Scale (JSS) que avaliou a demanda, o controle e o apoio social no ambiente de trabalho e (iii) o Item Short Form Health Survey (SF- 36), que avaliou a qualidade de vida relacionada à saúde. Resultados- Quanto ao estresse no trabalho, 60,8% dos participantes vivenciam uma alta demanda no trabalho, 71,8% um alto controle sobre a atividade desempenhada, 85,5% baixo apoio social e 44,5%
    vivenciam um trabalho ativo. Dos 08 domínios do SF-36, os mais prejudicados foram: dor (µ=61,87) e vitalidade (µ=62,25) e aqueles com melhor pontuação foram à saúde mental (µ= 84,02) e a capacidade funcional (µ =77,62). O componente físico e mental do SF-36 encontram-se igualmente prejudicados. O JSS, que afere a tensão no ambiente de trabalho, não apresentou correlação estatisticamente significativa com a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde, avaliada pelo SF-36. Conclusão- Embora a maioria dos participantes da amostra vivencie uma situação de risco intermediário para o estresse, a sua qualidade de vida
    relacionada à saúde mostrou-se comprometida, apontando para o risco de adoecimento, bem como para o desgaste físico e mental.
    Palavras-Chave- Estresse ocupacional. Qualidade de Vida Relacionada à Saúde. Enfermagem. SF- 36. JSS.

  • Data da Defesa: 16/05/2014
  • Download: Clique aqui
+ SAÚDE PSÍQUICA E TRABALHO DE SERVIDORES DA JUSTIÇA FEDERAL
  • Discente:
    • IRIS INARI BAMBIL UJIIE LIMA
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução - Os Transtornos Mentais Comuns relacionados ao trabalho têm ocasionado prejuízos significativos à saúde e em todos os aspectos da vida do trabalhador e à organização, por gerar absenteísmo, presenteísmo e queda de produtividade. Objetivo - Esta pesquisa se propõe investigar a relação entre a saúde psíquica e o trabalho de servidores públicos lotados nas Varas Federais da Sede da Justiça Federal de MS, em Campo Grande. Método - Foi utilizado o método diagnóstico-epidemiológico, de corte transversal. De uma população de N=76, participaram n=50 pessoas. Os instrumentos utilizados foram: o Questionário Sócio-Demográfico-Ocupacional (QSDO), o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), a Escala de Conflito Trabalho-Família (ECTF), a Escala de Satisfação no Trabalho (EST) e a Escala de Avaliação de Risco no Contexto de Trabalho (EACT). Análise estatística - Os dados obtidos foram analisados estatisticamente, utilizando o software SPSS 17ª versão. A relação da frequência dos "sintomas" (em cada instrumento) entre si foram testadas por meio do teste T Student. A relação entre esses sintomas e os dados sócio-demográficos foi analisada por meio de estatística descritiva simples. Para o teste do modelo de relação entre os instrumentos foi realizado o coeficiente de correlação de Pearson e análise de regressão linear. Os testes tiveram como critério de significância um percentual de 5%. Resultados - Obteve-se uma prevalência de 20% para TMC na amostra pesquisada, com maior frequência do sintoma “decréscimo de energia vital” (43%).  Foi identificado um nível crítico para todos os fatores do Contexto de Trabalho (organização no trabalho, condições de trabalho e relações sócio-profissionais), o que configura uma situação de grave risco para adoecimento. A amostra percebe-se insatisfeita com o seu salário e com a forma que promoções são realizadas, que são ligadas às formas de recompensa adotadas pela organização, e indiferença quanto à satisfação com os colegas, com a chefia e com a natureza do trabalho. Evidenciou-se moderada interferência do trabalho na família e baixa interferência da família no trabalho. Por meio de regressão linear, observou-se que: (i) a melhora do risco de adoecimento, no contexto de trabalho, em virtude das “relações sócio-profissionais” diminui o índice de suspeição para TMC e o sintoma “decréscimo de energia vital”, e também melhora a satisfação no trabalho em todos os cinco aspectos estudados; (ii) que a diminuição do risco de adoecimento, no contexto de trabalho, em virtude da “organização no trabalho”, diminui a interferência do trabalho na família; (iii) que o aumento da “satisfação com a chefia” diminui o sintoma “pensamentos depressivos” e o aumento da “satisfação com o salário” diminui o índice de suspeição para TMC; (iv) que a diminuição da interferência do trabalho na família diminui o sintoma “decréscimo de energia vital”, bem como o índice de suspeição para TMC e aumenta o nível de satisfação com o trabalho em quase todos os aspectos, excetuando-se o da “satisfação com os colegas”; (v) que a diminuição da interferência da família no trabalho reduz o índice de suspeição para TMC. Conclusões - Constatou-se o grande impacto dos Fatores Psicossociais de Risco no Trabalho (FPRT) nos índices de adoecimento mental. Espera-se que estes achados possam contribuir para a promoção e a prevenção da saúde, no contexto de trabalho da JFMS e de outras instituições públicas semelhantes às do Judiciário Federal, além de refletir no aprimoramento do atendimento da população atendida pelo Órgão.

    Palavras-chave: Saúde Psíquica. Transtornos Mentais Comuns. Contexto de trabalho. Satisfação no trabalho. Conflito trabalho-família. Servidores públicos federais.

  • Data da Defesa: 15/05/2014
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE GERAL DOS SERVIDORES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • JANE MARIA MOTTA STRADIOTTI
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Introdução. O Servidor Penitenciário de MS, após o período probatório de três anos, possui estabilidade funcional e com isso financeira. Apesar da situação estável, alguns servidores podem estar insatisfeitos com as atividades que realizam, mas por vantagens como a estabilidade permanecem no desempenho dessas funções. Esse fator, dentre outros, pode desencadear no servidor problemas emocionais e dificuldade de manter a qualidade de vida e a saúde geral, comprometendo a capacidade laboral. Objetivo. Avaliar a qualidade de vida (QV) dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso do Sul em relação às condições de trabalho e a saúde geral. Método. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa de corte transversal. No universo 1302 servidores ativos da Agência Estadual de Administração Penitenciária (AGEPEN), em média,18% dos funcionários nos dois últimos anos (2011, 2012), estavam afastados por problemas de saúde, foram avaliados 120 servidores, sendo 10 como piloto. Foram convidados a participar 110 servidores de carreira, das três áreas de atuação: custódia, assistência e perícia e administração e finanças, pertencentes aos três graus da hierarquia funcional: agentes, oficiais e gestores, com aproveitamento integral dos dados coletados.Para a coleta de dados aplicaram-se três instrumentos: questionário sócio-demográfico, questionário de Saúde Geral de Goldberg e o questionário de qualidade de vida geral WHOQOL-abreviado. Após inserção na Plataforma Brasil, recepção e a devida autorização para a realização da pesquisa do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e autorização do dirigente da AGEPEN, os dados foram coletados no próprio local de trabalho com os servidores que concordaram em participar da pesquisa, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Posteriormente os dados foram tabulados e analisados. Para a análise descritiva estatística foram utilizados os seguintes testes: Teste de diferenças de médias; Teste de análise de variância (ANOVA); Teste de correlação Linear de Pearson e Teste Qui Quadrado. Resultados.O perfil dos profissionais em relação ao questionário sócio demográfico foram: sexo (64,5% F, 35,5% M); grau de instrução (fundamental 1,8%,médio 12,8%, superior 43,1% e pós graduados 42,2%); estado civil (casados 48,2%, divorciados 19,1%, solteiros 18,2%, união estável 12,7% e viúvos 1,8%); imóvel (alugado 15,5%, 

    próprio 81,8% terceiros 2,7%); renda pessoal (suficiente 54,6%, insuficiente 45,4%); função (agente 31,8%,oficiais 41,8% e gestores 26,4%); tempo afastado do serviço (33,3%);outra fonte de renda (29,6%); remédio para dormir(16,7%). Os resultados do instrumento WHOQOL-abreviado demonstraram que quanto maior grau de instrução menor a qualidade de vida no domínio psicológico; os casados apresentam melhor QV; quanto maior a renda pessoal melhorQV; oficiais melhor QV; afastamento do serviço menor QV; quem utiliza remédio para dormir menor QV, quem dorme mais melhor QV. No QSG-60, os homens apresentam melhores resultados de SG em relação as mulheres; quem possui residência própria melhor SG; renda pessoal suficiente melhor SG; Oficial melhor SG em relação a agentes e oficiais; não afastamento do serviço melhor SG; os que não possuem outra fonte de renda melhor SG; tomam remédio para dormir maior comprometimento daSG; número maior de filhos melhor SG; maior tempo profissional melhor SG, os que não possuem distúrbios do sono melhor SG.Conclusão.Os participantes possuem uma percepção significativa da capacidade laboral. A presente pesquisa poderá contribuir como suporte na elaboração do plano de ações a serem implementadas na execução da política penal voltada aos servidores, visando à promoção da saúde e à prevenção de doenças e consequentemente melhor QV e SM.
    Palavras-chave: Saúde mental; QSG-60; Servidor Público; Qualidade de Vida; WHOQOL-abreviado.

  • Data da Defesa: 05/05/2014
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E DEFICIÊNCIA AUDITIVA: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS QUE INFLUENCIAM A ADAPTAÇÃO DE PRÓTESES AUDITIVAS POR IDOSOS
  • Discente:
    • Regiane Bergamo Gomes Da Silva
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O objetivo deste estudo foi o de compreender, por meio de relatos orais, os aspectos
    psicossociais decorrentes do uso de próteses auditivas por idosos com idade de 60 anos ou
    mais e a forma como contribuem para a melhoria da qualidade de vida dessa população.
    Foram selecionados para essa pesquisa cinco idosos, sendo duas mulheres e três homens,
    portadores de deficiência auditiva neurossensorial bilateral adquirida, com idades entre 62 e
    75 anos e usuários de prótese auditiva há, pelo menos, seis meses da data da entrevista. Como
    método adotou-se a pesquisa qualitativa e os dados foram construídos através da aplicação do
    questionário sóciodemográfico para caracterização da população e da entrevista não
    estruturada, com roteiro de perguntas relacionadas à deficiência auditiva e ao uso de próteses.
    A análise dos dados foi realizada através da transcrição de todas as entrevistas e em seguida
    de suas leituras, o que possibilitou explorar e analisar o conteúdo do material coletado. Como
    resultados observou-se que o idoso atribuiu à deficiência auditiva o sentido da limitação do
    contato com o outro, sendo associada ao envelhecimento e desencadeando o sentimento de
    exclusão social. Ao deficiente auditivo foi conferido o sentido negativo de ser menos capaz,
    influenciando diretamente no seu papel na sociedade e com isso restringindo sua qualidade de
    vida. Às próteses auditivas foram conferidos sentidos negativos e positivos, pois adquiriram o
    caráter de dispositivos que possibilitam o restabelecimento do contato com o outro e que
    afastam o deficiente auditivo da situação de incapacidade e isolamento, mas que não o fazem
    por completo, uma vez que não resolvem todas as dificuldades de comunicação provenientes
    da deficiência auditiva. Conclusão: A partir dos resultados encontrados, concluiu-se que os
    idosos participantes perceberam que a Qualidade de Vida após a adaptação da prótese auditiva
    melhorou, porém é um processo contínuo, pois os aspectos psicossociais que influenciam seu
    uso incidem diretamente na sua relação com o outro, tanto no fator de facilitação quanto no de
    negação. Os dados desta pesquisa trouxeram informações sobre os sentidos produzidos pelos
    idosos frente à decisão do uso da prótese auditiva, oferecendo subsídios aos profissionais na
    busca para melhoria dos serviços prestados a essa população.


    Palavras-chave: idosos; perda auditiva; auxiliares de audição; qualidade de vida.

  • Data da Defesa: 17/12/2013
  • Download: Clique aqui
+ MORAR EM OUTRA CASA? A COMPLEXA SITUAÇÃO DE CRIANÇAS EM ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL EM SINOP-MT
  • Discente:
    • MICHELI CATIA FAVARETTO
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    No Brasil, somente nas décadas de oitenta e noventa do século vinte a criança passa a ser constituída, juridicamente, enquanto “sujeito de direitos”. O artigo nº 227 da Constituição Federal de 1988 (BRASIL, CF 1988), e a Lei nº 8.069 de 13/07/1990 que promulga o ECA insere as crianças brasileiras no cenário dos Direitos Humanos Universais e assegura proteção integral. Essa proteção ocorreu devido às mudanças sociais, políticas e econômicas vivenciadas pela sociedade, quer seja no âmbito jurídico, assistencial ou educacional, ligados à proteção à infância. Assim, esta dissertação é fruto da análise da pesquisa realizada com crianças que vivem na Instituição de Acolhimento na cidade de Sinop-MT e das pessoas que estão, direta e indiretamente, ligadas ao local.  A Instituição, local onde a pesquisa foi realizada, surgiu em 1987, é de caráter filantrópico, acolhendo crianças e adolescentes abandonados e/ou em situação de risco. A pesquisa teve por objetivo, compreender como a Instituição de Acolhimento de Sinop-MT tem contribuído no acolhimento e no desenvolvimento da “criança acolhida”, resguardando seus direitos enquanto criança. Os participantes dessa pesquisa foram dez pessoas, sendo três crianças da instituição de acolhimento, três cuidadoras que mantêm contato direto com a instituição de acolhimento, esses foram escolhidos levando-se em consideração, respectivamente, o tempo de permanência e o tempo de trabalho na instituição. Participaram ainda o juiz e o promotor da Vara da Infância e Juventude, o gestor da Instituição e um representante do Conselho Tutelar. Utilizamos para a coleta de dados três modelos de entrevistas, sendo um para as crianças, outro para as cuidadoras e, por fim, outro roteiro para os demais participantes. Todas as entrevistas foram gravadas e, transcritas na íntegra. O referencial teórico-metodológico utilizado foi embasado na Teoria Sócio-Histórica. A análise do material nos permitiu perceber que a relação existente entre a legislação, a prática e a forma como a família é abordada contribui para o afastamento e a diluição dos laços afetivos. Ao final, observamos que a sociedade e, sobretudo, as instituições que lidam com a infância devem refletir sobre quais valores estão sendo pontuados e como suas práticas vêm contribuindo para manter o processo de desenvolvimento infantil nesses ambientes, independentemente do tempo que aí permanecem. Enfim, destacamos que há necessidade de políticas públicas de atenção e que estas sejam articuladas com ações que possam auxiliar as famílias, evitando o processo de acolhimento institucional e, quando necessário, que esse seja com o menor tempo possível. Políticas que possam auxiliar a família a desempenhar plenamente suas responsabilidades e funções com acesso às políticas públicas como à saúde, educação, trabalho e demais direitos sociais.

     

    PALAVRAS-CHAVE: Casa de Acolhimento; Criança; Desenvolvimento Sócio-Afetivo. 

  • Data da Defesa: 22/11/2013
  • Download: Clique aqui
+ ESTRESSE OCUPACIONAL, HARDINESS E QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL DE POLICIAIS MILITARES DE UMA CIDADE DO INTERIOR DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • JOSIKELLI DE SOUZA ANDRADE
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução- O cotidiano de trabalho do policial militar (PM) é permeado pelo contato
    diuturno com a violência, em todas as suas formas e níveis, com o perigo, a tensão, havendo
    uma alta exposição a diferentes fatores de risco que podem afetar sua saúde física e mental,
    bem como sua qualidade vida profissional: (i) fatores físicos, (ii) químicos, (iii) biológicos,
    (iv) ergonômicos, (v) acidentes, (vi) da organização do trabalho e (vii) fatores psicossociais de
    risco. Esse estudo enfocar os fatores vi e vii. Objetivos- Verificar a repercussão do Estresse
    Ocupacional (EO) e do Hardiness (personalidade resistente) na Qualidade de Vida
    Profissional (QVP) em uma amostra de policiais militares de uma cidade do interior de Mato
    Grosso do Sul. Método- Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório-descritivo e de corte
    transversal. Uma população de N=391 policiais militares da cidade de Dourados/MS foi
    convidada a participar do estudo, voluntariamente. Aceitaram participar n=143 que foram
    informados sobre os objetivos da pesquisa e confidencialidade dos resultados, assinando o
    Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram utilizados os seguintes instrumentos de
    pesquisa: 1. Questionário Sociodemográfico e Ocupacional; 2. Escala de Estresse
    Ocupacional- EEO; 3. Personal Views Survey-PVS e 4. Questionário de Qualidade de Vida
    Profissional-QVP-35. Análise de dados- - Foi realizada uma analise descritiva, por meio de
    tabelas de freqüência e porcentagem. Após a pontuação dos escores para Estresse
    Ocupacional, Hardiness e Qualidade de Vida Profissional, realizou-se a análises, de variância
    (ANOVA), regressão linear e equações estruturais. Resultados- A amostra apresentou nível
    de Estresse Ocupacional moderado (41.3%) e severo (30.7%). Os níveis das dimensões do
    Hardiness Compromisso, Controle, foram baixos e o de Desafio foi alto. Houve correlação
    positiva entre EO e QVP, uma correlação negativa de 59% entre EO e Hardiness, uma
    correlação negativa de 15% entre o Hardiness e a QVP. O coeficiente de explicação (R²) da
    relação do EO no Hardiness foi de 35%. A correlação entre EO e a QVP diminuiu quando
    introduzido o Hardiness, sugerindo a existência de mediação, em que, quanto maior o
    Hardiness menor o Estresse Ocupacional. Conclusão- Os resultados obtidos apontam para a
    necessidade de fortalecimento do Hardiness, para que ocorra uma diminuição dos níveis de
    Estresse Ocupacional e consequentemente a melhora da Qualidade de Vida Profissional.

    Palavras-chave: Estresse Ocupacional; Hardiness; Qualidade de Vida Profissional; Polícia
    Militar; QVP-35.

  • Data da Defesa: 26/06/2013
  • Download: Clique aqui
+ PACIENTES COM PÊNFIGO: ESTÉTICA DA EXISTÊNCIA E CONDIÇÕES PARA UM CUIDADO DE SI
  • Discente:
    • DIEGO ALEXANDRE ROZENDO DA SILVA
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Essa investigação objetiva a análise do Pênfigo a partir da problematização das relações de
    poder/verdade e subjetivação que produzem modalidades de experiência que o sujeito faz de
    si. A pesquisa foi feita com referenciais genealógicos de Michel Foucault e do conceito de
    pistas/linhas cartográficas de Gilles Deleuze. Nesta medida, uma análise das relações de
    poder/verdade foram constituídas ontologicamente em um hospital de referência nacional para
    a assistência aos sujeitos com pênfigo, na perspectiva de uma estética da existência social e
    hospitalar, a partir da delimitação de pistas cartográficas em duas linhas: de problematizar o
    pênfigo como doença-crônica performada por um discurso biomédico e discutir as políticas de
    saúde e sua repercussão nas práticas de cuidado. Ou seja, retira-se o pênfigo de uma condição
    de adoecimento do indivíduo e passa-se a situá-lo em um campo sociocultural de
    materialidades múltiplas. O problema de pesquisa surge da experiência do autor, na função de
    enfermeiro de um hospital de referência em atendimento de Pênfigo ou Fogo Selvagem
    (popularmente conhecido). O pênfigo é conhecido por ser uma doença de pele vésico-bolhosa
    de caráter crônica autoimune, cujo tratamento afeta significativamente vários aspectos da vida
    do paciente. E é exatamente no campo das relações e significações que este estudo se detêm a
    refletir, pois as experiências no pênfigo se constituem em uma política, que produz discursos
    que se inscrevem sobre a vida, sobre o corpo e sobre a pele.

    Palavras-chave: Pênfigo, Estética, Cuidado, Corpo

  • Data da Defesa: 24/06/2013
  • Download: Clique aqui
+ UMA LEITURA PSICANALÍTICA DE UM CASO DE SUICÍDIO EM IDOSO
  • Discente:
    • ALESSANDRA LUMI USSAMI
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O presente trabalho constitui-se num estudo de caso de suicídio de um idoso e tem como objetivo realizar uma análise interpretativa alicerçada na teoria psicanalítica, buscando-se compreender e esclarecer a dinâmica intrapsíquica e intersubjetiva na qual se encontrava a pessoa que cometeu esse ato. Iniciou-se com dados referentes ao envelhecimento populacional e com informações sobre o suicídio em idosos, apontado por diversas pesquisas como o grupo em que a possibilidade de ocorrer o evento é mais alta, principalmente em homens. Em seguida, abordaram-se alguns postulados teóricos de Sigmund Freud sobre o assunto, reunidas às conceituações de Roosevelt M. S. Cassorla sobre a morte autoinfligida. Posteriormente descreveu-se outro estudo, no qual se derivou o trabalho, intitulado É possível prevenir a antecipação do fim? Suicídio de idosos no Brasil e possibilidades de atuação do setor saúde (2010), de abrangência nacional, que teve como objetivo realizar um estudo estratégico sobre a magnitude e a significância do suicídio na população brasileira acima de 60 anos de idade; juntamente com a ferramenta utilizada, que se denomina autópsias psicológicas e psicossociais. Essa técnica de investigação é entendida como uma estratégia de coleta de dados que visa integrar questões antropológicas e sociais ao exame dos estados emocionais das pessoas que cometeram suicídio. Em seguida se descreve sucintamente como se chegou até o caso durante o trabalho de campo. Esse ocorreu na cidade de Dourados, MS, que foi selecionado por apresentar altas taxas de ocorrência desse evento. O relato e a discussão dele nos apresenta um homem idoso que fez uso de arma de fogo para consumar o ato suicida. Muitos aspectos de sua história de vida confirmam os dados de diversas pesquisas que apontam a aposentadoria e a ocorrência de enfermidades crônicas degenerativas que causem perda de autonomia e ocasionem a depressão como importantes fatores que deixam os homens mais propensos a se suicidar. Por fim, a teoria psicanalítica, através de seus conceitos de pulsões de morte e pulsões de vida e do inconsciente, auxilia-nos a ampliar nosso conhecimento sobre o tema.
    Palavras-chave: Suicídio em homens idosos. Autópsias psicológicas e psicossociais. Teoria psicanalítica.

  • Data da Defesa: 12/06/2013
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL E TRANSTORNOS MENTAIS MENORES EM FISIOTERAPEUTAS DE UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DE CAMPO GRANDE/MS
  • Discente:
    • Juliana Cestari De Oliveira
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução- O fisioterapeuta é um profissional que atua na promoção da saúde, na prevenção, no tratamento e reabilitação, em nível individual e coletivo. Sua atuação tem por finalidade favorecer, preservar ou restaurar a capacidade funcional dos indivíduos, ou seja, sua qualidade de vida. Pelo desgaste físico e mental inerente ao exercício dessa profissão, sobretudo exercida em ambiente hospitalar, podem ocorrer repercussões à saúde física e mental desses profissionais, bem como à sua Qualidade de Vida Geral e Profissional. Objetivo- Este estudo busca, portanto, avaliar a Qualidade de Vida Profissional e a suspeição de Transtornos Mentais Menores, pelo viés da presença ou não e a frequência desses transtornos, em fisioterapeutas de um Hospital de grande porte da cidade de Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul (MS). Método- Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de corte transversal. De uma população de N=69, tomou-se uma amostra de n= 40 fisioterapeutas, constante até o final do estudo. Foram aplicados três instrumentos para a obtenção de dados: (i) o Questionário sociodemográfico e ocupacional; (ii) o Questionário de Qualidade de Vida Profissional (QVP-35), que afere a percepção do trabalhador sobre a sua vida ocupacional e (iii) o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), screening que identifica suspeitos de terem ou não Transtornos Mentais Menores. Resultados- Os dados sociodemográficos mostram que a maioria dos fisioterapeutas: são do sexo feminino (57.5%), têm idade até 35 anos (70%), são casados (62.5%), possuem filhos (52.5%), consideram-se católicos (70%); e sua maior escolaridade é a especialização (87.5%). Com relação à Qualidade de Vida Profissional (QVP), a amostra de estudo percebe pouco Apoio Organizacional (AO); muita Motivação Intrínseca (MI); muita Carga de Trabalho (CT); e muita Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). As diferenças significativas na correlação das variáveis sociodemográficas e ocupacionais e os fatores do QVP-35 foram: (i) quem trabalha na enfermaria (p=0.01) e quem tira férias regularmente (p=0.05) percebe menor apoio organizacional; (ii) quem não tem filhos (p= 0.04) percebe maior motivação intrínseca; (iii) os que praticam a religião católica (p=0.05) percebem maior qualidade de vida no trabalho; e (iv) quem tem até 35 anos (p= 0.04), os que recebem acima de 11 salários mínimos (p= 0.01) e os que trabalham no período matutino (p=0.05) percebem maior carga de trabalho. A maioria dos fisioterapeutas não apresenta suspeição para Transtornos Mentais Menores (TMM) (57.5%). No SRQ-20 dividido por categorias, os participantes mostram humor depressivo/ansioso (12.5%) e decréscimo de energia vital (2.5%). Correlacionando as características sociodemográficas e ocupacionais e o SRQ-20, encontrou-se que: (i) os que se identificam como católicos (p= 0.01), (ii) os que recebem de 6 a 10 salários (p= 0.02), e (iii) os que trabalham no CTI (p= 0.05) apresentam menor suspeição para TMM. Conclusão- Os participantes demonstram motivação intrínseca elevada para o trabalho e, apesar de identificarem pouco apoio organizacional e muita carga de trabalho, percebem ter muita qualidade de vida no trabalho. A maioria não mostra suspeição para Transtornos Mentais Menores (57.5%). Porém, é importante ressaltar o fato de que 42.5% apresentam suspeição, sendo esse índice considerado alto e preocupante.

    Palavras-chave: Qualidade de Vida Profissional; Qualidade de Vida no Trabalho; Trabalho; Transtornos Mentais Menores; Fisioterapeuta; QVP-35; SRQ- 20.

  • Data da Defesa: 10/06/2013
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E TRAÇOS DE PERSONALIDADE DE SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Mirna Torres Figueiró
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    Os trabalhadores do setor público aparentemente são mais seguros financeiramente, visto que não correm o risco de serem demitidos do dia para noite. Entretanto, alguns desses servidores podem estar insatisfeitos com as atividades que realizam, mas permanecem no trabalho justamente por esta estabilidade. Esse fator, entre outros, pode gerar problemas emocionais e dificuldade de manter a qualidade de vida por causa de seu trabalho. Dessa forma a presente pesquisa visou avaliar a qualidade de vida (relacionada à saúde) e a personalidade (de acordo com a Teoria de Traços) entre os trabalhadores da Secretaria de Estado de Habitação e das Cidades (SEHAC) do Mato Grosso do Sul. Para tanto, utilizou-se três instrumentos: Questionário Sócio –Demográfico (QSD) para caracterizar a amostra, The Medical Outcomes Study 36- item Short-Form Health Survey (SF-36) para avaliar qualidade de vida, e a Bateria Fatorial de Personalidade (BFP) para definir os traços de personalidade. Os dados foram coletados no próprio local de trabalho, com um total de n=57 participantes que estavam presentes nos dias marcados e que concordaram em participar da pesquisa, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Analisando os resultados observou-se que a amostra é caracterizada por 57,9% de mulheres e 42,1% de homens, idade média de 39 anos, sendo a maioria com estado civil casado, com renda familiar acima de 4 salários mínimos e a média de 13 anos de trabalho no setor público. Os resultados estatisticamente significativos relacionados com o QSD foram os domínios de Dor (p=0,041), Vitalidade (p=0,002), Aspectos Sociais (p=0,015) e Saúde Mental (p=0,010) do SF-36, e com os domínios Neuroticismo (p=0,012), Extroversão (p=0,009), Socialização (0,037) e Realização (0,017) da BFP. Observou-se, portanto, que as mulheres são mais comunicativas e assertivas que os indivíduos mais velhos tendem a ser mais calmos, estáveis, e com melhores índices de qualidade de vida, que os casados tendem a ser mais relaxados1 e estáveis emocionalmente, e que os indivíduos que dormem mais tem mais qualidade de vida nas questões sociais, e também com satisfatória qualidade nas interações sociais.

    Palavras Chaves: Qualidade de Vida. Traços de Personalidade. Servidores. Setor público.

  • Data da Defesa: 05/06/2013
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL DE TUTORES DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DE CAMPO GRANDE  MS
  • Discente:
    • Vanusa Meneghel
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução: A qualidade de vida profissional representa um conjunto de ações das
    organizações, que buscam a valorização de aspectos que identifiquem e eliminem
    os riscos ocupacionais nos ambientes físicos e nas relações de trabalho. Essa
    pesquisa visa contribuir para a base de conhecimentos científicos que envolvem a
    qualidade de vida profissional de tutores-docentes de programas de Educação a
    Distância (EaD). Objetivos: Avaliar a qualidade de vida profissional de uma amostra
    de tutores de EaD de Campo Grande-MS. Casuística e Método: Trata-se de um
    estudo exploratório-descritivo, utilizando o método quantitativo de pesquisa. Os
    dados foram coletados por meio de enquete postal, no período de maio a dezembro
    de 2012 em três universidades: uma pública, uma confessional e uma privada. De
    uma população de N= 91 tutores que foram acessados, participaram n= 56, sendo
    que da universidade pública de N= 40 participaram n= 20, da confessional de N= 11
    participaram n= 10 e da privada de N= 40 participaram n= 26. Os instrumentos
    utilizados foram um Questionário Sociodemográfico e Ocupacional desenvolvido
    especificamente para essa pesquisa e o Questionário de Qualidade de Vida
    Profissional (QVP-35). Resultados: A amostra compõe-se na maioria de tutores: do
    sexo feminino (80%), casados (57%), que tem curso de especialização completa
    (42%), carga horária de trabalho semanal de 40 horas (59%), renda mensal familiar
    de 7 a 9 salários mínimos (41%), católicos (48%), com residência própria (75%) e
    meio de transporte próprio (96%). Percebe ter muita qualidade de vida no trabalho
    (QVT), bastante capacitação para realização do trabalho (CRT) e motivação
    intrínseca (MI), muito apoio social (AS), recursos relacionados ao trabalho (RT) e
    carga de trabalho (CT), poucos apoio organizacional (AO), não referindo nenhum
    desconforto relacionado ao trabalho (DRT). A única variável que apresentou
    dependência estatisticamente significativa foi a relação entre tempo de serviço e
    motivação intrínseca. Conclusões: Dado que existe relação entre tempo de serviço
    e motivação intrínseca, pode-se pensar que a experiência adquirida na prática
    profissional é essencial para a QVP dos tutores da EaD, apesar do pouco apoio
    organizacional que recebem e da sobrecarga de trabalho.

    Palavras-chave: Qualidade de Vida Profissional; Trabalho; Docente; Tutoria;
    Educação a Distância; QVP-35.

  • Data da Defesa: 05/06/2013
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL DOS TRABALHADORES DE UMA EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DO PANTANAL - CORUMBÁ/MS
  • Discente:
    • Milena Dos Santos Ferri
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução- Hoje, o Brasil é um país que se destaca no cenário agrícola mundial, devido à adoção de tecnologias modernas e ousadas, desenvolvidas pela pesquisa agropecuária. Os trabalhadores que atuam nesse segmento na função de pesquisadores, analistas ou assistentes foram os responsáveis por essas conquistas. Tem sido um desafio organizacional importante, conciliar a competitividade aos novos conhecimentos, unindo qualificação profissional e atuais estilos de vida, situação que se reflete na saúde e QV dos trabalhadores. Objetivo - Avaliar a Qualidade de Vida Profissional (QVP) dos trabalhadores de uma empresa de pesquisa agropecuária do Pantanal, localizada em Corumbá/MS. Casuística e Método - Realizou-se um estudo exploratório-descritivo, de corte transversal. De uma população de N=135 trabalhadores, foi estudada uma amostra aleatória e voluntária de n=105 participantes. O procedimento de coleta de dados ocorreu durante o mês de julho de 2012 e deu-se por meio da aplicação coletiva de dois instrumentos de pesquisa: (I) o Questionário Sociodemográfico e (II) o Questionário de Qualidade de Vida Profissional - QVP-35. Resultados - A maior parte dos participantes do estudo, são do sexo masculino (68,57%), encontra-se na faixa etária de 46 a 55 anos (36,19%), são casados (63,81%), possuem filhos (73,33%) e trabalham na empresa entre 21 a 25 anos (32,38%). Referem ter Muita QVP, percebem Muito Apoio organizacional (AO) e também Muito Carga de Trabalho (CT). Percebem ter Bastante Capacitação para Realização do Trabalho (CRT), Bastante Recursos Relacionados ao Trabalho (RRT), Bastante Apoio Social (AS), Bastante Motivação Intrínseca (MI) e Pouco Desconforto Relacionado ao Trabalho (DRT). Conclusão- Os participantes possuem uma percepção positiva de sua qualidade de vida no trabalho, apesar de muita carga de trabalho. Com o apoio organizacional por meio de uma politica e práticas de valorização e capacitação do trabalhador tem sido possível alcançar o bom desempenho da atividade laboral, com poucos afastamentos do trabalho e problema de contato interpessoal com colegas e chefes já que o diálogo é considerado a forma habitual de lidar com os conflitos, o valor da motivação intrínseca tem se mostrado um ponto de destaque na obtenção da QVT.

    Palavras-chave: Qualidade de Vida Profissional; QVP-35; Trabalhadores; Pesquisa agropecuária.

  • Data da Defesa: 20/05/2013
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS ATLETAS DA TERCEIRA IDADE DO MUNICÍPIO DE PONTA PORÃ, MS
  • Discente:
    • Nicodemos Filgueiras Júnior
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    Introdução: A atividade física é um tema que está sempre em voga no cotidiano de nossa sociedade. Tem sido indicada para os mais variados públicos e como promotora de qualidade de vida, para os idosos. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida dos atletas da terceira idade do município de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. Hipóteses: a) Por meio da prática sistematizada de atividades físicas os idosos têm um padrão favorável dos domínios de qualidade de vida; b) Existe diferença significativa nos resultados entre os idosos que praticam atividade física por recomendação médica e os que praticam por vontade própria; c) O domínio dor é um fator limitante de um bom índice de qualidade de vida; d) As doenças crônicas intervêm diretamente na qualidade de vida de forma limitante e negativa. Método: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, que nos proporcionou avaliação e análise dos dados dos 60 participantes, praticantes de atividades físicas regulares pertencentes ao Projeto Conviver de Ponta Porã. Foram aplicados dois instrumentos de coleta de dados: I) um questionário sociodemográfico com as seguintes variáveis: sexo, idade, estado civil, naturalidade, se pratica atividade física por recomendação médica, ocupação, escolaridade, horas semanais de prática esportiva, modalidade esportiva praticada (voleibol adaptado, ginástica, bocha, peteca, malha e dança), horas de sono e se é portador de alguma doença crônica; II) questionário genérico de qualidade de vida The Medical Outcomes Study 36-item Short Form Health Survey (SF-36), instrumento multidimensional composto de 36 itens relacionados a oito domínios: Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, Aspectos Sociais, Aspectos Emocionais, Saúde Mental e mais uma questão de avaliação comparativa entre as condições de saúde atual e de um ano atrás. Resultados: Dos 60 participantes, 68,97% são do sexo feminino, a média de idade foi de 70,3 anos, 58,33% se enquadram no estado civil outros (viúvo, solteiro ou separado), 55% não praticam atividade física por recomendação médica, apresentaram uma média de 7,7 horas de sono e média de prática de atividades físicas esportivas de 4,7 horas semanais em média. Os participantes estudados apresentaram melhores escores nos domínios: Aspectos Sociais (85,83); Saúde Mental (81,73); Capacidade Funcional (80,75). Os piores índices foram encontrados nos domínios: limitação de Aspectos Físicos (59,17), limitação de Aspectos Emocionais (64,41) e Estado Geral de Saúde (66,58). No item doença crônica em relação ao SF-36, foi encontrado o maior número de domínios com índices preocupantes e limitadores da QV dos idosos: Capacidade Funcional, Dor, Estado Geral de Saúde. Conclusão: Este estudo permitiu verificar que os índices de QV dos atletas da terceira idade do município de Ponta Porã, MS, participantes do Projeto Conviver, são favoráveis, fortalecendo a importância de ações esportivas e atividades físicas voltadas para os idosos.

    Palavras-chave: Qualidade de Vida. Idoso. Atividade física.

  • Data da Defesa: 10/04/2013
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE FUTSAL EM PAIS E FILHOS DE UMA ESCOLA DE INICIAÇÃO ESPORTIVA
  • Discente:
    • ROSANGELA FATIMA DE SOUZA
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    Esta dissertação identifica e discute as Representações Sociais de futsal para pais e filhos em uma escola de iniciação esportiva em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O objetivo do estudo foi compreender como esses praticantes da atividade física de futsal, bem como seus familiares, constroem suas compreensões de senso comum sobre o futsal, e por ancoragem e objetivação as convertem em Representação Social. Os sujeitos da pesquisa foram crianças que frequentam essa escola nas categorias Fraldinha (7 a 8 anos), Pré-mirim (9 a 10 anos) e Mirim (11 a 12 anos), além de seus pais. O objeto da investigação consistiu em levantar e analisar os significados atribuídos por esses sujeitos ao futsal, abrangendo seus aspectos de atividade esportiva, de atividade lúdica, de socialização, de integração familiar, de possível elo para a profissionalização e de prática educativa. O referencial teórico adotado foi o da Teoria das Representações Sociais, que, por focalizar o universo consensual, explicita a consciência coletiva sobre determinado fenômeno. Como instrumentos de pesquisa utilizaram-se o roteiro de entrevista e observações de campo. Por meio da análise temática, foi possível vislumbrar que as Representações Sociais de futsal, nessa população, abrangem não apenas sua natureza de prática esportiva, mas também seu papel estrutural, lúdico, profissional, social, familiar e educativo para pais e filhos.

    Palavras-chave: Representação social; Futsal; Psicologia do esporte.

  • Data da Defesa: 22/03/2013
  • Download: Clique aqui
+ IDENTIDADE E REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE UM GRUPO RELIGIOSO QUE VIVE EM SISTEMA DE CLAUSURA
  • Discente:
    • Ademir Lima de Oliveira
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    Este trabalho tem por finalidade abordar os estudos da representação social e da identidade, com o objetivo de oferecer uma compreensão ampliada sobre psicologia e religião, que tem conquistado espaços significativos na produção do conhecimento. Esta pesquisa, no campo da psicologia social, possibilita abordagens que se tornaram interdisciplinares, perpassando por diferentes subjetividades e objetividades. A fundamentação teórica apresenta a abordagem teórico-metodológica sobre identidade e representação social. Para os processos da construção da identidade levaram-se em conta as pessoas em relação ao seu contexto histórico e social. Os conceitos que norteiam este trabalho foram destacados por vários autores, entre eles, Valle (1998), sobre a psicologia e a experiência religiosa, Jodelet (1988) e Grubits (1994) sobre a representação social, Ciampa (1988) e Vala (2004) sobre a identidade do grupo e das pessoas e Lane (1988) sobre a psicologia social. A pesquisa tem como base para sua realização o método qualitativo. Elaborou-se um questionário para a entrevista semidirigida, priorizou-se a observação do cotidiano e foi aplicada uma dinâmica de grupo. Participou da pesquisa um grupo de oito irmãs do Carmelo de Petrópolis. A análise dos dados teve como objetivo investigar com seriedade o porquê da escolha de viver em sistema de clausura, a construção da identidade, os processos formativos das irmãs, a representação da clausura e a relação com o mundo externo. Observou-se no resultado da análise dos dados o quanto é relevante a realização pessoal e comunitária vivida no cotidiano do Carmelo. A clausura representa a casa, a família e o ambiente, pela qual se vive plenamente na intimidade com Deus. Tem-se uma busca pela solidão, favorecida pelo silêncio, e o grupo garante uma vida saudável, uma identidade consistente e fundamentada na história e na tradição. O presente estudo teve a intenção de aprofundar o contexto histórico e social da vida religiosa em sistema de clausura, e procurou entender os sentidos atribuídos a essa vida.

    Palavras-chave: Psicologia, Vida religiosa, Clausura, Identidade e Representação Social.

  • Data da Defesa: 04/12/2012
  • Download: Clique aqui
+ SAÚDE E DOENÇA: UM ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE FAMÍLIAS RURAIS EM UM MUNICÍPIO DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Fabiana Regina Da Silva Grossi
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    O presente trabalho teve por objetivo analisar as Representações Sociais de saúde e doença e sua articulação com as políticas públicas para frequentadores da Estratégia de Saúde da Família num município rural de Mato Grosso do Sul, podendo auxiliar na construção de novas políticas públicas de saúde para populações rurais e melhores condições de vida. A pesquisa utilizou o método qualitativo. A coleta de dados foi realizada no período de abril a setembro de 2011, no dia de atendimento médico, em uma sala previamente definida na Estratégia de Saúde da Família. O instrumento para a coleta de dados foi à entrevista semiestruturada, na qual participaram 19 pessoas, sendo 15 mulheres e 4 homens, com idade entre 20 e 40 anos. As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra e analisadas por meio da teoria das Representações Sociais. Os dados sociodemográficos da pesquisa revelaram que quanto ao grau de escolaridade há predominância do ensino fundamental, enquanto a renda familiar tem uma média de R$ 1.134,00. Doze mulheres possuem ocupação "do lar" e três homens são motoristas. As representações sociais apresentadas nos resultados dessa pesquisa demonstraram que os participantes, em sua maioria, mostraram que saúde é fundamental e importante, estando associada a bem-estar ou estar bem, considerando as condições de saúde relacionadas aos serviços a que possuem acesso. Alguns entrevistados relataram que não adotam medidas de prevenção como combate às doenças, não tendo papel ativo nesse processo, em especial os homens. Já a doença aparece como algo negativo e que pode atingir muito a vida das pessoas, associando-se para alguns dos participantes ao câncer, ao uso de medicamento e quando se está com dor. Além disso, a maior parte dos entrevistados não faz relação das suas condições de vida com as doenças que surgem. Os entrevistados consideram bons os serviços oferecidos pela Estratégia de Saúde da Família Rural, já que costumam compará-los a outros serviços. As visitas domiciliares são normalmente realizadas apenas pelos Agentes Comunitários de Saúde. O transporte oferecido nessa região foi considerado ruim. Para essas pessoas, o atendimento médico é fundamental, sendo esse profissional o detentor do saber. Espera-se alcançar benefícios em relação à formulação de futuras políticas públicas para as comunidades rurais, de modo que favoreça a permanência do homem no campo.

    Palavras-chave: Saúde. Doença. Representação social. Políticas Públicas. Área Rural.

  • Data da Defesa: 30/11/2012
  • Download: Clique aqui
+ CÂNCER INFANTIL: SENTIMENTOS, VIVÊNCIAS E SABERES DO FAMILIAR/CUIDADOR
  • Discente:
    • Francisca Flávia Loureiro Costa
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O percurso desta pesquisa refletiu sobre o câncer infantil e as vivências de seu tratamento para os familiares cuidadores de crianças e adolescentes em tratamento oncológico no Hospital do Câncer Alfredo Abraao em Campo Grande, MS. Desta forma, a pesquisa possui uma abordagem qualitativa em psicologia, norteada pela ótica da Psico-oncologia, portanto, apresenta um discurso descritivo. Esta pesquisa buscou compreender a vivência e o significado do câncer para o familiar cuidador da criança e do adolescente em tratamento oncológico, uma vez que o mesmo é a pessoa mais próxima do paciente, que acompanha todo o percurso de seu tratamento. Os instrumentos utilizados para a realização da pesquisa de campo foram a observação participante e a entrevista semi-estruturada. Para tanto, foram entrevistados cinco familiares cuidadores de crianças e adolescentes em tratamento oncológico do referido Hospital, usuários do Sistema Único de Saúde. Os resultados da pesquisa demonstraram que a desorganização familiar que acontece em decorrência do câncer infantil, é tanto física como emocional, proporcionando sentimentos como impotência, angústia, ansiedade, cansaço, culpa, sofrimento, desesperança, entre outros. Conhecer as mudanças, dificuldades, significado que a doença representa e os sentimentos vivenciados pelos familiares cuidadores torna-se essencial para o Psico-oncologista intervir promovendo o bem estar psicossocial do paciente e sua família. Portanto, o familiar cuidador necessita tambem de cuidado e atenção, provenientes da equipe de saúde, uma vez que ele representa o bem-estar e apoio físico e psíquico do paciente.
    Palavras-chave: Câncer infantil. Psico-oncologia. Familiar/Cuidador.

  • Data da Defesa: 22/11/2012
  • Download: Clique aqui
+ O TRABALHO DO PSICÓLOGO JURÍDICO FRENTE À CRIANÇA NO PROCESSO DE SEPARAÇÃO LITIGIOSA DOS PAIS.
  • Discente:
    • Fernanda Corrêa Galvão Moraes
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    A atuação do psicólogo no âmbito jurídico está em desenvolvimento no Brasil. Este
    trabalho tem como objetivo conhecer a forma de atuação do psicólogo jurídico no
    Mato Grosso do Sul que atua com processos pertinentes das Varas de Família,
    apresentando suas práticas de trabalho com as crianças envolvidas no processo de
    separação litigiosa dos pais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de cunho
    exploratório e descritivo, no qual três psicólogos jurídicos foram entrevistados. A
    Psicologia Jurídica expande-se a cada dia, são inúmeras as solicitações de
    avaliações psicológicas por parte dos juízes que as utilizam para respaldar suas
    decisões no processo jurídico. A criança no processo de separação litigiosa dos pais
    sofre desgastes emocionais e possíveis consequências psicológicas, então
    considera-se de suma importância um trabalho do Psicólogo Jurídico para amenizar
    estes fatores resultantes do litígio dos pais, com um trabalho preventivo com as
    famílias, pois este profissional é o único que tem contato com os filhos diante deste
    processo. Os psicólogos jurídicos do Mato Grosso do Sul não possuem estrutura
    física adequada e quantidades necessárias de profissionais para atender a
    demanda. Há uma sobrecarga de trabalho e prazos curtos para a realização do
    mesmo e não há tempo hábil para desenvolver ações preventivas com as crianças e
    se houver necessidade encaminha-se para um acompanhamento psicológico.

    Palavras-chave: psicologia jurídica, trabalho do psicólogo jurídico, escuta da
    criança.

  • Data da Defesa: 21/11/2012
  • Download: Clique aqui
+ PRÁTICAS DE CUIDADO: A CONSTRUÇÃO DE UM SUJEITO NA SAÚDE NA CONTEMPORANEIDADE
  • Discente:
    • Dionatans Godoy Quinhones
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Ao buscar problematizar a constituição de um sujeito na saúde na
    contemporaneidade, esta pesquisa analisará as práticas de cuidado produzidas no
    âmbito de uma UBS. Usando os referenciais genealógicos de Michel Foucault,
    buscaremos um estranhamento com discursos que apresentam saúde e cuidado
    como elementos naturalmente associados, para recolocarmos a questão desde a
    perspectiva da governamentalidade e apresentarmos o cuidado dentro de uma
    estratégia de governo que investe na vida da populações. Para isso faremos uma
    história do cuidado, que em certa medida também será uma história da
    subjetividade. A forma de pôr em análise essa questão será por meio de análises
    históricas que se deterão sobre três momentos bem definidos, a antiguidade como
    produção de uma forma de cuidado de si que se desdobra posteriormente no
    Cristianismo; o Renascimento, como emergência das populações e de uma forma de
    saúde sem cuidado; e a contemporaneidade onde o cuidado é associado à saúde
    como uma estratégia de investimento na vida em vista de produção de um certo tipo
    de subjetividade. Associado a isto traremos as falas de usuários e trabalhadores do
    SUS/UBS São Francisco como materialidades de análise a fim de colocarmos em
    questão certas estratégias de poder-saber em vista da produção de certos discursos
    na saúde. O cuidado foi tematizado não como um conceito metafísico e que evoluiu
    ao longo dos anos, mas como uma forma de o sujeito agir sobre si mesmo, mas
    também como parte de uma estratégia de governo dos outros que na
    contemporaneidade foi associado ao campo da saúde como forma de produzir uma
    subjetividade saudável. A governamentalidade é a racionalidade responsável por
    esse processo de produção, pois ela se faz notar nas dimensões mais cotidianas do
    individuo, moldando um campo de possibilidades, onde o individuo poderá eleger as
    mais adequadas tornando-se co-participante do processo produção de saúde.

    Palavras-chave: Sujeito.Práticas de Cuidado. Saúde. SUS.

  • Data da Defesa: 30/10/2012
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE E DOENÇA DE PROFESSORES DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Mário Balduino de Oliveira Júnior
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    O problema da presente pesquisa se expressa na pergunta que interroga pelas representações
    sociais de saúde e doença que subjacen às praticas cotidianas de professores/pesquisadores
    universitários considerados em situação de vulnerabilidade e risco. O objetivo da pesquisa foi
    levantar e circunscrever as representações sociais de saúde e doença em um grupo de
    professores de uma Instituição de Ensino Superior do Mato Grosso do Sul. Utilizamos como
    referencial teórico e interpretativo a Teoria das Representações Sociais, pelo fato de que essa
    teoria permite compreender como as representações sociais de saúde e doença se decantam na
    forma de crenças e práticas capazes de criar condições para as situações de vulnerabilidade,
    risco e proteção. A análise e a discussão permitiu entrever nas falas dos participantes, por um
    lado, que as representações sociais de saúde vão desde o cuidado com o corpo e a
    alimentação, passando pela resistência à medicalização, terminando com um excurso sobre as
    contradições de práticas de cuidado e proteção interrompidas e, por outro, que as
    representações sociais de doença vão desde o acumulo de trabalho, passando pela intensidade
    dos trabalhos no segundo semestre letivo na instituição de ensino; tempos fortes como aluno
    de pós-graduação e como professor de graduação e pós graduação, pela relação com os pares
    e terminando com as jornadas de trabalho inflacionadas.

    Palavras-chaves – Representações Sociais; Saúde e Doença; Professores Universitários.

  • Data da Defesa: 27/09/2012
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES ONCOLÓGICOS SOB CUIDADOS PALIATIVOS DE UM CENTRO AMBULATORIAL DE TRATAMENTO DE CÂNCER NO MUNICÍPIO DE DOURADOS/MS
  • Discente:
    • Cintia Rachel Gomes Sales
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    Introdução: O diagnóstico de câncer abrange de forma gradativa e simultânea, aspectos físicos, psicossociais, emocionais e financeiros do paciente. No entanto, os avanços da medicina já permitem o controle dos sintomas e estadiamento de tal doença. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida dos pacientes oncológicos sob cuidados paliativos cadastrados no Centro Ambulatorial de Tratamento de Câncer no município de Dourados, Mato Grosso do Sul em 2011. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de corte transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A amostra teve 70 participantes – pacientes oncológicos que realizavam acompanhamento paliativo no Centro Ambulatorial de Tratamento de Câncer. Foram aplicados dois instrumentos para coleta de dados: o Questionário Sociodemográfico Ocupacional e um instrumento específico para avaliar a qualidade de vida em oncologia, o EORTC QLQ – C30 com dezesseis domínios, distribuídos em quatro escalas: Escala de Saúde Global e Qualidade de Vida, Escala Funcional, Escala de Sintomas e Escala de Dificuldades Financeiras. Resultados: Dos 70 participantes da pesquisa, a média de idade foi superior a 60 anos (p = 60%), predominância do sexo masculino (p = 65,71%), cor branca (p = 65,71%), casados (p = 68,57%), católicos (p = 81,43%), ensino fundamental incompleto (p = 77,14%), afastado das atividades laborais (p = 57,58%), renda per capita bruta acima de um salário mínimo (p = 76,81%), não praticante de atividade física (p = 65,71%), até cinco anos de terapêutica (p = 60%), submetido a dois tipos de tratamentos (p = 60,29%), apenas uma internação no curso da doença (p = 55,07%) e provenientes de Dourados (p = 55,38%). Quanto ao percentual dos diagnósticos da amostra, houve predomínio do sexo masculino (p = 65,71%) com câncer de próstata (p = 37,14%) e esôfago (p = 12,86%), seguido do câncer de mama (p = 21,43%) no sexo feminino. A qualidade de vida esteve pior nos pacientes com mais de cinco anos de terapêutica nos domínios função física (p=0,019), emocional (p=0,049) e cognitiva (0,049); nos que foram submetidos a dois tipos de tratamento nos domínios fadiga (p=0,002) e dor (p=0,020) e aos que foram submetidos a mais de duas internações desde o diagnóstico oncológico nos domínios função cognitiva (p=0,048), insônia (p=0,031) e dificuldade financeira (p=0,006). Conclusão: Os resultados demonstram a necessidade de reflexão nas ações de assistência e prevenção, principalmente em relação à saúde do homem nesse município e não apenas àqueles diagnosticados com câncer, pois distinguir implicações que interferem na qualidade de vida dos pacientes auxilia os profissionais ligados ou não aos cuidados paliativos, a desenvolverem uma prática mais qualificada baseada em evidências.


    Palavras-chave: Qualidade de vida. Oncologia. Cuidados Paliativos. Índice de Qualidade de Vida. EORTC QLQ C-30.

  • Data da Defesa: 31/08/2012
  • Download: Clique aqui
+ GEMIDO DOS EXCLUÍDOS: A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO ADOECIMENTO
  • Discente:
    • Jacir Alfonso Zanatta
  • Orientador(a):
    • Márcio Luís Costa
  • Resumo:

    Esta pesquisa teve inicialmente como objetivo analisar as representações sociais de saúde e doença na comunidade ribeirinha de Porto da Manga situada no município de Corumbá-MS. Mas, no decorrer das entrevistas e do contato com os entrevistados, terminou por encontrar e mostrar os mecanismos de construção social do adoecimento na referida comunidade. Como metodologia foi utilizada a análise qualitativa, com observação participante. A comunidade, localizada na margem esquerda do Rio Paraguai, fica a 76 km da cidade de Corumbá e atualmente é composta por aproximadamente 30 famílias, em torno de 200 pessoas, que na sua maioria, são coletores de iscas, pescadores profissionais e piloteiros. Para a coleta de dados foram convidadas 55 pessoas, das quais 47 aceitaram responder o questionário semiestruturado e oito, se recusaram participar. Com relação aos mecanismos geradores do adoecimento foi possível contatar no campo da educação que apenas 8% da população possuem o ensino médio completo, mas 69% não concluíram o ensino fundamental. Outro aspecto que chama a atenção é o fato de que apenas 15% dos entrevistados ganham mais de um salário mínimo por mês. A grande maioria dos moradores, ou seja, 81% residem na comunidade há mais de dez anos. Percebe-se ainda que o adoecimento também se constitui no fato de que a comunidade não possui água tratada, posto de saúde, coleta de lixo e nem rede esgoto. A água utilizada para consumo humano é retirada do rio e tratada pelos próprios moradores com cloro e sulfato de alumínio. A falta de posto de saúde revela que o local é completamente esquecido pelos órgãos públicos. A omissão do estado no campo da saúde, educação e segurança contribui para a produção do adoecimento dos ribeirinhos que são obrigados a viver em casas que não oferecem as mínimas condições de moradia digna. Apenas as pessoas com doenças consideradas por eles mais graves, como mordida de cobra e pneumonia, são encaminhadas para Corumbá. As demais enfermidades são tratadas na própria comunidade por uma benzedeira. A construção social do adoecimento dos ribeirinhos também fica evidente na forma de trabalho que desenvolvem como coletores de iscas. Para tirar o sustento da família os moradores são obrigados a ficar até 12 horas por dia com a maior parte do corpo submerso no rio para conseguir pegar as iscas vivas, vendidas aos atravessadores por R$ 0,25 (vinte e cinco centavos) o que contribui para dar suporte ao turismo de pesca, atividade que sustenta toda a economia local.

    Palavras-Chave: Comunidade – Representações Sociais - Coletores de iscas – Construção do adoecimento.

  • Data da Defesa: 31/08/2012
  • Download: Clique aqui
+ HUMANIZAÇÃO, BIOPOLÍTICA E GOVERNAMENTALIDADE NA SAÚDE: TENSIONAMENTOS EM UNIDADES BÁSICAS DE CAMPO GRANDE, MS
  • Discente:
    • Estela Marisa Machado Ribas Comparin
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    A partir de minha prática em serviços de saúde da rede pública e das vivências expressas por trabalhadores inseridos no contexto da saúde, percebi a importância de problematizar a maneira como esses profissionais são capacitados para o "saber cuidar", considerando-se o modo de gestão proposto pelo Programa Nacional de Humanização, inserido no Sistema Único de Saúde. O objetivo geral deste estudo é fazer uma genealogia da relação entre trabalho e saúde no âmbito das políticas públicas para compreender de que modo as relações de saber e poder constituem os processos de trabalho de profissionais da saúde que atuam na rede básica em Unidades Básicas de Saúde e uma Unidade de Saúde 24 Horas, localizadas em Campo Grande, MS. Utilizei-me de Michael Foucault como base na literatura científica para abordar as formas de construir verdades, saberes e poderes que permeiam as relações intersubjetivas, enfatizando as relações de trabalho, sejam estas simétricas ou assimétricas; ao mesmo tempo, dialoguei com autores contemporâneos, discutindo os domínios de saber da Saúde Pública, Saúde Coletiva, Gestão em Saúde e Psicologia Social da Saúde. Os participantes da pesquisa foram os profissionais lotados nos serviços mencionados, nas áreas: administrativa, médica, enfermagem, serviço social, psicologia, odontologia, e outras. Para o desenvolvimento deste estudo, utilizo como ponto de apoio a abordagem teórico-metodológica sobre práticas discursivas e produção de sentidos, alinhada com pressupostos do construcionismo social. O delineamento da metodologia efetivou-se pelas oficinas focais com o tema Relações de Trabalho na Saúde Pública, com uso das associações livres geradas pelos sujeitos da pesquisa. As práticas e discursos de saberes e poderes no contexto de seus cotidianos de trabalho foram transcritas e analisadas. Tais discursos, associados a tecnologias e dispositivos, conforme dito por Michael Foucault, ofereceram subsídios para compreendermos aspectos que compõem os múltiplos sentidos das relações de trabalho e sobre o "saber cuidar", fazendo uso da tecnologia de si. Foi possível perceber na análise que as práticas por meio dos discursos são indissociáveis; mesmo quando ocorrem rupturas sobre um modo de verdade, as relações de poder estão presentes. Desse modo, ao mesmo tempo em que se desconstroem significados, também ocorrem ressignificações. A herança de modos de governar está inserida no contexto da saúde, seja pelas governamentalidades da Idade Média voltada para territórios e consequentemente o que está inserido neste, a exemplo da população, seja por outros modos de governo, como o de polícia, o da disciplina por meio da vigilância, os modos de construção de verdades firmados em modo jurídico como fonte reguladora, a biopolítica, o liberalismo e o neoliberalismo, desaguando nos processos da Saúde Pública e Saúde Coletiva e assim compondo um tecido humano formado por trabalhadores e usuários que vivenciam modos de saberes e poderes no contexto histórico e social.

    Palavras-chave: Saúde pública e coletiva. Governamentalidade na saúde. Trabalhadores da saúde. Práticas discursivas e produção de sentidos.

  • Data da Defesa: 26/06/2012
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA EM CRIANÇAS PORTADORAS DE CARDIOPATIA CONGÊNITA
  • Discente:
    • Lizandra Alvares Félix Barros
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    Introdução: Com a evolução das técnicas de tratamento das doenças crônicas na infância, a preocupação passou a não contemplar apenas aspectos físicos inerentes à doença, mas também à qualidade de vida (QV) destas crianças no decorrer e após o tratamento. A cardiopatia congênita (CC) está inserida no contexto das doenças crônicas considerando seu tratamento e acompanhamento longo, muitas vezes permeado por internações, cirurgias e outros aspectos. Dessa forma, a CC pode trazer importantes repercussões na QV da criança. Objetivo. Avaliar a QV da criança portadora de CC sob a ótica da própria criança. Método. Esse estudo caracteriza-se como exploratório, descritivo e de corte transversal. Participaram do estudo 25 crianças com diagnóstico de CC com idade entre 4 e 12 anos. Para avaliar a QV dessas crianças, foram utilizados dois instrumentos: um questionário sociodemográfico e o Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant Imagé (AUQEI). Resultados. Das 25 crianças participantes, 10 são do sexo masculino e 15 feminino, com idade predominante entre 4 e 6 anos. Relacionando o diagnóstico, 18 tiveram acesso ao diagnóstico até os 2 anos de vida, sendo que dessas, 12 antes de completar o sexto mês de vida. No tratamento, 13 foram submetidas à cirurgia para correção da CC. Nos diagnósticos, houve predomínio da Comunicação Interventricular (7) e Comunicação Interatrial (4). Na avaliação da QV, 18 crianças apresentavam QV satisfatória e a média geral de escore do grupo foi 52,60 ± 7,3. Não foi identificada correlação significativa entre os dados sociodemográficos e a análise da QV (p<0,05). Os domínios mais bem pontuados foram Lazer e Família, com destaque para as questões abordando "aniversário", "mãe" e "avôs". O domínio com menor pontuação foi Autonomia, cuja questão com a temática "longe da família" demonstrou o menor escore. Conclusões. Os achados obtidos demonstraram QV satisfatória nas crianças cardiopatas, em que a doença não é fator predominante para redução da QV no grupo estudado. O baixo escore obtido no domínio Autonomia pode estar ligado à relação superprotetora dos pais e à dificuldade em reconhecer que o filho tem capacidades semelhantes ou mesmo iguais aos de outras crianças sãs. Uma QV satisfatória na criança com CC pode estar relacionada a mecanismos de adaptação à doença.

    Palavras-chave: AUQEI. Qualidade de vida na infância. Criança. Cardiopatia congênita.

     

  • Data da Defesa: 25/06/2012
  • Download: Clique aqui
+ A COMPREENSÃO DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS AO TRANSPLANTE RENAL: SIGNIFICADOS, VIVÊNCIAS E QUALIDADE DE VIDA
  • Discente:
    • Flaviany Aparecida Piccoli Fontoura
  • Orientador(a):
    • Luciane Pinho de Almeida
  • Resumo:

    Introdução: O transplante renal é a terapia de escolha mais recomendada para portadores de Insuficiência Renal Crônica, devido à melhora na Qualidade de Vida e do aumento da sobrevivência do paciente frente aos demais tratamentos. Objetivo: Compreender o significado do transplante renal e o impacto desta modalidade terapêutica na vida de pacientes cadastrados na Associação dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados de Dourados e Região. Método: Participaram da pesquisa 15 pacientes submetidos a transplante renal, cadastrados na entidade e selecionados aleatoriamente. Adotou-se a pesquisa qualitativa, o instrumento utilizado para a coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada com roteiro de perguntas com dados sociodemográficos, questões relacionadas à doença e tratamento antes do transplante renal e o modo como o paciente se percebe no processo pós-transplante. A análise das falas foi o recurso utilizado para o tratamento dos dados. Resultados: A Qualidade de Vida para os transplantados renais significa ter boas relações interpessoais ? família/amigos, condições financeiras/trabalho, boa saúde e liberdade, reconquistando o poder de realizar atividades cotidianas. Os participantes perceberam que o transplante renal possibilitou uma vida nova um recomeço com outra significação. Também ressaltaram que há um prolongamento de anos de vida, além de permitir um cotidiano de vida mais independente. Dentre as expectativas enfatizaram as oportunidades reconquistadas após o transplante renal, que permite desenvolver a segurança de poder fazer planos para o futuro, projetos de vida e escolhas, recuperando a autonomia perdida com a doença, também emerge a preocupação em manter o enxerto funcionante e com os avanços no tratamento da doença. Os aspectos apontados como negativos no pós transplante foram as dificuldades de acesso à medicação, acesso à consultas médicas, laudos e exames, preocupação e insegurança quanto a rejeição e os efeitos colaterais dos medicamentos. Conclusão: A partir dos resultados encontrados, conclui-se que, os participantes perceberam que a Qualidade de Vida após o transplante renal melhorou, porém é um processo contínuo exigindo cuidados no regime terapêutico, a fim de manter-se saudável. Os dados desta pesquisa trouxeram informações sobre o comportamento humano frente à problemática do transplante renal, oferecendo subsídios aos profissionais na busca para a melhoria dos serviços prestados a essa clientela. Palavras-chave: Qualidade de Vida. Transplante renal. Saúde.

  • Data da Defesa: 17/05/2012
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E CAPACIDADE PARA O TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DE DOURADOS, MS
  • Discente:
    • Dayane Lemes De Queiroz
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    Introdução. A qualidade de vida tornou-se tema constante na atualidade devido à sua abrangência multidisciplinar e por permear todas as áreas do conhecimento, constituindo-se um conceito sociocultural aplicável às políticas e aos profissionais de saúde. Nesta esfera encontram-se os profissionais de enfermagem que devido às demandas físicas, emocionais e mentais decorrentes do trabalho podem apresentar comprometimento de sua qualidade de vida e capacidade laboral. Objetivo. Avaliar a qualidade de vida e a capacidade para o trabalho dos profissionais de enfermagem de um hospital de grande porte de Dourados, MS. Método. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo. De um universo de N=145 profissionais de enfermagem lotados nas unidades de terapia intensiva adulto, centro-cirúrgico e pronto-socorro foram amostrados n=129. Além do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, aplicaram-se três instrumentos para a coleta de dados: o questionário WHOQOL-Breve, o Índice de Capacidade para o Trabalho. Ambos instrumentos de autoavaliação e autoaplicáveis, e um instrumento contendo as variáveis sociodemográficas para delinear o perfil dos profissionais abordados. Para a análise estatística descritiva utilizaram-se os testes: Qui-quadrado, t de Student, Correlação Linear de Pearson e a Análise de Variância (ANOVA), com confiabilidade 95%. Resultados. Entre os 129 profissionais amostrados, obteve-se que 86,82% são do sexo feminino, casados (55,12%), técnicos de enfermagem (46,51%), que se dedicam exclusivamente ao seu posto de trabalho (64,34%), adultos jovens (Md=33,8 anos) com renda mensal de R$1.229,53. A unidade de terapia intensiva é o setor com maior expressividade da amostra (37,82%) e 62,39% dos trabalhadores executam suas atividades laborais nos setores críticos por afinidade/satisfação pessoal e profissional. Na análise dos domínios do WHOQOL-Breve, obteve-se que as mulheres estão melhores em qualidade de vida do que os homens devido aos baixos escores dos domínios Físico (p=0,029), Psicológico (p=0,008) e Meio Ambiente (p=0,041). Os casados apresentam baixo escore no domínio Meio Ambiente (p=0,045). A idade apresentou-se comprometida no domínio Relações Sociais (p=0,04) Os profissionais lotados no centro cirúrgico obtiveram nos domínios Psicológico (p=0,01) e Meio Ambiente (p=0,016) os mais baixos escores. Na correlação Índice de Capacidade para o Trabalho/WHOQOL-Breve, obteve-se baixos escores dos domínios Psicológico (p=0,00), Relações Pessoais (p=0,00) e Meio Ambiente (p=0,00). Conclusão. Os participantes possuem uma percepção positiva de sua qualidade de vida e capacidade laboral e há uma significativa relação entre a capacidade laboral e a qualidade de vida, pois quanto menor o Índice de Capacidade para o Trabalho, mais baixos foram os escores de qualidade de vida dos trabalhadores de enfermagem. Palavras-chave: Enfermagem. Qualidade de vida. Capacidade para o trabalho.

  • Data da Defesa: 20/04/2012
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DAS GESTANTES DE ALTO RISCO EM CENTRO DE ATENDIMENTO À MULHER DO MUNICÍPIO DE DOURADOS, MS
  • Discente:
    • Ceny Longhi Rezende
  • Docentes:
    • Marilia Martins Vizzoto
    • Heloisa Bruna Grubits Freire (Orientador(a))
  • Resumo:

    Introdução: A gestação, embora seja um evento comum na vida reprodutiva da mulher, pouca atenção tem merecido quanto às modificações normais percebidas nos domínios físicos e psicológicos de seu estado de saúde e percepção quanto a sua qualidade de vida. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida das gestantes consideradas de alto risco, atendidas em Centro de Atendimento à Mulher do município de Dourados, Mato Grosso do Sul. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de corte transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A amostra desta pesquisa compôs-se de 110 participantes, gestantes com diagnóstico confirmado de gestação de alto risco que realizaram seu pré-natal no Centro de Atendimento à Mulher. Foram aplicados dois instrumentos de coleta de dados: um questionário sociodemográfico com as seguintes variáveis: idade, escolaridade, ocupação, situação conjugal, renda familiar, profissão, número de filhos, vícios, inicio do pré-natal e problemas da gestação atual; o outro instrumento foi o Índice de Qualidade de Vida de Ferrans & Powers adaptado, relacionado à qualidade de vida, através de quatro domínios: Saúde/funcionamento, Psicológico/espiritual, Socioeconômico e Família. Resultados: Das 110 participantes da pesquisa, a média de idade foi de 28,2 anos, 75% são casadas, quanto à escolaridade 43,64% possuem nível fundamental, 69,61% são católicas, 63,89% são brancas, 51,82% trabalham fora de casa, com renda média familiar de R$ 1.251,00, sendo que 71,82% possuem algum hábito (beber café, tereré, chimarão, bebidas alcoólicas ou fumam), 70% não realizam atividade física, 89,09% residem com familiares, 61,76% possuem moradia própria, 41,82% possuem somente um filho, 68,81% não tiveram abortos em gestações anteriores, 84,40 iniciaram o pré-natal no primeiro trimestre e quanto a(s) problema(s) apresentado(s) nessa gestação 29% apresentam hipertensão arterial e 17,2% diabetes gestacional. Com relação ao estado civil das gestantes em relação ao instrumento de qualidade de vida, houve diferença significativa nos domínios Socioeconômico (p=0,006) e Família (p=0,019), nos quais as gestantes solteiras estão piores em qualidade de vida em relação às gestantes casadas. Já em relação ao número de filhos das gestantes, houve diferença significativa no domínio Saúde/funcionamento (p=0,037) sendo que, quanto maior o número de filhos, pior a qualidade de vida no domínio significativo. Conclusão: Esses resultados demonstram a necessidade de acompanhamento dessas participantes em programas especiais inseridos no pré-natal, de modo a contribuir para o enfrentamento da gestação de alto risco, melhorando assim a qualidade de vida dessa população. Conclui-se que, apesar dos desconfortos físicos e emocionais vivenciado pelas gestantes, elas perceberam sua qualidade de vida positivamente. Palavras-chave: Qualidade de vida. Gestação de alto risco. Pré-natal. Ferrans & Powers.

  • Data da Defesa: 20/04/2012
  • Download: Clique aqui
+ GENEALOGIA-CARTOGRÁFICA: DITOS E ESCRITOS SOBRE FAMÍLIAS-CUIDADO
  • Discente:
    • Jeferson Camargo Taborda
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    Esta pesquisa lança um olhar de estranhamento sobre alguns discursos em que a família apresenta se como enunciado para o cuidado. Por meio dos referenciais genealógicos de Michel Foucault e do conceito de linhas cartográficas de Gilles Deleuze, uma genealogia-cartográfica será o modo de colocar em análise materialidades diversas que conformam desenhos/discursos sobre uma famíliacuidado. Para tanto, as relações de poder e os regimes de verdade constituem as principais ferramentas conceituais para esta forma de pesquisa. A proposta de emparelhar materialidades variadas, indo de referências acadêmicas ao senso comum, embasa-se, portanto, numa perspectiva pós-estruturalista, e tem como objetivo tanto analisar como se constitui múltiplo o traçado desta família-cuidado quanto problematizar o conceito de neutralidade científica. Ao invés de conceber os discursos contidos nestas materialidades como representações da realidade, propõem-se que suas linhas traçadas performam determinadas realidades, sendo as marcas identitárias de gênero pulverizadas pelos saberes ?psi?, importantes vetores na conformação de justificativas de intervenções sobre o cotidiano familiar, em específico das famílias mais pobres. O campo da saúde e o campo social constituem assim, dois eixos por onde esta pesquisa problematiza as proveniências e condições de emergência de algumas práticas ancoradas neste desenho. Conceituam-se de séries, enunciados como ?cuidado familiar-identidade feminina? e ?família desestruturada-enfermidade-pobreza? que quando articulados compõe as linhas de uma ontologia da família-cuidado. Ao desnaturalizar as linhas/discursos das famílias como locus do cuidado, em que se toma também o das ?famílias desestruturadas? e o dos ?menores infratores?, tornase possível cartografar que antes de constituir uma essência indissociável, a constituição de uma família-cuidado implica muito mais analisá-la como mecanismo e agência. Palavras-chave: Família; Cuidado; Genealogia; Cartografia; Discursos.

  • Data da Defesa: 17/04/2012
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E STRESS EM PROFESSORES DE UMA FACULDADE PRIVADA
  • Discente:
    • Marcello Paskulin
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    O objetivo desta pesquisa foi avaliar a qualidade de vida geral e a prevalência de stress em docentes de uma faculdade privada de Foz do Iguaçu-PR. Tratou-se de um estudo quantitativo, exploratório, descritivo e de corte transversal. Os participantes da pesquisa foram escolhidos por amostragem aleatória simples. O procedimento de coleta de dados ocorreu através da aplicação conjunta de três instrumentos de pesquisa: questionário sóciodemográfico, o Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida (WHOQOL-breve) e o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). Os testes foram aplicados com 95% de confiabilidade na comparação entre as variáveis sócio-demográficas em relação ao WHOQOL-breve e ao ISSL. No perfil sócio-demográfico, dos 63 respondentes, predominam professores do sexo feminino (61,9%), casados (63,49%), com filhos (50,79%), renda de até sete salários mínimos (61,9%), titulação stricto sensu (55,56%), sete anos ou mais de vínculo com a instituição (60,32%), possuem outra atividade remunerada (84,13%) e atualmente não realizam tratamento de saúde (60,32%). Os professores apresentaram uma média de idade de 40 anos, e uma jornada de trabalho de aproximadamente 20 horas semanais na docência. O escore médio dos professores no instrumento WHOQOL-breve foi 67,67 e o domínio pior avaliado foi “auto-avaliação da qualidade de vida” com 63,10. Em relação ao ISSL, 46,03% apresentaram stress, com predominância de docentes na fase de resistência (89,66%) e de sintomas psicológicos (51,72%). Em todos os domínios do instrumento WHOQOL-breve os professores que não estão com stress apresentaram maiores escores de qualidade de vida em relação aos professores que apresentaram stress (p < 0,001), significando que, estatisticamente, os docentes com stress tendem a possuir menor qualidade de vida em comparação aos que não apresentam stress. Conclui-se que a alteração na qualidade de vida dos professores deve-se ao aumento das situações estressoras e da crescente dificuldade em seu enfrentamento. A fragilidade de vínculo ocupacional e as relações de trabalho orientadas pela lógica de mercado, desencadeando pressão por resultados, são situações comumente vivenciadas pelos educadores, reforçando o histórico de precarização da tarefa docente.

    Palavras-chave: Qualidade de vida, Stress, Professores.

  • Data da Defesa: 01/03/2012
  • Download: Clique aqui
+ A SIGNIFICAÇÃO DO LÚDICO NA CULTURA BORORO: O BRINCAR E O BRINQUEDO NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE
  • Resumo:
    O presente trabalho refere-se a uma pesquisa qualitativa pautada em uma postura fenomenológica, cujo tema é a influência do brincar e do brinquedo no processo de construção da identidade. Teve como objetivo principal verificar como se apresenta o lúdico na cultura bororo e quais são as influências do brincar e do brinquedo no processo de construção da identidade das crianças. Para a coleta de dados, realizada em 2011 na Reserva Indígena de Meruri, Mato Grosso, região central do Brasil, utilizou-se dos seguintes instrumentos: diálogos com crianças e adultos; observação e observação participativa das brincadeiras e oficinas de construção de brinquedos originais, tendo como modelo os brinquedos pertencentes a Coleção Bororo ?Albissetti e Venturelli?do Museu das Culturas Dom Bosco, datada de 1953. Os resultados revelaram a identificação das crianças bororo com brinquedos da cultura não-índigena e com a própria cultura bororo, na forma com a qual as crianças brincam. Palavras-chave: Psicologia. Identidade Infantil. Brincar. Criança Bororo.
  • Data da Defesa: 13/12/2011
  • Download: Clique aqui
+ ESTUDO DE CASO DE UMA FAMÍLIA INDÍGENA GUARANI-KAIOWÁ DE MATO GROSSO DO SUL COM ALTA PREVALÊNCIA DE SUICÍDIO
  • Discente:
    • Fabiane de Oliveira Vick
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O suicídio entre os indígenas Guarani-Kaiowá localizados em Mato Grosso do Sul, Brasil, apresenta elevadas taxas se comparadas aos maiores índices já registrados nacional e internacionalmente. Compreender tal fenômeno vem sendo um grande desafio aos profissionais envolvidos com essa questão. Dessa forma, esta pesquisa objetiva identificar os aspectos psicossocioculturais relacionados com o suicídio a partir de um estudo de caso de uma família indígena de Mato Grosso do Sul com alta prevalência de suicídio. Para tanto, realiza-se um levantamento sociodemográfico atingindo 31 membros dessa família extensa, que apresenta 7 casos de suicídio, a fim de conhecer as condições sociais e econômicas em que esta se insere. Realizam-se também 7 entrevistas de autópsia psicológica com familiares próximos do suicida, para investigar quais as intenções, os determinantes e o contexto psicológico da vítima que se suicidou. Os participantes deste estudo pertencem à etnia Guarani-Kaiowá da Aldeia Bororó situada no município de Dourados, MS. A análise dos dados e relatos obtidos demonstra que as causas para o fenômeno do suicídio indígena são multifatoriais. Quanto às questões de ordem psicológicas observa-se a fragilidade emocional, tristeza profunda, decepções amorosas, conflitos familiares, baixa autoestima, frustrações, entre outros. Referentes aos aspectos sociais e econômicos evidenciam-se precárias condições de sobrevivência que perpassam pelo comprometimento de algumas necessidades básicas como alimentação, moradia, emprego e geração de renda e que afetam a perspectiva e qualidade de vida dessa população. Por fim, por meio dos relatos, identifica-se a existência de aspectos culturais como a crença de feitiço realizado contra a vítima, tornando-a vulnerável. Dessa forma, infere-se que os aspectos psicológicos, sociais e culturais se inter-relacionam e se complementam para a efetivação do ato suicida.

     

  • Data da Defesa: 13/12/2011
  • Download: Clique aqui
+ ESTRATÉGIAS DE COPING ENTRE ADOLESCENTES
  • Resumo:
    Introdução. Estratégias de coping se referem a esforços cognitivos e comportamentais através dos quais indivíduos lidam com situações estressantes. Apesar de situações estressantes estarem presentes ao longo da vida, durante a adolescência o indivíduo está ainda testando sua capacidade de lidar com os diversos problemas que surgem, ao mesmo tempo em que ocorrem rápidas mudanças cognitivas, sociais, emocionais e físicas. As estratégias de coping utilizadas pelo adolescente são importantes preditores de seu ajustamento atual e futuro, podendo colocar o indivíduo em trajetórias de desenvolvimento mais ou menos adaptativas na vida adulta. Objetivo. Identificar as estratégias de coping utilizadas por adolescentes de uma instituição de qualificação sócio-profissional. Método. Exploratório, descritivo e de corte transversal. A amostra por conveniência foi composta por 76 adolescentes. Para a caracterização da amostra foi utilizado um questionário sociodemográfico contendo as variáveis sexo, idade, renda mensal familiar, quantidade de pessoas com quem divide a habitação, situação de moradia, série escolar, e grau de parentesco com as pessoas com quem divide a residência. Para a identificação das estratégias de coping foi utilizado o Inventário de Estratégias de Coping de Lazarus e Folkman. Para as análises foi utilizado o teste de diferença de médias t-student e teste de Análise de Variância (ANOVA), sendo ambos aplicados com 95% de confiabilidade. Todos os responsáveis pelos participantes apresentaram seu consentimento através de assina tura do termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados. Dentre os participantes, 75% são do sexo feminino e com idade predominante de 15 anos (98%). As estratégias de coping mais utilizadas foram: suporte social (M = 1,41), autocontrole (M = 1,39) e reavaliação positiva (M = 1,34), e as menos utilizadas foram fuga-esquiva (M = 0,97), afastamento (M = 1,10) e confronto (M = 1,15). Diferenças no uso de estratégias entre os sexos não foram encontradas (p > 0,13). Os eventos estressores relatados com maior frequência foram conflitos com pais (37%). Em eventos estressores ocorridos na interação com adultos, a estratégia fuga-esquiva foi a mais utilizada (p = 0,02). Conclusão. Em geral os participantes se mostraram ativos ao terem que lidar com eventos estressores, o que é geralmente concebido como mais adaptativo. Contudo a maior adoção de estratégias evitativas em eventos envolvendo adultos pode indicar dificuldade de negociação com estes. Palavras-chave: Coping, Enfrentamento, Adolescência.
  • Data da Defesa: 03/10/2011
  • Download: Clique aqui
+ AS INFLUÊNCIAS DA EQUITAÇÃO TERAPÊUTICA NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
  • Resumo:
    Introdução: a Equoterapia/Equitação Terapêutica é um método que, aliado à prática esportiva, busca benefícios biopsicossociais para o indivíduo, proporcionando melhoras referentes à socialização, aspectos afetivos e emocionais. Esse método estimula aspectos relacionados à atenção, capacidade de concentração e desempenho escolar, importantes para o desenvolvimento de crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O TDAH é diagnosticado quando existe a presença de sintomas, como desatenção e hiperatividade, que interferem negativamente no ambiente familiar e escolar. Objetivo e Método: trata-se de um estudo cujo método utilizado foi o Hipotético ? Dedutivo com Delineamento Quase-Experimental de Série Temporal, com avaliações, pré e pós-intervenção de sete sujeitos diagnosticados com TDAH e com idade compreendida entre sete e quatorze anos, sendo que apenas três fazem uso de medicação para controlar os sintomas do transtorno. O objetivo foi verificar possíveis mudanças de comportamento em ambiente familiar, escolar e terapêutico, após oito meses de intervenção com Equoterapia/Equitação Terapêutica. Procedimentos: Técnicas de Equitação foram utilizadas nos atendimentos. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário para pais, e outro para professores, bem como os testes psicológicos: d2 ? Atenção Concentrada, para avaliar atenção e a capacidade de concentração; Teste de Desempenho Escolar; Escala de TDAH ? versão para professores, para análise dos comportamentos característicos, dos participantes, em ambiente escolar; e considerações descritas nas fichas diárias de atendimento. Resultados e Discussão: o processo terapêutico, proposto por este estudo, alcançou benefícios, que ocasionaram redução significativa nos sintomas do TDAH, trazendo aos participantes melhoras relacionadas à atenção, concentração, sono, disciplina, responsabilidade, agressividade, impulsividade, irritabilidade, dentre outras. Conclusão: a Equoterapia/Equitação Terapêutica traz benefícios, não apenas para o comportamento de crianças, pré-adolescentes e adolescentes com TDAH, em ambiente familiar e escolar, como também promove o processo de aprendizagem, evidenciando que este método terapêutico é eficaz para o tratamento deste transtorno. Destacando que o aprendizado é mais estável e consistente, naqueles que não fazem uso de medicação; ou seja, os que fazem uso desta, estão propensos a regredir mais no mesmo período de tempo. Palavras-chave: Equoterapia. Equitação terapêutica. TDAH. Tratamento.
  • Data da Defesa: 30/09/2011
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E SEQUELAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO
  • Resumo:
    Introdução: Os acidentes de trânsito têm aumentado nos últimos anos, com um perfil epidemiológico característico; consequentemente o indivíduo com lesões e sequelas adquiridas após o acidente pode ter comprometimentos na mobilidade, na vida ocupacional, nas relações sociais, na saúde física e mental, refletindo na sua qualidade de vida. Objetivo: Avaliar a Qualidade de Vida Geral e Qualidade de Vida Relacionada à Saúde de indivíduos que possuem sequelas em decorrência de acidentes de trânsito. Método: realiza-se neste trabalho uma pesquisa quantitativa, de corte transversal, com um estudo exploratóriodescritivo para conhecer as características sociodemográficas e a qualidade de vida dos indivíduos com sequelas de acidentes de trânsito. Utilizam-se os instrumentos de avaliação de qualidade de vida: questionários World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-100) e The Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey (SF-36) e o Questionário Sociodemográfico elaborado pela pesquisadora, numa amostra de 100 participantes. Para a análise estatística, utilizam-se o teste t de Student para as variáveis categóricas em relação aos domínios dos questionários SF-36 e WHOQOL-100; o teste de correlação linear de Pearson, para as variáveis contínuas; e o teste de análise de variância (ANOVA). O nível de significância adotado para os testes estatísticos é de 5%, ou seja, p<0,05. Resultados: Dos 100 participantes, há 66% do sexo masculino; 42% solteiros; 52% com ensino médio, e apenas 4% com ensino superior ou pós-graduação; 86% na faixa etária de 18 a 49 anos; 32% com a renda antes do acidente entre R$ 501,00-1.000,00, e 38% entre R$ 1.001,00-2.000,00; 49% com uma renda após o acidente entre R$ 501,00-1.000,00 e R$ 1.001,00-2.000,00; 66% como condutores no momento do acidente. Quanto aos veículos envolvidos, 77% são motocicletas, e 52% carros; quanto à ocorrência do acidente, 52% durante momento de lazer, e 36% de trabalho; 65% das lesões localizam-se nos membros inferiores, e 46%, nos membros superiores. Com o WHOQOL-100, obtêm-se os escores médios para todos os domínios de qualidade de vida, exceto para os Aspectos Espirituais/Religião/Crenças Pessoais, o que demonstra a importância desse aspecto na qualidade de vida da amostra. Em relação à Qualidade de Vida Relacionada à Saúde, verificam-se os menores escores para os domínios Aspectos Físicos, Aspectos Emocionais e Capacidade Funcional, sendo o maior escore para o domínio Estado Geral de Saúde. Conclusão: A partir dos diversos resultados apresentados, conclui-se que, da amostra estudada, os indivíduos com sequelas de acidente de trânsito apresentam mudanças e dificuldades significativas após o acidente, as quais trazem prejuízos à sua percepção da qualidade de vida, e o fator espiritual apresenta-se como um aspecto importante para possibilitar uma melhor qualidade de vida. Palavras-chave: Qualidade de vida. Acidentes de trânsito. Saúde.
  • Data da Defesa: 12/09/2011
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM DE UMA FACULDADE PRIVADA DO MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Fabrício de Mello Paixão dos Santos
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    A avaliação da Qualidade de Vida (QV) em estudantes universitários tem se constituído um importante campo de pesquisa. Este construto muitas vezes está vinculado à condição de saúde, porém nem sempre há relação direta entre saúde e QV. Um aspecto importante levando em conta no presente estudo é a percepção dos participantes, a qual revela, de maneira mais fidedigna, a QV destes. Os acadêmicos de Enfermagem estão suscetíveis a desequilíbrios emocionais por se tratar de pessoas que estão em contato direto com a enfermidade e a morte, o que pode influenciar negativamente em sua QV. A pesquisa em pauta visou avaliar a qualidade de vida geral dos acadêmicos do curso de Enfermagem de uma faculdade privada matriculados nos 1°, 2º, 3º e 4º anos (140 alunos). Foram utilizados como instrumentos de pesquisa o questionário geral de qualidade de vida do grupo de qualidade de vida da organização mundial de saúde World Health Organization Quality Of Life -WHOQOL-100 e um questionário sócio-demográfico. O primeiro está dividido em seis domínios: Físico, Psicológico, Nível de Independência, Relações Sociais, Meio e Ambiente e Aspectos Espirituais/Religião/Crenças Pessoais. O questionário sócio-demográfico abordou as seguintes variáveis: sexo, idade, estado civil, trabalho e jornada de trabalho, transporte, outra graduação, problema de saúde, moradia e classe social. A pesquisa foi de natureza quantitativa, descritiva e de corte transversal, na qual foi estabelecido um período no ano (entre outubro e novembro de 2009) para a aplicação dos referidos questionários. Utilizaram-se os testes de Diferença de Médias, Análise de Variância (Anova) e Correlação Linear de Pearson para as análises dos dados. Verificou-se que os acadêmicos possuem maiores escores, logo, melhor QV, com relação ao domínio Aspectos Sociais e piores escores nos domínios Físico e Meio Ambiente. Foram detectadas diferenças estatisticamente significativas quando cruzados os dados do questionário sócio-demográfico com relação ao sexo e ao domínio Psicológico (p=0,044), sendo que os homens apresentaram uma melhor QV no que tangia a este domínio. Cruzando a variável Problemas de Saúde com os domínios do WHOQOL-100, verificou-se que a QV dos acadêmicos apresenta menores escores quanto ao domínio Físico (p=0,010), Psicológico (p=0,007) e Nível de Independência (p<0,001). Concluiu-se, portanto, que a QV dos acadêmicos de Enfermagem da referida instituição encontra-se abaixo da média com relação ao sexo e problemas de saúde. Os estudantes do sexo masculino possuem melhor QV do que os do sexo feminino com relação ao domínio Psicológico. Quanto à variável Problemas de Saúde, os alunos que possuíam algum tipo de problema apresentaram uma pior QV com relação aos domínios Físico, Psicológico e Nível de Independência.
    Palavras-chave: Qualidade de vida; Acadêmicos; Enfermagem. WHOQOL-100.

  • Data da Defesa: 04/05/2011
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E TRANSTORNOS PSÍQUICOS MENORES EM SEMINARISTAS CATÓLICOS
  • Resumo:
    A religiosidade e a espiritualidade sempre foram considerados importantes elementos de suporte para as pessoas que sofrem e/ou estão doentes. Objetivo: Avaliar a Qualidade de Vida geral e a prevalência de Transtornos Psíquicos Menores nos Seminaristas Católicos. Método: Um estudo de corte transversal, descritivo e comparativo. Foram entrevistados 68 seminaristas católicos através de um Questionário sócio-demográfico, WHOQOL-100 World Health Organization Quality of Life e SRQ-20 e o Self Report Questionnaire. Para análise estatística foi utilizado teste de diferença de médias, Análise de Variança (ANOVA), teste Qui-Quadrado (x²), teste de Correlação de Pearson e teste Exato de Fischer, sendo todos aplicados com 95% de confiabilidade. Resultados: Entre os participantes 25 alunos cursavam Filosofia, 10 estudavam o Propedêutico e 33 Teologia. Quanto à classe econômica, 24 pertenciam às faixas A/B e 44 às faixas C/D. A média de idade foi 26,88 anos. A média de horas dormidas foi de 6,43 horas. A média do número de pessoas em casa 6,18. A avaliação da qualidade de vida mostrou-se alta em todos os domínios investigados. Com relação ao cruzamento entre as dimensões do WHOQOL?100 e a presença/ausência de sofrimento mental, em todos os domínios do instrumento de qualidade de vida e SRQ 20, houve diferença significativa, demonstrando que os candidatos que possuíam sofrimento mental estavam piores em relação aos que não possuíam em todos os domínios do WHOQOL-100. A qualidade de vida foi afetada pela quantidade de horas dormidas, sendo que quanto maior a quantidade de horas dormidas melhor era a qualidade de vida na dimensão relações sociais. A classe econômica correlacionada com o WHOQOL-100 no domínio ambiente mostrou qualidade de vida menor nas classes C/D. Conclusão: A qualidade de vida dos seminaristas foi boa e a prevalência de Transtornos Psíquicos Menores não foi significante. Palavras-chaves: Qualidade de Vida. Religiosidade. Transtornos Psíquicos Menores. Seminaristas Católicos.
  • Data da Defesa: 02/05/2011
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS MÉDICOS ORTOPEDISTAS DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL
  • Resumo:
    Introdução: o Brasil conta hoje com 180 escolas médicas, que formam cerca de 15.500 novos médicos por ano. Destes, cerca de 400 escolhem a especialidade Ortopédica, estudando, para tanto, pelo menos mais três anos e submetendo-se à prova de obtenção de título de especialista. Na ânsia de exercer da melhor forma possível sua profissão, esses médicos muitas vezes, assim como em outras especialidades, relegam a segundo plano preocupações com sua saúde e seu bem-estar; ?Qualidade de Vida? pode ser entendida como a preocupação com seu bem-estar físico e emocional. Objetivo: avaliar a Qualidade de Vida e suas implicações nos agentes promotores de saúde especializados em Ortopedia e Traumatologia é o intuito desta pesquisa. Método: foi realizado um estudo quantitativo-descritivo, de corte transversal, convidando a responder ao questionário World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-100) 117 médicos ortopedistas do estado do Mato Grosso do Sul, além de questionário sociodemográfico elaborado pelo autor. Para a análise estatística dos dados, foram aplicados três testes estatísticos distintos: o teste de Análise de Variância (ANOVA); o teste t de Student; e o teste de correlação linear de Pearson. Os testes foram aplicados com uma confiabilidade de 95%. Resultados: Dos 117 ortopedistas convidados a responder o questionário, 29 ortopedistas o fizeram, observando-se que as variáveis estudadas que possuem relação com os domínios do WHOQOL-100 foram: Idade, tempo de formado, renda e carga horária de trabalho. No caso da idade e tempo de trabalho, há uma relação positiva com os domínios Relações Sociais (p=0,043) e Ambiente (p=0,002), o domínio Renda influencia positivamente nos domínios Nível de Independência (p=0,034) e Ambiente (p=0,040), ou seja, quanto maior a renda do ortopedista melhor a qualidade de vida nesses domínios. Já a carga horária de trabalho do ortopedista influencia negativamente na dimensão Psicológica (p=0,030) demonstrando que quanto maior a carga horária, menor será a qualidade de vida na dimensão significativa. Conclusões: os médicos ortopedistas apresentaram altos escores nos domínios do WHOQOL-100 apresentando, em sua percepção, boa qualidade de vida. Palavras-chave: Qualidade de vida. Ortopedistas. WHOQOL-100.
  • Data da Defesa: 27/04/2011
  • Download: Clique aqui
+ ESTRESSE E QUALIDADE DE VIDA DE BOMBEIROS MILITARES
  • Resumo:
    Os bombeiros militares são submetidos a situaçõesde emergencias diferentes em sua rotina de trabalho, traço esse característico do trabalho que exercem, por essa razão houve uma preocupação com a incidência de estresse e a qualidade de vida desses militares. Esta pesquisa tem como objetivo geral detectar a prevalência de Estresse e a Qualidade de Vida em Bombeiros Militares de um quartel do interior do estado do Mato Grosso do Sul. Amostra de 33 pessoas de um grupamento, em um universo de 42 convidades, militares que trabalham no Setor Operacional. Utilizou-se o método de pesquisa quantitativo, descritivo e de corte transversal, os dados foram coletados por meio da aplicação de três instrumentos: o Questionário Sociodemográfico para a caracterização da população estudada, com as variáveis, idade, sexo, posto e graduação relações de trabalho, Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp, que investiga a prevalência do estresse, as fases ? Alerta, Resistência, Quase-exaustão e Exaustão ? e a sintomatologia predominante, física e/ou psicológica; para avaliar a Qualidade de Vida Geral foi utilizado o questionário WHOQOL-breve da Organização Mundial da Saúde, que investigas através dos domínios aspectos Físicos, Psicológico, Relações Sociais, os resultados demonstraram que os bombeiros pesquisados, em sua maioria, não apresentam de estresse a percepção sobre a qualidade de vida se classifica entre boa a excelente. Palavras-chave: Estresse. Bombeiros militares. Qualidade de vida.
  • Data da Defesa: 25/04/2011
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA
  • Resumo:
    Devido à melhoria das estruturas para o desempenho satisfatório de tarefas dos colaboradores de uma instituição, para a promoção do bem-estar no trabalho e produção com excelência, é recomendável que as questões de Qualidade de Vida (QV) sejam avaliadas. As pessoas dedicam grande parte de suas vidas desenvolvendo funções ocupacionais. No trabalho, passa-se a maior parte do dia no expediente e, a partir dessa relação, tem-se como resultado muitas conquistas, mas também algumas questões relacionadas com o comprometimento da QV. Objetivo. Avaliar a QV geral dos funcionários administrativos de uma universidade privada. Método. A amostra desta pesquisa compõe-se de 66 participantes, escolhidos aleatoriamente, funcionários de todas as áreas institucionais, que atuam em atividades operacionais, até as lideranças das equipes de trabalho. Além do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, aplicam-se dois questionários: o Questionário Sociodemográfico, para a caracterização da amostra quanto às variáveis: idade, sexo, estado civil, renda, escolaridade, tempo de serviço, carga horária, moradia, trabalho em outro local, atestado médico e doença crônica; e o World Health Organization Quality of Life (WHOQOL- 100). Resultados. Dos 66 participantes da pesquisa, 45,5% são casados, 69,7% do sexo feminino, na faixa etária de 25 a 35 anos são 47%, com renda até R$ 1.000 35,5%, e 33,9% com renda acima de R$ 2.000; quanto à escolaridade, 31,7% do nível médio, 30,2% são graduados e 23,8% pós-graduados; 53,1% possuem até 2 anos de tempo de serviço na Instituição, e 87,1% trabalham 44 horas ou mais. Residem em casa própria 79,0% e 44,6% possuem atestado médico. Com relação ao sexo dos funcionários, a dimensão Nível de Independência teve diferença significativa (p = 0,023), e os homens apresentam escores maiores que as mulheres. Em relação ao estado civil, há diferença significativa no domínio ?Espirituais? (p = 0,027), e os divorciados mostram menores escores no domínio. Em relação à escolaridade, percebe-se diferença significativa nos domínios Relações Sociais (p = 0,037) e Ambiente (p = 0,031). No domínio Relações Sociais, quanto maior a escolaridade, maior a qualidade de vida. No caso do domínio Ambiente, os funcionários com menor grau de instrução possuem maiores escores de qualidade de vida nesse domínio. Com relação ao tempo de serviço na instituição, há diferença significativa em três domínios: Psicológico (p = 0,018), Nível de Independência (p = 0,019) e Relações Sociais (p = 0,002). No domínio Ambiente, existe diferença significativa em relação a apresentação de atestado médico pelo funcionário no último ano (p = 0,002). Conclusão. A partir dos diversos resultados apresentados, dentre os mais relevantes estão: os funcionários com maior tempo de serviço possuem melhores escores de qualidade de vida e aqueles com atestado médico possuem escores menores em relação aos demais funcionários. Conclui-se que, apesar das diversas atribuições e da atuação em horas extras de trabalho, esses trabalhadores perceberam sua QV positivamente, contrapondo-se assim à questão levantada inicialmente nesta pesquisa. Palavras-chave: qualidade de vida; trabalhadores; WHOQOL-100.
  • Data da Defesa: 11/03/2011
  • Download: Clique aqui
+ MARCAS IDENTITÁRIAS E A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO
  • Discente:
    • Suelen Ribeiro Miranda Pontes Duarte
  • Orientador(a):
    • Anita Guazzelli Bernardes
  • Resumo:

    A Enfermagem como profissão vem sendo modificada de acordo com transformações histórico-políticas do campo da saúde. Essas transformações acabam por engendrar marcas e formas de trabalhar em Enfermagem. Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo investigar as marcas identitárias que produzem as formas de ser e trabalhar em Enfermagem a partir de uma abordagem construcionista. Realizar esta pesquisa partiu do interesse como docente em saber das diversas identidades que vêm sendo construídas e da possibilidade de criar outras marcas identitárias na formação em Enfermagem. O presente estudo analisa o processo de construção identitária do enfermeiro, descreve as principais características da formação deste profissional e analisa as práticas discursivas presentes nesta formação, considerando os discursos que tornam possível a própria profissão. Para esta reflexão, foi utilizada uma estratégia genealógica que auxilia a pensar na proveniência e emergência como produção da figura do profissional enfermeiro. As ferramentas utilizadas nesta genealogia são as relações de poder/saber/marcas identitárias constitutivas do campo do Construcionismo Social. Os materiais utilizados para a pesquisa foram: o currículo mínimo do Decreto n. 27.426, 14 de novembro de 1949, que regulamenta a Lei n. 775, de 6 de agosto de 1949; as diretrizes curriculares mencionadas na Resolução n. 3, de 7 de novembro de 2001, do Conselho Nacional de Educação; o Projeto Político Pedagógico e o currículo do curso de Enfermagem 2006 da Instituição de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul. Como resultados, foi possível a identificação de marcas como a assistência prestada pela Enfermagem, que se torna possível devido a relações de poder/saber conformadas em um discurso Biomédico, além de se considerarem os diversos acontecimentos no setor saúde que fizeram da Enfermagem uma ciência, e não uma categoria submissa à Medicina, a partir da proveniência do discurso da Saúde Coletiva. Essas novas marcas possíveis pela reforma da saúde no Brasil tornam atribuições da Enfermagem: planejar, coordenar e organizar os serviços de saúde, bem como a prática do cuidado. O estudo demonstrou que a Enfermagem é campo de construção de sujeitos e objetos, portanto, de marcas identitárias, produzidas pelos discursos encontrados no currículo, que atuam como tecnologias de poder/saber no interior da Instituição, contribuindo para a formação de enfermeiro mediante os discursos Biomédico e de Saúde Coletiva e ainda para os enfrentamentos dos discursos Biomédico e de Saúde Coletiva. Apesar de todas as modificações no campo da saúde, a formação em Enfermagem tem ainda uma interpelação intensa do discurso Biomédico, que é a marca principal do currículo. Palavras-chave: Marcas identitárias. Formação em Enfermagem. Relações de poder/saber. Discurso Biomédico. Discurso da Saúde Coletiva.

  • Data da Defesa: 03/03/2011
  • Download: Clique aqui
+ AS COTAS RACIAIS PARA O AFRODESCENDENTE BRASILEIRO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
  • Discente:
    • Joanna D?arc de Paula Almeida
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    A cota racial na educação superior no Brasil é uma política de ação afirmativa que visa a reverter o quadro de desigualdade educacional da população afro-brasileira em relação à população branca. No Brasil, o tema divide as opiniões, e há muitas controvérsias, mesmo se tratando de uma medida para superar as desigualdades socioeconômicas existentes no país. Este estudo tem por objetivo identificar, entender o posicionamento, conhecimento, experiência e a percepção de alunos afro-brasileiros que estão na etapa de término do ensino médio ou em curso preparatório pré-vestibular, diante das políticas de cotas raciais para cursar a graduação superior. Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, que utilizou a entrevista estruturada para coleta dos dados e análise de conteúdo como ferramenta metodológica. Participaram deste estudo 26 alunos que se identificaram como afro-brasileiros e que estão no término do ensino médio ou no curso preparatório pré-vestibular e que concordaram em participar da pesquisa. A coleta de dados foi realizada no Instituto Luther King ? Ensino, Pesquisa e Ação Afirmativa e na Escola Estadual Antônio Delfino Pereira, Campo Grande, MS, e ambas as instituições, localizadas em Campo Grande, MS, atendem, em sua maioria, alunos afro-brasileiros que pretendem ingressar no ensino superior e não dispõem de poder aquisitivo suficiente. Os resultados deste estudo foram obtidos por meio da análise de conteúdo que utilizando o roteiro das entrevistas, e elaborados quadros facilitaram a organização dos códigos de significação usados pelos sujeitos para realização deste trabalho. Conforme a percepção dos alunos afro-brasileiros, os aspectos favoráveis das cotas raciais na educação superior são: conhecimento com a finalidade de competitividade; oportunidade para tentar conseguir o que os pais não tiveram condições de dar, e qualidade de vida, porque garante o futuro. Já os aspectos desfavoráveis são o receio de serem discriminados, e alguns dizem que as cotas podem aumentar o racismo. Quanto ao entendimento e posicionamento sobre as cotas raciais na educação superior, os alunos disseram que as cotas representam: direito, igualdade e oportunidade. Direito como forma de inclusão; igualdade a todos, sem distinção nenhuma a acesso a bens fundamentais, como a educação e emprego; e oportunidade, que facilitará a entrada do afro-brasileiro na universidade e também proporcionando o acesso ao mercado de trabalho. Diante dos resultados, verificamos que a cota racial na educação superior no Brasil visa a reverter o quadro de desigualdade educacional, porém, o que influencia o afro-brasileiro é uma inibição generalizada e arraigada contra a utilização de um direito e uma oportunidade de igualdade, mesmo quando esta lhe é concedida. Palavras-chave: Afro-brasileiro. Desigualdade social. Cotas raciais.

  • Data da Defesa: 10/12/2010
  • Download: Clique aqui
+ IDENTIDADE INFANTIL ASSENTADA: UM ESTUDO ETNOGRÁFICO NO CONTEXTO PSICOSSOCIAL
  • Resumo:
    Este texto reporta uma pesquisa qualitativa etnográfica, cujo tema é o recorte identitário territorial em seis crianças assentadas, de sete a dez anos, discutindo o modo como elas representam o momento que estão vivendo e o seu entorno. A pesquisa de campo envolve observação, entrevistas e desenhos livres e padronizados do teste H-T-P (House-Tree-Person). A coleta de dados foi realizada em 2008 e 2009, em dois assentamentos rurais do Município de Sidrolândia, MS. As crianças, seus pais, irmãos e dois professores foram os participantes desta pesquisa. Apresenta-se uma revisão teórica sobre a relação entre a psicologia, as iniciativas para resolver problemas fundiários e seu impacto sobre a construção da identidade infantil no espaço rural brasileiro; discute-se o conceito de identidade, mediado pelos estudos culturais, semiótica e psicologia social que guiaram o núcleo de análise de dados e suas discussões. Os resultados deste estudo revelaram significativa dissociação entre as representações e projeções infantis quanto ao seu entorno e ao seu futuro, revelando um imaginário dividido entre categorias rurais e urbanas. Além disso, discutiu-se a relação entre território, cultura e vínculos familiares. Os resultados sugerem que os filhos acompanham os projetos dos genitores, tendendo a reproduzir o modelo parental: os pais estão em situação de negociação com o ambiente, o que se reflete no imaginário infantil. A identificação e reprodução aparecem problematizadas pela presença de estímulos externos, como consumo midiático e figuras ideais. Palavras-chave: Psicologia social. Identidade infantil. Estudos culturais. Semiótica. Assentamento. Rural e urbano.
  • Data da Defesa: 26/11/2010
  • Download: Clique aqui
+ DISFUNÇÃO SEXUAL ? INIBIÇÃO DO DESEJO SEXUAL FEMININO E SINTOMAS DEPRESSIVOS
  • Discente:
    • Paula Andreia Curti
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Os problemas sexuais femininos são uma importante discussão nos últimos anos. O presente estudo teve como finalidade avaliar uma das Disfunções Sexuais Femininas, a Inibição do Desejo Sexual, na qual mulheres passam a não desejar mais os seus parceiros sexualmente, com diminuição do seu desejo sexual, sofrendo prejuízos sociais, psicológicos e culturais. Essa disfunção sexual pode estar relacionada tanto a aspectos psicológicos, como a biológicos. Muitas mulheres com sintomas depressivos, frequentemente associado com o baixo desejo sexual procuram ajuda em clínicas especializadas para o tratamento. O presente estudo verificou e identificou um grupo de estudantes universitárias, em que, de um total estudantes 305 (N), foram avaliadas 87 (n) o que corresponde a 28,52% da população, e se os sintomas depressivos aumentam o risco da Disfunção Sexual Feminina ? Inibição do Desejo Sexual. O local da pesquisa foi em uma Instituição de nível superior. Foi entregue a cada universitária um termo de consentimento para a autorização da pesquisa e, em seguida, aplicado um questionário sociodemográfico, elaborado especialmente para atender os objetivos da pesquisa junto com o Inventario de Depressão Beck = BDI para avaliar sintomas depressivos e o Female Sexual Function Index para avaliar a disfunção sexual, Inibição do Desejo Sexual. Para a análise estatística, foi utilizado o teste de diferenças de médias e análise de correlação linear, sendo que todos os testes foram aplicados com 95% de confiabilidade. Verificou-se por meio do questionário sociodemográfico que a maioria das estudantes não trabalha (80,2%), possui alguma religião (74,7%), religião católica (69,2%), tem vida sexual ativa (73,3%), tem parceiro fixo (70,0%), praticam masturbação (43,9%), não realizam tratamento médico (88,4%), alegam não fazer uso de medicamentos (51,2%). Em geral as estudantes não apresentaram escore que indique risco de disfunção sexual na análise do Índice de Funcionamento Sexual Feminino. No Inventario de Depressão de Beck = BDI, mostrou-se uma maior população, 60,9%, de mulheres sem sintomas depressivos e 39,1% com sintoma depressivo leve /moderado. A partir dos dados obtidos, pode-se observar que os sintomas depressivos não aumentaram o índice da Disfunção Sexual Feminina, Inibição do Desejo Sexual na população investigada. Palavras-chave: Inibição do desejo sexual feminino. Sintomas depressivos. Disfunção sexual. Inventario de Depressão de Beck= BDI.

  • Data da Defesa: 25/10/2010
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO: A FALA DOS MOTORISTAS DE ÔNIBUS URBANO
  • Resumo:
    A partir da Psicodinâmica do Trabalho este estudo objetivou conhecer e compreender de que modo os motoristas de ônibus urbano percebem a sua qualidade de vida relacionada ao trabalho que exercem. O recorte qualitativo possibilitou o acesso ao objeto de estudo por meio de entrevista semi-estruturada com vinte profissionais de duas das cinco empresas de transporte urbano de Campo Grande, e questionário informativo para complementação das informações necessárias. Os motoristas foram abordados aleatoriamente nas empresas no final de seu turno de trabalho, sendo entrevistados individualmente em sala que assegurou o sigilo das informações prestadas. A análise de conteúdo foi o recurso utilizado para o tratamento dos dados. Qualidade de vida para os motoristas é, entre outros fatores, ter boas condições de trabalho; ter tempo para se dedicar à vida pessoal/familiar; gozar de saúde; ter um emprego, pois por meio do trabalho torna-se possível a satisfação de necessidades importantes na vida como alimentação, moradia, acesso à educação e a serviços de saúde eficientes. Entre os aspectos apontados como importantes para se ter qualidade de vida no trabalho foram apontados o reconhecimento pelo trabalho realizado; a manutenção dos veículos, em razão dos conflitos que são evitados junto aos passageiros; o respeito e a cooperação destes e de outros motoristas no trânsito para com o seu trabalho; tabelas de bordo atualizadas e mais flexíveis que possibilitem trabalhar sob menor pressão do tempo. Como aspectos agradáveis e que geram satisfação no seu trabalho destacam-se o reconhecimento dos passageiros e aquele proveniente da chefia, pois estimula sua auto-estima e a satisfação com o próprio desempenho. Os aspectos apontados como os mais desagradáveis em sua prática laboral foram a incompreensão, o desrespeito e a falta de cooperação dos passageiros para com o seu trabalho; a falta de apoio e de confiança da empresa e a preocupação com o cumprimento do horário das tabelas de bordo. Os dados desta pesquisa chamam a atenção quanto aos riscos de adoecimento que ficam expostos os motoristas quanto a este último aspecto no que se refere à pressão exercida pela fiscalização, percebida pelos profissionais como geradora de ansiedade e sofrimento no trabalho. Ações empresariais e governamentais relacionadas aos aspectos identificados pelos motoristas como prejudiciais à sua qualidade de vida no trabalho, poderão contribuir para a proteção e promoção de sua saúde bem como para a obtenção de melhorias nos serviços prestados à população. Palavras-Chave: Qualidade de vida. Trabalho. Motoristas de ônibus.
  • Data da Defesa: 15/10/2010
  • Download: Clique aqui
+ SÍNDROME DE BURNOUT: RELAÇÃO COM LOCUS DE CONTROLE EM PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PRIVADA
  • Resumo:
    É bem conhecido o alto nível de exposição ao risco para o estresse ocupacional e a Síndrome de Burnout, ao qual estão submetidos os profissionais de segurança privada, com repercussões importantes em sua saúde física e mental. Objetivos: Caracterizar a ocorrência e os níveis da Síndrome de Burnout e sua relação com o Locus de Controle de trabalhadores de segurança privada, relacionando : Vigilantes Patrimoniais e os Vigilantes de transporte de valores. Casuística e Método: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de corte transversal. De uma população N=461 de trabalhadores de segurança privada de uma empresa de Campo Grande, MS, participaram n=143 (31%) sendo 109 Vigilantes Patrimoniais (76,23%) e 34 (23,78%) Vigilantes do Transporte de Valores, todos do sexo masculino. Para esta finalidade foram utilizados os instrumentos de pesquisa: 1) o Inventário de Burnout de Maslach; 2) a Escala de Locus de Controle no Trabalho; e 3) o Questionário Sociodemográfico e Ocupacional. Para as análises dos dados sociodemográficos categóricos em relação ao Inventário de Burnout e Escala de Locus de Controle no Trabalho foi aplicado o teste Qui-quadrado (2), com nível de 5% de significância e, para os dados sociodemográfico-ocupacionais contínuos, utilizou-se a técnica de Análise de Variância. Resultado: Encontrou-se um nível moderado da Síndrome de Burnout, e média Exaustão Emocional, Despersonalização e Baixa Realização Profissional. Associações estatisticamente significativas foram obtidas entre Síndrome de Burnout na dimensão Despersonalização e a variável função/cargo, maior prevalência para o cargo de Vigilante Patrimonial; a variável idade para os mais jovens; e para os profissionais com menor tempo de profissão; e trabalho por turno para os que trabalham com turno fixo. Encontrou-se diferença significativa entre escolaridade e Exaustão Emocional. Com relação ao Locus de Controle no Trabalho, encontrou-se uma média de 52,1% da amostra classificada como Locus de Controle Interno, e as pessoas com menor escolaridade apresentaram Locus de Controle interno. Não se encontrou associação estatística significativa entre Síndrome de Burnout e o Locus de Controle no Trabalho.Conclusões: Os dados obtidos demonstram que tanto para os Vigilantes Patrimoniais quanto para os Vigilantes do Transporte de valores a Síndrome de Burnout está em curso. Estes resultados remetem à necessidade de medidas de prevenção que possibilitem uma intervenção e manejo dos fatores de risco psicossocial específicos para Síndrome de Burnout. Procedimentos de validação empírica da ELCT devem se repetir em amostras e organizações para o aprimoramento dos índices psicométricos. Palavras-chave: Estresse ocupacional. Locus de Controle no Trabalho. Segurança privada. Síndrome de Burnout.
  • Data da Defesa: 16/08/2010
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA, SAÚDE E ATIVIDADES FÍSICAS DE MULHERES QUE SOFRERAM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
  • Resumo:
    A principal etiologia de um Infarto Agudo no Miocárdio é a obstrução da artéria coronária por uma placa de aterosclerose ou por um coágulo de sangue. No Brasil, anualmente, a incidência é de 300 a 350 mil, e cerca de 214 mil evoluem para o óbito. Nesse sentido, em relação ao gênero feminino, constata-se um número muito superior de mulheres com prevalência de doenças do coração, que predominam quando comparadas a mortes por outras causas. Objetivo: Avaliar a QV, Saúde e Atividades Físicas de mulheres que sofreram Infarto Agudo no Miocárdio. Método: Trata-se de um estudo exploratório descritivo e de corte transversal. Utilizam-se dois instrumentos de pesquisa, o MacNew QLMI, associado aos escores dos domínios físico, emocional e social, e um questionário sociodemográfico-ocupacional. São estudadas 51 mulheres, com episódio de Infarto Agudo no Miocárdio antes da aplicação dos questionários, com acompanhamento ambulatorial no hospital Regional de Campo Grande MS. Como critério de inclusão, mulheres com história prévia de revascularização, cirúrgica ou não, decorrente de Infarto Agudo no Miocárdio, com idade entre 35 e 94 anos e prontuários entre 1ª de janeiro de 2008 e 31 de dezembro de 2009, excluídas as que não atendem a esses requisitos. Esta pesquisa foi autorizada pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Os resultados foram analisados por técnicas descritivas, utilizando-se o teste Anova, seguido pelo pós-teste de Tukey e do t de Student. Resultados: Com relação à faixa etária, as participantes de idade mais avançada possuem pouca Qualidade de Vida (p=<0,001). Entretanto as participantes em geral possuem boa Qualidade de Vida. Constatou-se maior predomínio de mulheres brancas (p=0,29). Nível de escolaridade geral (p=0,98) e renda mensal (p=0,85) não apresentaram diferenças significativas com o MacNew QLMI. O maior nível de Qualidade de Vida correlacionou-se positivamente para as participantes que realizaram revascularização cirúrgica no tempo de ocorrência de dois anos, para a avaliação total e para os domínios emocional, físico e social; e o menor, para aquelas que a realizaram há um ano, para a avaliação geral (p=0,03) e para o domínio emocional (p=0,01). Quanto ao tempo de ocorrência pós Infarto Agudo no Miocárdio, não houve diferença significativa com a Qualidade de Vida (p=0,27); em relação a problemas psicológicos e psiquiátricos, houve correlação significativa com a ansiedade, depressão e irritabilidade para a avaliação da Qualidade de Vida (p=0,005) e, quanto ao uso medicamentoso, esta foi significativamente menor para aquelas que não o usavam (p=0,65). Em relação à Qualidade de Vida, a hipertensão e a diabete apresentaram correlação significativa para a avaliação total e para os domínios emocional, físico e social (p=0,69). O tabagismo apresentou pior Qualidade de Vida para a avaliação total (p=0,007) e para o domínio emocional (p=0,04) para as participantes adeptas a ele. Na avaliação total (p=0,37) e domínio físico (p=0,24), houve correlação significativa para as participantes sem orientação para as atividades físicas. Em relação à Qualidade de Vida, no escore total e no escore dos domínios emocional, físico e social, o sedentarismo (p=0,04) e a inatividade física (p=0,002) correlacionam-se significativamente. Conclusão: Estes resultados demonstram a necessidade de acompanhamento dessas participantes em programa especiais de reabilitação, com abrangência multidisciplinar em combate ao sedentarismo e inatividade física, de modo a contribuir com a prevenção de doenças associadas ao modus vivendi dos dias atuais, em especial, para o Infarto Agudo no Miocárdio, melhorando assim a Qualidade de Vida dessa população.
  • Data da Defesa: 15/07/2010
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS FARMACÊUTICOS DE DROGARIAS DE CAMPO GRANDE, MS
  • Resumo:
    O termo Qualidade de Vida (QV) está presente em vários setores de nossa sociedade, como economia, na política, educação, sociologia, especialidades da saúde, entre outros. É um tema multidisciplinar, sendo amplamente utilizado em pesquisa, pois é um campo de interface entre diversas áreas do conhecimento. A presente pesquisa teve por objetivo avaliar a QV de uma amostra de farmacêuticos que atuam em Drogarias de Campo Grande, MS. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório-descritivo e de corte transversal. A amostra foi composta por N=64 farmacêuticos, sendo que N=43 (67,2%) responderam a solicitação da pesquisa. Para avaliar a QV dos farmacêuticos foram aplicados dois instrumentos: um questionário sociodemográfico e o questionário genérico de QV (The Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey ? MOS SF-36). Na análise estatística dos dados, utilizaram-se para as variáveis categóricas relacionadas aos domínios do MOS SF-36, o teste t-student e o teste de Análise de Variância (ANOVA). Para as variáveis demográficas contínuas foi aplicado o teste de correlação linear de Pearson, sendo todos eles aplicados com 95% de confiabilidade. Resultados. Dos 43 farmacêuticos pesquisados, verificou-se que a maioria era do sexo feminino (76,7%); e casados (61,0%); 64,9% atuam como funcionários e 35,1% como proprietários; a maioria trabalha até 44 horas semanais (57,1%); somente 20,9% trabalham em outro local. No quesito tempo de serviço, 46,5% estão acima de 2 anos; 59,5% trabalham com até 5 funcionários na Drogaria e a maioria (79,1%), não precisou solicitar licença médica nos últimos 2 anos. A média de idade dos farmacêuticos foi de 32,63 anos e a renda média de R$ 1.974,00. Na análise dos domínios do MOS SF-36, a melhor média geral de QV foi capacidade funcional (87,09), e a menor foi aspecto emocional (61,26). Na análise dos dados sociodemográficos categóricos verificou-se diferença significativa com relação a variável sexo nas dimensões: dor (p=0,010), vitalidade (p=0,029), e aspectos sociais (p=0,013), nas quais os farmacêuticos estão melhores em QV em relação as farmacêuticas nessas dimensões. Quanto à carga horária dos farmacêuticos, constatou-se diferença significativa nas dimensões capacidade funcional (p=0,048), aspectos físicos (p=0,001), estado geral de saúde (p=0,027), vitalidade (p=0,013), aspectos sociais (p=0,039), aspectos emocionais (p=0,031) e saúde mental (p=0,032), nos quais os farmacêuticos que trabalham acima de 44 horas semanais apresentaram pior QV nessas dimensões. Houve diferença significativa entre à variável tempo de serviço e o domínio estado geral de saúde (p=0,046), cujos os farmacêuticos com tempo de serviço superior a dois anos obtiveram melhor QV nesse domínio. Na variável: se o farmacêutico esteve ou não de licença médica foi constatada diferença significativa na dimensão aspectos físicos (p=0,027). Na análise dos dados sociodemográficos contínuos, com relação a idade, a dimensão do questionário correlacionada foi vitalidade (p=0,012), sendo que a mesma possui correlação positiva, ou seja, quanto maior a idade, melhor a QV nesta dimensão. A pesquisa mostrou uma boa QV dos farmacêuticos em geral, indicando ótimo escore no domínio capacidade funcional, ressaltando o bom desempenho produtivo no exercício da profissão, e apresentou o domínio aspecto emocional com o menor escore geral, mesmo assim os resultados são satisfatórios. Porém, novas pesquisas devem ser realizadas para a comparação com os resultados obtidos.
  • Data da Defesa: 06/05/2010
  • Download: Clique aqui
+ FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE TRANSTORNOS ALIMENTARES ENTRE ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE CAMPO GRANDE - MS
  • Resumo:
    A adolescência é um período de mudanças físicas e psicológicas significativas. As escolhas e as rejeições alimentares sofrem as influências de diferentes fatores. A vulnerabilidade às pressões da mídia, que tem como padrão de beleza o ?culto ao corpo?, as preocupações com a imagem corporal também são marcantes nas escolhas alimentares dos adolescentes, cujos fatores influenciam a predisposição para adoção de comportamentos alimentares inadequados. A presente pesquisa tem como objetivo identificar a prevalência de escore positivo (EAT+), indicativo de transtornos alimentares, através do Teste de Atitudes Alimentares (EAT-26), visando ainda conhecer a relação com o Índice de Massa Corporal, a insatisfação corporal e o comportamento alimentar entre adolescentes de ambos os sexos, entre 12 e 14 anos de idade de uma escola pública de Campo Grande, MS. Foi aplicado em 136 estudantes, do 7o ao 9o ano, além do EAT-26, um questionário sociodemográfico e realizada a classificação do estado nutricional, através do Índice de Massa Corporal. Verificou-se que 13,2% dos adolescentes apresentaram EAT+, contudo não foi possível detectar diferença significativa entre os sexos. Foi possível observar um predomínio de escores positivos entre os alunos do 7o ano. Observou-se que 75% dos alunos estavam com o peso ideal, porém a prevalência de EAT+ foi maior entre os alunos que não estavam com o peso ideal (23,5%). A vergonha do corpo foi observada em 38,2% da amostra. O medo de engordar ou de ficar mais gordo (a), foi observado em 19,1% dos estudantes, os quais apresentaram indicativos para o desenvolvimento de transtornos alimentares. Foi superior o percentual encontrado entre os alunos que se sentiam com o peso não ideal (22%) entre aqueles que se consideravam com o peso ideal (6,5%). A insatisfação corporal foi observada entre 49 adolescentes e, destes 26,5% apresentaram EAT+. Porém, a preocupação com o corpo e a busca por exercícios físicos não foi significativa, apenas 15,8% apresentaram EAT+. Observou-se que a busca por dietas e o hábito de ?pular refeições? oriundas da preocupação com a forma física, mostraram associação com o possível desenvolvimento de transtornos alimentares. Contudo, a análise do consumo de frutas, legumes e verduras não foi significativo. Sendo assim, observou-se que as relações com o corpo podem ser mais decisivas para o desenvolvimento de alterações importantes do comportamento alimentar, ou seja, a insatisfação corporal pode ser realmente manifesta em seu desejo de perder peso através da adoção de práticas alimentares e de redução de peso corporal inadequadas. Palavras-chave: Transtorno alimentar. Estado nutricional. Adolescente. EAT-26.
  • Data da Defesa: 06/05/2010
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE, DOENÇA E DENGUE PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
  • Resumo:
    A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti infectado. Os locais propícios para a proliferação do vetor são ambientes quentes e úmidos. Os sintomas são febre com início súbito, forte dor de cabeça, nos olhos e articulações, manchas vermelhas na pele, náusea e vômito, podendo evoluir para um quadro de sangramento pelo nariz, boca e gengiva, além de hemorragia interna, que pode levar a pessoa a óbito. A prevenção é a melhor forma de evitar a doença e deve ser feita por meio do cuidado da população e do governo com os locais propícios à proliferação do mosquito. A Teoria das Representações Sociais foi utilizada como referencial teórico/metodológico neste estudo por acreditar-se que no campo da saúde essa teoria ajuda a entender que determinadas concepções criam maiores ou menores condições de vulnerabilidade e de risco. O objetivo desta pesquisa foi identificar as representações sociais sobre saúde, doença e dengue de crianças e adolescentes que estudavam em uma escola pública na cidade de Campo Grande, MS, escolhida por localizarse no bairro Aero Rancho, que, em 2007 e 2008, foi considerado pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande o bairro da cidade com o maior número de casos notificados de dengue. Crianças e adolescentes foram escolhidos para esta pesquisa por estarem em uma época da vida propícia à aquisição de hábitos que tendem a ser levados para a vida adulta e velhice. Foram entrevistados 23 crianças e adolescentes, sendo 11 com idade entre cinco e seis anos e 12, entre 14 e 16 anos. A entrevista incluiu questões referentes ao que eles entendiam por saúde, doença, dengue, como fazer para se prevenir da dengue e o que acontece com as pessoas que são infectadas. Também foi elaborado um desenho que representava o que elas entendiam por dengue. Os resultados mostraram que, na representação de saúde, prevalece o modelo biomédico, no qual saúde é ausência de doenças, e houve diferença quando comparada a visão das crianças com a dos adolescentes. Já a doença foi representada pela maioria por meio de aspectos físicos ou de estar com alguma doença. A dengue foi representada como uma doença e muitas crianças a associaram com a gripe suína. Em relação à prevenção, a maioria dos participantes relatou concepções de prevenção de acordo com as veiculadas pelo Ministério da Saúde e agentes comunitários de saúde, e algumas crianças relataram a prevenção da dengue misturada com concepções importantes na prevenção da gripe suína. Quanto ao que acontece com quem pega a dengue, os resultados mostraram que as crianças e adolescentes conhecem bem os sintomas da dengue, sendo mais relatado o sintoma de dor no corpo, seguido da dor de cabeça. Os desenhos confirmaram os relatos das entrevistas e neles não ocorreu associação da gripe suína com a dengue. Sugeremse mais pesquisas nessa área, pois os programas de educação em saúde devem basear-se em estudos sobre as concepções de saúde e doença da população para que sejam eficazes e transformem crianças e adolescentes em atores sociais participativos na área da saúde.
  • Data da Defesa: 28/04/2010
  • Download: Clique aqui
+ ACIDENTES DE TRÂNSITO E PRODUÇÃO DE SENTIDOS
  • Resumo:
    Têm crescido significativamente os estudos referentes aos acidentes de trânsito, temática que ocupa hoje o status de problema de Saúde Pública e pode ser considerada, inclusive, em escala global. O Acidente de Trânsito está entre as principais causas de morte em pessoas de 15 a 44 anos e, no geral, perde apenas para os homicídios. O presente estudo problematiza os acidentes de trânsito a partir da produção de sentidos, mais especificamente, do modo como a Psicologia do Trânsito conforma um campo de significações que recaem e constituem a experiência do sobrevivente com o próprio acidente. É relevante o estudo sobre a produção de sentidos que os acidentes têm para os acidentados, cuja vida, por vezes, é intensamente modificada por causa do acidente sofrido, uma vez que pesquisas sobre essa temática poderão reforçar o planejamento de políticas e ações que promovam a prevenção dos acidentes no trânsito. A pesquisa foi desenvolvida no Hospital Regional de Rondonópolis, MT, nas enfermarias da Clínica Ortopédica, com 14 usuários sobreviventes de acidentes de trânsito (13 do sexo masculino e 1 do sexo feminino), na faixa etária entre 22 e 47 anos. O campo teórico da pesquisa apoia-se no Construcionismo Social, com foco nas práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano. O material discursivo analisado foi obtido por meio da realização de entrevistas semiestruturadas. A análise discursiva, com destaque para os repertórios linguísticos, resultou na sistematização dos repertórios: Psicologia do Trânsito e Saúde Pública. A partir desse procedimento analítico, elaboram-se as categorias de análise com base nos objetivos propostos. Buscou-se reconhecer, na análise das práticas discursivas, sentidos atravessados por esses discursos, para explicar os acidentes de trânsito. Esses repertórios permitiram a compreensão do modo como os acidentes de trânsito materializam-se mediante um conjunto de práticas discursivas produzido por diversos campos de conhecimento. Os repertórios sobre os acidentes de trânsito configuram-se incipalmente no contexto do humano e reforçam a forma como a Psicologia do Trânsito interpela o cotidiano e produz esses modos de significação que objetiva o acidente de trânsito mediante causas/responsabilização, consequências/limitações, no financeiro, familiar e social. A sistematização do conjunto de práticas que objetivou os acidentes de trânsito, respondeu ao objetivo geral da pesquisa: Problematizar a Psicologia do Trânsito mediante a objetivação desses acidentes. Esse estudo adverte para a necessidade de se implementarem políticas públicas específicas consistentes, que levem em conta a dimensão cultural e enfatizem programas por meio da educação e ações que promovam a prevenção dos acidentes de trânsito.
  • Data da Defesa: 14/04/2010
  • Download: Clique aqui
+ PSICOLOGIA DO PROFUNDO E FORMAÇÃO SACERDOTAL: ESTUDO APLICATIVO DA TEORIA DA ?AUTOTRANSCENDÊNCIA NA CONSISTÊNCIA? DE LUIGI M. RULLA, SJ UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO (UCDB) MESTRADO EM PSICOLOGIA CAMPO GRANDE2010
  • Resumo:

    Sempre foi objeto de acirrado debate na psicologia a possibilidade da vivência do celibato como é apresentado pela Igreja Católica. Estudos dos últimos anos permitem afirmar com certo realismo esta possibilidade. A pretensão desta pesquisa não é debater esta possibilidade em si, mas indagar se os candidatos ao celibato sacerdotal estão sendo afetivamente formados ou capacitados para uma vivência adequada deste estado de vida. Esta pesquisa nasceu de uma inquietação do pesquisador de que corre-se, nas casas de formação, o risco de não se adotar um modelo formativo que capacite o candidato ao sacerdócio em sua dimensão afetiva para a vivência do celibato. O seu objeto de estudo é a teoria da ?autotranscendência na consistência?, desenvolvida a partir da psicologia do profundo de Luigi Rulla, que consiste na busca contínua da superação do eu atual como caminho da realização do eu ideal através da internalização dos valores transcendentes. Na prática formativa significa uma formação pautada no modelo formativo da integração, ou seja, levar o formando a assumir num processo de vida livremente escolhido, todas as forças dinâmicas (conscientes e inconscientes) da sua personalidade. O principal objetivo da pesquisa é descrever o atual modelo formativo humano-afetivo oferecido em um seminário de Mato Grosso para a vivência do celibato buscando identificar se este modelo tem contribuído para a ?autotranscendência na consistência? dos candidatos. O método proposto é o qualitativo e o levantamento dos dados se deu por meio de entrevistas com roteiro semi-aberto, realizadas com três jovens que vivem em sistema de internato no seminário pesquisado e três formadores do mesmo seminário. Estes dados foram interpretados hermeneuticamente a partir da teoria que embasa a pesquisa. Os resultados revelaram, em primeiro lugar, ao menos na realidade estudada, que a intuição inicial do pesquisador da adoção de um modelo formativo inadequado não se confirma, pois o modelo formativo adotado não se reduz a apresentar normas de comportamento, mas procura levar o candidato ao sacerdócio a, partindo de sua própria história, conhecer suas inconsistências para trabalhá-las internalizando os valores propostos pela instituição para a vivência do celibato. Consequentemente, partindo da análise do modelo formativo adotado, a saber o modelo da integração, pode-se perceber que tem havido um esforço pela busca da ?autotranscendência na consistência?. A pesquisa revelou igualmente a real necessidade de um ulterior acompanhamento dos candidatos depois de ordenados sacerdotes por meio de uma adequada formação permanente. Por fim, quanto às motivações da escolha vocacional em geral os candidatos se moveram inicialmente por motivações mais estéticas e depois de certo tempo de formação foram capazes apontar motivações mais consistentes. Em outras palavras, as motivações pelas quais entraram nem sempre são as pelas quais perseveraram na vocação.

  • Data da Defesa: 05/04/2010
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E MIGRAÇÃO: UM ESTUDO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE SAÚDE, DOENÇA E AMBIENTE
  • Discente:
    • Dalila Castelliano Baldutti
  • Orientador(a):
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
  • Resumo:

    A condição de saúde da população é fortemente influenciada por fatores ambientais e socioculturais. O objetivo desta pesquisa foi identificar as representações sociais de saúde e doença e a relação com o ambiente para um grupo de migrantes da cidade de Campo Grande, MS. Participaram da pesquisa 19 migrantes, de ambos os sexos e com média de idade de 63, beneficiados pelo Projeto ?Mudando para Melhor Imbirussu-Serradinho?, coordenado pela Empresa Municipal de Habitação (EMHA). Os participantes moravam em uma área de risco, às margens do córrego e, após o projeto, foi remanejada para uma área urbana. O instrumento utilizado para a coleta dos dados foi uma entrevista estruturada com questões sobre dados sociodemográficos, saúde, doença, questões ambientais e o modo como os migrantes se percebem nesse processo. Os participantes revelaram que o que mais valorizam na vida é ter saúde e ter uma casa, porém não fazem uma relação entre ambas, pois muitos participantes afirmaram que a mudança de local de moradia não interferiu na sua saúde. Isso pode estar relacionado ao entendimento da saúde como um estado, e não como um processo, revelando a influência do modelo biomédico. A RS de saúde esteve associada à possibilidade de realizar certas atividades, a ter autonomia e manter sua independência. Já a representação de doença foi o inverso do que foi definido como saúde, além de ser algo muito triste e ser causada por fatores psicológicos. Alguns relatos sinalizaram as concepções sobre a falta de controle frente o processo de adoecer. Esse entendimento da saúde e doença revela que os participantes não consideram as fases assintomáticas de determinadas doenças, o que pode dificultar a adoção de comportamentos preventivos e manutenção de hábitos saudáveis. A respeito de quem seria o responsável pela saúde da população, os participantes destacaram três responsáveis: Deus, o médico e a própria pessoa. No entanto nenhum participante definiu mais de dois responsáveis pela saúde, não citou outros profissionais de saúde além dos médicos e nenhum destacou a saúde como um direito do cidadão e dever do Estado, o que pode dificultar a reivindicação por melhores condições ambientais e serviços de saúde. Associado a esse fato, os participantes relataram que a mudança de local de moradia propiciou-lhes um melhor acesso a serviços sociais e de saúde. Trabalhar com essa temática pode contribuir na otimização de futuros projetos que envolvam o processo de migração de populações (remanejamentos, acampamentos e assentamentos), visto que isso pode indicar formas para maximizar a adesão da população a esses projetos. Além disso, identificar como as pessoas percebem a relação entre saúde e ambiente pode contribuir no desenvolvimento de estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde, articuladas à conscientização ambiental, que busque estabelecer parcerias entre a sociedade civil e política.

  • Data da Defesa: 03/03/2010
  • Download: Clique aqui
+ A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE UMA MÃE INDÍGENA COM FILHO QUE POSSUI PARALISIA CEREBRAL
  • Resumo:
    A paralisia cerebral (PC), como condição de deficiência tem suas implicações sociais que afetam todos os familiares. Dessa forma, o fato de ser mãe de uma criança com paralisia cerebral traz diferentes representações sociais acerca desta criança especial. Este estudo teve como objetivo descrever as reações e sentimentos que foram elaborados pela mãe indígena para lidar com a deficiência do filho, bem como identificar as representações sociais da Paralisia Cerebral, para o grupo familiar. Situado no contexto das pesquisas qualitativas, este estudo de caso foi desenvolvido através da participação de uma mãe indígena Guarani/Kaiowá, que faz parte do grupo de mães indígenas que frequentam a Escola de Educação Especial ?Maria Júlia Ribeiro? (APAE/Dourados). Selecionou-se para esta pesquisa a etnia Guarani/Kaiowá, por ser o grupo que contempla a maior quantidade de casos com deficiência, com maior incidência de Paralisia Cerebral. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, analisadas a partir da teoria da Representação Social, baseadas num roteiro de questões, incluindo aspectos sociodemográficos e perguntas abertas, sobre a representação social materna e familiar frente ao filho com Paralisia Cerebral e o lugar que este filho ocupa na família. O filho especial representa para os pais ?aquele que cresceu e sobreviveu?, em comparação com os outros filhos falecidos; por isso não é ?rejeitado?, seus progressos ?são ressaltados?, sendo valorizado pelos recursos financeiros obtidos para a família, através de sua deficiência. O desenvolvimento de ações voltadas para saúde preventiva, bem como a criação de um espaço destinado especificamente para o atendimento das crianças com deficiência, com uma equipe multiprofissional nas aldeias poderá contribuir significativamente no processo de acompanhamento da educação e da reabilitação dos indivíduos com necessidades especiais.
  • Data da Defesa: 18/12/2009
  • Download: Clique aqui
+ CÂNCER DE MAMA, IMAGEM CORPORAL E GANHO DE PESO: ESTUDO DE CASO
  • Resumo:
    Em países ocidentais, o câncer de mama é visto como uma das principais causas de morte em mulheres. Este tipo de câncer é o mais frequente por volta dos 30 anos de idade tem aumentado a cada década subsequente. Qualquer mulher pode desenvolver esse tipo de câncer. O presente estudo objetivou verificar a relação entre imagem corporal e ganho de peso, pós-quimioterapia, em uma paciente submetida à mastectomia. O método utilizado foi um estudo de caso, realizado por meio de entrevista. Participou deste estudo uma mulher, com idade de 57 anos, que, após o diagnóstico de câncer, passou por mastectomia unilateral e não fez cirurgia de reconstrução da mama. Com essa finalidade foi utilizada a ficha de anamnese, semanário e entrevista. Foram avaliados os seguintes itens imagem corporal, ganho de peso e mastectomia, chegando-se às seguintes conclusões: a paciente passou por todo o processo de sofrimento comum à mulher com câncer de mama, que tem que se submeter à mastectomia; a paciente sofre com o preconceito em relação à sua doença; a autoimagem corporal é negativa, ou seja, insatisfatória e tem como possível causa a medicação, pois, dentre outros, colaborou para o aumento de peso; a alimentação se apresenta de forma satisfatória, demonstrando que a paciente possui bons hábitos alimentares; a gordura corporal se apresenta, sob o ponto de vista da paciente, como sendo o aspecto mais difícil de ser superado. Palavras-chave: Câncer de mama. Mastectomia. Aumento de peso. Imagem corporal.
  • Data da Defesa: 18/12/2009
  • Download: Clique aqui
+ ESTRESSE EM TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL
  • Resumo:
    O tema estresse vem sendo amplamente estudado pela ciência por sua relevância no processo de saúde/adoecimento. A área da construção civil emprega, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, até 10% da população economicamente ativa dos países industrializados. No Brasil, ultrapassa 1,5 milhão de pessoas. O presente trabalho teve por objetivo verificar a prevalência de estresse em trabalhadores de três canteiros de obras de construção civil situados no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Para tanto, utilizou-se o método de pesquisa quantitativo, de corte transversal, com uma amostra composta de 123 participantes cujas ocupações incluíram serventes, pedreiros, eletricistas, carpinteiros, mestres, encarregados, encanadores, engenheiros, entre outras. Para a coleta dos dados foram utilizados dois instrumentos: Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), que investiga a prevalência do estresse, as fases ? alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão ? e a sintomatologia predominante, física e/ou psicológica; e questionário sociodemográfico, com dados sobre idade, sexo, grau de escolaridade, entre outros. Foi realizada uma análise descritiva dos dados encontrados e para comparação das variáveis categóricas, utilizou-se o teste qui-quadrado de Pearson, ou o teste exato de Fisher, na presença de valores esperados menores que 5. Para comparação de variáveis contínuas entre dois grupos, foi utilizado o teste Mann-Whitney. O nível de significância adotado para os testes estatísticos foi de 5%, ou p<0,05. Os resultados das análises demonstraram que a maioria dos participantes é do sexo masculino (99,19%), com média de idade de 38,21 anos; o grau de escolaridade mais comum é o Ensino Fundamental (65,85%); 91,06% possuem vínculo empregatício com carteira assinada; 69,92% não possuem qualificação formal. Os resultados do ISSL mostram que 22,76% dos trabalhadores da construção civil apresentam sintomas significativos de estresse. Destes, 89,29% estão na fase de resistência, 3,57% na fase de quase-exaustão e 7,14% na fase de exaustão. Há predominância dos sintomas psicológicos (67,86%) sobre os físicos (32,14%). O estudo mostra resultados preocupantes com relação à existência de fase de exaustão que, não obstante em menor percentual, significa sério risco de adoecimento para alguns trabalhadores.
  • Data da Defesa: 17/12/2009
  • Download: Clique aqui
+ RAÍZES NA LÍNGUA: IDENTIDADE E REDE SOCIAL DE CRIANÇAS TERENA DA ESCOLA BILINGUE DA ALDEIA BANANAL
  • Resumo:
    O trabalho que segue é um estudo de caso exploratório e qualitativo, cujo objetivo é compreender alguns aspectos da identidade de crianças em processo de escolarização, no contexto de sua rede social. Sua metodologia é a observação participante, completada com a análise de entrevistas selecionadas. Os sujeitos da pesquisa são crianças da primeira série da Escola Municipal Indígena Pólo ?General Rondon?, na Aldeia Terena Bananal Distrito de Taunay ? Aquidauana, MS, com seus responsáveis. A amostra inicia-se com observação de toda a rede e se especifica numa coleta de dados com três alunos, mais suas mães e professoras. Eles são entrevistados e têm assim a oportunidade de falar sobre a experiência da alfabetização bilíngue e sua relação com a cultura Terena. O resultado mais importante da discussão é que a alfabetização é importante para a preservação da cultura indígena, sem esquecer a negociação com a cultura letrada.
  • Data da Defesa: 17/12/2009
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE, DOENÇA, VELHO E VELHICE PARA IDOSOS ATENDIDOS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
  • Discente:
    • Marcia Cristina Bortoleto Rotta
  • Orientador(a):
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
  • Resumo:

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a população de idosos no Brasil vai saltar de 7% para 14% até 2025, tornando o país o sexto no mundo em número de pessoas acima de 60 anos. Atreladas a isso vêm às preocupações de como lidar com esse fenômeno, seja no âmbito das políticas públicas sociais, educacionais e da saúde, tornando cada vez mais necessário estudar mecanismos que ajudem essa crescente população a ter uma vida digna e de qualidade. A velhice ainda é vista por muitos profissionais, pesquisadores e pela sociedade, na sua maioria, com preconceito, pois ainda é considerada como uma etapa que é caracterizada por perdas, sendo confundida com doença. Esta pesquisa teve como objetivo a identificação da representação social da saúde, doença, velho e velhice para pessoas acima de 60 anos, que fazem parte de um grupo de atividade física e outras que não fazem parte deste grupo, identificar suas características sócio-demográficas; conhecer sua relação com a imagem corporal e verificar o nível de autonomia dos participantes. Este estudo foi realizado na Unidade Básica de Saúde da Família São Benedito em Campo Grande-MS, e participaram vinte idosos que são atendidos pela Unidade e que desejaram fazer parte da pesquisa. Os participantes responderam a uma entrevista estruturada, que incluiu dados sócios demográficos, questões relacionadas à representação social de saúde e doença, velho, velhice e atividade física; responderam também questões sobre autonomia funcional e realizaram um teste de satisfação corporal. A análise dos dados foi qualitativa, tendo como base a teoria das representações sociais. Com este estudo, verificou-se que a maioria dos participantes da pesquisa eram do sexo feminimo, a média de idade de 69,4 anos, com instrução escolar em ensino fundamental incompleto, com renda proveniente de aposentadoria ou pensão, com valor médio de um salário. O problema de saúde que mais afeta o grupo é a hipertensão arterial e a dor nas costas. Identificamos que a maioria dos participantes não apresentam comprometimento funcional ou têm um comprometimento funcional leve. Com relação à satisfação com a imagem corporal, tanto os participantes do grupo que faz parte da atividade física quanto para o que não fazem, encontram-se insatisfeitos, havendo diferença entre os sexos, os homens na maioria são satisfeitos com a imagem que possuem, independente do grupo. As representações sociais de saúde, doença, velho e velhice não foram diferentes entre os grupos. Os participantes relacionaram saúde à aspectos subjetivos e a representação social de doença entendida como algo que provoca sensações físicas. O termo velho foi entendido como algo que não existe, ou um termo pejorativo e a velhice como uma situação de incapacidade, quando não se agüenta mais fazer as mesmas coisas. Os participantes que fazem parte do grupo de atividade física reconhecem os exercícios físicos como um comportamento preventivo e auxiliar na promoção de saúde, reforçando a importância da prática. Acredita-se que este estudo auxiliará na adesão, por parte dos pacientes da Unidade Básica de Saúde, quanto nas futuras intervenções relacionadas à promoção de saúde e prevenção de doenças.

  • Data da Defesa: 16/12/2009
  • Download: Clique aqui
+ AS CRIANÇAS DE UMA ESCOLA DE CUIABÁ-MT E AS SUAS MUITAS CARAS DO AMOR: UM ESTUDO DE CASO
  • Resumo:
    O presente trabalho teve como objetivo analisar os relatos sobre as expressões do afeto, as relações afetivas e a concepção do amor, num grupo de crianças na faixa etária de seis a nove anos em uma escola privada, de ensino fundamental de Cuiabá, MT. Para tanto, foram utilizados alguns pressupostos e técnicas ligadas à pesquisa qualitativa de estudo de casos e do método clínico. Dentre os procedimentos, realizou-se a observação participante, as entrevistas semiestruturadas, teste do desenho e o estudo de caso. A análise dos dados se deu por meio da leitura e interpretação do material em conformidade com os conceitos teóricos da Psicologia Psicodinâmica e da Psicanálise, à medida que necessário para a compreensão do que estava sendo apresentado pelas crianças participantes. Para elas, o amor pareceu estar mais relacionado ao fazer juntas as tarefas do cotidiano. Os pais dessas crianças parecem ser, enquanto marido e mulher, a maior referência na vida delas. Foi plausível perceber quão benéfico pode ser para o desenvolvimento a criança poder contar com os pais que mantêm um bom relacionamento enquanto marido e mulher. Quando ocorre a separação do casal, o processo costuma ser doloroso para todos os envolvidos: o casal, os filhos, os avós, os tios, para a família como um todo. As crianças participantes desta pesquisa puderam contar com o apoio dos parentes próximos para ajudá-las na elaboração de uma nova vida e na adaptação às mudanças dela provenientes.
  • Data da Defesa: 14/12/2009
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DO HOSPITAL DO CÂNCER DE CAMPO GRANDE/ MS
  • Resumo:
    O trabalho do profissional de saúde, no decorrer de um contexto histórico, tornou-se importante em sua identidade e especificidade. Tais fatores passaram a sofrer influência do desenvolvimento tecnológico, das mudanças nas relações de trabalho e do próprio perfil do profissional. A atividade assistencial deste profissional depende de sua qualidade técnica e relacional. Esta qualidade passa a permear mais constantemente o cotidiano destes profissionais. Torna-se então comum, a relação entre questões pertinentes ao estado geral de saúde do indivíduo e os fatores que alteram sua qualidade de vida (QV). Objetivo. Avaliar a QV dos profissionais de saúde do Hospital do Câncer de Campo Grande/ MS. Método. Utilizou-se o método epidemiológico quantitativo e de corte transversal. De uma amostra N=84; participaram da pesquisa N=66 profissionais de saúde, dentre médicos, auxiliares e técnicos de enfermagem, enfermeiros, técnicos de radiodiagnóstico, fisioterapeutas, farmacêuticos bioquímicos, nutricionistas, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional e física-médica. Para avaliar a QV dos profissionais de saúde do hospital foram aplicados dois instrumentos: um questionário sociodemográfico, elaborado pelo pesquisador, para a caracterização da amostra por meio das variáveis idade, sexo, estado civil, cargo desempenhado no hospital, renda mensal própria, carga horária semanal de trabalho, necessidade de jornada dupla e motivo pelo qual levou a trabalhar em hospital de pessoas com câncer; e o questionário genérico de avaliação da saúde ?The Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey?(SF-36). As variáveis analisadas do SF-36 correspondem aos seus oitos domínios: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspecto emocional e saúde mental. Na análise dos dados foram aplicados o teste t-student e o teste de Análise de Variância (ANOVA), para as variáveis categóricas relacionadas aos domínios do SF-36. Para as variáveis sociodemográficas contínuas, foi aplicado o teste de correlação linear de Pearson. Adotou-se em todos os testes aplicados na presente pesquisa uma confiabilidade de 95%. Resultados. Dos 66 participantes pesquisados, verificou-se que a maioria era do sexo feminino (65,2%); a maioria, casados (45,5%) e 62,1% dos profissionais exercem cargo de nível técnico; 53,8% possuem outro emprego. O maior motivo que levou os participantes a trabalharem em hospital de pessoas com câncer, foi a realização profissional (56,1%), seguidos de 18,2% de motivo financeiro e 25,8% por ambos os motivos. A média de idade dos participantes foi de 35 anos e a renda de R$ 1.769,00, para uma carga horária de trabalho de em média 49 horas semanais. Na análise dos domínios do SF-36 verificou-se diferença significativa (p = 0,004) para os profissionais amostrados, apresentando-se melhores na capacidade funcional (86,48%) e piores na vitalidade (69,85%). Na análise dos dados sociodemográficos categóricos em relação aos domínios do SF-36, verificou-se diferença significativa somente em duas dimensões, dor (p = 0,034) e aspecto emocional (p = 0,046) relacionadas com os motivos que levaram o profissional a trabalhar em hospital de pessoas com câncer. Em ambos os casos, os escores dos funcionários que tem como motivo ?realização profissional? obtiveram percentuais maiores que os que têm como motivo o fator ?financeiro?. Não detectou-se diferenças significativas para a análise dos dados sociodemográficos contínuos em relação as dimensões do SF-36. Conclusão. A pesquisa mostrou bons resultados de QV, indicando que os profissionais de saúde apresentam uma boa performance produtiva relacionada ao domínio capacidade funcional. Porém o domínio vitalidade apareceu com escore preocupante, resultado este que pode influenciar negativamente na QV desses profissionais.
  • Data da Defesa: 30/11/2009
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE, DOENÇA E CORPO DE CLIENTES DE ACADEMIAS DE GINÁSTICA EM CAMPO GRANDE, MS
  • Resumo:
    A construção das representações sociais de saúde e doença depende de aspectos relacionados a vivências grupais e individuais em uma sociedade e em uma determinada época, interferindo no modo de pensar e agir sobre os cuidados com o corpo. Para identificar essas representações sociais, faz-se necessário analisar quais concepções as pessoas têm sobre a saúde e a doença, já que os cuidados com o corpo estão intrinsecamente relacionados a essas concepções. O objetivo deste trabalho foi identificar as representações sociais de saúde, doença e corpo de clientes de academias de ginástica em Campo Grande - MS. Participaram da pesquisa 28 clientes de três academias de ginástica, selecionadas pela localização, infraestrutura e valores de mensalidade. Foi utilizada uma entrevista semiestruturada para obter o perfil sociodemográfico dos participantes, bem como suas representações sobre saúde, doença e corpo. Também foram identificados os fatores que influenciam os participantes na escolha da academia de ginástica e de seu professor. Um diário de campo foi utilizado para anotar as intercorrências ocorridas durante a entrevista. Os resultados revelaram que a representação social de saúde para os participantes é apresentada como fundamental para a realização das atividades do dia-a-dia, como trabalhar, estudar e fazer exercício físico. A saúde também está associada a ter boa moradia, ter relações sociais, boa alimentação e estar feliz, sinalizando a mudança do modelo biomédico para o modelo biopsicossocial, o que caracteriza uma visão ampliada de saúde. Para os participantes, a saúde também é cuidar do físico e da mente, apontando uma representação ainda dicotomizada, como se fossem duas instâncias separadas. Nos relatos, identificamos que ainda existem pessoas que constroem a representação de saúde como ausência de sintomas, evidenciando uma visão simplificada e que pode trazer riscos para a saúde, pois pode levar a ignorar doenças que, no início, são assintomáticas. Os resultados da análise dos relatos dos participantes sobre a representação social de doença mostram-na como fator que impossibilita viver, prejudicando a saúde e fazendo mal para o corpo e mente, mostrando novamente uma representação fragmentada. Nos relatos dos participantes, a representação de doença está associada ao sentimento de desânimo que se instala para realizar as tarefas diárias, sendo também identificada como um mal que desestrutura a vida social e familiar. Os participantes também relataram que o corpo influencia nas relações sociais e de trabalho, sendo considerado por muitos um cartão de visitas e a aparência da empresa. A academia de ginástica é procurada para melhorar o condicionamento físico, a estética, para manter e promover a saúde. As principais influências para a escolha da academia são a localização, os vínculos de amizade, a atenção e o conhecimento técnico do professor e a infraestrutura da academia. Quanto à escolha do professor, os participantes procuram um profissional atencioso, que tenha conhecimento técnico, o incentive positivamente na rotina de exercícios e que tenha boa aparência. Acreditamos que, por meio deste estudo, poderemos auxiliar a compreensão das representações sociais de saúde e doença e sua relação com o corpo, possibilitando o entrelaçamento de conhecimentos e reflexões para os pesquisadores e profissionais atuantes em academias de ginástica. Palavras-chave: Representação Social; Saúde; Doença; Corpo.
  • Data da Defesa: 06/11/2009
  • Download: Clique aqui
+ UM ESTUDO PRELIMINAR COM MOTORISTAS DE CAMINHÃO SOBRE O USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS NAS RODOVIAS FEDERAIS BRASILEIRAS
  • Resumo:
    Dirigir não é tarefa simples, requer do condutor uma extrema atenção e dedicação. A combinação de qualquer substância que lhe afete os reflexos ou a cognição pode resultar em um acidente de Trânsito. Atualmente, os acidentes de trânsito são considerados como um problema de saúde pública e merecem atenção especial, tanto nas cidades, como nas estradas. O acidente de trânsito está entre as principais causas de morte em pessoas de 16 a 20 anos; e no geral perde apenas para os homicídios. Nas rodovias federais, não é diferente. Em média, 500 mil pessoas se envolvem, diretamente, em acidentes ao ano. O álcool está presente em 33-69% do sangue de motoristas envolvidos em acidentes com vítimas fatais, além de substâncias psicoativas, como a maconha, cocaína e as anfetaminas. Estudos apontam que motoristas de caminhão, cada vez mais, estão ingerindo substâncias psicoativas por diversos motivos como: ter que ficar acordado por muito tempo em função das longas distâncias que têm a percorrer, ser curto o prazo para entrega de mercadorias ou objetivar a maior lucro. O presente estudo teve o objetivo de estimar a prevalência do uso de álcool e outras drogas em uma amostra representativa de motoristas de caminhão que trafegam pelas rodovias federais, cruzando todas as capitais e o Distrito Federal do Brasil. Para tal, foram selecionados 279 motoristas de caminhão, nos finais de semana do mês de agosto de 2008 a março de 2009. Para a realização deste estudo, foi utilizado o método quantitativo, descritivo, de desenho transversal. Os instrumentos utilizados foram: entrevistas estruturadas, teste de saliva e etilometria. Como resultado, obteve-se: 100% dos participantes eram do sexo masculino, com idade média de 40 anos; renda familiar entre R$ 2.000,00 a R$ 2.800,00. A maioria dos motoristas tem até a 8ª série do ensino fundamental (60,1%). Em relação ao padrão de consumo de bebida alcoólica, 72,6% ingeriram álcool no último ano; 72,2% elegeram a cerveja como bebida preferida e 76,9% fizeram binge drinking pelo menos uma vez por mês no último ano. Obteve-se um resultado de etilometria positiva em 3,7%, ou seja, 9 condutores estavam sob efeito de álcool no momento em que foi realizada a entrevista. Quanto à percepção de risco, 51,1% assumiram ter sido passageiros de alguém que estava sob efeito de álcool. Já em relação a comportamento de risco, 7,6% relataram dirigir depois de ter bebido tanto que seria considerada ilegal a condução de um veículo e 0,7% relataram ter se acidentado após ter bebido. Foram analisados até o presente momento aproximadamente 113 testes de saliva. A partir desses resultados, pode-se perceber que, mesmo após a Lei n. 11.705/2008, os motoristas continuam bebendo e depois dirigindo. Isso os prejudica diretamente ao criar circunstâncias de risco para si e para os demais que trafegam pelas estradas. É necessária a intensificação da fiscalização e conscientização desses motoristas profissionais sobre os riscos de beber, usar outras drogas e dirigir.
  • Data da Defesa: 29/10/2009
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DE PROFESSORES DO ASSENTAMENTO ITAMARATI I E II NO MUNICÍPIO DE PONTA PORÃ, MS
  • Resumo:
    O professor que trabalha em assentamento rural pode apresentar especificidades diferenciadas dos professores que trabalham em zonas urbanas. Dentre essas especificidades, podemos citar a jornada de trabalho, meio de transporte, local de trabalho às vezes precário e a clientela. Isso pode acarretar muitas vezes estresse, cansaço físico e mental, contribuindo de forma negativa para a sua Qualidade de Vida. Objetivo. Avaliar a Qualidade de Vida dos professores da Rede Estadual de Ensino que exercem suas funções no Assentamento Itamarati I e II no município de Ponta Porã, MS. Método. Foi utilizado o método quantitativo, exploratório, descritivo e de corte transversal. O estudo foi realizado com a participação de 81 professores, de um total de 127. O período utilizado para a coleta de dados com a aplicação do questionário sociodemográfico e o The Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey, SF-36, foi na primeira quinzena do mês de julho de 2008. A amostra foi casual e por conveniência. Os questionários foram aplicados in loco pelo pesquisador. Na análise estatística foram aplicados para as variáveis categóricas, em relação aos domínios do SF-36, o teste t-student e o teste de análise de variância. Para o questionário sociodemográfico foi aplicado o teste de correlação linear de Pearson. Resultados. Aponta a maioria sendo do sexo feminino (75,3%), com predomínio dos casados (74,1%), com carga horária de 40 horas (85,2%); que trabalham em uma só escola (76,5%), Quanto ao vínculo empregatício os contratados são maioria com 85,2%, 80,2% possuem o curso superior completo, 53,1% possuem veículos próprios para seu transporte. O tempo médio no exercício do magistério dos professores amostrados é de 8,26 anos com desvio padrão de 6,51 anos. O tempo mínimo foi de 1 ano e o máximo de 32 anos de magistério. As dimensões do questionário SF-36 que apresentam melhor índice de QV são: Capacidade funcional (84,75), Aspecto emocional (77,35), Saúde mental (76,9), Aspectos físicos (76,25), Aspectos sociais (76,14), Estado geral de saúde (75,75), Vitalidade (71,71) e Dor (71,04). Este resultado mostra que a QV dos professores se encontra em um patamar considerado muito bom, uma vez que o melhor escore atingiu a casa de 84,75, enquanto o menor escore está acima de 70. Comparando esses escores com a escala de 0 (zero) a 100 (cem) do questionário SF-36, pode-se afirmar que a QV dos professores, encontra-se acima da média. Conclusão. Os resultados mostraram que na maioria dos domínios do SF-36 é boa a Qualidade de Vida dos professores que trabalham nas escolas estaduais, localizadas nos Assentamentos Itamarati I e II, porém vale ressaltar a necessidade de novos estudos comparativos com professores de outros assentamentos no Estado. Palavras-chave: Qualidade de Vida. Assentamento. SF-36.
  • Data da Defesa: 15/09/2009
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS PROFESSORES DO CURSO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL
  • Resumo:
    A Qualidade de Vida compreende uma série de variáveis, tais como o contentamento natural das necessidades biológicas e a continuação de seu equilíbrio (saúde), a manutenção de um ambiente favorável à segurança pessoal, a possibilidade de desenvolvimento cultural e o ambiente social que propicia a comunicação entre os seres humanos, como base da harmonia psicológica e da criatividade. A presente pesquisa teve como objetivo avaliar a Qualidade de Vida relacionada à saúde dos professores do Curso de Enfermagem da UEMS, através de estudo descritivo. Nesta pesquisa foram aplicados dois instrumentos: um instrumento de avaliação de Qualidade de Vida Relacionada à Saúde, The Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey, SF-36, que apresenta oito domínios: capacidade funcional, aspecto físico, dor, aspecto geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental; e um instrumento sociodemográfico com as seguintes variáveis: sexo, idade, estado civil, jornada de trabalho, forma de contrato, renda mensal, tempo de exercício da docência, carga horária semanal, tempo de trabalho na Universidade, formação universitária, titulação e se desenvolve outra(s) atividade(s) remunerada (s). Participaram da pesquisa os trinta e oito professores, que estavam pelo menos há um semestre em atividade docente no curso em exercício, dependentemente do regime de trabalho (20 h; 40 h ou tempo integral) ao qual estivessem vinculados. Quando foi cruzado o questionamento em relação à jornada de trabalho com os domínios do SF ? 36, foram detectadas diferenças significativas nos domínios: ?Capacidade funcional? (p = 0,001), ?Dor? (p = 0,018), ?Vitalidade? (p = 0,047), e ?Saúde mental? (p = 0,027). Nos domínios do SF ? 36 em que houve diferença estatisticamente significativa, os professores com carga horária tempo integral possuem melhor Qualidade de Vida do que os professores com carga horária parcial (40h e 20h). Quanto à variável: se o professor possui ou não outra atividade, foi constatada diferença significativa em três domínios do questionário SF-36: ?Capacidade funcional? (p = 0,003), ?Dor? (p = 0,024) e ?Saúde mental? (p = 0,043). Nos domínios com diferença significativa, os professores que ?não? possuem outra atividade têm melhor Qualidade de Vida do que os que exercem outra atividade. Conclui-se que os professores que não trabalham sob o regime de tempo integral no curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul possuem uma Qualidade de Vida abaixo da média nos domínios mencionados.
  • Data da Defesa: 01/09/2009
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE E DOENÇA: IMPLICAÇÕES NA GINÁSTICA LABORAL E ERGONOMIA
  • Resumo:
    O trabalho tem um papel relevante na vida das pessoas, embora em cada época, fosse atribuído a ele um sentido diferente. Tem sido crescente a preocupação relacionada às condições de trabalho, bem estar do trabalhador, e não somente à produtividade. Este estudo teve como objetivo a análise das representações sociais de saúde e doença no ambiente de trabalho. A pesquisa foi realizada em uma universidade particular, situada no estado do Mato Grosso do Sul, e participaram dez secretárias (os) de curso dessa instituição. Os participantes responderam a uma entrevista estruturada, com dados sociodemográficos, questões relacionadas à representação social de saúde e doença, entendimento sobre ginástica laboral e ergonomia. A análise dos dados foi qualitativa, de acordo com o embasamento teórico das representações sociais. Com este estudo, constatamos que a representação social de saúde é entendida como sentir-se bem, ter qualidade de vida; e a doença, como algo ruim, prejudicial. Constatou-se também que a maioria dos trabalhadores é sedentária, embora acreditem e apóiem programas de promoção à saúde e prevenção à doença, como a ginástica laboral e a ergonomia. De um modo geral, todos relacionam a promoção e a prevenção como uma consequência das atitudes tomadas, estilo de vida adotado, embora a minoria adote essas medidas no seu cotidiano. Acredita-se que este estudo auxiliará principalmente na adesão, por parte dos trabalhadores, quanto a intervenções futuras relacionadas à promoção da saúde, como a ginástica laboral e a ergonomia.
  • Data da Defesa: 26/06/2009
  • Download: Clique aqui
+ AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE CORPO, SAÚDE E DOENÇA PARA ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
  • Resumo:
    O aumento dos cuidados corporais, médicos e estéticos faz parte da sociedade na qual o cuidado com a saúde orienta outras atividades sociais, saudáveis ou não que almejam o corpo perfeito e a saúde a qualquer preço. O objetivo desta pesquisa foi analisar as RS de corpo, de saúde e de doença para os estudantes universitários do último ano dos Cursos de Educação Física e de Fisioterapia da Universidade Católica Dom Bosco. Considerando as possíveis diferenças de representações sociais (RS) para homens e mulheres e o que essas representações podem influenciar na adesão aos programas de promoção da saúde e prevenção de doenças, surge à proposta deste trabalho. Foram realizadas entrevistas estruturadas individuais, com 19 acadêmicos do Curso de Educação Física, sendo dez participantes (53%) do sexo feminino e nove participantes (47%) do sexo masculino; 16 acadêmicos do Curso de Fisioterapia, sendo dez participantes (62,5%) do sexo feminino e seis participantes (37,5%) do sexo masculino. Os resultados revelaram que ao pensar em corpo e em cuidados corporais, os participantes do Curso de Educação Física e do Curso de Fisioterapia mostram dar importância à saúde e a hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e o cuidado com a alimentação. Porém, poucos participantes do Curso de Fisioterapia afirmam praticar atividade física, o que sugere que essas pessoas não têm hábitos que acreditam ser importantes para a promoção e manutenção da saúde e isto revela a existência de poucos cuidados pessoais. No Curso de Educação Física, a maioria dos participantes mostrou coerência entre o que acreditam serem hábitos saudáveis e a utilização dos mesmos em suas vidas, como a prática regular de atividades físicas e o cuidado com a alimentação. Nas RS de saúde, em ambos os cursos, a definição criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a visão de saúde como ausência de doenças surgem com frequência nos relatos. Percebemos então, que essas pessoas não pensam em saúde como um processo em constante construção e não se sentem participantes e responsáveis pelos cuidados com a própria saúde e com a dos outros. As RS de doença foram, em grande parte, relacionadas à incapacidade de realização de atividades cotidianas ao falarem de doença como ?algo que atrapalha a rotina?. Dessa maneira, os participantes não levam em consideração as doenças que, principalmente no início, não apresentam sintomas como o diabetes, a hipertensão e a contaminação pelo HIV e assim não tem práticas preventivas frente a elas. Os resultados obtidos nesta pesquisa sugerem maior atenção aos conhecimentos e às RS de corpo, saúde e doença dos estudantes universitários da área de saúde e poderão ser utilizados como subsídios para o planejamento de ações em saúde. Palavras-chave: Prevenção; gênero; ações em saúde
  • Data da Defesa: 24/06/2009
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE VIOLÊNCIA NO FILME TROPA DE ELITE: O HOMEM COMO PREDADOR DO PRÓPRIO HOMEM
  • Resumo:
    O presente estudo promove uma análise das muitas formas de violência de violência encontradas no filme Tropa de Elite, do cineasta José Padilha, objetivando verificar quais as representações sociais de violência constatáveis junto aos quatro grupos enfocados na obra, a saber: o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), a Polícia Militar convencional, os traficantes de drogas dos morros e os jovens universitários de classe média alta. O filme apresenta uma visão bastante próxima da atuação da polícia militar de elite do Rio de Janeiro em suas incursões contra os traficantes de drogas, o que traz à tona considerações sobre o relacionamento insuspeito entre determinados grupos sociais, o que acaba por gerar implicações que demandam uma série de reflexões e eventuais medidas e/ou iniciativas de contenção/repressão no âmbito governamental contra o tráfico de drogas sem que isso importe, obrigatoriamente, em ações letais, como se vê na película. Valendo-se de uma pesquisa no formato qualitativo e de tipo documental, o estudo promove um levantamento teórico-bibliográfico sobre a violência, passando em seguida ao exame da Teoria das Representações Sociais a partir de alguns de seus pressupostos e conclui que as representações sociais de violência exercem considerável condicionamento no fomento de determinados traços da personalidade dos indivíduos em relação aos vários grupos a que pertencem, assim como na configuração de percepções, valores e crenças, aspectos que, somados e de maneira gradual, conduzem o ser humano a manifestar formas de comportamento coadunadas com o senso comum que impera nos núcleos sociais nos quais se insere.
  • Data da Defesa: 01/06/2009
  • Download: Clique aqui
+ A REPERCUSSÃO DA EQUOTERAPIA NA ESTIMULAÇÃO DAS DIMENSÕES DA LINGUAGEM INFANTIL
  • Resumo:
    A Equoterapia é um método terapêutico que apresenta o cavalo como principal instrumento para habilitação e reabilitação em saúde e educação, utilizando-se de técnicas de equitação para a reeducação motora e mental, atuando em âmbito terapêutico para superar ou minimizar danos sensoriais, motores, cognitivos e comportamentais de seus praticantes. A teoria da comunicação e o desenvolvimento humano em saúde podem ser sistematizados e integrados de uma maneira metódica e, ao mesmo tempo, prática no cotidiano equoterápico. A linguagem humana é o desenvolvimento conquistado ao longo da evolução dos seres humanos, o qual permite a percepção de ações, comunicação, interação uns com os outros, a aprendizagem de novos assuntos, o pensar e armazenar informações na mente. Objetivo: Estimular processos dimensionais da Linguagem na associação de dois procedimentos terapêuticos, Equoterapia e terapia fonoaudiológica, para crianças diagnosticadas com Atraso de Linguagem. Casuística e método: Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso de cunho hipotético-dedutivo sobre o atendimento equoterapêutico com crianças que apresentam diagnóstico de Atraso de Linguagem. Utiliza-se de medidas de avaliação pré e pósintervenção equoterápica. O estudo foi realizado em dois locais: Clínica Escola da Universidade Católica Dom Bosco, onde aconteceram as avaliações de linguagem pré e pósintervenção equoterápica, e no Instituto São Vicente, onde funciona o Programa de Equoterapia. O material utilizado pré e pós-intervenção foi o protocolo de avaliação de linguagem. Para coleta de dados, utilizou-se, durante as terapias, a ficha diária do Programa de Equoterapia da Universidade Católica Dom Bosco. Participaram desta pesquisa duas crianças do sexo masculino, ambas com idade de oito anos. Resultados: A avaliação préintervenção terapêutica constatou prejuízos sintáticos, semânticos e pragmáticos dos integrantes. Os dados coletados pós-intervenção demonstraram melhoras para os participantes nas três dimensões estudadas. Os participantes deste estudo obtiveram crescente número de palavras emitidas espontaneamente durante as terapias. Houve desenvolvimento em aspectos psicomotores, perceptuais, cognitivos e de desenvolvimento verbal. Conclusão: A terapia concomitante de linguagem e equoterapia pode ser satisfatória para a melhora da patologia de Atraso de Linguagem. Ressalta-se que as melhoras na gama de itens avaliativos de linguagem também foram promovidas por aspectos psicomotriciais proporcionados pela Equoterapia para os dois casos estudados.
  • Data da Defesa: 20/05/2009
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA EM PORTADORES DE HANSENÍASE
  • Resumo:
    A Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa crônica e de grande importância para a saúde pública, dada sua prevalência e alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária economicamente ativa da população. Esta pesquisa teve como objetivo conhecer a Qualidade de Vida (QV) de um grupo de portadores de Hanseníase da cidade de Dourados- MS. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório-descritivo em uma amostra de 30 portadores de Hanseníase, de ambos os sexos, com idade acima de 18 anos, utilizando-se o SF-36 e um Questionário sócio-demográfico-ocupacional ? QSDO. A coleta de dados foi realizada no Pronto Atendimento Médico (PAM) na cidade de Dourados?MS. Para a análise estatística foram utilizados (i) o teste t-student para as variáveis categóricas e os domínios do SF-36 e (ii) o teste de correlação linear de Pearson com relação às variáveis demográficas contínuas. Constatou-se que a maioria dos participantes é do sexo masculino (63,3%), pratica atividade física (55,2%), possui filhos (73,3%), é portadora de Hanseníase do tipo Lepromatosa ou Virchowiana (76,4%), apresenta algum grau de incapacidade física (60%) e não trabalha (56,7%), sendo que, dentre os aposentados, a maioria não está afastada do trabalho por causa da doença (70%). Foram encontradas associações significativas entre QV e as seguintes variáveis e domínios: ?trabalhar ou não? (associação em Capacidade Funcional e Aspectos Emocionais); ?praticar atividade física ou não? (associação em Aspectos Físicos); ?tempo de escolaridade? (correlação em Aspectos Sociais) e ?renda familiar? (correlação em Aspectos físicos). Evidenciaram-se ainda diferenças na QV entre os sexos, quanto aos domínios Capacidade Funcional e Saúde Mental. Houve diferenças na QV entre os portadores de Hanseníase Dimorfa e Hanseníase Virchowiana nos domínios Capacidade Funcional, Dor, Aspectos Emocionais e Saúde Mental, sendo que as pessoas com Hanseníase Virchowiana apresentam qualidade de vida pior do que as que têm Hanaseníase do tipo Dimorfa. Foi possível observar que, com relação ao domínio Aspectos Sociais, os pacientes que têm grau 0 de Incapacidade Física (nenhum tipo de comprometimento) sofrem menos repercussões negativas em sua QV do que aqueles que têm graus 1 e 2 (comprometimento sensitivo e muscular). Os resultados revelaram que a QV dos pacientes estudados é afetada pela Hanseníase em vários domínios e que estes continuam a enfrentar problemas tais como: preconceito e estigma, problemas culturais e sociais presentes no cotidiano, apesar da melhora dos aspectos médicos relacionados à doença. Avaliar a QV dos portadores de Hanseníase mostrou-se de fundamental importância para o desenvolvimento de novas práticas assistências e de políticas públicas que tenham como objetivos a promoção da saúde e prevenção da doença e que repercutam positivamente na esfera psico-sócio-cultural.
  • Data da Defesa: 06/05/2009
  • Download: Clique aqui
+ A CANA NOSSA DE CADA DIA: SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA EM TRABALHADORES RURAIS DE UMA USINA DE ÁLCOOL E AÇÚCAR DE MATO GROSSO DO SUL
  • Resumo:
    Os trabalhadores no corte da cana-de-açúcar sofrem desgaste físico e psicológico devido à exaustão decorrente de sua atividade. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a prevalência de Transtornos Mentais Comuns (TMC) e a Qualidade de Vida (QV) de um grupo de trabalhadores rurais de uma usina de álcool e açúcar, localizada no município de Nova Andradina, Mato Grosso do Sul. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório-descritivo de corte transversal. Uma amostra por conveniência de n=217 trabalhadores (43%) de corte de cana foi composta. Utilizaram-se os questionários SRQ-20, o SF-36 e um questionário sociodemográfico e ocupacional. Para análise estatística foram usados os testes estatísticos Qui-quadrado, t de Student, ANOVA e Mann-Whitney. Primeiramente testou-se a relação do SRQ-20 com o SF-36 e depois os quatro grupos de sintomas do SRQ-20 com os domínios do SF-36. Concluiu-se que: todos os trabalhadores são do sexo masculino, a maioria com idade entre 20 e 29 anos (52%), tem filhos, não possuem nenhum escolaridade (36%), renda familiar de 1 a 2 salários mínimos (56%) e possuem religião (45%). A prevalência mensal de TMC foi de 12%. Os participantes com TMC apresentaram mais sintomas somáticos (53%). O melhor resultado da amostra no SF-36 foi no Componente Físico (71,6) contra 65,6 no Componente Mental. O domínio mais pontuado do SF-36 foi a Capacidade Funcional (95) e o menos pontuado Vitalidade (55). No domínio Aspectos Físicos os não portadores de TMC tiveram melhor resultado do que os portadores. Os maiores escores nos domínios do SF-36 foram obtidos pelos participantes não portadores de TMC. Obteve-se relação de dependência significativa entre Uso de equipamentos de proteção e TMC. Foram encontradas associações estatisticamente significativas entre variáveis sócio-demográfico-ocupacionais e os domínios do SF-36: (i) a Idade relacionou-se com Estado Geral de Saúde e Aspectos Sociais; (ii) o Número de filhos relacionou-se com Capacidade Funcional, Dor e Estado Geral de Saúde; (iii) a Escolaridade relacionou-se com Dor e Aspectos Sociais; (iv) o Tempo no corte da cana esteve associado com Aspectos Físicos, Dor, Vitalidade, Aspectos Sociais e Saúde Mental; (v) Religião associou-se com Atividade Física; (vi) Ter casa própria associou-se com Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Estado Geral de Saúde e Vitalidade; (vii) o Uso de equipamentos de proteção associou-se com Dor, Vitalidade, Aspectos Sociais e Saúde Mental; (viii) o Consumo de álcool esteve associado com Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, Aspectos Sociais e Saúde Mental; (ix) embora a maior parte da amostra refira não fumar (55%), o tabagismo esteve associado com Vitalidade, Aspectos Sociais, Aspecto Emocional e Saúde Mental. Mudanças na organização do trabalho e melhorias no ambiente psicossocial poderão contribuir substancialmente para a melhoria geral da qualidade de vida, e nos indicadores de saúde desses trabalhadores.
  • Data da Defesa: 06/05/2009
  • Download: Clique aqui
+ VIOLÊNCIA E PROMOÇÃO DE SAÚDE NO CONTEXTO ESCOLAR: SENTIDOS E ESTRATÉGIAS DE GESTÃO
  • Resumo:
    Esta pesquisa está relacionada à problemática da violência nas relações escolares, considerando a perspectiva de atores sociais que estudam e trabalham em uma instituição pública de ensino fundamental de Campo Grande ? MS. Com base neste problema elencou-se como objetivos da pesquisa: - Analisar os sentidos produzidos à violência na escola por parte de profissionais e alunos; - Discutir estratégias utilizadas para lidar com situações de violência na escola; - Discutir a atribuição de responsabilidades para as situações de violência na escola; - Analisar estratégias de prevenção propostas pelos participantes. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Rui Barbosa, envolvendo 26 pessoas, sendo 20 alunos e 06 educadores, que aceitaram o convite para participar da pesquisa. A realização desta pesquisa parte da compreensão que para criar projetos e programas que visam à promoção e manutenção da saúde do ambiente escolar, é necessário conhecer e se aprofundar nos sentidos que uma determinada comunidade atribui à violência, pois, entende-se que a mesma influencia diretamente na saúde do ambiente escolar. Para o desenvolvimento da pesquisa foi adotado o método qualitativo, tendo como base teórico-metodológica a abordagem sobre práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano, e em pressupostos do Construcionismo Social. O material discursivo analisado foi obtido por meio da realização de três ?Oficinas sobre violência?, com alunos e educadores e, também, por meio da observação do cotidiano escolar. A análise discursiva, com destaque para os repertórios lingüísticos, resultou na sistematização dos repertórios em categorias: biológicas, psicológicos, sociológicas e Saúde Pública. A partir desse procedimento analítico, foram elaboradas as categorias de análise com base nos objetivos da pesquisa: Sentidos da violência; Violência na escola; Relações de violência na escola e Estratégias de prevenção. Na primeira categoria de análise buscou-se reconhecer, na análise das práticas discursivas, sentidos atravessados por discursos da Biologia, da Psicologia, da Sociologia e da Saúde Pública para explicar a violência, pois estas teorias serviram para a compreensão das formas de objetivação da violência a partir de distintos discursos e práticas discursivas. Na segunda categoria de análise o material discursivo foi decorrente de memórias de situações em que presenciaram a violência ou se sentiram em risco devido à situações de violência dentro do ambiente escolar. Os relatos de situações em que os participantes presenciaram a violência mostraram como espaços recorrentes das memórias de tempo vivido no contato com a violência: cotidiano familiar, cotidiano escolar, o trânsito, a vizinhança e as ruas. Nos relatos de situações em que os participantes sentiram-se em risco devido à situações de violência dentro do estabelecimento escolar, houve relatos da influência da violência presente no entorno da escola e, também, de violências originada pela dinâmica das relações do cotidiano escolar: Relações de violência entre alunos e educadores; Relações de violência entre educadores e educadores; Relações de violência entre alunos e alunos. A partir dos relatos de situações de violência, foram realizadas discussões acerca dos diferentes tipos de violência. Na terceira categoria de análise foram citadas como estratégias de enfrentamento e prevenção da violência escolar práticas como: tolerância; separação entre ?os alunos problemas?; tratar os alunos com carinho e utilização da violência como defesa. Esses dados ao apresentam a perspectiva de alunos e profissionais do estabelecimento escolar, elegido como estudo de caso para esta pesquisa, permitem o estudo das relações de violência que se dão neste contexto. Esta pesquisa fornece subsídios que propiciam a compreensão de inter-relações que resultam em formas variadas de violência, no contexto escolar, contribuindo para que se criem estratégias que unifiquem essas relações.
  • Data da Defesa: 30/04/2009
  • Download: Clique aqui
+ AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE E DOENÇA PARA CRIANÇAS DE UMA ESCOLA EM CAMPO GRANDE/MS
  • Resumo:
    As crianças desenvolvem um entendimento próprio sobre as enfermidades, suas causas e os modos de tratamentos. As respostas das crianças em relação à saúde e às doenças se baseiam em suas experiências pessoais e na influência da família, da escola e dos meios de comunicação. Essas percepções podem ser reflexo das percepções dos adultos que estão à sua volta e também pode ocorrer que essas percepções sejam bastante diferentes das percepções dos adultos, indicando concepções próprias sobre os assuntos. Esses fatores devem ser levados em consideração quando pensamos em campanhas de prevenção voltadas para as crianças. Esse trabalho buscou analisar as representações sociais de saúde e doença para crianças em Campo Grande/MS, analisando o entendimento das crianças acerca das causas das doenças e seus sintomas, os conhecimentos sobre medidas de recuperação e prevenção, e as representações sociais de saúde e doença entre as crianças em relação à faixa etária. Foram entrevistadas 33 crianças, com idade entre sete e 12 anos, alunas de uma escola pública. As entrevistas também incluíram questões referentes à última vez em que a criança esteve doente: como ela soube que estava doente, o que ela sentiu e por que achou que ficou doente. Também foram elaborados dois desenhos, que representavam o que elas entendiam por saúde e doença. Os resultados indicam que ao definir saúde, as crianças utilizaram com maior freqüência aspectos subjetivos (17,89%), como alegria e paz. Já a doença foi definida mais comumente em termos físicos. As crianças apresentaram uma percepção da doença a partir de aspectos físicos como os sintomas (19,81%), sendo que os mais mencionados foram dor de cabeça, febre e vômito. A principal causa das doenças mencionada pelas crianças foi a ingestão de alimentos que não fizeram bem (11,76%), seguida por ficar perto de pessoas doentes (5,88%) e não lavar as mãos (5,88%). Os remédios foram considerados como o principal fator no processo de cura (32,35%). A mãe é mencionada como a principal cuidadora, quando as crianças estiveram doentes. A restrição de atividades é apontada como principal aspecto negativo das doenças (45,59%). Cerca de 40% das crianças não mencionaram aspectos positivos, no entanto, 10,64% apontaram faltar aula e receber atenção especial como aspectos positivos das doenças. Ter boa alimentação é apontado pelas crianças como principal fator para prevenção (9,38%). Os desenhos confirmaram as respostas das entrevistas. As crianças mais velhas apresentaram respostas mais elaboradas que as crianças mais jovens. Sugere-se uma continuidade no estudo e a utilização de tais informações na elaboração de programas de prevenção e promoção da saúde para crianças. Palavras-chave: representação social; saúde; crianças.
  • Data da Defesa: 14/04/2009
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES EM ABRIGOS DE PROTEÇÃO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE CAMPO GRANDE, MS
  • Resumo:
    Introdução. Os trabalhadores que atuam em abrigos de proteção a crianças e adolescentes suportam grande sobrecarga emocional e física, por terem em suas relações de trabalho aspectos inerentes ao cuidar, que demanda dar afeto, educação e zelar pela proteção do abrigado. Esses trabalhadores estão imersos em uma dinâmica diária de conflitos e tomada de decisões, nas relações com crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados. Isso pode ocasionar diversas respostas positivas ou negativas do corpo e da psiquê. Em decorrência destes aspectos foi realizado um delineamento de pesquisa que permitisse a identificação da percepção de ?Qualidade de Vida? desses trabalhadores. Objetivo. Avaliar a Qualidade de Vida geral de profissionais que prestam serviço em abrigos de proteção a crianças e adolescentes de Campo Grande, MS. Método. Foi realizado um estudo quantitativo, exploratório, descritivo, comparativo, analítico e de corte transversal, com objetivo de caracterizar a Qualidade de Vida de trabalhadores em abrigos de proteção. Foram incluídos os trabalhadores que possuíam vínculo empregatício nos abrigos de proteção devidamente registrados no Núcleo de Orientação e Fiscalização de Entidades (NOFE) e 1ª Vara de Infância e Juventude; como também todos aqueles que aceitaram participar voluntariamente, sendo excluídos os que não quiseram participar da pesquisa e os voluntários dos abrigos. Foi estudadouma amostra de N=56 no período de maio a junho de 2008. A aplicação dos instrumentos deu-se nos próprios abrigos de proteção. Foram aplicados dois questionários, um sociodemográfico para a caracterização da população através das variáveis idade, sexo, escolaridade, renda mensal, tipo de moradia, carga horário de trabalho, tempo de serviço da instituição, licenças médicas, doenças crônicas e freqüência em médico psiquiatra, e o questionário World Health Organization Quality of Life ? 100 (WHOQOL-100 Resultados. A análise dos domínios do WHOQOL-100 demonstrou em escala crescente a média: domínio Físico (14,59), domínio Relações Sociais (15,45), domínio Psicológico (15,56), domínio Nível de Independência (17,13), domínio Espiritualidade (17,66) e domínio Meio Ambiente (18,50). A maioria dos profissionais era de mulheres (90,7%), com nível médio de escolaridade (49,1%) e trabalham apenas em um emprego (78,2%). Conclusão. Os participantes da pesquisa apresentaram de boa a excelente percepção de sua qualidade de vida. Palavras-chave: Qualidade de vida. Qualidade de vida no trabalho. Trabalhadores de abrigos de proteção.
  • Data da Defesa: 10/03/2009
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA REDE PÚBLICA DE CAMPO GRANDE, MS
  • Resumo:
    Introdução. O professor de educação física tem as suas especificidades como o local, jornada e horário de trabalho, clientela, estrutura física, material de trabalho, entre outros, proporcionando muitas vezes estresse, cansaço físico e mental, contribuindo de forma negativa para a sua qualidade de vida. Objetivo. Avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde dos profissionais de educação física que desenvolvem as suas atividades de magistério nas escolas públicas estadual e municipal, na cidade de Campo Grande, MS. Método. Para o desenvolvimento e aplicação desse estudo foi utilizado o método quantitativo, exploratório, descritivo, comparativo, analítico e de corte transversal. Os questionários foram enviados, utilizando a mala direta das secretarias municipal e estadual de educação. Os professores receberam os questionários em suas instituições de ensino em que trabalham. Cada professor de Educação Física, caso quisesse participar voluntariamente, deveria preencher o termo de consentimento, questionário sociodemográfico e o SF-36 que após serem preenchidos foram devolvidos às suas secretarias. Os questionários foram enviados a uma população de N=765. Foram recebidos preenchidos uma amostra de n=200 participantes entre maio a junho de 2008. Na análise estatística, foram aplicados para as variáveis categóricas em relação às dimensões do questionário SF-36 o teste t-student e o teste de análise de variância. Com relação as variáveis demográficas contínuas, foi aplicado o teste de correlação linear de Pearson. Resultados. Os domínios do questionário SF-36 que tiveram associação significativa com o gênero dos professores amostrados foram: ?dor?, ?vitalidade?, ?aspectos sociais? e ?saúde mental?. Em todos os domínios, as mulheres obtiveram escores menores em relação aos homens, ou seja, as mulheres estão com piores escores de QV em relação aos homens. Com relação à escola o único domínio do questionário SF-36 que foi detectada diferença significativa foi ?capacidade funcional?. Em relação aos filhos, os domínios do questionário SF-36 que obtiveram associação com a ocorrência ou não de filhos foram: ?capacidade funcional? e ?dor?. Com relação à idade dos professores amostrados, as dimensões significativamente correlacionadas com a idade dos mesmos foram: ?capacidade funcional?, ?aspectos físicos? e ?dor?. Conclusão. É boa a qualidade de vida dos professores de Educação Física na maior parte dos domínios do SF-36, porem novos estudos devem ser realizados para uma maior generalização dos resultados em nível estadual.
  • Data da Defesa: 12/11/2008
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS ATLETAS BOLSISTAS DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO
  • Resumo:
    Por vezes a condição de saúde e a Qualidade de Vida são relegadas ao segundo plano, diante das necessidades de sobrevivência e dos interesses relativos à bolsa de estudo entre os universitários. Objetivo: Avaliar a Qualidade de Vida dos atletas de alto rendimento que representam a Universidade Católica Dom Bosco e que praticam regularmente atividades físicas nas diversas modalidades. Método: O método foi quantitativo, descritivo e de corte transversal. As variáveis dependentes foram os oito domínios do The Medical Outcomes Study 36-item Short Form Health Survey (SF-36): Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral da Saúde, Vitalidade, Aspectos Sociais, Aspectos Emocionais e Saúde Mental, e aplicou-se também um questionário sociodemográfico com as seguintes variáveis: sexo, idade, estado civil, nível de dependência financeira, curso, semestre, período no curso, horas de treinamento, modalidade, ano na equipe, trabalho e carga horária, em 90 universitários das modalidades desportivas. O tempo de cada entrevista foi em média de 15 minutos. Na análise estatística dos dados, foram aplicados três testes estatísticos distintos, sendo aplicados para as variáveis categóricos em relação as dimensões do questionário SF-36 o teste t-student e o teste de análise de variância.Com relação as variáveis demográficas contínuas,foi aplicado o teste de correlação de Pearson.O trabalho foi dividido em três partes, sendo a primeira apresentando os dados demográficos da amostra,na segunda parte foi feito os testes estatísticos referentes a dados demográficos categóricos e na terceira parte os testes estatísticos referentes aos dados demográficos contínuos. Em todos os casos adotou-se a interpretação bicaudal, estabelecendo-se uma confiabilidade de 95%. O nível de significância em 5% (p<0,05) para a declaração de significância estatística. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo masculino (61,4%) na faixa etária entre 17 e 22 anos com 73,3% de dependência econômica dos pais. O maior grupo de universitários freqüenta a área da Saúde sendo 32,2% matriculados no primeiro ano universitário. O período matutino e vespertino é responsável por 58,9% das freqüências das aulas regulares. A metade dos alunos atletas, 52,2% treinam em período de oito horas semanais e o handebol é a modalidade esportiva mais praticada. Cerca de 30% entram para as equipes desportivas no 1º ano e em relação ao trabalho 66,7% não trabalham. A capacidade funcional apresentou diferença significativa em relação da modalidade (p = 0,030). Com relação à variável aspecto físico esta não apresentou correlação significativa com a idade (p = 0,232). A variável dor apresentou diferença significativa com o ano de curso (p = 0,042). Na variável aspecto emocional o escore médio foi maior no sexo masculino e entre aqueles que se dedicaram a seis horas de treinamento. No domínio Saúde Mental, a diferença estatisticamente significativa se deu por que o escore médio da modalidade basquete é inferior a futebol de salão e handebol (p = 0,022 e p = 0,017, respectivamente). O maior nível médio de QV foi no domínio capacidade funcional, com escore de 90,8. O menor escore médio foi na dimensão vitalidade, com escore médio de 60,0. Conclusão: O estudo em atletas bolsistas apresentou a QV, no geral, e dentro da média de ser considerado como boa, em relação à literatura mundial. Novos estudos devem ser realizados para uma maior generalização dos resultados obtidos.
  • Data da Defesa: 07/11/2008
  • Download: Clique aqui
+ AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE E DOENÇA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM PROBLEMA DE OBESIDADE
  • Discente:
    • Lucila Serejo Freitas Garcia
  • Orientador(a):
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
  • Resumo:

    Atualmente, evidencia-se uma progressão da transição nutricional, caracterizada pela redução na prevalência dos déficits nutricionais e ocorrência mais expressiva de sobrepeso e obesidade não só na população adulta, mas também em crianças e adolescentes, presente tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. A obesidade pode ser relacionada a uma alta taxa de morbidade e mortalidade, resultante de inúmeros fatores tais como: aspectos biológicos, psicológicos, sociais, culturais, econômicos. O objetivo desta pesquisa foi analisar as Representações Sociais (RS) de saúde e doença de crianças e adolescentes com problema de sobrepeso e obesidade, bem como realizar avaliação postural destas crianças e adolescentes. Participaram desta pesquisa 17 usuários de ambos os sexos, sendo 13 meninas e quatro meninos que estavam cadastrados no Programa de Obesidade Infantil (POI) do Hospital Regional Rosa Pedrossian, no município de Campo Grande, MS, nos meses de maio a julho de 2007. Os instrumentos utilizados foram: uma entrevista estruturada com o intuito de analisar as RS que os usuários atribuem à saúde e à doença e informações complementares como, o perfil sócio-demográfico, a relação familiar e a vivência escolar; um roteiro de avaliação postural, simetrográfo e fio de prumo para avaliar as possíveis alterações posturais decorrentes da obesidade, bem como, o Índice de Massa Corporal (IMC) dos participantes. Os resultados revelaram que houve maior incidência de meninas com sobrepeso e/ou obesidade 76,47% (n=13). Identificou-se também a presença de alteração postural em ambos os sexos de joelho valgo (88,23%), ombro em desnível (64,70%), assimetria de tornozelo (64,70%), escápulas aduzidas (76,47%), escoliose (23,53%), abdome protuso (83,35%), hiperlordose lombar (70,6%) e pé plano (58,8%). Esses desvios podem alterar a curvatura vertebral modificando a postura causando dor, deformidades, limitações, cansaço físico etc. A análise das respostas sobre as RS de saúde e de doença foram agrupadas e categorizadas. Para as RS de saúde foram descritas cinco categorias, as mais incidentes foram: atribuir sensações e/ou sentimentos (felicidade, bem-estar/disposição) (47,04%), ser magro (a) (29,40%), ter hábito de vida saudável (17,64%). E para as RS de doença foram descritas cinco categorias, sendo que as que mais se destacaram foram: problema de saúde (doença de pele, febre, gripe, dor, depressão, cardiopatia) (64,70%), obesidade (35,28%). E em relação à imagem corporal, observou-se que todos os participantes sentiam-se insatisfeitos com sua forma física. Ao que se refere à presença de sobrepeso e obesidade em outros integrantes da família, 58,82% (n=10) dos participantes residiam com algum familiar com essa condição. E ainda, os próprios familiares foram citados como fonte de comentários preconceituosos sobre seu estado. Acredita-se que esses resultados possam subsidiar a elaboração de possíveis ações e estratégias de cunho preventivo e também que estejam voltados à promoção da saúde no que se refere à obesidade e suas vicissitudes, contemplando não só a criança e o adolescente que freqüenta o POI, mas, também, seus familiares. Palavras chaves: obesidade; saúde; doença; alterações posturais.7

  • Data da Defesa: 03/11/2008
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E A PERCEPÇÃO DO SINTOMA TONTURA ENTRE OS PROFESSORES DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA EM CAMPO GRANDE - MS
  • Resumo:
    Os estudos sobre Qualidade de Vida têm aumentado muito em todos os setores da sociedade, correlacionados com vários aspectos de saúde e doenças em geral. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a Qualidade de Vida e a percepção do sintoma tontura em uma determinada população de professores de uma universidade privada em Campo Grande, MS. Tratou-se de um estudo exploratório, descritivo e de corte transversal, no qual foram entrevistados 100 professores, cuja identificação manteve-se em sigilo. Houve a autorização do comitê de ética em pesquisa da universidade e todos os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Para avaliar a Qualidade de Vida, aplicou-se um questionário, relacionado à saúde, o SF-36 (The Medical Outcomes Study Short-Form), que apresenta 8 domínios: Capacidade funcional, Vitalidade, Estado geral de saúde, Aspectos sociais, Dor, Aspectos emocionais, Aspectos físicos, Saúde mental. Foi aplicado também um questionário sociodemográfico, com as variáveis: sexo, idade, queixas de tontura e freqüência de crises, doenças (co-morbidades). Após a análise estatística, verificou-se que os professores da universidade pesquisada têm em média 41,9 anos de idade, 59% são mulheres e 41% homens. Com relação à Qualidade de Vida, os homens tiveram melhores resultados que as mulheres com correlação significativa nos domínios Capacidade funcional, Vitalidade e Saúde mental. Entre casados, solteiros, divorciados e viúvos, não houve correlação significativa. Dos 100 professores, 38% referiram o sintoma tontura e obtiveram, em todos os domínios, resultados piores do que aqueles que não o têm (62%), com correlação significativa nos domínios Vitalidade, Aspectos sociais e Saúde mental. Nos professores com mais de uma crise de tontura, a qualidade de vida estava pior, e eles tiveram o domínio dor com correlação significativa. Concluiu-se que os professores que referem o sintoma tontura têm pior Qualidade de Vida do que aqueles que não o têm.
  • Data da Defesa: 11/08/2008
  • Download: Clique aqui
+ COM QUEM ME CASEI? DE QUEM ME SEPAREI? UM ESTUDO DE CASO SOBRE MULHERES EM PROCESSO DE SEPARAÇÃO
  • Docentes:
    • Lucy Nunes Ratier Martins
    • Regina Célia Ciriano Calil
  • Resumo:
    A presente pesquisa, realizada no Mestrado de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande-MS, teve como o objetivo analisar a influência das motivações inconscientes na formação do vínculo conjugal, no cotidiano da relação conjugal, na origem e desenvolvimento dos conflitos que promovem a desestruturação e, em alguns casos, a dissolução do vínculo conjugal, a partir da ótica feminina, por meio de dados colhidos em um grupo de reflexão breve, aberto e com princípios do grupo focal. Para o atendimento do grupo estudado, utilizou-se a técnica de psicoterapia de abordagem psicodinâmica, adaptada à condição de trabalho grupal institucional. Durante a realização dessa pesquisa, foram utilizados os paradigmas e pressupostos das ciências humanas, empregando-se o método qualitativo e alguns pressupostos do método clínico. Os procedimentos realizados foram: a observação participante, as entrevistas semi-estruturadas e o tratamento de dados, através da compreensão e interpretação do material de conformidade com os princípios do modelo compreensivista e hermenêutico. Os resultados revelaram que as vivências das mulheres durante as primeiras fases do desenvolvimento psicossexual e da formação da identidade feminina, exerceram uma significativa influência na escolha do cônjuge e na configuração do contrato inconsciente do casamento, que passou a exercer sua influência no dia-a-dia da relação conjugal de cada uma delas. Foi possível observar que as mesmas motivações inconscientes, que no primeiro momento geraram uma forte atração amorosa entre os cônjuges, culminando com o casamento, no decorrer da relação conjugal, transformaram-se em importantes focos de conflitos conjugais que contribuíram para a desestruturação e, em alguns casos, para a dissolução do vínculo conjugal das mulheres que participaram desta pesquisa. Também ficou evidente, pelos relatos colhidos no grupo de reflexão, que as motivações inconscientes oriundas dos relacionamentos da infância, continuaram influenciando as vivências das mulheres que participaram desta pesquisa, durante o processo de separação conjugal. Com base nos resultados obtidos, foi possível contribuir para a clarificação e compreensão dos aspectos psicodinâmicos e estruturais referentes à identidade feminina das mulheres pesquisadas, presentes no complexo processo da separação conjugal, bem como, iniciar o esboço de um possível modelo de atendimento psicológico grupal, que pode ser utilizado em instituições como Clínicas Escolas, Unidades Básicas de Saúde dos Municípios e Varas Judiciais de Família do Poder Judiciário Estadual, com a intenção de proporcionar acolhimento, apoio e alívio à dor e ao sofrimento que as pessoas vivenciam neste período de transição de suas vidas. Palavras-chave: separação conjugal; identidade feminina; grupo de reflexão; psicologia psicodinâmica.
  • Data da Defesa: 30/06/2008
  • Download: Clique aqui
+ SAÚDE REPRODUTIVA EM FOCO: CONVERSANDO COM UNIVERSITÁRIAS DA ETNIA GUARANI-KAIOWÁ
  • Docentes:
    • Sonia Grubits
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
  • Resumo:
    Estudos desenvolvidos no âmbito da saúde reprodutiva vêm fortalecendo a busca pela integralidade no cuidado com a saúde. Por outro lado, nem todos os segmentos da sociedade brasileira são contemplados por esses estudos. Um exemplo é o pouco conhecimento que temos sobre aspectos da saúde reprodutiva em populações indígenas. A própria Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) reconhece a precariedade de pesquisas e programas direcionados à saúde reprodutiva. Considerando a importância desse campo no cuidado com a saúde, o objetivo desta pesquisa é compreender os sentidos e os repertórios que são utilizados para falar sobre temas relacionados à saúde reprodutiva, na perspectiva de universitárias da etnia Guarani-Kaiowá, da Aldeia Amambaí-MS. A pesquisa foi realizada na Faculdade Integradas de Amambaí (FIAMA), em Amambaí-MS, contando com a participação de oito universitárias, na faixa etária entre 22 e 33 anos. Para desenvolver esta pesquisa, nos apoiamos na abordagem teórico-metodológica sobre práticas discursivas e produção de sentidos, e em pressupostos do construcionismo social. Além disso, dialogamos com a literatura científica sobre saúde reprodutiva e saúde no âmbito indígena. O material discursivo analisado foi obtido por meio de cinco oficinas temáticas: riscos e prevenção em saúde reprodutiva; planejamento familiar; maternidade e paternidade; drogas, risco e prevenção em saúde reprodutiva; e violência doméstica. Dos resultados destacamos os sentidos de risco como perigo, envolvendo relações familiares nos contextos de gravidez, DST e Aids, doenças em geral, violência doméstica, relações de gênero e drogas. Para risco como algo positivo (coragem, desafio), destacamos ?o sonho de terminar a faculdade?. Com relação ao planejamento familiar, as universitárias afirmam ser um assunto novo na aldeia e relatam dificuldades para tratar desse tema, ressaltando as diferenças entre ser pai e mãe dentro e fora da comunidade indígena. Os sentidos atribuídos à violência doméstica foram semelhantes aos da população em geral, isto é, trata-se de uma problemática atualmente vivenciada tanto em culturas indígenas como não-indígenas. Nos relatos das universitárias as agressões vivenciadas em sua comunidade estão ligadas aos poderes assimétricos das relações de gênero, mas também ao uso de drogas, especialmente o alcoolismo. A partir dos posicionamentos sobre cuidados preventivos em saúde reprodutiva expressos nas oficinas, tais como ?pensar nas conseqüências, pedir ajuda às pessoas mais velhas, pedir ajuda e buscar apoio?, fica patente a necessidade de uma rede social de apoio efetiva, que passe pela formulação de políticas públicas especiais, para que o cuidado com a saúde não fique restrito à responsabilidade de cada pessoa, na lógica individualista do estilo de vida. Palavras-chave: Saúde reprodutiva indígena. Universitárias. Etnia guarani-kaiowá. Práticas discursivas. Produção de sentidos.
  • Data da Defesa: 20/06/2008
  • Download: Clique aqui
+ CONSTRUÇÃO SOCIAL DAS RELAÇÕES DE GÊNERO: AS VOZES DE ADOLESCENTES
  • Docentes:
    • Jacqueline Isaac Machado Brigagão
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Regina Célia Ciriano Calil
    • Lucy Nunes Ratier Martins
  • Resumo:
    Esta pesquisa partiu do pressuposto de que a adolescência é um período privilegiado para promover inter-relações saudáveis, e de que a compreensão dos process os de construção social das relações de gênero é relevante para a promoção da saúde e da cidadania. Dessa forma, o objetivo desta pesquisa foi compreender os sentidos atribuídos ao ser homem e ao ser mulher, na perspectiva de um grupo de adolescentes, utilizando para estudo de caso uma escola privada, de nível fundamental e médio, de Campo Grande, MS. O estudo alinhou-se aos pressupostos do construcionismo social em pesquisa, situando-se na interface entre a Psicologia da Saúde e a Psicologia Social e orientando-se pela abordagem teóricometodológica sobre práticas discursivas e produção dos sentidos no cotidiano. A pesquisa foi realizada com 77 adolescentes (38 do sexo feminino e 39 do masculino), na faixa etária entre 10 e 15 anos, que estudam no Colégio Avant Garde, uma instituição privada de ensinos fundamental e médio, localizada em Campo Grande, MS. Para a realização da pesquisa obtivemos a autorização da escola e o consentimento livre e esclarecido dos adolescentes e seus responsáveis. A participação na pesquisa ocorreu por meio da realização de três oficinas sobre gênero, com a dupla função: fornecer informação para a pesquisa e proporcionar a sensibilização sobre relações de gênero em nossa cultura. O material analisado incluiu: associação de repertórios lingüísticos com as palavras mulher e homem; relatos de atividades cotidianas dos dois sexos; relatos envolvendo tratamentos diferenciados entre meninas e meninos, e discussão sobre relações de gênero. Dos resultados destacamos a variabilidade de sentidos, com qualificadores positivos e negativos para ambos os sexos. Das situações de esfera privada, os relatos destacam o homem como provedor e a mulher como cuidadora da casa e dos filhos, com participação incipiente do homem. Na esfera pública, trabalho e capacitação, os relatos mostram que homens e mulheres trabalham fora, mas fica evidente a dupla jornada feminina e o sentido de maior valor ao trabalho do homem. Com relação às diferenças de tratamento, a análise mostrou que, no contexto pesquisado, os relatos remetem a formações identitárias restritivas, incluindo tanto situações pueris como situações discriminadoras e de conflito. Concluímos que, apesar de algumas mudanças positivas nos modos de ser homem e mulher, menina e menino, na perspectiva desses adolescentes, ainda persistem queixas e sofrimentos, apontando para o peso da tradicional prática discursiva de cunho sexista, tão familiar em nosso contexto sócio-cultural. Esperamos ter contribuído para a compreensão de que as relações de gênero são importantes, para pensarmos programas de promoção da saúde e da cidadania, não somente para os adolescentes, mas para as pessoas em geral. Palavras-chave: Psicologia Social. Relações de gênero. Adolescência. Construcionismo social. Produção de sentidos.
  • Data da Defesa: 16/06/2008
  • Download: Clique aqui
+ MOBBING: RELAÇÕES COM A SÍNDROME DE BURNOUT E A QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES DE UMA INSTITUIÇÃO UNIVERSITÁRIA DE CAMPO GRANDE, MS
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Foi realizado um estudo exploratório-descritivo que teve por objetivo verificar em uma amostra de n=89 (46,8%) trabalhadores (42 professores e 89 administrativos) de uma população de N=195 (90 professores e 105 administrativos) de uma universidade privada de Campo Grande, MS: 1) a ocorrência de Mobbing (Assédio Psicológico), 2) a presença e os níveis de Síndrome de Burnout, 3) a possível relação entre Mobbing e Burnout, e 4) a repercussão de Mobbing na Qualidade de Vida do Trabalhador. Foram utilizados os seguintes instrumentos de pesquisa: 1) o Leymann Inventory of Psychological Terrorization-LIPT; 2) o Inventário de Burnout de Maslach (MASLACH; JACKSON, 1986) com validação brasileira feita por Tamayo (2003); e 3) o Questionário de Qualidade de Vida Profissional (QVP-35) (CABEZAS-PEÑA, 1999) validado para uso no Brasil por Guimarães et al. (2004a). Para o processamento de dados a análise estatística utilizou-se o software estatístico SPSS for Windows-13ª versão. Realizaram-se os seguintes procedimentos estatísticos: teste binomial comparando-se proporções e a prova dos sinais comparando as medianas dos resultados obtidas com dados normativos; o Odds Ratio com intervalo de confiança de 95% visando quantificar o grau de associação entre as variáveis de estudo: características sociodemográficas, Mobbing, nível de Burnout e Qualidade de Vida Profissional e Regressão logística para a análise de ajustes. Nesse estudo obteve-se uma maior prevalência do nível Leve de Mobbing nas seguintes dimensões: Limitação da Comunicação e Desprestigiar a Pessoa Perante seus Colegas, Limitação do Contato Social e Desacreditar sua Capacidade Profissional. Somente a dimensão Comprometimento com sua Saúde apresentou nível Moderado. Constatou-se também um nível Médio da Síndrome de Burnout. Quanto às demais dimensões, obteve-se um Baixo nível de Exaustão Emocional, Baixa Despersonalização e Média Diminuição da Realização Pessoal. Com relação à Qualidade de Vida Profissional, os profissionais percebem Pouco Apoio Organizacional e Carga de Trabalho e Muita Motivação Intrínseca e Qualidade de Vida no Trabalho. A associação entre Mobbing e suas dimensões e a variável Tempo de Serviço (menos de dois anos e mais de sete anos) mostrou correlação significativa com as dimensões Limite de Contato Social e Desprestígio Perante os Colegas. Houve alta correlação entre Mobbing e a Síndrome de Burnout. Verificou-se correlação estatisticamente significativa nas dimensões Exaustão Emocional e Despersonalização da Síndrome de Burnout com o Mobbing. Os profissionais que não apresentam Mobbing percebem ter Bastante Qualidade de Vida no Trabalho. Os participantes com Mobbing percebem ter Pouco Apoio Organizacional. Em decorrência dos resultados obtidos, sugere-se a implantação de programas globais e sistêmicos, com medidas educativas e preventivas para a solução de conflitos, para que o Mobbing e a Síndrome de Burnout não ocorram e progridam a níveis mais elevados, com implicações na Qualidade de Vida Profissional. Palavras-Chave: Mobbing. Assédio psicológico. Síndrome de Burnout. Trabalhadores. Qualidade de Vida Profissional.

  • Data da Defesa: 19/05/2008
  • Download: Clique aqui
+ SER OU ESTAR COOPERADO: FICÇÃO OU REALIDADE?
  • Discente:
    • Renata Christina Santos do Valle
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    As associações de micro e pequenas empresas, assim como outras formas associativas, entre as quais as cooperativas, vêm sendo consideradas como alternativa viável na atual conjuntura do país, devido a sua peculiaridade maior que é a força do conjunto que opera nas mais diversas áreas e atividades de conhecimento humano e na vida das pessoas. Esse sistema de associativismo fundamentado na reunião de pessoas, o empreendimento comum realizado ⎯ em qualquer ramo de atividade ⎯ visa às necessidades do grupo e não somente ao lucro, assim como à busca pela prosperidade conjunta, e não individual. Instigada em entender sobre o relacionamento dos cooperados com a sua respectiva cooperativa, buscou-se analisar os componentes existentes neste processo de agrupamento que vem crescendo a cada dia, de maneira expressiva, alcançando os mais diversos setores da atividade econômica e social, cobrindo todo o território nacional. O presente trabalho propõe investigar o funcionamento de cooperados de três ramos de cooperativa, suas formas de relacionamento interpessoal e, assim, construir uma análise da efetividade desta relação do cooperado com a cooperativa. Para investigar os objetivos propostos, utilizou-se da metodologia qualitativa. Foram escolhidos para participar dessa pesquisa seis cooperados, dois de cada cooperativa, sendo cinco homens e uma mulher, entre 36 e 67 anos, cinco com nível superior e um participante não quis mencionar a idade e escolaridade. O contato com os participantes foi por meio da Organização das Cooperativas do Brasil, região de Mato Grosso do Sul, órgão responsável pelas cooperativas do Estado. As cooperativas são do município de Campo Grande, MS, dos ramos de crédito, saúde e agropecuária. Utilizou-se a entrevista semi-estruturada, com um roteiro de perguntas abertas, permitindo dessa forma, que o entrevistado se expressasse livremente dentro do roteiro previamente organizado, mas também consentindo, se necessário, a inclusão de temas que fossem demandados pelos participantes. A análise dos dados se deu após a transcrição das entrevistas gravadas, releitura do material, organização dos relatos e dos dados observados além dos relatos. As análises apontam duas categorias denominadas: ?cooperado-cooperador? e o ?cooperado-participante? que representam, respectivamente, a concepção de cooperativismo para os cooperados na sociedade contemporânea: a vivência e a prática dos aspectos doutrinários do cooperativismo ou a proteção contra o mercado capitalista, uma questão econômica e política. Palavras-chave: Cooperativismo. Grupo. Indivíduo.

  • Data da Defesa: 06/05/2008
  • Download: Clique aqui
+ MÍDIA INTERNA COMO ESTRATÉGIA DE GOVERNAMENTALIDADE
  • Discente:
    • Marta Cristina Benedito Duarte
  • Orientador(a):
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
  • Resumo:

    Partindo do pressuposto de que a mídia interna vem se configurando como um meio de comunicação cada vez mais forte nas organizações, nesta pesquisa procuramos compreender os sentidos e as estratégias de governamentalidade, de gestão empresarial e de pessoas que fazem da mídia interna um importante espaço de comunicação, mas podendo ou não propiciar formas saudáveis de interação. O estudo de teor qualitativo, em seu delineamento teóricometodológico foi orientado pela abordagem de práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano, com aportes da Psicologia Social, em diálogo com a Psicologia da Saúde e áreas como Administração, Jornalismo e Comunicação Organizacional. Para o desenvolvimento da pesquisa elegeu-se o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), como estudo de caso, tendo em vista ser um órgão que realiza a produção de meios de comunicação interna com periodicidade estável da publicação dos mesmos. Em termos metodológicos utilizamos três fontes de informação: a primeira, o jornal impresso TJMS em Notícias, a segunda o jornal on line (virtual) da Intranet, e a terceira fonte consistiu nas entrevistas com 23 servidores públicos do TJMS, em diferentes cargos, que aceitaram o convite para participar da pesquisa, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Dentre os resultados da análise dos jornais internos (impresso e on line) destacamos que o TJMS em Notícias se configura como um espaço que proporciona visibilidade às notícias institucionais, de acontecimentos e autoridades da justiça. Já o jornal on line da Intranet, possui como diferencial a atualidade dos assuntos publicados e a circulação de informações que transcendem assuntos relacionados ao Judiciário, com o uso de estratégias de gestão de endereçamento mais abrangente das notícias. Com relação à análise das entrevistas, identificamos diferentes sentidos atribuídos pelos entrevistados às publicações internas, em que se destaca a mídia interna on line pela atualidade das informações e pela promoção da interação face a face, pois sua leitura provoca a discussão das notícias entre os servidores. A análise mostrou que os entrevistados valorizam um ambiente organizacional que incentiva o processo interativo na mídia interna. Com esta pesquisa, compreendemos e destacamos a importância da mídia produzida para o público interno de uma organização, que privilegie a possibilidade de interatividade e de veiculação de notícias que se pautem por uma compreensão biopsicossocial das pessoas e das relações, posicionando a pessoa como um ser integral que se constrói nas inter-relações cotidianas dos contextos em que está inserida. Palavras-chave: Mídia interna. Governamentalidade. Práticas discursivas. Produção de sentidos. Psicologia Social.

  • Data da Defesa: 06/05/2008
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA
  • Discente:
    • Tania Conceição Conte
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    Introdução: A doença cardíaca ocasiona mudanças na rotina de vida e, associada às características individuais de cada pessoa, pode desencadear alterações físicas e emocionais e, conseqüentemente, na qualidade de vida (QV). Objetivo: Avaliar a QV no pré-operatório de cirurgia cardíaca de pacientes internados na Sociedade Beneficente Santa Casa de Campo Grande, MS. Método: Trata-se de um estudo exploratório descritivo e de corte transversal. As variáveis estudadas correspondem aos oito domínios do The Medical Outcomes Study 36-item Short Form Health Survey (SF-36): capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental. Como critério de inclusão, participaram apenas os pacientes que seriam submetidos à cirurgia cardíaca. O critério de exclusão foram os pacientes que apresentaram instabilidade hemodinâmica, complicação neurológica grave, confusão mental ou inconsciência, diabetes descompensada, obesidade mórbida, doenças degenerativas, insuficiência renal aguda. Sessenta e dois pacientes internados, aguardando a cirurgia cardíaca, participaram da pesquisa. Resultados: Com relação ao sexo, os homens mostraram, em relação às mulheres, diferenças significativas nos domínios vitalidade (p=0,031) e aspecto emocional (p=0,046). Os participantes pertencentes ao grupo de ?Não alfabetizado funcional? demonstraram menor escore no domínio da saúde mental (p= 0,008) em relação àqueles que compõem o grupo ?Fundamental?, ?Médio e Superior?. Os participantes classificados como sobrepeso demonstraram capacidade funcional (p= 0,023) maior que os classificados como obesos. Não houve associação significativa entre os domínios do SF-36, com relação aos fatores de risco da doença arterial coronariana, ao estado civil e à idade. Com relação à renda, apresentaram associações significativas os seguintes domínios: capacidade funcional (p= 0,018), aspecto físico (p= 0,001), aspecto emocional (p= 0,041) e saúde mental (p= 0,043). O maior nível médio de QV medido está no domínio estado geral de saúde, com escore médio de 65,2. O menor escore médio foi no domínio aspectos físicos, com escore médio de 23,0. O ponto de corte utilizado foi de 50%. Conclusão: O maior nível médio de QV medido nos pacientes por meio do questionário SF-36 está na dimensão ?estado geral de saúde?. O menor escore médio foi na dimensão ?aspectos físicos?. O ?estado geral de saúde? mostrou uma tendência à boa QV em todas as análises. A QV, no geral, está ligeiramente abaixo do limite de ser considerada como boa. Palavras-chave: Qualidade de vida. Pré-operatório. Cirurgia cardíaca.

  • Data da Defesa: 31/03/2008
  • Download: Clique aqui
+ ESTUDO SOBRE A MOBILIDADE DE PEDESTRES: CONDIÇÕES ERGONÔMICAS, INTENÇÕES E COMPORTAMENTOS NO CENTRO DA CIDADE DE CAMPO GRANDE-MS
  • Docentes:
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
    • Regina Célia Ciriano Calil
    • Iara Picchioni Thielen
  • Resumo:
    Pedestre é qualquer pessoa que esteja se locomovendo a pé nas vias públicas, é considerado por muitos estudiosos como o óleo lubrificante do sistema trânsito, sem o pedestre não há trânsito. O objetivo desta pesquisa de mestrado foi analisar as condições ergonômicas para mobilidade de pedestres e suas intenções de comportamento no centro da cidade de Campo Grande-MS. Para a observação ergonômica buscou-se medir a média da: largura das calçadas do quadrilátero central da cidade, da altura e localização dos obstáculos em relação à borda das calçadas. Observou-se também o estado geral dos passeios, a qualidade da iluminação pública, a existência ou não de rampas para facilitar o trânsito de pedestres, se existem faixas e semáforos (focos) de pedestres, bem como seu estado de conservação. Foram observados assim, o lado esquerdo e o direito de 62 quadras do centro da cidade. Os principais resultados alcançados foram: largura média das calçadas de 2,99m; os pavimentos dos passeios em boas condições de conservação e pouca inclinação. Apenas 57,25% das calçadas possuíam rampas, algumas em péssimas condições. Para verificar as intenções de comportamentos e opiniões de pedestres sobre a qualidade do trânsito oferecido a eles foram utilizados dois questionários sobre intenções de comportamentos e opiniões de pedestres em situações de trânsito. Foram entrevistados 282 pedestres adultos, sendo 170 mulheres e 112 homens. No primeiro questionário, foram descritas três situações que envolviam a tarefa da travessia, e indagado como o pedestre costumava se comportar em cada uma delas. No segundo, foram apresentadas 18 situações comuns enfrentadas por pedestres os quais tinham que responder com que freqüência as realizavam. Os homens mostram uma maior tendência a assumir comportamentos de risco na travessia quando comparado às mulheres. Os principais erros cometidos por pedestres são: atravessar fora da faixa de segurança e entre carros estacionados. Para eles o maior perigo na travessia é constituído pelas motocicletas seguido pelos carros. Consideram o tempo do semáforo como insuficiente para os pedestres poderem atravessar. Sugere-se que seja dada uma atenção maior à educação para o trânsito, bem como à base ergonômica para qualidade de trânsito de pedestres para que haja fluidez, conforto e segurança no dia-a-dia das pessoas e, conseqüentemente, diminua o número de atropelamentos não só em Campo Grande, mas no Brasil.
  • Data da Defesa: 26/02/2008
  • Download: Clique aqui
+ COMPORTAMENTO SOCIAL E HIERARQUIA EM UM GRUPO DE MACACOS-PREGO (Cebus apella) NO CENTRO DE REABILITAÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES, CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Déborah Dal Moro
  • Orientador(a):
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
  • Resumo:

    O Brasil figura entre os países que possuem a maior diversidade biológica do planeta. Além de deter 33% do que resta de matas tropicais, possui a maior diversidade de peixes neotropicais, 22% de felídeos e o maior número de primatas e psitacídeos do globo. Em se tratando especificamente de primatas, existem aproximadamente 275 espécies pertencentes a esta ordem e, destas, 77 ocorrem no Brasil. Ademais, o Brasil, do total da biodiversidade mundial, é o que detém o maior número de primatas. Em contrapartida, têm-se observado um significativo aumento no número de estudos sobre o comportamento e a ecologia dos primatas. Apesar da importância desses trabalhos que se fazem presentes tanto no Bioma Amazônico quanto no da Mata Atlântica, as pesquisas e os estudos realizados no Cerrado brasileiro praticamente inexistem ou, por ora, são desconhecidos. Tendo em vista isso, o tema central do presente estudo é o comportamento social e a hierarquia de um grupo de Macacos- Prego (Cebus apella) mantidos em cativeiro no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), localizado na área urbana do Município de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul. Objetivou-se estudar o comportamento social, enfocando as hie rarquias, de 11 indivíduos Cebus apella. Os objetivos específicos foram: descrever o comportamento dos indivíduos estudados, por meio da elaboração de um etograma; comparar as interações sociais em relação ao sexo e em relação à idade dos indivíduos; por fim, verificar como se apresentavam as relações de hierarquia entre os indivíduos do respectivo grupo social. A coleta de material para o presente estudo compreendeu os meses de agosto de 2005 a agosto de 2006, sendo que, durante os meses de agosto de 2005 a janeiro de 2006, as observações foram destinadas exclusivamente à identificação e à elaboração do padrão comportamental dos animais. Durante os meses que se seguiram, de fevereiro a agosto de 2006, as coletas foram realizadas mensalmente, abarcando 4 dias, fato esse que totalizou 40 horas de observação no decorrer de cada mês. Foram identificadas e externadas, na descrição do etograma, as seguintes categorias: manutenção, locomoção, alimentação e interações sociais. Pode-se afirmar que o grupo formado artificialmente, em razão de não sofrer pressão por competição de alimento e nem por parte de predadores, possui organização social semelhante aos animais da natureza somente no ato da oferta da comida, pois no decorrer do dia observou-se muitas interações afiliativas, já que não existia competição por alimento. Observou-se, também, que os infantes utilizavam boa parte do dia para brincar. Assim, entende-se que relações de hierarquia, também em cativeiro, são mantidas sempre que exista um fator de competição envolvido, que nesse caso era o alimentar, e que relações sociais afiliativas são mantidas como estratégia para aquisição de aliados, bem como para o sucesso reprodutivo, envolvendo fatores como idade e sexo em se tratando de hierarquia. Palavras-chave: Comportamento social, Hierarquia, Cebus apella.

  • Data da Defesa: 14/12/2007
  • Download: Clique aqui
+ O PROCESSO DE CONTATO COM DROGAS: USO E ABUSO, SENTIDOS E LUGARES
  • Docentes:
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Regina Célia Ciriano Calil
    • Jefferson de Souza Bernardes
  • Resumo:
    Esta dissertação insere-se no âmbito do Laboratório de Psicologia da Saúde, Cultura e Sociedade, do Mestrado em Psicologia, e alinha-se a estudos voltados à prevenção de doenças e promoção da saúde, enfocando a problemática da dependência de substâncias psicoativas. O objetivo geral da pesquisa foi compreender os sentidos que são atribuídos ao processo de adicção, na perspectiva de pessoas em tratamento para recuperação da dependência dessas substâncias. Para o seu desenvolvimento, adotamos o método qualitativo, tendo como base teórico-metodológica a abordagem sobre práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano e a literatura especializada em drogadicção e nos processos de prevenção de doença e promoção da saúde. A pesquisa foi realizada no Centro de Apoio, Reabilitação e Terapia ao Dependente Químico (CARTA), envolvendo 37 pessoas, em tratamento, no período da pesquisa, e que aceitaram o convite para participar das ?Oficinas sobre Substâncias Psicoativas?. No total realizamos oito oficinas, com uma média de quatro participantes cada uma. Como resultado desta pesqusia, apuramos que o primeiro contato com algum tipo de droga ? usando ou presenciando ? acontece com o tabaco e o álcool ao longo da infância e, geralmente, as pessoas envolvidas são do meio familiar ou conhecidas. Já o contato com as drogas ilícitas ocorre mais na adolescência, por volta dos quatorze anos, e embora possa envolver familiares, a maior parte desse contato dá-se fora do ambiente familiar, principalmente com colegas de escola, amigos e vizinhos. Segundo os participantes da pesquisa, o envolvimento com drogas trouxe diversos riscos à sua saúde e à sua vida e, ao discutirem as possibilidades de prevenção, ressaltaram alguns aspectos importantes para pensarmos estratégias de prevenção. Por exemplo, que são necessárias campanhas de prevenção direcionadas, também, contra o uso do álcool, uma vez que esse se caracteriza como a porta de entrada para outras drogas, principalmente em casos de recidiva. Em síntese, independentemente de serem lícitas ou lícitas, as drogas trazem prejuízos às pessoas e à sociedade. Entretanto, a análise mostrou que é necessário evitar o moralismo como forma de abordagem e que as campanhas de prevenção devem ser elaboradas por equipes multidisciplinares que contenham diferentes profissionais da área de saúde, mas também pessoas que já tiveram problemas com drogas. Por fim, observamos que as oficinas usadas para esta pesquisa podem constituir uma estratégia a ser utilizada como parte do processo terapêutico com as pessoas em tratamento no CARTA. Palavras-chave: Psicologia Social da Saúde. Substâncias psicoativas. Prevenção e Promoção. Produção de sentidos.
  • Data da Defesa: 10/12/2007
  • Download: Clique aqui
+ AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO CUIDAR PARA OS FAMÍLIARES DE USUÁRIOS ATENDIDOS PELAS CLÍNICASESCOLA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO
  • Docentes:
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Regina Célia Ciriano Calil
    • Marco Túlio de Mello
  • Resumo:
    A reabilitação dos pacientes em atendimento em instituições de saúde requer o envolvimento da família como agente colaborador desse processo. Implementar essa participação nos serviços de saúde torna necessário que se conheça a relação das famílias no processo terapêutico. O objetivo desta pesquisa foi analisar as representações sociais sobre o cuidar para os familiares de usuários atendidos pelas Clínicas-Escola da Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A pesquisa foi realizada entre os meses de abril a julho de 2006, com a participação voluntária de 32 familiares acompanhantes de ambos os sexos. Foram realizadas entrevistas estruturadas com questões sobre o perfil sociodemográfico dos participantes, características do cuidador e do usuário, relação familiar, situação de saúde do usuário. A entrevista também contemplou questões sobre o cuidar e as mudanças ocorridas na família após o adoecimento do familiar. Verificou-se na pesquisa que a maioria dos familiares participantes era do sexo feminino (n=28), com instrução escolar em nível de ensino médio completo e renda familiar de dois a três salários mínimos, com idade entre 30 a 49 anos. A maioria dos usuários era do sexo masculino (n=22), com idade entre um a dez anos. A análise das respostas pautou-se pelo referencial da teoria da representação social. Ao se analisarem os conteúdos dos relatos dos participantes, três representações sobre o cuidar emergiram: a responsabilidade, fazer as atividades necessárias para o familiar doente e o ato de amor. Durante as entrevistas, os familiares relataram que o cuidar afeta todo o contexto familiar, financeiro, lazer, saúde e relacionamento social. Por meio dos relatos, pôdese inferir que o trabalho do cuidador está pautado na necessidade do outro, que a atenção de quem cuida não está voltada para si, e sim para o familiar que está doente. Essa situação, a médio e longo prazo, poderá contribuir para o desgaste pessoal e o da rede social de apoio. Espera-se com o presente estudo, contribuir na elaboração de ações e políticas públicas que fortaleçam as estruturas de atendimento nas comunidades dos usuários e seus familiares que vivenciam problemas com doenças crônicas. Palavras-chave: Família. Cuidar. Representação social.
  • Data da Defesa: 04/12/2007
  • Download: Clique aqui
+ EXERCÍCIO FÍSICO NA IMAGEM CORPORAL: O JOGO ENTRE O IMAGINÁRIO E O REAL
  • Discente:
    • Paulo Ricardo Martins Nunes
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    Nos últimos anos, um tema recorrente nos vários focos das investigações científicas tem relacionado o corpo humano com os benefícios do exercício físico, não somente como um corpo físico, mas como um corpo psíquico e social. Esta pesquisa teve como propósito estudar as percepções dos benefícios da prática regular do exercício físico na imagem corporal e suas implicações, analisando os relatos. Para tanto, escolheu-se, segundo critérios de acessibilidade, um grupo de participantes (n=10), sendo todas mulheres na faixa etária entre 35 e 49 anos e participantes do Projeto Atividade Física e Saúde, realizado no Parque Jacques da Luz, localizado no bairro das Moreninhas, Campo Grande, MS. Este estudo trata de uma pesquisa qualitativa, utilizando como referencial teórico metodológico a Fenomenologia, e como material de análise, as falas das participantes. Os depoimentos foram coletados individualmente através de uma transcrição na íntegra, obedecendo a uma ordem cronológica na qual as entrevistas foram realizadas. As respostas foram a partir de uma única pergunta: ?Quais as influências que a prática dos exercícios físicos regulares traz para seu corpo??. Para cada participante foi feita uma análise ideográfica e, posteriormente, a análise nomotética. Com a análise ideográfica, buscou-se a compreensão do fenômeno a partir de três momentos importantes da análise das falas: a descrição, a redução e a interpretação. Na análise nomotética, cujo objetivo foi chegar à estruturação perceptiva entre a atividade física e a imagem corporal, procurou-se estabelecer uma normatividade dos discursos coletados. A compreensão da análise nomotética realiza-se na construção dos resultados, revelando os posicionamentos individuais. O trabalho, então, dividiu-se em três momentos: uma revisão bibliográfica do tema atividade física e imagem corporal; uma pesquisa de campo realizada por meio de uma entrevista semi-estruturada sem questões fechadas, mas com uma questão única que poderia revelar a percepção da realidade de cada entrevistada em relação à sua imagem corporal; e, por fim, a análise dos dados por meio de um dispositivo de interpretação, podendo assim, analisar os resultados mesclando, de forma unificada, as vozes do pesquisador e das entrevistadas. Conclui-se, após discutir o tema e analisar as falas, que todas as participantes apresentaram, durante a prática das atividades físicas, uma percepção positiva de melhora em sua imagem corporal, levando a uma real satisfação com seu próprio corpo. Ao observar os discursos, percebe-se que, além das físicas, outras importantes transformações ocorreram: psicológicas, relações interpessoais, entre outras. Finalmente, pode-se afirmar que o resultado do estudo indicou que a prática da atividade física regular é um importante aliado para compreender-lhe os benefícios, o que foi configurado em uma melhor percepção da imagem corporal.

  • Data da Defesa: 04/12/2007
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE CERIMONIAL DE CAMPO GRANDE-MS
  • Discente:
    • Adriana da Silva El Daher
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    Introdução. Cabe registrar que este é um estudo pioneiro, pois não foram encontradas, nas literaturas nacional e internacional, referências que registrem pesquisas de Qualidade de Vida Profissional com o subgrupo abordado neste estudo. Os profissionais que trabalham como Cerimonialistas estão, constantemente, expostos a situações de cansaço físico e mental no desempenho de suas funções, afetando, significativamente, positiva ou negativamente, sua Qualidade de Vida Profissional. Objetivo. Avaliar a Qualidade de Vida Profissional de uma amostra representativa de Cerimonialistas de Campo Grande, MS. Método. Foi realizado um estudo exploratório-descritivo, comparativo e de corte transversal, que objetivava caracterizar a Qualidade de Vida no Trabalho de profissionais de cerimonial de empresas do setor público, privado e instituições de ensino. Foram analisados os profissionais que participaram, voluntariamente, do estudo, sendo excluídos os autônomos. De uma população de N=60, foi estudada uma amostra de n=25 participantes (20 mulheres e cinco homens), no período de julho a setembro de 2006. A aplicação dos instrumentos deu-se nos diferentes locais de trabalho. Foi aplicado o Questionário de Qualidade de Vida Profissional ? QVP-35. Para a análise estatística foi utilizado o software estatístico SPSS Demo for Windows ? 11ª versão. Foram realizados os seguintes procedimentos estatísticos: 1. Teste binomial comparando proporções dos resultados obtidos para descrição dos participantes da amostra; 2. Teste nãoparamétrico de mediana (teste da mediana de Mood) visando quantificar o grau de associação entre as variáveis de estudo: características sociodemográficas, qualidade de vida profissional; para isso foi utilizado um grau de 5% de significância. Resultados. Constatou-se que os que estão há mais tempo no exercício da função percebem mais a Carga de Trabalho; no domínio Apoio Social, as pessoas mais jovens (até 34 anos) percebem um melhor Apoio Social; no item Motivação Intrínseca, o valor percebido é mais positivo nas Instituições de Ensino Superior, pela importância dada aos serviços desempenhados pelos cerimonialistas na comunidade acadêmica. Conclusão. Os participantes da pesquisa apresentaram uma alta percepção da Qualidade de Vida no Trabalho. Palavras-chave: Qualidade de vida profissional. Relações públicas. Cerimonialistas. QVP-35.

  • Data da Defesa: 03/12/2007
  • Download: Clique aqui
+ CIRURGIA INTERDIGITAL E REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL DA PESSOA ATINGIDA PELA HANSENÍASE: UM ESTUDO DE CASOS
  • Discente:
    • Aldecino José Ferreira de Oliveira
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O objetivo dessa pesquisa foi realizar um estudo de casos para analisar e verificar as contribuições da cirurgia interdigital ? do primeiro espaço interósseo da mão ? para a reabilitação psicossocial da pessoa atingida pela hanseníase. O estudo foi realizado com dois pacientes do ambulatório de dermatologia do Hospital de Base de Rio branco, que se submeteram à cirurgia supracitada. Pretendeu-se conhecer e compreender aspectos referentes às relações socioculturais estabelecidas na representação do ser doente de hanseníase. O procedimento envolveu a realização de entrevista semidirigida. As repostas dos entrevistados foram gravadas para posterior transcrição e análise. Na transcrição, levou-se em conta a fala original dos entrevistados, respeitando-se sua estrutura original e regionalismos. Suas idéias sobre hanseníase; saúde e doença; depressão do primeiro espaço interósseo; e a cirurgia reparadora da depressão interdigital foram analisadas. A análise desses dados coletados nas entrevistas foi baseada na análise da fala. A estigmatização social a partir do diagnóstico ficou evidente na fala dos entrevistados, fazendo-os migrar do seu lugar de origem, como forma de esconder-se da sociedade, ou ainda, temer ser descoberto como portador da doença, mediante o estigma da depressão interdigital. A descrença na cura da doença se mostrou evidente nas seqüelas deixadas nos entrevistados. A cirurgia de reabilitação da depressão do primeiro espaço interrósseo ficou evidente como um recurso coadjuvante cirúrgico para a reabilitação física e psicossocial da pessoa atingida pela hanseníase, uma vez que reabilita o corpo estigmatizado e permite que a mesma se sinta mais livre para ambular entre aqueles que não foram atingidos por ela, restaurando, em conseqüência disso, sua auto-estima. Palavras-chave: Hanseníase. Reabilitação psicossocial. Cirurgia interdigital.

  • Data da Defesa: 22/11/2007
  • Download: Clique aqui
+ ADOLESCENTE COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO DE UM ASSENTAMENTO RURAL: UM ESTUDO DE CASO
  • Resumo:
    Em estudos realizados a partir do século XX, pesquisadores brasileiros uniram-se em parceria com os de vários países com o intuito de desmistificar e melhor explorar os conceitos de inteligência, considerando-a sob um caráter multifatorial. Esta pesquisa, empreendida de acordo com essa nova conceitualização, visou colaborar com discussões que abrangem tanto a área da educação como a da psicologia social e a da psicologia da saúde, focalizando um adolescente que residiu em um assentamento rural dos seis anos aos dezesseis anos de idade e recebeu sua formação educacional em uma escola rural na cidade de Sidrolândia, Mato Grosso do Sul. Mesmo com carências financeiras e educacionais, esse adolescente classificou-se em 3.º lugar em Mato Grosso do Sul na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMP), concurso realizado com alunos das escolas públicas. Graças a esse desempenho, foi encaminhado para avaliação pelo Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação de Mato Grosso do Sul (NAAH/S-MS). Esta pesquisa traça a evolução da Educação Especial no mundo e no Brasil, particularizando os atendimentos diferenciados realizados em Mato Grosso do Sul, e aprofundando-se na questão das Altas Habilidades/Superdotação, sobre o que também é oferecido um histórico mundial e brasileiro, além de conceitualizar e caracterizar os indivíduos com superdotação. Como o participante focalizado neste estudo de caso é oriundo de um assentamento rural, o texto descreve como esses grupos são formados e como é oferecida a educação no meio rural. Foram entrevistadas a mãe do participante, a professora e coordenadora da escola rural Darcy Ribeiro, freqüentada pelo sujeito focalizado na pesquisa e situada no assentamento rural Capão Bonito I, em Sidrolândia, e com a psicóloga avaliadora do NAAH/S-MS. Com base nessas entrevistas e nos aspectos descritos por pesquisadores contemporâneos, foi elaborado um quadro das características encontradas no participante e empreendida uma discussão levando em conta as experiências profissionais da autora. Através dos resultados coletados e a análise dos estudos feitos pelos pesquisadores da área, se conclui que o adolescente em questão tem altas habilidades, o que mostra a necessidade de uma interação social e educacional diferenciada que auxilie a inserção desse adolescente, bem como, desse grupo de pessoas, na sociedade, proporcionando-lhes assim um desenvolvimento propício para que possam, com seus talentos, ajudar no desenvolvimento das áreas relacionadas com suas habilidades, bem como à promoção de ulteriores pesquisas. Palavras-chave: Altas habilidades. Superdotação. Educação Rural. Assentamento.
  • Data da Defesa: 22/11/2007
  • Download: Clique aqui
+ JOGOS DE AZAR: ANÁLISE DO IMPACTO PSÍQUICO ESOCIO-FAMILIAR DO JOGO PATOLÓGICO A PARTIR DASVIVÊNCIAS DO JOGADOR
  • Discente:
    • Sálua Omais
  • Orientador(a):
    • Regina Célia Ciriano Calil
  • Resumo:

    O Jogo Patológico é um transtorno cuja problemática envolve muito mais do que prejuízos financeiros, pois gera efeitos nas esferas física, psíquica e sócio-familiar. Tendo em vista a relevância do tema, o presente trabalho teve, como objetivo principal, analisar os aspectos psicossociais decorrentes do jogo patológico, buscando compreender de que maneira esses aspectos atuam sobre os vínculos familiares do jogador e até que ponto esse transtorno interfere no âmbito social, profissional e econômico, tendo como referência as vivências e relatos do próprio jogador. A pesquisa baseou-se no método qualitativo, utilizando-se de entrevistas semi-estruturadas para a obtenção dos dados. Foram entrevistados seis participantes, todos freqüentadores do grupo de Jogadores Anônimos de Campo Grande/MS, com histórico de jogo patológico. Os resultados obtidos neste estudo demonstram que, no âmbito familiar o transtorno provoca um isolamento do jogador da rotina familiar, desencadeando uma fragilização nos vínculos afetivos. Os casos estudados nesta pesquisa demonstram que as mentiras utilizadas pelo jogador e os deslizes freqüentes desgastaram as relações na família, tanto em nível conjugal como perante os filhos, ocasionando desentendimentos constantes, perda da confiança e do respeito, e até mesmo separações conjugais. Do ponto de vista psíquico, esse transtorno provocou uma série de sentimentos e sensações desagradáveis como a culpa, a tristeza, a vergonha, a humilhação, o ressentimento e a raiva. No aspecto físico, os jogadores entrevistados chegaram a negligenciar cuidados básicos ligados à higiene pessoal e à saúde física, tornando-se ainda mais expostos a problemas de saúde, tanto físicos como mentais. Alguns participantes da pesquisa também revelaram, durante as entrevistas, que tiveram outros problemas relacionados à saúde física e psíquica concomitantemente ao transtorno, como depressão, ansiedade, uso de álcool, fumo e síndrome do pânico. Além das grandes perdas financeiras, constatou-se que o envolvimento com o jogo ainda teve efeitos no âmbito profissional e social, acarretando a perda do emprego, perda de amizades e o descrédito no meio social, sobretudo em razão dos atos ilegais cometidos pelo jogador para financiar o jogo, como furtos, falsificação de documentos, fraudes a terceiros e estelionato. O grupo dos Jogadores Anônimos foi relatado, pelos participantes, como um dos fatores que mais contribuíram para o processo de abstinência da jogatina, em virtude da compreensão dos companheiros e do acolhimento do grupo. A partir dos resultados obtidos nessa pesquisa, concluiu- se que, além das grandes perdas financeiras, o transtorno do jogo patológico provocou conseqüênc ias de amplas dimensões na vida dos jogadores entrevistados, causando grande impacto sobre as relações familiares, sobre a saúde física, psíquica, e no âmbito profissional, jurídico e social de modo geral. Palavras-chave: jogo patológico; adicção; saúde mental; grupos de auto-ajuda; jogadores anônimos.

  • Data da Defesa: 21/11/2007
  • Download: Clique aqui
+ ESTRESSE OCUPACIONAL, SÍNDROME DE BURNOUT EHARDINESS EM PROFESSORES DE COLÉGIO MILITAR
  • Discente:
    • Helen Paola Vieira
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução: O Estresse Ocupacional (EO) e a Síndrome de Burnout (SB) são reconhecidos como um dos grandes problemas que acometem os professores, com conseqüências negativas para a saúde física e mental. Hardiness (personalidade resistente) é uma característica de personalidade que atua como moderadora dos estímulos estressores que podem levar ao EO e à SB. Objetivos: Identificar a existência e os níveis de EO, SB e de hardiness entre professores civis e militares do Colégio Militar de Campo Grande. Casuística e Método: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de corte transversal. Os dados foram coletados no mês de dezembro de 2006. De uma população de N= 90 professores civis e militares, participaram n=64, sendo 37 (57,8%) militares e 27 (42,2%) civis de ambos os sexos. Para esta finalidade foram utilizados: i) a Escala de Estresse Ocupacional (EEO) traduzida e adaptada para o português por Guimarães (2005); ii) o Inventário de Burnout de Maslach (MBI) validado para uso no Brasil por Tamayo, M. R.(2003); iii) o Personal Views Survey (PVS) desenvolvido por Kobasa (1982) e iv) um Questionário sócio-demográfico-ocupacional (QSDO). Para verificar a existência ou não de dependência das variáveis sócio-demográficoocupacionais com a SB e o hardiness foi utilizado o teste qui-quadrado (p=0,05); a ANOVA para estudar a relação entre a SB e o hardiness; o teste Kolmogorov-Smirnov para a distribuição dos dados do hardiness e uma regressão linear múltipla para saber se as dimensões da SB poderiam determinar o hardiness e vice-versa. Resultados: A amostra compõe-se na maioria: do sexo masculino (57,8%), casados (65,6%), com especialização (46,9%) e carga horária em sala de aula de até 10 h/a semanais (43,9%). Constatou-se uma presença moderada de EO na amostra como um todo. Quanto à SB e suas três dimensões, observou-se uma alta exaustão em professores militares e baixa em civis; alta despersonalização em militares e baixa em civis e média diminuição da realização pessoal em civis e baixa em militares, resultando um alto nível de burnout em professores militares e baixo em civis. Da amostra como um todo, 53,1% dos professores apresentou hardiness, e os que mais apresentaram hardiness foram os que possuem escolaridade entre mestrado e doutorado. Constatou-se que a dimensão comprometimento do hardiness pode determinar a SB. Conclusões: Os resultados obtidos demonstram que tanto para os professores civis quanto para os militares o EO está em curso e para os docentes militares a SB já está instalada, apresentando-se em nível alto. Esses resultados remetem à necessidade de ações preventivas e organizacionais que possibilitem uma intervenção e um manejo apropriado dos fatores de risco.

  • Data da Defesa: 24/10/2007
  • Download: Clique aqui
+ HARDINESS (PERSONALIDADE RESISTENTE): REPERCUSSÕES NA QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL EM COLABORADORES DE UMA COOPERATIVA DE CRÉDITO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Fernando Faleiros de Oliveira
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução: Hardiness é um construto de personalidade fundamentado em três aspectos inter-relacionados ? compromisso, controle e desafio ? e é considerado um fator que possibilita ao homem ser ativo, criativo e resistente a eventos estressores. Já a Qualidade de Vida Profissional (QVP) se ampara em três fatores ? apoio organizacional, motivação intrínseca e carga de trabalho ? sempre visando estabelecer o equilíbrio entre ser humano e ambiente de trabalho. Objetivos: Realizar um estudo exploratório-descritivo sobre as relações entre Hardiness e QVP em colaboradores de uma Cooperativa de Crédito do estado de Mato Grosso do Sul, descrever o perfil da amostra e verificar a associação entre o Personal Views Survey (PVS) e o QVP-35. Casuística e método: Participaram 48 colaboradores da respectiva Cooperativa de Crédito, com tempo de serviço de pelo menos seis meses. Os participantes se localizavam em sete diferentes cidades que fazem parte da área de atuação da Cooperativa e foi necessário percorrer 1.200 quilômetros para viabilizar a pesquisa. Resultados: Verificouse que 52,1% (n=25) dos participantes apresentam hardiness tendo 62,5 pontos como pontuação média (em 150 possíveis). Quanto à QVP o grupo demonstrou ter muito apoio organizacional (6,9) e bastante motivação intrínseca (8,9). Contudo, após as análises não foi possível observar correlação significativa entre os instrumentos. Conclusão: A Cooperativa deve manter a excelência demonstrada e buscar a manutenção e um posterior crescimento nos níveis de hardiness e QVP, servindo de exemplo para outras empresas. Apesar de não haver correlação entre os construtos sugere-se a continuidade e ampliação dos estudos sobre hardiness.

  • Data da Defesa: 24/10/2007
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA DOS CONTABILISTAS DE CAMPO GRANDE, MS
  • Docentes:
    • Ana Cristina Limongi França
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
  • Resumo:
    Introdução: O tema Qualidade de Vida (QV) vem sendo amplamente estudado por diversos ramos da ciência por causa de sua importância como preditor de saúde. Objetivo: o presente estudo objetivou avaliar a QV dos contabilistas de Campo Grande, MS. Método: utilizou-se o método epidemiológico e de corte transversal, com uma amostra composta de 209 participantes, sendo 125 contadores e 84 técnicos em contabilidade. Foi utilizado um questionário sociodemográfico elaborado pelo pesquisador e o questionário de Qualidade de Vida SF-36 ?The Medical Outcomes Study 36-Item Short Health Survey. Utilizou para a análise estatística, o software MINITAB para Windows ? versão 14.2. Foi realizada uma análise descritiva dos dados. Nas inferências estatísticas foram utilizados os testes t-student, análise de variância e de correlação de Pearson, sendo todos eles aplicados com 95% de confiabilidade. Resultados: verificou-se que a maioria dos participantes era do sexo masculino (52,6%); a maioria, casados (61,1%); dos participantes (60,4%) são contadores e 39,6% técnicos em contabilidade; a maioria trabalha até 8 horas diárias (56,8%); 50,8% atuam como empregados; 94,6% estão satisfeitos com a profissão; somente 19,2% exerce outra atividade profissional. A idade média dos participantes foi de 40 anos; média de 13 anos de tempo de formado e a renda média R$ 3.253,00. A melhor média geral de QV foi capacidade funcional, com escore médio: contadores (85,80) e técnicos em contabilidade (81,59), e a pior foi vitalidade, contadores (65,28) e técnicos em contabilidade (64,94). Houve diferença significativa entre a variável estado civil e o domínio capacidade funcional (p=0,025), na qual a variável casados apresentou média inferior às demais. Quanto à atuação profissional constatou-se que os domínios aspectos físicos e estado geral de saúde foram significativamente diferentes entre si, apresentando p=0,009 e 0,018, respectivamente, cujos profissionais autônomos obtiveram escores menores que os outros grupos nos dois domínios, com médias 66,45 e 70,24, respectivamente. Na satisfação profissional foi verificada diferença estatisticamente significativa em relação aos domínios aspectos físicos, vitalidade, aspecto emocional e saúde mental, com p=0,001 e 0,009, menor que 0,001 e 0,016, respectivamente. Constatou-se que houve correlação estatisticamente significativa entre a variável idade e o domínio capacidade funcional, com p=0,040 e coeficiente de correlação -0,142, apontando que quanto maior a idade, os participantes tendem a possuir um menor escore no citado domínio. Foi evidenciado que existe correlação linear da variável tempo de formado em relação ao domínio capacidade funcional, apresentando p=0,009 e coeficiente de correlação de -0,181. Esse resultado indica que o participante com maior tempo de formado apresenta menor escore no domínio acima correlacionado. A variável renda apresentou correlação linear significativa em relação ao domínio capacidade funcional, sendo p=0,031 e coeficiente negativo -0,150, significando que quanto maior a renda do participante, menor o escore do citado domínio. Conclusão: o estudo mostrou bons resultados de QV, principalmente em relação ao domínio capacidade funcional, indicando uma boa performance produtiva dessa categoria profissional, mas também apresentou resultados preocupantes referindo-se ao domínio vitalidade, que foi o pior escore de QV, resultado que pode interferir negativamente na QV desses profissionais. Palavras-chave: Qualidade de Vida. Contabilistas. SF-36.
  • Data da Defesa: 02/10/2007
  • Download: Clique aqui
+ PERCEPÇÃO SOBRE RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO DE UMA EMPRESA DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO DE MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Gislene de Campos Soares Pereira
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O presente estudo tem como objetivo analisar a percepção dos funcionários de diferentes posições hierárquicas em uma empresa nacional com filial em Campo Grande, sobre Responsabilidade Social Empresarial. Para tanto, os dados foram coletados, por meio de entrevistas semi-abertas, com dez pessoas de diferentes setores dessa instituição, gerências, supervisões, coordenações e com uma pessoa de cada departamento subordinada aos anteriormente citados, que foram previamente escolhidas. As entrevistas semi-abertas foram gravadas e transcritas na íntegra e tiveram como eixos norteadores as seguintes questões: entendimento do que é Responsabilidade Social, mudanças ocorridas na empresa devido à Responsabilidade Social, apoio ao desenvolvimento da comunidade, investimento na preservação do meio ambiente, investimento no bem-estar dos funcionários e seus dependentes, visão sobre o ambiente de trabalho, percepção das comunicações internas e reconhecimento dos consumidores quanto aos serviços prestados. A análise das entrevistas foi realizada por meio dos tópicos abordados nelas, em que os participantes falam da importância da ética no ambiente de trabalho e, conseqüentemente, com os clientes externos, sobre os benefícios oferecidos pela empresa, muito importantes para eles e também das questões ambientais, que foram comparados aos temas apresentados na literatura sobre Responsabilidade Social Empresarial. As análises apontam que a Responsabilidade Social na Copagaz é percebida pelos colaboradores como muito forte no ambiente interno (colaboradores), o que gera valorização, retorno imediato para a empresa nas questões de dedicação, produtividade, lealdade e qualidade no atendimento ao cliente externo (consumidor). Nesse sentido, há uma mescla de paternalismo, que é uma forma tradicional de tentar um bom desenvolvimento no trabalho, porém percebe-se que, na empresa pesquisada, existem grandes investimentos na educação, na saúde e no bem-estar dos funcionários. Na Responsabilidade Social externa está também a comunidade que é beneficiada por projetos regionais e nacionais com importante cunho humanístico e pela preocupação com a preservação do meio ambiente. A empresa em questão, portanto, valoriza razoavelmente seus colaboradores e consumidores, ganhando com a imagem de empresa-cidadã tanto em relação a sua clientela interna, quanto à externa. Palavras-chave: Responsabilidade Social. Público interno. Público externo.

  • Data da Defesa: 11/09/2007
  • Download: Clique aqui
+ RESPONSABILIDADE SOCIAL: UMA NOVA PERSPECTIVA EMPRESARIAL
  • Discente:
    • Gislene de Campos Soares Pereira
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O presente estudo tem como objetivo analisar a percepção dos funcionários de diferentes posições hierárquicas em uma empresa nacional com filial em Campo Grande, sobre Responsabilidade Social Empresarial. Para tanto, os dados foram coletados, por meio de entrevistas semi-abertas, com dez pessoas de diferentes setores dessa instituição, gerências, supervisões, coordenações e com uma pessoa de cada departamento subordinada aos anteriormente citados, que foram previamente escolhidas. As entrevistas semi-abertas foram gravadas e transcritas na íntegra e tiveram como eixos norteadores as seguintes questões: entendimento do que é Responsabilidade Social, mudanças ocorridas na empresa devido à Responsabilidade Social, apoio ao desenvolvimento da comunidade, investimento na preservação do meio ambiente, investimento no bem-estar dos funcionários e seus dependentes, visão sobre o ambiente de trabalho, percepção das comunicações internas e reconhecimento dos consumidores quanto aos serviços prestados. A análise das entrevistas foi realizada por meio dos tópicos abordados nelas, em que os participantes falam da importância da ética no ambiente de trabalho e, conseqüentemente, com os clientes externos, sobre os benefícios oferecidos pela empresa, muito importantes para eles e também das questões ambientais, que foram comparados aos temas apresentados na literatura sobre Responsabilidade Social Empresarial. As análises apontam que a Responsabilidade Social na Copagaz é percebida pelos colaboradores como muito forte no ambiente interno (colaboradores), o que gera valorização, retorno imediato para a empresa nas questões de dedicação, produtividade, lealdade e qualidade no atendimento ao cliente externo (consumidor). Nesse sentido, há uma mescla de paternalismo, que é uma forma tradicional de tentar um bom desenvolvimento no trabalho, porém percebe-se que, na empresa pesquisada, existem grandes investimentos na educação, na saúde e no bem-estar dos funcionários. Na Responsabilidade Social externa está também a comunidade que é beneficiada por projetos regionais e nacionais com importante cunho humanístico e pela preocupação com a preservação do meio ambiente. A empresa em questão, portanto, valoriza razoavelmente seus colaboradores e consumidores, ganhando com a imagem de empresa-cidadã tanto em relação a sua clientela interna, quanto à externa.

  • Data da Defesa: 11/09/2007
  • Download: Clique aqui
+ PERCEPÇÃO DE RISCO NO TRÂNSITO DE MOTOCICLISTAS NA ÁREA CENTRAL DE CAMPO GRANDE, MS
  • Discente:
    • Fernanda Carvalho
  • Orientador(a):
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
  • Resumo:

    O presente estudo tem a finalidade de explorar mais sobre a percepção e a noção de risco dos motociclistas presentes na região central de Campo Grande, MS. Sabe-se que inúmeros são os acidentes de trânsito envolvendo motocicletas, liderando muitas vezes os rankings de alguns Estados, inclusive com vítimas fatais. A carência e a necessidade de se saber mais como pensam e como agem estas pessoas, fazem com que o estudo revele sua importância. Além do que é fundamental destacar que o número de motocicletas aumenta a cada ano, assim como os acidentes em que se envolvem. A própria característica, muitas vezes lúdica, deste veículo, faz com que os riscos da utilização, bem como os das atitudes tomadas, imprimem um caráter mais emergencial à necessidade de se saber sobre o comportamento dos motociclistas. Principalmente porque a motocicleta tem se tornado além de um veículo de maior acessibilidade financeira, também instrumento de trabalho de muitos. Desta forma, é neste sentido que este estudo vem se caracterizar. E para isso, buscou-se com uma amostra de 311 pesquisados saber algumas atitudes de risco tomadas pelos motociclistas ao trafegarem pela cidade. As respostas foram colhidas na região central da cidade, com a proporção de 88,7% de homens e 11,3% de mulheres. As perguntas foram respondidas pelos próprios participantes e se referiram a algumas atitudes que eles poderiam tomar durante trânsito. Conclui-se que o perfil obtido é formado por maioria do sexo masculino, com idade entre 18 e 25 anos, que fazem uso da motocicleta há mais de três anos e a usam como meio de locomoção entre casa e trabalho, principalmente. E no geral as principais conclusões foram de os homens se arriscam mais do que as mulheres; os mais jovens mais que as pessoas com mais idade; grande parte dos motociclistas mais velhos já esteve envolvida em acidente com motocicletas; os menos experientes são mais ousados que os com mais tempo de uso da motocicleta e o que ficou mais evidente é que a grande maioria dos pesquisados afirma agir de modo mais corretamente do que o devem fazer nas ruas, pelo índice de acidentes ser extremante elevado com motocilistas, o que leva a crer que as pessoas ?sabotam? sua própria consciência afirmando serem mais cautelosas do que o são na realidade. Palavras-chave: Trânsito. Motociclista. Percepção. Risco.

  • Data da Defesa: 10/09/2007
  • Download: Clique aqui
+ COMPORTAMENTO DE RISCO NO TRÂNSITO DE MOTORISTAS EM CAMPO GRANDE-MS
  • Discente:
    • Renan da Cunha Soares Júnior
  • Orientador(a):
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
  • Resumo:

    O atual quadro de morbimortalidade em Campo Grande em decorrência de acidentes de trânsito encontra-se alarmante como em todo o Brasil e em vários outros países do mundo. O presente estudo trata do comportamento de risco no trânsito de motoristas na cidade de Campo Grande-MS. Nesta pesquisa foram aplicados o Questionário de Comportamento do Motorista ? QCM e um instrumento sócio demográfico, em 262 motoristas, homens e mulheres, destes, 130 alunos universitários e 132 pessoas não universitárias. A faixa etária pesquisada foi de 18 a 30 anos, desde que dirigissem pelo menos uma vez por semana. As entrevistas foram realizadas no âmbito da universidade (UCDB) e em feiras, supermercados, postos de gasolina e oficinas mecânicas. A relação entre o grupo de entrevistados e a freqüência de erros, violações agressivas e violações do código de trânsito, foi avaliada pelo teste do qui-quadrado, bem como para se verificar a relação entre sexo e estado civil com os tipos de comportamento de risco. A comparação entre o percentual de comportamentos apresentados pelos entrevistados não universitários e entrevistados universitários, foi realizada por meio do teste z. A comparação entre os grupos, em relação ás variáveis: freqüência de erros, freqüência de violações agressivas e freqüência de violações do código de trânsito, foi realizada por meio do teste não-paramétrico de Mann-Whitney. Os comportamentos encontrados foram classificados de acordo com as categorias do QCM, entre erros, violações agressivas e violações do código brasileiro de trânsito. Existem indícios de falta de fiscalização, principalmente em relação ao cometimento de infrações, como abusar da velocidade 36,92% (n=48) dos não universitários e 40,77% (n=53) nos universitários (Teste Z p=0,61); e dirigir embriagado 18,46% (n= 24) para os não universitários e 20,93% (n= 27) nos universitários (Teste Z p=0,73). Isso se confirma, pois para a infração de dirigir embriagado apenas 4,17% (n=01) dos não universitários e nenhum dos universitários foi multado por este tipo de infração. Tal falta de política e ação de fiscalização, combinada com o comportamento de risco destes motoristas, corroboram o quadro de acidentes em Campo Grande, pois no ano de 2005, foram 81 vítimas fatais, sendo destas 32 na faixa dos 18 aos 29 anos de idade. Palavras-Chave: 1 - QCM; 2 - Comportamento de Risco; 3 - Motoristas universitários/não - universitários.

  • Data da Defesa: 10/09/2007
  • Download: Clique aqui
+ SÍNDROME DE DOWN E MATERNIDADE: UM ESTUDO SOBRE OS SENTIMENTOS ENCONTRADOS NOS RELATOS DE MÃES DE CRIANÇAS PORTADORAS DA SÍNDROME
  • Discente:
    • Giuliana de Oliveira Marson Teixeira
  • Orientador(a):
    • Regina Célia Ciriano Calil
  • Resumo:

    O presente trabalho teve como objetivo, analisar os sentimentos expressados por mães de filhos portadores de síndrome de Down acerca de alguns aspectos na relação afetiva com seu filho. Foram abordadas questões referentes à gestação e amamentação, aos sentimentos maternos e algumas defesas psíquicas diante da síndrome e ao reflexo das relações familiares e conjugais no vínculo mãe-filho portador. O fato de se ter uma criança portadora de síndrome de Down, pode ser angustiante para a família e possivelmente mais especificamente para a mãe, e é nesta questão referente aos sentimentos maternos que esta pesquisa firma propósito. Participaram deste estudo quatro mães de filhos portadores de síndrome de Down até cinco anos. Esse trabalho baseia-se no método clínico-qualitativo, buscando a compreensão psicodinâmica das falas maternas referentes aos objetivos desse. Os sentimentos maternos foram observados através do discurso das mães em entrevistas semi-dirigidas, as quais abordaram as percepções, fantasias em relação à gravidez e à amamentação, os sentimentos maternos diante da revelação, os sentimentos denotados pelas mães em relação à síndrome de Down e os reflexos das relações familiares e conjugais no processo mãe-filho portador. Em relação aos sentimentos referentes à síndrome de Down, percebeu-se que estes não permearam somente o que estas mães entendem e atuam sobre a maternidade, mas também a forma como elas percebem seus filhos e as dificuldades características da síndrome a eles associados. O mecanismo de negação foi o mais utilizado por estas mães ao conhecimento da síndrome e, este influenciou o vínculo, desde a primeira reação (de choque) até a busca interna de recursos para lidar com a nova situação. Diante da revelação, a explicação médica sobre a síndrome parece ter afetado consideravelmente a estrutura emocional das mães, visto que de acordo com elas a forma desestruturada como lhes foi dada a notícia impossibilitou-as da vivência inicial saudável com seu bebê. À medida que essas mães entraram em contato com a dificuldade de seus filhos e buscaram informações sobre a síndrome, foi possível desfazer as fantasias negativas presentes nos conteúdos emocionais das mães estudadas, permitindo um contato com o real e promovendo o vínculo, diminuindo assim a rejeição. Quanto às relações familiares, percebeu nas mães entrevistadas, que a família e o cônjuge possuem papel importante no auxílio à mãe no enfrentamento da situação. Os resultados mostraram que nos casos estudados onde as mães tinham o apoio marital e familiar, a busca de condições psíquicas foi menos dolorosa e angustiante, do que nos casos em que isso não ocorreu. Palavras?chave: Síndrome de Down. Relação mãe-filho. Saúde Mental Infantil.

  • Data da Defesa: 14/08/2007
  • Download: Clique aqui
+ A PRÁTICA DA EQUOTERAPIA COMO TRATAMENTO PARA PESSOAS COM ANSIEDADE
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Introdução: Os recursos da Equoterapia para o tratamento dos sintomas de ansiedade ainda são pouco explorados. Sabe-se, no entanto, que este recurso terapêutico auxilia no relaxamento, na conscientização do corpo, equilíbrio, auto-estima e autoconfiança. A utilização do cavalo como instrumento cinesioterapêutico promove o desenvolvimento global a partir da estimulação senso-perceptiva, além dos benefícios da relação estabelecida com o animal e a equipe de atendimento. Objetivo: Avaliar as possibilidades da utilização da Equoterapia enquanto recurso terapêutico no tratamento de indivíduos com diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), segundo a classificação da CID-10. Casuística e Método: Trata-se este de um estudo de caso de validação clínica, com avaliações pré e pós-intervenção, no qual a variável independente introduzida foi a Equoterapia e as variáveis dependentes, os sintomas de ansiedade, segundo a classificação da CID-10. Participaram desta pesquisa duas pessoas do sexo feminino, com 27 e 40 anos de idade, diagnosticadas com TAG, segundo a classificação da CID-10, e que freqüentam o Ambulatório da Sociedade Beneficente Santa Casa de Campo Grande-MS. Foram realizadas sessões de Equoterapia em um período de cinco meses. Utilizou-se como instrumentos de avaliação: Anamnese; Ficha Diária do Programa de Equoterapia da Universidade Católica Dom Bosco (PROEQUO-UCDB), para registro das sessões; Roteiro para Entrevista de Avaliação dos Sintomas de Ansiedade (REASA), elaborado para esta pesquisa de acordo com os critérios diagnósticos da CID-10, para a avaliação dos sintomas de ansiedade pré e pós intervenção; relato, pós intervenção, da psiquiatra que acompanha as participantes. Resultados: Verificou-se, por meio da aplicação do REASA, do relato pós-intervenção da médica e das fichas diárias, que a participante A apresentou melhora quanto aos sintomas de ansiedade inclusive a médica iniciou o processo de retirada dos medicamentos que utilizava antes do início da Equoterapia. A participante B apresentou melhora parcial depois das sessões de Equoterapia, pois persiste com a tendência ao isolamento social e afetivo. Observou-se que a Equoterapia influenciou, de forma positiva, as pacientes com ansiedade generalizada, melhorando a autoconfiança, segurança e diminuindo os sintomas do quadro ansioso. Durante os atendimentos práticos, a utilização de atividades terapêuticas favoreceu a dinâmica e a praticidade das sessões. Conclusões: As participantes apresentaram após a intervenção Equoterápica, melhoras nos sintomas da ansiedade, na relação afetiva, autocontrole, autoconfiança e descontração. Este estudo apontou que a Equoterapia é um recurso terapêutico válido para o tratamento da ansiedade generalizada e sugere que um trabalho intensivo poderá proporcionar maiores benefícios. Palavras-chave: Ansiedade. Animais. Equoterapia.

  • Data da Defesa: 13/08/2007
  • Download: Clique aqui
+ NÍVEL DE ATENÇÃO E SINAIS E SINTOMAS DE ESTRESSE EM MOTORISTAS COM E/OU SEM INFRAÇÕES E ACIDENTES
  • Docentes:
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Regina Célia Ciriano Calil
    • Roberto Moraes Cruz
  • Resumo:
    Estudos referentes ao trânsito vêm crescendo significativamente, no entanto são poucos os que enfocam a avaliação da atenção e do estresse em motoristas infratores e sem infração. Esta pesquisa que pode ser caracterizada como quantitativa e de caráter descritivocomparativo, teve como objetivo identificar o perfil sociodemográfico desses condutores, além de identificar o nível de estresse e de atenção, para subsidiar ações educativas de prevenção e segurança no trânsito. Utilizou-se como referencial teórico o modelo de trânsito proposto por Rozestraten, e para o estresse, o modelo de Lipp, este baseado na abordagem cognitivo-comportamental, que enfatiza a resposta do organismo a um estímulo mediado pela interpretação que lhe é dada. Para a coleta de dados, foi aplicado o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos, de Lipp (ISSL-2000), o Teste de Atenção Concentrada, de Susy Cambraia e o Fototeste de Percepção das Situações de Trânsito de Rozestraten, além de um questionário de caracterização sociodemográfico em uma amostra de 213 condutores em Campo Grande, MS, distribuídos em quatro grupos: 77 pessoas envolvidas com acidente e com infração, 30 pessoas envolvidas com acidente e sem infração, 62 pessoas sem acidente e com infração e 44 pessoas sem acidente e sem infração. O perfil sociodemográfico e de trânsito dos quatro grupos de condutores pesquisados em Campo Grande, MS demonstra um grupo formado, em grande parte, por homens, na faixa etária entre 30 a 59 anos, com nível de ensino superior incompleto, ensino superior completo e pós-graduação. Um importante dado encontrado em relação ao grupo que cometeu infração e esteve envolvido em acidente foi seu elevado grau de instrução. O resultado em relação ao estresse demonstrou que os condutores dos quatro grupos pesquisados não apresentam estresse, pode-se inferir que o instrumento (ISSL-2000) que verifica o estresse no adulto identificando sintomas psicológicos e físicos num período de vinte e quatro horas, uma semana e um mês, a posteriore não identifica o estresse no acidente. Em relação à atenção concentrada do Teste de Atenção Concentrada, de Susy Cambraia, em geral o nível de atenção dos condutores foi médio e, no grupo sem infração e sem acidente, foi inferior. Uma importante diferença foi encontrada na comparação do resultado do Fototeste entre os quatro grupos, demonstrando uma diferença estatisticamente significativa (p-valor=0,0001) no grupo dos acidentados e sem infração, este grupo apresenta um perfil psicológico diferente em relação à atenção, detecção, discriminação, memória de norma e aplicação de regras de trânsito demonstrando uma melhor percepção das situações de trânsito. Em relação às infrações mais cometidas foram: o excesso de velocidade, avançar sinal, lombada eletrônica e dirigir sob influência de álcool. Através desse estudo, verificou-se a necessidade de pesquisas que possam estudar a infração por xcesso de velocidade compreendendo as motivações subjacentes a essa atitude no trânsito. Palavras-chave: Acidente de trânsito. Infração de trânsito. Atenção. Estresse.
  • Data da Defesa: 28/06/2007
  • Download: Clique aqui
+ REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE E DOENÇA PARA PORTADORES DE HIPERTENSÃOARTERIAL E DIABETES
  • Discente:
    • Ana Flávia Weis Gama Serpa
  • Orientador(a):
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
  • Resumo:

    A presente pesquisa foi desenvolvida com 27 pessoas que vivem com Hipertensão Arterial (HA) e diabetes, cadastradas em um Programa para Portadores de HA e Diabetes (PPHAD), de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Campo Grande, MS. O objetivo do estudo foi analisar e comparar as representações sociais de saúde e doença dos portadores de HA e diabetes que freqüentam o grupo de apoio da UBS e os que não freqüentam. Foram realizadas entrevistas estruturadas, com questões sobre o perfil sócio-demográfico dos participantes, características da sua rede social de apoio, os sentidos dados a saúde e doença, conhecimentos e formas de cuidados da HA e do diabetes, aspectos que favorecem e dificultam o tratamento e opiniões dos participantes sobre o atendimento que recebem na UBS. Os dados foram analisados qualitativamente de acordo com o embasamento teórico das representações sociais. Verificou-se que a maioria dos participantes da pesquisa era do sexo feminino (n=22), com instrução escolar em nível de ensino médio incompleto e renda familiar de até três salários mínimos. Grande parte das pessoas entrevistadas relatou não recebe nenhum tipo de apoio material. Para as pessoas que não freqüentam o grupo de apoio da UBS, as fontes de apoio emocional mais citadas foram a família e a religião. Para as pessoas que o freqüentam, o grupo é visto como uma fonte de apoio emocional. Os sentidos dados à saúde e à doença, assim como os conhecimentos sobre a HA e o diabetes, não foram diferentes entre os grupos. Os participantes relacionaram mais frequentemente saúde e doença às sensações corporais que elas despertam. Os conhecimentos sobre HA e diabetes se mostraram restritos e as principais formas de cuidados citadas foram o controle da alimentação e o uso de medicamentos. Entre os fatores que favorecem o tratamento, a forma como são atendidos na UBS e a facilidade de acesso a ela foram os itens mais destacados. Os participantes ressaltaram a falta de dinheiro como algo que dificulta o tratamento por impedir a compra de alimentos mais saudáveis. O atendimento que recebem na UBS foi elogiado por grande parte das pessoas. Palavras-chave: Saúde. Doença. Representação social. Apoio emocional.

  • Data da Defesa: 26/06/2007
  • Download: Clique aqui
+ ESTUDO DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR E DE FORRAGEIO DE UM GRUPO DE MACACOS-PREGO (CEBUS APELLA) NO PARQUE ESTADUAL MATAS DO SEGREDO, CAMPO GRANDE, MS
  • Discente:
    • Kelly Cristina Cazzadore
  • Orientador(a):
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
  • Resumo:

    O comportamento alimentar dos primatas está diretamente relacionado com o ambiente que ele ocupa, sendo dessa forma, de extrema importância seu estudo para se buscar novas contribuições no entendimento da ecologia comportamental desses animais. Desse modo, objetivando estudar o comportamento alimentar e de forrageio verificando diferenças sazonais e mensais na quantificação dos itens alimentares, substratos forrageados e uso do espaço vertical, um grupo de macacos-prego (Cebus apella) foi estudado no período de janeiro de 2005 a janeiro de 2006 totalizando 67 dias de observação com 1881 varreduras instantâneas e 5136 registros comportamentais, correspondendo a 470,25 hs de observação direta dos animais. Na coleta de dados sobre o comportamento alimentar e de forrageio utilizou-se o método de varredura instantânea com duração de cinco e intervalo de dez minutos. Em relação à alimentação, foram coletados 1114 registros representando 21,69% das atividades totais desempenhadas pelos animais. Os alimentos consumidos pelo grupo foram frutos e sementes (70,61%, n=723), hastes foliares (14,45%, n=148), néctar (6,64%, n=68), mel (1,46%, n=15), invertebrados (5,27%, n=54) e vertebrados (0,88%, n=9), os frutos e sementes foram significativamente mais consumidos durante todo o período de pesquisa quando comparado aos outros itens, entretanto a análise sazonal mostrou que houve diferença significativa somente no consumo de invertebrados. Em relação ao comportamento de forrageio, os substratos em que os animais estudados mais procuraram itens alimentares de origem animal foram classificados em troncos, frutos, folhas e solo, apresentando respectivamente as seguintes freqüências: 44,22% n=830), 5,54% (n=46), 28,92% (n=240) e 21,33% (n=177). Quando analisado o espaço vertical em que os comportamentos aqui analisados foram mais desempenhados, encontramos que nas alturas 0,10 a 5,99 m e 6 a 10,99 m os animais forragearam e se alimentaram mais. Os resultados dessa dissertação proporcionaram parâmetros comparativos para o entendimento do comportamento alimentar e de forrageio do macaco-prego (Cebus apella) em um fragmento de Cerrado que contribuirão para a conservação tanto da espécie estudada quanto desse ameaçado ecossistema.

  • Data da Defesa: 26/06/2007
  • Download: Clique aqui
+ ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DOS PORTADORES DE OBESIDADE: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE SIDROLÂNDIA, MS.
  • Docentes:
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Sonia Grubits
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Ana Raquel Rosas Torres
  • Resumo:
    A obesidade vem se configurando como um dos mais graves problemas de saúde pública no mundo, tomando proporções epidêmicas. Dados mostram que os índices de casos de obesidade no mundo são alarmantes. Nos Estados Unidos há mais de 97 milhões de americanos que se encontram acima do peso ou que têm obesidade (aproximadamente 50% da população), dos quais perto de 300.000 morrem precocemente por ano, devido à obesidade. No Brasil, é provável, que entre 50.000 a 100.000 pessoas morram anualmente em decorrência da obesidade e de suas complicações. A obesidade é considerada uma doença crônica, que não faz restrição de sexo, faixa etária ou condição sócio-econômica, pois afeta crianças, adolescentes e adultos, presente tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. O objetivo desta pesquisa foi analisar os aspectos psicossociais relacionados à obesidade de pessoas portadoras de Diabetes e Hipertensão, identificando ainda, quais os sentidos que essas pessoas atribuem à saúde e à doença. Foram convidados a participar da pesquisa, 40 usuários, 34 mulheres e seis homens, distribuídos em três Unidades Básicas de Saúde ? UBSs, do Município de Sidrolândia-MS, que estavam cadastrados no Programa de Diabetes e Hipertensão, e que eram acompanhados pelos profissionais de saúde das UBSs nos meses de junho e julho de 2006. A participação dos usuários foi voluntária. Os instrumentos utilizados foram o Inventário de Ansiedade ? BAI, o Inventário de Depressão ? BDI e o Body Shape Questionnaire ? BSQ, um questionário de forma corporal, a fim de avaliar prováveis transtornos e preocupação excessiva com a imagem corporal. Também foi utilizada uma entrevista semi-estruturada visando analisar os sentidos que os usuários atribuem à saúde e à doença, e informações complementares, tais como, qual o Índice de Massa Corporal ? IMC dos participantes, relação familiar, aspectos de saúde geral e dados sócio-demográficos. Os resultados desta pesquisa mostraram que houve uma maior incidência de obesidade nas mulheres 85% (n= 34). Identificou-se a presença tanto de ansiedade quanto de depressão na população, com maior incidência de pessoas que apresentavam ansiedade, atingindo um percentual de 87,5% (n= 35) e para os que apresentaram depressão, o percentual foi de 52,5% (n= 21). Vinte e sete pessoas (67,5%) apresentaram uma preocupação excessiva com a imagem corporal. As respostas sobre os sentidos de saúde e de doença foram agrupadas e categorizadas de acordo com um determinado tema. Assim, para saúde os sentidos elencados foram: ausência de doença ou dor; uma coisa boa; ser magro(a); cuidar-se; ter disposição; e, bem-estar físico e mental. A maioria das pessoas, 31,9% (n= 15) associou saúde à ausência de doença. E para doença, os sentidos foram os seguintes: dor/ febre; uma coisa triste/ ruim; quando precisa de remédio; obesidade; depender dos outros; e mau funcionamento do corpo e da mente. A maior incidência de respostas 51,2% (n= 23) associou doença à dor/ febre. Os resultados desta pesquisa poderão contribuir para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e promoção da saúde, considerando não só os aspectos físicos, mas também os psicológicos e sociais da obesidade. Palavras-chave: Obesidade; Hipertensão; Diabetes; Psicologia da Saúde.
  • Data da Defesa: 25/06/2007
  • Download: Clique aqui
+ A CIRCULAÇÃO DOS SENTIDOS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS NA MÍDIA IMPRESSA
  • Docentes:
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Regina Célia Ciriano Calil
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Ana Raquel Rosas Torres
  • Resumo:
    Consolidou-se no Brasil uma moderna indústria de comunicação de massas, que é o principal veículo de informação de milhões de pessoas. Além do impacto cumulativo em longo prazo sobre as representações sociais de seus consumidores, a mídia é partícipe direta e importante na (re)formulação de conceitos e atitudes relacionados ao processo saúde-doença. O presente estudo visa a enfocar como essa forma de interagir e de se comunicar atua no meio social e permite a (re)interpretação do informado, principalmente no que concerne à circulação dos sentidos de prevenção de doenças e de promoção de saúde, no Caderno Folhaequilíbrio do Jornal Folha de S. Paulo, analisado durante o ano de 2005. Analisa-se esse segmento do jornal que aborda as questões da saúde e da doença a fim de verificar o modelo adotado no enfoque dado ao processo saúde e doença e a circulação de sentidos no conteúdo das matérias do Caderno Folhaequilíbrio. A análise considera aspectos quantitativos e qualitativos das matérias e leva em conta a sua contribuição para os processos de conhecimento do que é promoção de saúde e prevenção de doenças. Partiu-se da análise de dados quantitativos, como perfil do leitor e dos entrevistados, temas recorrentes e enfoque da saúde, além da análise dos discursos dos profissionais de saúde e da população entrevistados pelo jornal para entender como circulam os sentidos vigentes no contexto social do processo saúde/doença. A partir dos dados analisados, enfatiza-se a ausência de uma visão crítica em relação ao adoecer e às relações socioculturais pela existência de matérias que demonstram que a relação de consumo acaba contaminando o conteúdo e a visão de saúde e doença veiculada pelo jornal. Existe a banalização de diferentes estados de saúde, enfoque na medicalização e nas terapias consideradas ?alternativas?, os modismos, a moral julgadora e o reforço de estereótipos. Com o trabalho, reforçou-se a importância da mídia impressa e a necessidade de mais estudos para verificação do seu papel na promoção da saúde, bem como a necessidade de desenvolvimento de reflexão crítica a respeito do papel do psicólogo, de sua inserção social e da construção de uma ética do discurso em saúde. Palavras-chave: Mídia impressa. Promoção de saúde. Prevenção. Jornal Folha de S. Paulo.
  • Data da Defesa: 25/06/2007
  • Download: Clique aqui
+ A IMPORTÂNCIA DA REEDUCAÇÃO POSTURAL DE CRIANÇAS DA 1ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM
  • Discente:
    • Grace Claudia Gasparini
  • Orientador(a):
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten
  • Resumo:

    A ergonomia tem ido muito além das atividades produtivas industriais, estendendo-se também ao ambiente doméstico e escolar. As cadeiras e mesas das escolas, para serem consideradas educacionais, devem cumprir um papel que facilite o aprendizado, devendo, para isso, ser corretamente dimensionadas, ser projetadas em função dos requisitos inerentes às atividades pedagógicas e com custos compatíveis com a realidade. Esse trabalho teve como objetivo realizar um estudo com crianças de 1ª série do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Campo Grande-MS demonstrando a importância da adequação postural para o rendimento escolar e, conseqüentemente, para o processo de aprendizagem. Foi realizada uma comparação entre as carteiras convencionais, incompatíveis ao tamanho dos usuários, com carteiras reguláveis e adaptadas aos seus tamanhos, posicionando-os com melhor alinhamento e estabilidade corporal. Trata-se de um estudo no qual foi utilizado um método comparativo, experimental e observacional entre comportamento postural e aprendizagem utilizando carteira escolar convencional e, posteriormente, carteira regulável e adaptada ao tamanho do usuário. A análise dos resultados refere-se às medidas antropométricas das crianças em relação às carteiras convencionais e carteiras reguláveis e adaptáveis; a comparação do comportamento postural das crianças nos dois tipos de carteiras; a análise do desempenho escolar das crianças observadas nos dois tipos de carteira, a fim de averiguar se a postura interfere no processo de aprendizagem e, por último, refere-se à análise da percepção dos alunos em relação à melhora da postura com a cadeira adaptada. Embora os dados coletados não mostraram diferenças entre as notas médias da aprendizagem dos alunos em relação a um mobiliário e outro, acredita -se que o curto período de observação nas carteiras adaptadas não foi suficiente para avaliar o rendimento escolar e melhora na aprendizagem, porém, houve significativa melhora nos comportamentos posturais adotados nas carteiras adaptadas e na percepção dos alunos durante o uso delas, em relação aos das carteiras convencionais. Palavras-chave: Carteiras Escolares Adaptadas. Postura. Aprendizagem

  • Data da Defesa: 05/06/2007
  • Download: Clique aqui
+ GÊNERO E OS SENTIDOS DO TRABALHO SOCIAL
  • Docentes:
    • Mary Jane Paris Spink
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
  • Resumo:
    O objetivo geral da pesquisa foi compreender os sentidos atribuídos ao trabalho social, considerando as relações de gênero, na perspectiva de profissionais que atuam no Programa de Inclusão Social (PIS), do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, na gestão 2003-2006, programa este eleito como estudo de caso nesta pesquisa. Buscou-se, ainda, problematizar a noção de ?empoderamento? na agenda de trabalho social. Desenvolvida na perspectiva da Psicologia Social, o delineamento metodológico pautou-se por princípios qualitativos em pesquisa, orientados pela abordagem teórico-metodológica de práticas discursivas e produção de sentidos, e por pressupostos do construcionismo social. Articulou-se, ainda, diálogo com teorias de gênero e literatura sobre trabalho social. Foram realizadas quatro oficinas sobre os ?Sentidos do Trabalho Social?, com 37 integrantes do Programa, buscando-se: 1) associação de palavras com o termo ?social?; 2) relatos de vivências no trabalho; 3) discussão sobre os sentidos do trabalho social e estratégias de ?empoderamento?. A análise discursiva, com destaque para os repertórios lingüísticos, resultou na sistematização de cinco ?sentidos-eixo?. Os três primeiros sintetizam sentidos atribuídos pelos participantes: trabalho social como ajuda, trabalho social como promotor de direitos e transformação social, e trabalho social como mercado profissional e gestão social. O quarto sentido, trabalho social como estratégia político-eleitoral e assistencialista, resulta das diferentes vozes sociais, trazidas pelos participantes. Finalmente, como sentidos transversais a esse campo, foram identificados o afeto como instrumento de trabalho, o desapego financeiro e a não profissionalização, que foram analisados em uma perspectiva de gênero. Dentre os aspectos que favorecem o ?empoderamento? do trabalho social, destacam-se as relações familiares e a equipe de trabalho. Por outro lado, os baixos salários e a falta de infra-estrutura têm impacto negativo na valorização e contribuem para a invisibilidade do trabalho social. Com a difusão dos resultados, espera-se gerar subsídios para elaborar políticas públicas transformadoras na área do trabalho social e construir novas agendas para os movimentos sociais, principalmente os de mulheres.
  • Data da Defesa: 01/06/2007
  • Download: Clique aqui
+ ESTRESSE EM SERVIDORES PÚBLICOS DO INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL DE CAMPO GRANDE-MS
  • Docentes:
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Mariangela Gentil Savoia
  • Resumo:
    O presente trabalho teve o objetivo de estudar o estresse e as fontes estressoras dos funcionários públicos que atendem segurados no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A amostra (n=42) constituiu-se com predominância do sexo feminino (73,8%) e com média de idade de 46 anos. Para a coleta de dados, foram utilizados três instrumentos: Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), que investiga a prevalência do estresse, as fases (Alarme, Resistência, Quase-Exaustão e Exaustão) e a sintomatologia predominante (físicos e/ou psicológicos); Escala de Reajustamento Social, que analisa os estressores externos; e Inventário de Crenças Irracionais, que avalia uma das fontes internas do estresse. Os resultados do ISSL revelaram que 61,9% dos funcionários encontravam-se estressados, sendo que 85% deles estavam na fase de Resistência, 11% na fase de Quase-Exaustão e 4% na fase de Exaustão. Houve predominância tanto dos sintomas psicológicos, quanto de ambos (físicos e psicológicos). Nesse instrumento, as mulheres apresentaram mais estresse do que os homens. Os resultados da Escala de Reajustamento Social revelaram que 59,5% dos participantes apresentaram maiores probabilidades de adoecerem em função das intensas mudanças ocorridas em suas vidas, nos últimos 12 meses. Os estressores externos mais freqüentes referem-se à família, mudanças no ambiente, perda de suporte social, trabalho, finanças e dificuldades pessoais. Os dados foram interpretados a favor da hipótese de que tanto as crenças irracionais, quanto os estressores externos são potentes fontes de estresse. Através deste estudo, verificou-se a importância de estabelecer programas de prevenção e redução do estresse na instituição pública do INSS.
  • Data da Defesa: 28/05/2007
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E DOR FÍSICA EM IDOSOS.
  • Discente:
    • José Luis Feltrin Oréfice
  • Orientador(a):
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:

    O presente estudo teve por objetivo avaliar a Qualidade de Vida (QV) e a presença de dor em idosos. Para tanto foram entrevistados 130 idosos do Serviço Social do Comércio ? SESC Horto, na cidade de Campo Grande ? MS entrevistados entre os meses de Setembro a Novembro de 2005. Com o intuito de avaliar a QV foram utilizados dois instrumentos, um genérico o MOS SF-36 e outro relacionada à saúde o WHOQOL-Bref. Para a localização da dor foi utilizado um diagrama corporal, extraído do Questionário de Dor de McGill, e a Escala de Faces como instrumento para mensuração da intensidade da dor dos participantes. Os resultados apresentados em relação à QV se colocam em um patamar considerado como muito bom estado de saúde ou QV, de acordo com os escores apresentados para os respectivos instrumentos de avaliação com os domínios Capacidade Funcional com 75,3 Estado Geral de Saúde com 73,6 os Aspectos Sociais com 73,1 e a Saúde Mental com 80,9 para o MOS SF-36 já para o WHOQOL-Bref os domínios Psicológico com 65,2 e o de Meio Ambiente com 66,4 foram os que obtiveram valores mais expressivos. A presença de dor mostrou-se maior nas articulações de suporte e com uma intensidade considerada baixa para a maioria dos entrevistados, tanto em relação à escala de faces como em relação ao instrumento MOS SF- 36. Pode-se concluir que, em geral a QV dos entrevistados ficou classificada como muito boa e que quanto maior a intensidade de dor pior a sua classificação. Os dados proporcionam concluir ainda que há boa correlação entre os instrumentos utilizados para a avaliação da QV e que estes se apresentam adequados a esta população.

  • Data da Defesa: 22/05/2007
  • Download: Clique aqui
+ CARACTERÍSTICAS BIOSSOCIODEMOGRÁFICAS E DIAGNÓSTICOS DE PACIENTES INTERNADOS EM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DE CAMPO GRANDE-MS
  • Docentes:
    • José Onildo Betioli Contel
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:
    O atendimento e tempo médio de hospitalização (TMH) em hospitais psiquiátricos no Brasil têm passado por transformações significativas de acordo com as novas propostas de políticas assistenciais. A presente pesquisa foi realizada através de um levantamento documental dos registros de 2.247 pacientes internados no período de janeiro a dezembro do ano de 2004, em um Hospital Psiquiátrico público da cidade de Campo Grande-MS, que é a maior instituição psiquiátrica do Estado para o atendimento de pacientes em crise aguda. Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo e de corte transversal, com o objetivo de traçar um perfil dos pacientes internados no período determinado. Foram investigadas as variáveis sóciodemográficas: TMH, idade, sexo, procedência e grupos diagnósticos. O método estatístico empregado englobou estatística descritiva, medidas de tendência central e de dispersão (média, desvio-padrão, erro da média e margem de erro), comparação de médias pelo teste t de Student para amostras independentes, teste de Kruskal-Wallis ou Análise da Variância (ANOVA), comparação de proporções pelo método do qui-quadrado e correlação simples de Pearson. Em todos os casos a declaração de diferença significativa adotou o nível de significância de 5% em teste bicaudal (p<0,05). Observou-se que a grande maioria dos pacientes era procedente de Campo Grande (59,8%), com a prevalência do sexo masculino (65,5%) (p=0,000) e do diagnóstico de esquizofrenia (43,3%), não havendo diferença significativa na idade entre os dois sexos (p=0,080). O TMH foi de 27,66 dias por paciente. Houve diferença significativa do TMH em função das características diagnósticas (p=0,001), entre os três grupos de procedência (p=0,045), ficando as cidades a mais de 200 km de distância de Campo Grande com média maior de dias de hospitalização (29,1), na distribuição das categorias diagnósticas em função do número de hospitalizações (p=0,000), na distribuição das principais categorias diagnósticas (p=0,000), e, também, houve diferença significativa do TMH nas distribuições em relação à procedência (p=0,000). Espera-se com o presente estudo a possibilidade de contribuir na elaboração de ações e políticas de saúde mental, como, também, no planejamento dos investimentos e programas de promoção e reabilitação social para os portadores de transtornos mentais do Estado de Mato Grosso do Sul.
  • Data da Defesa: 27/04/2007
  • Download: Clique aqui
+ A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE CRIANÇAS PANTANEIRAS
  • Discente:
    • Michele Honorato Arantes
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    O Pantanal, maior planície alagável do mundo, possui variadas características culturais e ambientais que podem influenciar na identidade de seu povo. Por ser uma região rica em fauna e flora, o pantaneiro aprendeu a conviver com esse mundo, seguindo tradições e respeitando aquilo que a natureza lhe oferece, como as belezas do lugar e as enchentes que impossibilitam o trânsito de veículos em muitas partes, pois o Pantanal é subdividido em onze regiões. As crianças freqüentam escolas, instaladas em fazendas que abrigam núcleos escolares, que funcionam de acordo com a realidade da região. A presente pesquisa teve por objetivo investigar o processo de construção da identidade de algumas crianças estudantes de escolas pantaneiras, através do grafismo, além de aspectos psicossociais envolvidos. Foram escolhidas 3 escolas de diferentes regiões do Pantanal para que, por meio de observações realizadas durante visitas a essas, fosse selecionado para a pesquisa um local que tivesse o maior número de características do Pantanal, de acordo com a teoria utilizada, como o ciclo das águas, a cultura, as dificuldades de acesso relatadas por pesquisadores, dentre outras. Optou-se por selecionar 4 crianças para o estudo de caso com idade entre 7 e 9 anos e com pelo menos 1 ano cursado na escola selecionada. Como essa escola possui internato semanal, optou-se por analisar duas crianças moradoras deste e duas que moram com os pais. Foram realizadas algumas análises, partindo de simbologias nos desenhos que poderiam contribuir com um estudo entre a identidade da criança em relação ao ambiente em que vive, de acordo com observação participante e com o que foi encontrado nas teorias. Os dados psicossociais foram coletados por meio de entrevistas com pais e professores para auxiliar nas análises. Os resultados das análises dos desenhos mostram alguns aspectos que estão influenciando na construção da identidade de crianças pantaneiras como costumes, tradição, crenças, dificuldades de acesso que a região impõe e retraimento do homem pantaneiro. Palavras-chave: Identidade infantil. Escolas pantaneiras. Desenhos. Cultura.

  • Data da Defesa: 12/04/2007
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL EM ASSISTENTES SOCIAIS DA CIDADE DE CAMPO GRANDE-MS
  • Discente:
    • Elaine Cristina Vaz Vaez
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução- Os profissionais que desempenham funções de ?ajuda ou de auxílio?, estão mais suscetíveis à repercussões deletérias em sua saúde física e ou mental e também em sua Qualidade de Vida Geral e no Trabalho (QVT). Objetivo- Avaliar a Qualidade de Vida Profissional (QVP) de uma amostra representativa de Assistentes Sociais do município de Campo Grande-MS. Casuística e Método- Realizou-se um estudo exploratório-descritivo de corte transversal, em 34 instituições públicas e privadas, na cidade de Campo Grande-MS. De uma população de N=369 Assistentes Sociais da cidade de Campo Grande-MS, foi estudada uma amostra aleatória e voluntária de n=79 participantes (todas mulheres), no período de janeiro a março de 2006. A aplicação dos instrumentos foi realizada nos diferentes locais de trabalho, para coleta dos dados sócio-demográficos e ocupacionais, sendo aplicado o Questionário de Qualidade de Vida Profissional (QVP-35). Resultados- A maior parte das participantes do estudo encontra-se na faixa média de idade de 42 anos, são casadas com até 2 filhos (41%), têm tempo médio de formação de 16 anos, de serviço 13 anos e carga horária semanal de trabalho de 35,7 horas. Houve um predomínio de participantes que cursaram especialização (61%); a maioria (78%) desempenha atividade administrativa com dedicação exclusiva (89%), porém não em funções de chefia (74,7%). Referem ter muita QVT, percebem pouco Apoio Organizacional (AO) e muita Carga de Trabalho (CT). Percebem ter bastante: Capacitação para Realização do Trabalho (CRT), Motivação Intrínseca (MI), Recursos Relacionados ao Trabalho (RRT), muito Apoio Social (AS) e pouco Desconforto Relacionado ao Trabalho (DRT). Conclusão- As participantes da investigação percebem ter muita QVT, embora refiram ter muita Carga de Trabalho; demonstram muita Capacitação para o Trabalho e pouco Apoio Organizacional. Uma alta Motivação Intrínseca e Capacitação para o Trabalho parecem funcionar como fatores de compensação para que as Assistentes Sociais lidem e enfrentem estas variáveis de risco para o estresse ocupacional. Nota-se a necessidade de sensibilizar as organizações, bem como fornecer à estas profissionais formação específica em estratégias de gestão, para uma participação efetiva das mesmas junto às organizações nas quais trabalham e que possibilite melhorias quanto ao nível de Apoio Organizacional percebido. A médio e longo prazo, estas deficiências, se não supridas, podem levar a estas profissionais, frustração com a profissão e a outros desgastes, sobretudo de ordem psicossocial.

  • Data da Defesa: 20/03/2007
  • Download: Clique aqui
+ AVALIAÇÃO SÓCIO-DEMOGRÁFICA E NÍVEIS DE SAÚDE FÍSICA E MENTAL DE CUIDADORES DE UM PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR.
  • Docentes:
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
  • Resumo:
    Esta pesquisa foi desenvolvida com cuidadores principais de portadores de incapacidades por etiologias diversas, do ?Projeto de Extensão Cuidadores Domiciliares (ProCuiD), em Campo Grande, MS?. Trata-se de um estudo descritivo quanti-qualitativo, de corte transversal, com a finalidade de caracterizar o perfil sócio-demográfico dos cuidadores do ProCuiD e investigar os níveis de sobrecarga física e mental decorrentes do cuidar. A pesquisa foi realizada entre os meses de agosto de 2004 a julho de 2005, com 29 cuidadores, de ambos os sexos, com ou sem vínculo de parentesco com o paciente e cuidando por períodos superiores a seis horas diárias de pessoas consideradas dependentes pelo índice de Barthel. Foi aplicado um questionário estruturado sobre as características sócio-demográficas dos cuidadores, o Zarit Burden Interview (ZBI) e uma entrevista semi-aberta sobre o dia-a-dia do cuidar, a fim de correlacionar tanto o perfil sócio-demográfico dos cuidadores e os níveis de sobrecarga física e mental, assim como analisar os sentidos do cuidar pela ótica do cuidador principal. Verificou-se que a amostra foi constituída na maioria por pessoas do sexo feminino (79,3%), cuidando em regime integral (62,1%), escolaridade em ensino básico (34,48%) e ensino médio (55,17%), formado por pais, filhos e irmãos. Pelos índices no ZBI, 68,96% dos cuidadores foram classificados nos níveis de sobrecarga leve a moderada e na correlação com a presença de problemas psicológicos houve diferença estatística significante (p=0,013), mas não significativa para a presença de problemas físicos (p=0,13). Houve uma tendência de maiores níveis de sobrecarga no sexo feminino (p=0,09), quando comparado ao sexo masculino. Durante as entrevistas, verificou-se a presença de um único cuidador por domicílio (75%) realizando todas as atividades de vida diária com os pacientes, além dos afazeres domésticos e as atividades técnicas específicas para cada etiologia fornecidas por diversos profissionais de saúde (80%), orientadas e ministradas na alta hospitalar (50%). Contudo, o apoio familiar era limitado às atividades de maior desgaste físico, com os cuidadores descrevendo modificações no seu cotidiano pessoal, social, na sua saúde física e mental e em suas relações afetivas. Suas principais preocupações foram com o agravamento do quadro clínico dos pacientes e/ou com o seu próprio adoecimento impossibilitando o cuidado. Cuidar e cuidado assumem três dimensões sobrepostas nas ações do cuidador desde um ato de responsabilidade, de ação propriamente dita ou de amor fraternal dedicado a outros. Os participantes consideram importante o apoio técnico recebido e sua manutenção, sugerindo a criação de redes de suporte social, públicas ou não, como formas de estratégia para minimizar os efeitos do cuidar sobre sua saúde e melhorar a qualidade de vida dos cuidadores. Palavras-chave: Família, Zarit Burden Interview, Sobrecarga física e psicológica.
  • Data da Defesa: 11/12/2006
  • Download: Clique aqui
+ O COTIDIANO DAS FAMÍLIAS TERENA: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO
  • Docentes:
    • Sonia Grubits
    • Sônia Margarida Gomes Sousa
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
  • Resumo:
    O presente trabalho tem como objeto analisar as vivências familiares dos Terena residentes na aldeia Córrego do Meio, localizada nas proximidades de Sidrolândia/MS - Brasil, buscando temas que permitam uma compreensão da sua configuração atual, nos aspectos social, emocional e cultural. Considerando o estreitamento dos contatos vivenciados, ao longo dos tempos, entre o povo indígena Terena e a sociedade nacional envolvente, pode-se notar uma relação geradora de interferências culturais e, conseqüentemente, um aumento progressivo da influência social, econômica e religiosa de tal sociedade. Trabalhou-se com três famílias indígenas moradoras da aldeia Córrego do Meio, em uma pesquisa que, por ser qualitativa, utilizaram-se as abordagens etnográfica e sócio-histórica e, como recurso, entrevistas abertas e observações dos participantes, além de fotografias. Os resultados apontam para uma realidade em que a cultura e as tradições vêm se perdendo em um processo lento e silencioso. E não é apenas a facilidade de contato com a sociedade nacional envolvente que promove uma gradual descaracterização cultural dos Terena de Córrego do Meio, mas também uma provável dificuldade das famílias em assumirem o papel de transmissores da cultura e identidade de seu povo. Palavras-chave: Terena; Sociocultural; Família.
  • Data da Defesa: 08/12/2006
  • Download: Clique aqui
+ A PERCEPÇÃO DAS MÃES DE CRIANÇAS ATENDIDAS EMEQUOTERAPIA
  • Discente:
    • Melissa Cristina Silva
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Introdução: A Equoterapia é um recurso terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, visando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com diversos tipos de deficiência. Esse recurso terapêutico destaca-se por possibilitar uma maior participação, integração ou acompanhamento mais próximo dos familiares à sessão. Objetivo: Analisar o conhecimento e a percepção que as mães dos pacientes possuem sobre a Equoterapia. Casuística e Método: Trata-se de um estudo exploratório descritivo de caráter qualitativo, que utilizou o método da análise de conteúdo. A amostra foi composta por vinte e duas mães de pacientes que realizavam Equoterapia no Centro de Equoterapia Rancho Dourado, na cidade de Cuiabá-MT. Das vinte e duas mães entrevistadas, onze eram mães de pacientes atendidos pelo convênio com o CRIDAC, e onze de pacientes particulares. Adotou-se como critérios de inclusão mães biológicas de pacientes que realizaram no mínimo oito sessões de Equoterapia. Para nortear as entrevistas, foi elaborado um roteiro básico com questões abertas, que foram gravadas e transcritas visando à apreensão dos significados contidos nas respostas, depois agruparam-se as respostas de significados semelhantes, para a contagem das freqüências e outros aspectos que podiam ser quantificados. Resultados: Verificou-se que as mães de pacientes atendidos pelo convênio com o CRIDAC possuem diferença quanto ao nível socioeconômico quando comparadas às mães de pacientes particulares. Todas apresentaram algum conhecimento sobre a Equoterapia e falaram sobre alguns benefícios terapêuticos, sendo que Benefícios Físicos foi a categoria mais identificada, Problemas Motores foi a categoria das patologias mais mencionada. A maioria das mães é casada, seus filhos situam-se na faixa etária de 1 e 8 anos de idade, aproximadamente metade deles tem Paralisia Cerebral, a que se segue a Síndrome de Down, e a maioria deles realizavam outro tipo de atendimento, além da Equoterapia, com a qual todos os pacientes apresentaram mudanças indicadoras de melhora. Aproximadamente metade das participantes ouviu falar sobre equoterapia pela primeira vez, por meio de um profissional de saúde, e o profissional que mais a indicou foi o Neurologista. Conclusão: As participantes deste estudo possuem conhecimento suficiente sobre a Equoterapia, todas perceberam mudanças nos seus filhos após o início desse recurso, porém apresentam algumas diferenças que têm relação com as características sociodemográficas e ocupacionais das participantes. As mães que são cuidadoras (grupo A) identificam também mudanças mais sutis, como o relaxamento, e conseguem relacionar ganhos obtidos por seus filhos nas atividades da vida diária. A possibilidade de acompanharem os atendimentos dos filhos faz com que essas mães compreendam as potencialidades de suas crianças, percebendo-as de um modo diferente, e essa experiência pode ser transferida para o ambiente familiar. Palavras-chave: Equoterapia. Mães. Informação. Percepção.

  • Data da Defesa: 08/12/2006
  • Download: Clique aqui
+ A REPERCUSSÃO DA EQUOTERAPIA NA QUALIDADEDE VIDA DA PESSOA PORTADORA DE LESÃO MEDULARTRAUMÁTICA
  • Discente:
    • Rafaela Potsch Ribeiro
  • Orientador(a):
    • Heloisa Bruna Grubits Freire
  • Resumo:

    Introdução: A Equoterapia é um recurso terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento cinesioterapêutico e auxilia no desenvolvimento biopsicossocial e reabilitação de pessoas portadoras de diversos tipos de deficiências. Esse recurso também pode ser utilizado como meio preventivo e terapêutico na área da saúde. A Lesão Medular Traumática (LMT) corresponde a qualquer lesão na medula que resulta de trauma sem origem patológica e pode alterar vários fatores e condições de vida, interferindo conseqüentemente na Qualidade de Vida (QV) dos indivíduos lesionados. Objetivo: Avaliar a possível influência da Equoterapia na Qualidade de Vida dos portadores de Lesão Medular Traumática. Casuística e Método: Trata-se de um estudo de caso de validação clínica do atendimento em Equoterapia para portadores de Lesão Medular Traumática, que utiliza medidas de avaliação pré e pós intervenção. Participaram da pesquisa três pessoas (n = 3), com Lesão Medular Traumática completa, decorrente de trauma por arma de fogo, os quais não realizavam atividade física ou terapêutica, sendo dois do sexo masculino (P1 e P2), com 42 e 28 anos, e um do sexo feminino (P3), com 49 anos. Foram aplicados o Questionário The Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey - SF-36, para avaliação de QV pré e pós intervenção, e um Questionário Sócio-demográfico e Ocupacional. Realizou-se um total de 29 sessões e, após o último atendimento, solicitou-se também a cada participante redigir um depoimento sobre as alterações percebidas, tanto em nível físico quanto psicológico, observadas durante e após a intervenção equoterápica. Resultado: Os resultados da avaliação de QV pré e pósintervenção dos participantes, mostraram que P1 apresentou os melhores resultados de QV no domínio Aspectos Sociais; P2 foi o que apresentou maior número de domínios que melhoraram, com o maior índice de melhora nos Aspectos Físicos, porém foi o único que não apresentou melhora na Capacidade Funcional; e P3 foi quem apresentou maior índice da variação nos domínios Capacidade Funcional e Dor. O domínio Estado Geral de Saúde após os atendimentos, apresentou melhora para todos os participantes. Conclusão: Os participantes investigados apresentaram, após a intervenção Equoterápica, uma melhor QV, tanto nos domínios do Componente Físico, quanto do Mental, independente do sexo, idade, nível e tempo de lesão. Esse recurso terapêutico melhora a percepção de saúde global de pacientes com Lesão Medular Traumática.

  • Data da Defesa: 08/11/2006
  • Download: Clique aqui
+ SÍNDROME DE BURNOUT: REPERCUSSÕES NA QUALIDADEDE VIDA NO TRABALHO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DEUM HOSPITAL PRIVADO DA CIDADE DE CASCAVEL-PR
  • Discente:
    • Terezinha do Carmo da Silva Achkar
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução: A Síndrome de Burnout (SB) é reconhecida na atualidade como um dos grandes problemas psicossociais que repercutem na Saúde Mental e Física, bem como, na Qualidade de Vida no Trabalho dos profissionais da área da saúde. Objetivos: Avaliar a presença e o nível da SB e da QVP e suas repercussões na percepção da Qualidade de Vida Profissional (QVP) de trabalhadores de enfermagem e médicos de um Hospital privado da cidade de Cascavel-PR. Casuística e Método: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo. De uma população de 174 trabalhadores, participaram n=155. Para esta finalidade, utilizou-se o Inventário de Burnout de Maslach (MBI) em versão validada, para uso no Brasil, por Tamayo, M. (2003) e o Questionário de Qualidade de Vida Profissional (QVP-35) (CABEZAS-PEÑA, 1999) validado para uso no Brasil por Guimarães et al. (2004b). Para a análise estatística, foi utilizado o software estatístico Minitab for Windows ? versão 14.1 com os seguintes procedimentos: a) classificação das médias de respostas da SB e da QVT; b) teste da independência entre as classificações das respostas e as variáveis sócio-demográficas e ocupacionais através do teste Qui-Quadrado; c) estudo de correlação com o coeficiente de Pearson, para conhecer como e quais variáveis foram correlacionadas. Resultados: A amostra de estudo foi composta por todos os profissionais de enfermagem (75,6%) contratados pelo hospital e também por médicos plantonistas (24,4%). A maioria é composta por indivíduos casados, do sexo feminino e com escolaridade até ensino médio. Constatou-se uma presença moderada (média) da SB e uma percepção de ?Muita? QVP. Trabalhadores de enfermagem e médicos que perceberam ter um baixo nível de QVP têm um nível mais alto de SB. Os profissionais que atuam entre 11 a 20 anos na função, apresentaram pior percepção de QVP que os que trabalham há menos ou há mais tempo. O nível da SB de médicos e enfermeiros diferiu. Os médicos apresentaram um nível mais ?Alto? de SB na dimensão ?Despersonalização?. Quanto à SB, os profissionais estudados apresentaram Média ?Exaustão Emocional?, Baixa ?Despersonalização? e ?Diminuição da Realização Pessoal?. Com relação às correlações do MBI e QVP, observou-se que, em geral, os profissionais que possuem um nível ?Baixo? de QVT têm um nível mais ?Alto? de SB. A amostra em geral percebeu ter Pouco ?Apoio Organizacional?, bem como Pouca ?Carga de Trabalho?, Muita ?Motivação Intrínseca? e Muita ?QVT?. Conclusões: Os resultados obtidos remetem à necessidade de ações preventivas e interventivas que possibilitem a detecção e manejo dos fatores de risco psicossocial específicos para SB e a conseqüente melhoria da QVP.

  • Data da Defesa: 07/11/2006
  • Download: Clique aqui
+ SÍNDROME DE DOWN: VIVÊNCIAS E EXPECTATIVAS MATERNAS.
  • Docentes:
    • Vera Sonia Mincoff Menegon
    • Sonia Grubits
    • Sônia Margarida Gomes Sousa
  • Resumo:
    O objetivo deste trabalho clínico qualitativo foi entender as vivências de mães de portadores de Síndrome de Down (SD). Foram entrevistadas seis mães selecionadas de acordo com a idade dos filhos portadores de SD, sendo três mães de adolescentes, que atualmente vivenciam a busca pela inclusão social dos filhos, e três mães de bebês, que estão mais próximas ao momento do diagnóstico. Primeiro, foram realizadas conversas informais e a solicitação para assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido para a pesquisa. Somente após o aceite, iniciaram-se as entrevistas, com a anamnese, o perfil sóciodemográfico e as entrevistas semi-estruturadas. Buscaram-se questões referentes aos sentimentos e vivências anteriores à gestação; relatos sobre a gestação, o parto, a síndrome, o momento do diagnóstico, os sentimentos após o diagnóstico, o início do período de atendimento, a rotina do dia-a-dia, a sociedade e o futuro. Após coletar estas informações, foram selecionados e discutidos os principais assuntos enfocados na pesquisa. Inicialmente, foi discutido o momento do diagnóstico, o qual foi relatado como um episódio difícil envolto por sentimentos de medo, tristeza, choque, culpa, entre outros. Passado o choque da notícia, começou a busca por atendimentos e escolas. A sociedade mostrou-se negativa denotando desinformação. A equipe de saúde foi descrita de forma negativa no momento do diagnóstico, porém, como importante para a aceitação e para o desenvolvimento da criança. A família, assim como a sociedade, foi relatada como preconceituosa; especialmente membros que não estão próximos do núcleo familiar. Os pais e irmãos foram descritos como importantes, porém com papéis secundários no que se refere aos cuidados diários. As mães relataram que a família, irmãos e pais, participam ativamente da vida do portador de SD, mas dizem serem elas as principais responsáveis pelos cuidados diários. Reconhecem as limitações de seus filhos, mas ressaltam inúmeras qualidades. Consideram importante a sexualidade, mas demonstram dificuldade em lidar com esta questão. Temem o futuro, justificando que conhecem as limitações do portador dessa Síndrome e os preconceitos da sociedade. Diante dessas questões acredita-se ter contribuído para uma melhor compreensão do tema proposto, valorizando a importância familiar e, em especial, das mães de portadores de Síndrome de Down.
  • Data da Defesa: 06/11/2006
  • Download: Clique aqui
+ ESTUDO SOBRE OS COMPORTAMENTOS DE RISCOS E FATORESDE PERSONALIDADE DOS MOTOCICLISTAS ACIDENTADOS ENÃO ACIDENTADOS
  • Discente:
    • Paulo Ricardo Martins Nunes
  • Docentes:
    • Reinier Johannes Antonius Rozestraten (Orientador(a))
    • Roberto Moraes Cruz
  • Resumo:

    SILVA, Rosania Maria. Estudo sobre os Comportamentos de Riscos e Fatores de Personalidade dos Motociclistas Acidentados e não Acidentados. 2006. 116 f. Dissertação Mestrado do Programa de Mestrado em Psicologia) - Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, MS, 2006. A motocicleta tornou-se, hoje, um veículo popular e, por sua vez, o transporte que configura o maior índice de acidentes. O presente estudo teve como meta traçar o perfil de personalidade dos motociclistas acidentados (grupo 1) e compará-los com os motociclistas não acidentados, sem envolvimento em multas e acidentes, com cinco anos ou mais de habilitação (grupo 2) da cidade de Rondonópolis-MT. A princípio, foram levantadas as seguintes hipóteses: 1 ? Os motociclistas acidentados apresentam mais comportamentos de risco (desobediência às regras de trânsito). 2 - As pessoas com resultado superior nos traços de vulnerabilidade, desajuste psicossocial, ansiedade e depressão, estão mais propensas a comportamento de risco na direção e, portanto, de se envolverem em acidentes. Para testar estas hipóteses, foram utilizados os seguintes instrumentos: entrevista semi-dirigida e o teste de personalidade EFN (Escala Fatorial de Ajustamento Emocional / Neuroticismo). Verificouse, analisando, os resultados obtidos, que os entrevistados, de uma maneira geral, parece ter consciência de que os motociclistas estão mais vulneráveis aos acidentes de trânsito; mesmo assim, parte dos entrevistados utiliza a moto tanto para o trabalho como para o lazer, talvez por ser o único meio de transporte que possua. Entre o Grupo 1, a maioria dos motociclistas acidentados responsabilizou o outro motorista pelo acidente, porém assume ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente e, 35,4% deles não possuem habilitação. A partir desses resultados, a primeira hipótese foi confirmada, mas não foi possível a confirmação da segunda, porque os resultados obtidos no teste EFN apresentam não haver diferença significativa entre os dois grupos, no que se refere aos fatores psicológicos de vulnerabilidade, desajuste psicossocial, ansiedade e depressão. Isso porque, talvez, a personalidade não tenha influência na ocorrência dos acidentes. Apenas no resultado da ansiedade, houve diferença significativa entre os dois grupos, em relação ao sexo. Palavras-Chave: Motocicleta. Acidente Motociclístico. Fatores de personalidade.

  • Data da Defesa: 20/10/2006
  • Download: Clique aqui
+ A INFLUÊNCIA DAS RELAÇÕES FAMILIARES NOAJUSTAMENTO ESCOLAR DA CRIANÇA KAIOWÁ
  • Discente:
    • Adriana Rita Sordi Lino
  • Orientador(a):
    • Sonia Grubits
  • Resumo:

    Observações realizadas junto a escolas indígenas apontam para o fato de que manifestações de indisciplina por parte das crianças indígenas, não são comuns. Estaria na especificidade das relações familiares dessa cultura, este comportamento? A partir desta questão, este estudo objetivou verificar como estas características sócio-culturais específicas se refletem no comportamento infantil e repercutem na adaptação ao ambiente escolar. Para tanto, através de entrevistas e observações de crianças e pais, foram realizados quatro estudos de caso. Os participantes desta investigação, três crianças do sexo feminino e uma do masculino, pertencem à etnia Guarani-Kaiowá e são alunos de uma escola da reserva Bororó, situada no município de Dourados⁄MS. Pode-se observar que: o diálogo e respeito mútuo são característicos da relação entre pais e filhos, o que pode ser observado por meio do tom sereno e suave, com o qual as mães dirigem-se aos filhos. A curiosidade infantil não é reprimida, permitindo a exploração do ambiente, bem como a participação em todas as atividades familiares, sem restrição, punição ou castigo. Provavelmente, estes sejam alguns dos fatores que facilitem a convivência, os relacionamentos e também o comportamento escolar. Palavras-chave: Guarani-Kaiowá. Crianças. Relações familiares. Comportamento escolar.

  • Data da Defesa: 11/09/2006
  • Download: Clique aqui
+ O ESTRESSE DO ADMINISTRADOR DE EMPRESAS PRIVADAS: UM ESTUDO EM CASCAVEL ? PR
  • Docentes:
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:
    COSTA, Denize Dalla. O estresse do administrador de empresas privadas: um estudo em Cascavel ? PR. 2006. 104 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, 2006. Há uma grande variedade de estudos sobre o estresse, tanto na área clínica como na organizacional, e, mais especificamente, o estresse ocupacional. Esta pesquisa caracterizou-se como quantitativa e de caráter descritivo-analítico, com objetivo de identificar os sintomas físicos e/ou psicológicos do estresse nos profissionais de administração, e, analisaram-se os resultados obtidos pelo Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (LIPP, 2000) de acordo com os dados sócio-demográficos. Este instrumento é baseado na abordagem cognitivo-comportamental, a qual prioriza a resposta do organismo a um estímulo, de acordo com a sua interpretação. Além deste, fez-se uso de um questionário de caracterização sócio-demográfico em uma amostra de 47 profissionais da área de Administração da cidade de Cascavel ? PR. Para a análise estatística utilizou-se o Teste do Qui-Quadrado (x²) para a comparação das médias dos grupos. Os resultados obtidos demonstraram que, dos 47 administradores entrevistados, a maior prevalência de sintomas de estresse encontra-se em pessoas do sexo feminino, solteiras, com apenas um filho. O maior índice encontra-se na faixa etária de 40 a 44 anos, com tempo de formação na área entre sete e 11 anos e com período de atuação entre 12 e 16 anos. Quanto ao grau de instrução, a maior incidência ocorre com pessoas que não possuem curso de pós-graduação. Com relação à renda familiar mensal, observou-se que pessoas que recebem de R$ 1.500,00 à R$ 2.000,00 são mais acometidas pelos sintomas de estresse. Verificou-se, também que 53,2% estão na fase de Resistência e 4,3% na fase de Quase-Exaustão do estresse, com prevalência de 25,5% de sintomas psicológicos, seguidos de 21,3% de sintomas físicos. O fato de haver predominância na fase de Resistência pode indicar que os eventos estressores ainda se mantêm e o organismo procura restabelecer o equilíbrio procurando adaptar-se. Palavras-chave: Estresse Ocupacional; Sintomas Físicos e/ou Psicológicos; Fases do Estresse.
  • Data da Defesa: 08/08/2006
  • Download: Clique aqui
+ SAÚDE MENTAL, TRABALHO EM TURNOS E QUALIDADE DO SONO DE FUNCIONÁRIOS DA LINHA DE PRODUÇÃO DE UMA INDUSTRIA MOVELEIRA DE ARAPONGAS, PR
  • Docentes:
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • José Carlos Rosa Pires de Souza
  • Resumo:
    O objetivo deste estudo foi verificar a correlação entre os distúrbios psiquiátricos menores, qualidade do sono e o trabalho em turnos de funcionários da linha de produção de uma indústria moveleira de Arapongas, PR. Participaram do estudo 124 funcionários do sexo masculino, sendo que 51,6% (n=64) trabalham no primeiro turno e 48,4% (n=60) no segundo turno. Após a aplicação de um Questionário sócio-demográfico, os funcionários responderam o Questionário de Saúde Geral de Goldberg (QSG-60), o qual avalia a ausência dos distúrbios psiquiátricos não psicóticos (chamados distúrbios psiquiátricos menores). Os participantes também responderam o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (IQSP), que varia entre 0 e 21 pontos, com um ponto de corte igual ou superior a 5 na pontuação global, valor que indica distúrbio do sono. Neste trabalho tem-se interesse em observar se existe ou não dependência entre as variáveis: idade, remuneração, tempo de trabalho no turno, número de filhos, estado civil e escolaridade. Foi aplicado o teste Qui-quadrado e como alternativa ao teste Quiquadrado, o teste exato de Fisher. Foi utilizado também a proc freq do software Statistical Analysis System 8.2 de 1999 (SAS). A hipótese de independência entre as variáveis será rejeitada em nível de significância de 5%. As conclusões deste estudo mostraram que os funcionários com idade entre 38 e 47 anos, casados/amigados e viúvos, que trabalham no turno matutino e com mais de três filhos apresentam um numero maio de alterações do sono como sonolência diurna, sono de curta duração e dificuldade ao adormecer. Os resultados também levam a concluir que é de suma importância o uso de um questionário específico associado ao QSG-60 para avaliar sono, pois os dados apresentados pelo QSG-60 se mostraram muito acima dos resultados do IQSP e não corroborando com outras pesquisas. Palavras-chave: QSG-60; IQSP ; Distúrbios do sono.
  • Data da Defesa: 30/03/2006
  • Download: Clique aqui
+ QUALIDADE DE VIDA E ESTÉTICA BUCAL NA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DE FURNAS DO DIONÍSIO, MATO GROSSO DO SUL
  • Discente:
    • Tatiana Motti Gibran
  • Orientador(a):
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
  • Resumo:

    Introdução: a Estética é uma referência presente em todos os povos e sociedades e difere segundo a cultura e quanto às repercussões relacionadas à mesma, que podem se refletir positiva ou negativamente na esfera biopsicossocial, em particular no bem-estar subjetivo e na Qualidade de Vida. Objetivos: este estudo objetivou verificar a possível ocorrência de alterações na Qualidade de Vida em um grupo de moradores da Comunidade remanescente de quilombo de Furnas de Dionísio, após a instalação de Prótese Parcial Removível Temporária- PPRT. Casuística e Método: foi realizado um estudo de caso de validação clínica, antes e depois de um mês da instalação de PPRT, em uma amostra voluntária de 31 sujeitos (17M; 14F) que apresentavam ausência de no mínimo um dente incisivo superior. Foram aplicados e reaplicados os seguintes instrumentos: o questionário de Qualidade de Vida SF-36 ?The medical outcomes Study 36-item short-Form Health Survey? e uma ficha clínica odontológica, através da qual se coletaram dados pessoais, clínicos e odontológicos. Os participantes também foram fotografados em dois momentos: 1) com ausência dentária (antes) e 2) depois, mostrando a reconstituição do(s) elemento(s) ausente(s) com a instalação da PPRT. Resultados: Obteve-se um predomínio de participantes casados (67,7%), com mais de 35 anos (58%) com maior concentração na faixa etária de 41 a 45 anos (22, 6%). A maior parte da amostra não apresenta alterações clínicas (38,7%), no entanto, 19,4% apresentam problemas relativos à pressão alta (19,4%) e outros 19,4%, ingestão de álcool ou cigarro. Antes da colocação da PPRT, os participantes que não apresentaram alterações clínicas, revelaram melhor QV em todos os domínios, comparados aos participantes que apresentaram algum tipo de alteração. Destes, ambos os grupos evidenciaram uma melhoria na QV após a PPRT. O domínio QV ?capacidade funcional? apresentou menor variação antes e depois da colocação de PPRT e o ?aspecto físico? foi o domínio com maior variação, para ambos os sexos. Encontraram-se neste estudo, correlações entre a maioria os domínios de QV do instrumento SF-36, com exceção dos domínios ?estado geral de saúde? e ?vitalidade?; a QV da amostra como um todo melhorou após a instalação da PPRT. Os participantes do sexo masculino apresentaram melhor QV (antes e depois) que os do sexo feminino. No entanto, todos os participantes do estudo apresentaram, independentemente do sexo, uma melhor QV após a instalação da PPRT, revelando que a mudança da Estética bucal influenciou positivamente a QV dos mesmos, sendo que os domínios onde a melhora foi mais acentuada foram: aspecto físico, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspecto social e saúde mental. Conclusão: Este estudo revelou que a Estética bucal pode afetar todos os domínios de QV do indivíduo, tanto aqueles referentes ao componente físico quanto ao mental. PALAVRAS-CHAVE: Estética bucal. Qualidade de Vida. Furnas do Dionísio. População Negra. Prótese Parcial Removível Temporária.

  • Data da Defesa: 20/03/2006
  • Download: Clique aqui
+ SÍNDROME DE BURNOUT E QUALIDADE DE VIDA PROFISSIONAL EM POLICIAIS MILITARES DE CAMPO GRANDE-MS
  • Docentes:
    • Liliana Andolpho Magalhães Guimarães
    • Angela Elizabeth Lapa Coêlho
    • Julio Cesar Fontana Rosa
  • Resumo:
    MAYER, Vânia Maria. Síndrome de Burnout e Qualidade de Vida em Policiais Militares de Campo Grande-MS, 2006. 157 p. ? Dissertação de Mestrado ? Programa de Mestrado em Psicologia. Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). INTRODUÇÃO - É bem conhecido o alto nível de exposição ao risco para o estresse ocupacional e a Síndrome de Burnout (SB) ao qual estão submetidos os policiais militares, com repercussões importantes em sua saúde física e mental, bem como em sua Qualidade de vida geral e no Trabalho. OBJETIVOS - Caracterizar a ocorrência e os níveis de Síndrome de Burnout e a Qualidade de Vida Profissional (QVP) de Policiais militares de Campo Grande-MS. CASUÍSTICA E MÉTODO - Trata-se de um estudo exploratório-descritivo. De uma população de N = 2321 policiais militares da cidade de Campo Grande / MS foi composta uma amostra aleatória de n = 240 policiais (148 M; 92 F). Foram utilizados dois instrumentos de pesquisa: 1) MBI ? Inventário de Burnout de Maslach (MASLACH; JACKSON, 1986) com validação brasileira de Tamayo (2003) e 2) QVP-35 - Questionário de Qualidade de Vida Profissional (CABEZAS, 1999) validado para uso no Brasil por Guimarães et al. (2004). Foram realizados os seguintes procedimentos estatísticos: a) classificação das médias de respostas da SB e da QVT; b) médias desses grupos para verificar diferenças entre as mesmas através do teste t de Student por sexo, c) análise de Variância (ANOVA) d) independência entre sexo, estado civil, SB e QVP através do teste χ2 (Qui-Quadrado); e) estudo de correlação entre as 3 dimensões da SB e as 8 dimensões de QVP, f) Análise de Regressão Múltipla. RESULTADOS - A amostra de estudo foi composta por policiais militares, de todas as patentes, casados, de ambos os sexos e com escolaridade até ensino médio predominantemente. Para ambos os sexos a dimensão mais pontuada com relação a QVP foi a Motivação Intrínseca, e a menos pontuada, o Apoio Organizacional. Os participantes revelam uma alta QVP. Mulheres policiais percebem sua QVP como pior, apontando a Carga de Trabalho como maior e também Desconforto com relação à execução do trabalho. No entanto, referem que recebem mais Apoio Organizacional do que os homens. O estado civil (ser solteiro) atenua a percepção quanto à Carga de trabalho excessiva para ambos os sexos e piora, no sexo feminino a percepção sobre Apoio Organizacional. Para ambos os sexos, cerca de metade da amostra apresenta com relação à SB, um nível moderado de desgaste na dimensão Despersonalização, o que não confirma uma das hipóteses de pesquisa, que suponha um alto nível em todas as dimensões. Já o sexo feminino apresenta média maior que o masculino, na dimensão ?Diminuição da Realização Pessoal?. A SB não está relacionada a uma pior, ou melhor, percepção de QVP nesta amostra de estudo. Não foram encontradas diferenças para apresentação da SB e na Percepção sobre a QVP, segundo a faixa etária, a patente e tempo de serviço. Os resultados indicam que os militares estudados apresentam nível moderado de SB em suas três dimensões. CONCLUSÕES - A pesquisa apontou para a necessidade de modernização da cultura da instituição, bem como de suas políticas e estratégias de gestão de recursos humanos, para uma efetiva diminuição dos níveis de desgaste emocional detectados e conseqüente melhoria da QVP. PALAVRAS-CHAVE - Síndrome de Burnout. Qualidade de Vida Profissional. Policiais Militares.
  • Data da Defesa: 20/03/2006
  • Download: